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	<title>Arquivos Daniel Radcliffe - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Daniel Radcliffe - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Truque de Mestre &#8211; O 2º Ato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Radcliffe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa Truque de Mestre: O 2º Ato. Dirigido por Jon M. Chu (G.I. Joe &#8211; Retaliação), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um thriller [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa <em>Truque de Mestre: O 2º Ato</em>. Dirigido por Jon M. Chu (<i>G.I. Joe &#8211; Retaliação</i>), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um <em>thriller</em> não deve ser.</p>
<p>No elenco, aparecem figuras como Michael Caine, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Lizzy Caplan, Daniel Radcliffe e Morgan Freeman. Apesar desses e outros nomes bacanas no <em>cast</em>, a interpretação de todos na película é irritante. Os atores criam uma atmosfera <em>fake</em> no tom da fala, não possuem uma boa dinâmica em cena e chegam a irritar ainda mais nos momentos nos quais o filme tenta propiciar um tom de mistério.</p>
<p>O ponto mais negativo é a personagem Thaddeus Bradley, interpretado por Morgan Freeman. O ator pode até ser incrível, mas não no segundo <em>Truque de Mestre</em>. Quem já assistiu a animação <em>South Park</em> deve lembrar da fama do ator de entrar nas cenas para traduzir para o público o que aconteceu na história. Porém, a película é tão óbvia que a função de Morgan Freeman é inútil e acaba por tirar seu espectador do sério.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6137" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/3-nysm.jpg" alt="3-nysm" width="610" height="348" /></p>
<p>Se há algum culpado para o fracasso do elenco, contudo, o maior culpado é o roteiro de Ed Solomon (também co-roteirista do primeiro filme) e Pete Chiarelli. Cada frase é uma bomba maior que a outra. Repetição de palavras, frases de efeito, subestimação do público. Como a projeção conta a trajetória de um grupo de mágicos, os Cavaleiros, há uma insistência em explicar constantemente, pelo menos duas vezes, os truques feitos pela equipe ou por seus inimigos. Além de evidenciar como os criadores são pretensiosos e acreditam que construíram uma trama tão elaborada que precisa de diversos relatos do ato (o que não é), a estratégia é maçante e corta o clima de ação do longa.</p>
<p>Se é óbvio, não tem ação. Se não tem roteiro bem construído, não gera interesse. Aliás, nem vale a pena citar a sinopse, porque não faz diferença nenhuma se você entende, desde o início, que eles irão se safar. As atuações vão de ruim até o irritante. Nada de especial sobre a trilha ou qualquer outro quesito técnico. Se você gosta de filme de ilusionismo e magia, o melhor mesmo é esperar esse passar na Sessão da Tarde.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdCB_HBBruA" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Será que?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 00:16:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Radcliffe]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Dowse]]></category>
		<category><![CDATA[Será que?]]></category>
		<category><![CDATA[Zoe Kazan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Usar clichês não é ruim. Infelizmente o clichê acabou tornando-se um argumento frequente no senso comum quando se quer justificar a não apreciação de alguma obras, sobretudo comédias românticas. Repito, o clichê não é ruim, o que é ruim é usar mal um clichê. A comédia romântica indie Será que? é uma coleção de clichês do gênero. Trilha sonora cool; um protagonista masculino desajustado, curtindo uma fossa após o rompimento de um relacionamento traumático; uma protagonista feminina absolutamente adorável, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2027" aria-describedby="caption-attachment-2027" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/whatif2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2027 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/whatif2-620x348.jpg" alt="whatif2" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2027" class="wp-caption-text">Clichê assumido: Filme se sustenta utilizando com inteligência as constâncias das comédias românticas</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Usar clichês não é ruim. Infelizmente o clichê acabou tornando-se um argumento frequente no senso comum quando se quer justificar a não apreciação de alguma obras, sobretudo comédias românticas. Repito, o clichê não é ruim, o que é ruim é usar mal um clichê. A comédia romântica <em>indie </em><em>Será que? </em>é uma coleção de clichês do gênero. Trilha sonora <em>cool;</em> um protagonista masculino desajustado, curtindo uma fossa após o rompimento de um relacionamento traumático; uma protagonista feminina absolutamente adorável, mas confusa sobre os seus sentimentos; os amigos &#8220;loucos&#8221;  e confidentes dos dois; os desencontros amorosos; o antagonista indesejável&#8230; Apesar de ser tudo muito igual ao que já foi visto por ai, tudo em <em>Será que? </em>é muito diferente também.</p>
