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	<title>Arquivos Dan Trachtenberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Dan Trachtenberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Predador: A Caçada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 19:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Iniciando sua carreira cinematográfica em 1987 com o longa de John McTiernan protagonizado por Arnold Schwarzenegger, a franquia O Predador já teve diversas tentativas recentes de dar fôlego aos filmes protagonizados pela criatura alienígena com capacidade para se camuflar e vocação para a caça. Todas elas, péssimas incursões. De cabeça, tem Predadores de 2010 com Adrien Brody e Alice Braga, um filme completamente esquecível. Há pouco menos de cinco anos, tivemos O Pedrador de Shane Black, que foi até simpático [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciando sua carreira cinematográfica em 1987 com o longa de John McTiernan protagonizado por Arnold Schwarzenegger, a franquia O Predador já teve diversas tentativas recentes de dar fôlego aos filmes protagonizados pela criatura alienígena com capacidade para se camuflar e vocação para a caça. Todas elas, péssimas incursões. De cabeça, tem Predadores de 2010 com Adrien Brody e Alice Braga, um filme completamente esquecível. Há pouco menos de cinco anos, tivemos O Pedrador de Shane Black, que foi até simpático em certa medida, mas tinha seus deslizes. No entanto, <strong><em>O Predador: A Caçada</em></strong> produção original da Hulu que chega ao Brasil pelo Star+ é uma empreitada de outra natureza. A melhor da franquia em anos.</p>
<p>Dirigido por Dan Trachtenberg, o mesmo por trás de Rua Cloverfield, 10, <em><strong>O Predador: A Caçada</strong></em> traz sua ação para a América do Norte de 1719 quando uma jovem comanche tem que dar provas de sua capacidade de liderança para toda a sua comunidade extremamente patriarcal. Ninguém acredita na garota quando ela diz ter visto a criatura assassina pelas redondezas da sua tribo. É então que ela empreende uma jornada para provar que o monstro existe e que ela é capaz de derrotá-lo sozinha.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15804" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Predator-1200x900-1.jpg" alt="O Predador: A Caçada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Predator-1200x900-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Predator-1200x900-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Predator-1200x900-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Predator-1200x900-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Um dos méritos do filme de Dan Tachtenberg é sua ação extremamente bem dirigida. Todas as sequências do filme, envolvendo CGI ou simplesmente a coreografia dos confrontos físicos entre seus personagens são muito bem orquestradas pelo seu diretor, que tem uma precisão e um controle sobre a atenção do espectador impressionantes. O longa consegue utilizar muito bem a criatura icônica da franquia, lhe conferindo um tom ameaçador e trazendo para sua ação violência, força bruta, fisicalidade pura.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o roteiro habilmente desenvolvido pelo mesmo Dan Tachtenberg e por Patrick Aison concebe uma protagonista interessante com um arco que, no final das contas, revela todo um contexto rico de possibilidade de reescrita da história pela ficção. A jovem protagonista de <em><strong>O Predador: A Caçada</strong></em> enfrenta com muita coragem àqueles que representam seus opressores na história, a criatura alienígena, claro, mas também os homens da sua tribo e os brancos colonizadores que em dado momento entram na história.</p>
<p>Na essência, <em><strong>O Predador: A Caçada</strong></em> é até um longa bastante simples, sustentado pela eficiência na condução dos seus pilares básicos: sequências de ação de tirar o fôlego e uma narrativa inspiracional condizente com questões em voga para a atual geração. Direto ao ponto e sem as firulas de Shane Black, último cineasta que se aventurou na franquia, Dan Tachtenberg faz um filme repleto de acertos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dan Trachtenberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Amber Midthunder, Michelle Thrush, Julian Black Antelope</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zixUr3I7o2U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Rua Cloverfield, 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2016 22:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield: Monstro]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Trachtenberg]]></category>