<p>No filme, Daniel Radcliffe vive Wallace, um estudante de medicina que abandona a carreira após descobrir que sua namorada o traiu com um médico mais velho. Tentando se recuperar do baque ele vai a uma festa e conhece Chantry, personagem de Zoe Kazan. Os dois descobrem que têm muitas coisas em comum, porém tudo promete ficar só na amizade já que ela tem um namorado. Wallace e Chantry passam algum tempo podando suas intenções amorosas até que o namorado dela sai do Canadá a trabalho e essa distância a aproxima ainda mais do amigo.</p>
<figure id="attachment_2029" aria-describedby="caption-attachment-2029" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/whatif3.png"><img decoding="async" class="wp-image-2029 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/whatif3-620x310.png" alt="whatif3" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-2029" class="wp-caption-text">Muito mais do que o Harry Potter: Daniel Radcliffe tem conseguido lidar bem com a sua carreira após a saga</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já sinalizado, <em>Será que? </em>não apresenta grandes saltos para a história do cinema, nem é isso que ele pretende fazer. O filme de Michael Dowse gira em torno de temas corriqueiros como as tolices dos casais em suas relações amorosas e no tempo que perdem entre discussões e negações de sentimentos, a magia do encontro, a dor da traição e a dificuldade que é se recuperar de um grande &#8220;chute no traseiro&#8221;.</p>
<p>O que diferencia <em>Será que? </em>de qualquer outro filme do gênero é que ele não artificializa as suas situações em torno de uma estética e de uma narrativa pasteurizante, <em>clean</em>. Há personagens e preocupações que de fato são reais e não forjadas, os personagens se questionam sobre suas próprias constâncias e erros no universo dos encontros e desencontros amorosos. Daniel Radcliffe e Zoe Kazan  &#8211; como são adoráveis, dá vontade de ser amigo dos dois! &#8211; são jovens reais, não Ashton Kutcher, Cameron Diaz ou Kate Hudson em busca de um pé de meia a qualquer custo. Suas imperfeições físicas e comportamentais os tornam atraentes e é por esse caminho que o filme consegue criar empatia no espectador.</p>
<p>Se tratando de um longa protagonizado por Daniel Radcliffe é preciso fazer um adendo. <em>Será que? </em>representa mais uma decisão madura e consciente do ator nessa fase pós-<em>Harry Potter</em>. Ciente de que é difícil superar e desgarrar-se do estigma de ter vivido um dos principais ícones do cinema contemporâneo, Radcliffe parece não criar muitas expectativas e nem ambiciona transições radicais. Assim como sua colega de elenco, Emma Watson, o ator tem &#8220;comido pelas beiradas&#8221;, encaixando-se em produções como essa, a série <em>Diário de um jovem médico, </em>o drama <em>Versos de um Crime&#8230;</em></p>
<figure id="attachment_2030" aria-describedby="caption-attachment-2030" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/What-If.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2030 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/What-If.jpg" alt="THE F WORD" width="612" height="341" /></a><figcaption id="caption-attachment-2030" class="wp-caption-text">Empatia: Casal protagonista é crível e estabelece uma conexão imediata com o espectador.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando a Será<em> que?,</em> o filme não é revolucionário. Ele apenas mostra como o caminho do clichê pode ser uma ótima alternativa desde que muito bem manipulado. Nesse caso, o olhar de um diretor inteligente, que soube dosar suas pretensões e possibilidades, trouxe para o público um filme sincero, crível, humano, sem deixar de mexer com nosso ideário romântico, nossas fantasias e expectativas amorosas. Ou seja, o melhor de dois mundos, e ainda tem a Zoe Kazan!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Versos de um Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 02:36:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dane DeHaan]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Radcliffe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A geração beat foi um movimento literário que tomou impulso no final da década de 1950 e início dos anos de 1960. Cansados do excesso de veneração a canônes e valores conservadores da cultura norte-americana, um grupo de jovens rompeu com os padrões vigentes através de uma produção intelectual inspirada. Movidos a jazz, drogas e sexo livre esses escritores produziam compulsivamente e apresentavam uma narrativa intensa, com fluxo de pensamento desalinhado, abusando do emprego de gírias e palavrões. Participaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1201" aria-describedby="caption-attachment-1201" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Kill-Your-Darlings-Movie.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1201 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/kill-620x345.jpg" alt="kill" width="620" height="345" /></a><figcaption id="caption-attachment-1201" class="wp-caption-text">O início de uma revolução: Burroughs (Ben Foster), Ginsberg (Daniel Radcliffe) e Carr (Dane DeHaan) preparam o seu primeiro manifesto contra os canônes da cultura americana na Universidade de Columbia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A geração <em>beat </em>foi um movimento literário que tomou impulso no final da década de 1950 e início dos anos de 1960. Cansados do excesso de veneração a canônes e valores conservadores da cultura norte-americana, um grupo de jovens rompeu com os padrões vigentes através de uma produção intelectual inspirada. Movidos a jazz, drogas e sexo livre esses escritores produziam compulsivamente e apresentavam uma narrativa intensa, com fluxo de pensamento desalinhado, abusando do emprego de gírias e palavrões. Participaram desse movimento o poeta Allen Ginsberg (de <em>Howl</em>), o escritor William Burroughs (<em>Naked Lunch</em>) e, claro, Jack Kerouac (que imortalizou Neal Cassady como um herói para a geração da segunda metade do século passado em <em>On The Road</em>). Mais tarde, esse grupo se revelaria como a inspiração para a geração de ouro de cineastas norte-americanos da década de 1970 e bandas como os Beattles e o The Doors, por exemplo.</p>
<p><em>Versos de um Crime </em>mostra a gênese do movimento personificada na figura de Lucien Carr, um jovem com pouco talento mas muita rebeldia que acaba inspirando essas três figuras da geração <em>beat</em>, Allen Ginsberg, William Burroughs e Jack Kerouac, em especial Ginsberg, com quem Carr teve um breve mas intenso romance. Carr foi o responsável por inspirar os três escritores a se tornarem quem são hoje, utilizando as potencialidades dos três para materializar em verso e prosa o espírito <em>beat</em>. No entanto, Carr se envolveria em uma trama de assassinato que acabou fragilizando a perpetuação das relações do grupo e cada um seguiu o seu próprio caminho.</p>
<figure id="attachment_1178" aria-describedby="caption-attachment-1178" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Kill-Your-Darlings-Movie.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1178 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Kill-Your-Darlings-Movie.jpg" alt="Kill-Your-Darlings-Movie" width="612" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1178" class="wp-caption-text">Pacto de sangue: Carr e Ginsberg selam uma união que definiria a carreira e a vida do poeta.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme de John Krokidas é bastante linear e pouco inventivo como narrativa audiovisual. O realizador se apoia no interesse natural do espectador pela história, que é mantido graças aos nomes envolvidos na sua trama (Ginsberg, Kerouac e Burroughs) e não aos esforços dele como cineasta. <em>Versos de um Crime </em>mantém a preocupação com a gênese do fenômeno cultural <em>beat</em> e não consegue passar em imagens o espírito do grupo. Fazendo uma inevitável comparação, Walter Salles conseguiu, com toda a simplicidade que lhe é inerente, trazer para o seu <em>Na Estrada </em>a falta de linearidade, o pensamento pulsante e a atmosfera libertária da produção <em>beat</em>. <em>Versos de um Crime </em>não consegue dar conta de demandas que deveriam ser atendidas para além da simples execução de um roteiro. Krokidas não chega a comprometer o longa com essa decisão, apenas o torna menos interessante do que poderia ser.</p>
<p>Daniel Radcliffe até que se esforça como Ginsberg (sim, esforço é a palavra certa para esse caso), mas Dane DeHaan (atenção para esse rapaz pois em breve ele viverá James Dean) chama o filme para si como o instável Lucien Carr. Ben Foster também está ótimo como William Burroughs, assim como Jack Huston na pele de Kerouac. Há participações pontuais de veteranos como Jennifer Jason Leigh (interessante como a mãe de Ginsberg), Kyra Sedgwick e Michael C. Hall, como David Krammerer, a vítima de Carr. Elizabeth Olsen, por sua vez, é subaproveitada como a esposa de Kerouac, o que é uma pena.</p>
<figure id="attachment_1179" aria-describedby="caption-attachment-1179" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Kill-Your-Darlings-2013-Danniel.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1179 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Kill-Your-Darlings-2013-Danniel-620x331.jpg" alt="Kill-Your-Darlings-2013-Danniel" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-1179" class="wp-caption-text">Pedra no sapato: Personagem de Michael C. Hall é o elemento desestabilizador do grupo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Versos de um Crime </em>é um filme &#8220;quadradinho&#8221; e linear demais para retratar (ou introduzir) para a audiência do cinema (sempre muito diversificada) o que representou a geração <em>beat</em>. Apesar de trazer o embrião do movimento, John Krokidas não se preocupou em traduzir em imagens as características da escrita do grupo, o que seria essencial para torná-lo uma obra viva e menos banal do que ela acaba sendo. No final, <em>Versos de um Crime </em>se torna apenas um capítulo burocrático e didático, como essas páginas de armazenamento de curiosidades sobre um determinado fenômeno, personalidade ou obra que a gente encontra na Internet. Como obra cinematográfica poderia se inspirar pelo menos um pouco na subversão dos seus protagonistas.</p>
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