		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[John Gallagher Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[John Goodman]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Elizabeth Winstead]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Cloverfield 10]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2007, J.J. Abrams, ainda colhendo os frutos da série de TV Lost, gerou muita expectativa para os fãs de filmes de monstros com a viralização de materiais a respeito do longa Cloverfield &#8211; Monstro, sua empreitada como produtor nos cinemas. Tratava-se de um filme calcado em recursos estéticos e narrativos do found footage, tipo de cinema que simula a captura de imagens por câmera amadora para contar uma história de ficção que passou a ser usado à exaustão por realizadores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em 2007, J.J. Abrams, ainda colhendo os frutos da série de TV <i>Lost</i>, gerou muita expectativa para os fãs de filmes de monstros com a viralização de materiais a respeito do longa <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, sua empreitada como produtor nos cinemas. Tratava-se de um filme calcado em recursos estéticos e narrativos do <i>found footage</i>, tipo de cinema que simula a captura de imagens por câmera amadora para contar uma história de ficção que passou a ser usado à exaustão por realizadores do gênero terror. O filme estreou em 2008 e apesar de ser muito eficiente em sua linguagem, com uma narrativa tensa que acompanhava um grupo de jovens tentando sobreviver a um ataque alienígena em Nova York, sofria do mal que parte das produções que se apoiam no recurso sofrem, não conseguindo tornar a filmagem &#8220;amadora&#8221; orgânica a sua própria história. Eis que em 2016, J.J. Abrams, através das mesmas estratégias de viralização pela internet e ofertando o mínimo que pôde sobre a sua trama, traz para o público <i>Rua Cloverfield, 10</i>, um derivado do cultuado filme de 2008 que não é uma continuação dos eventos narrados ali.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Rua Cloverfield, 10 </i>inicia sua história com um acidente de carro na estrada sofrido por Michelle, personagem de Mary Elizabeth Winstead. A moça é socorrida por Howard, papel de John Goodman, que cuida dos seus ferimentos, mas a leva para um bunker construído por ele mesmo em sua propriedade rural. Alegando proteger Michelle de um ataque químico que tornou impossível a vida de qualquer ser vivo na Terra, Howard diz para a moça que ela deve viver com ele e com um outro rapaz que também procurou abrigo na sua propriedade pelo período de dois anos até que o planeta volte a ser habitável. Acontece que Michelle começa a duvidar das boas intenções de Howard, o que a faz supor que toda essa teoria apocalíptica criada pelo seu &#8220;protetor&#8221; seja fruto da sua cabeça paranóica.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5848" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10-750x422.jpg" alt="cloverfield10" width="649" height="365" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10.jpg 1296w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O público que assistir <i>Rua Cloverfield, 10 </i>em busca de conexões da trama com <i>Cloverfield &#8211; Monstro </i>pode sair frustrado. Aparentemente, até o presente momento, não há conexão, nem mesmo cronológica entre os eventos dos dois filmes. A única ligação possível entre os longas é que ambos possuem como evento catalisador invasões alienígenas. Lá pelo final do filme, o longa estabelece uma possível vinculação entre os eventos, mas isso não é o carro-chefe ou a grande preocupação da obra. Nem mesmo o <i>found footage</i> de <i>Cloverfield &#8211; Monstro </i>é usado aqui. Os diretores também são diferentes. Enquanto o filme de 2008 era conduzido por Matt Reeves, que atualmente comanda a nova franquia <i>Planeta dos Macacos</i>, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>é dirigido pelo estreante Dan Trachtenberg que surpreende por apresentar o mesmo pulso e ritmo na condução de uma trama de tensão ascendente, produzindo um efeito semelhante na fita àquele que Reeves apresentava em <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>. Assim, o espectador tem garantida durante toda a projeção da obra, uma trama ágil e de deixar os nervos de qualquer um à flor da pele.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Adotando uma estética mais &#8220;convencional&#8221; que <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>se beneficia pela ausência do <i>found footage</i>, que, como já antecipado, ao mesmo tempo que conferia uma linguagem interessante e que estava à serviço da construção de uma atmosfera apavorante no filme de 2008, não conseguiu ganhar a organicidade necessária na própria história. Liberto desse recurso, o diretor Dan Trachtenberg realiza um filme sem eventuais estranhamentos visuais que prende o espectador no mesmo clima de paranoia vivenciado por sua protagonista, encurralada pela dúvida acerca dos riscos que estão fora e dentro do bunker do personagem de John Goodman. Trachtenberg confere um ritmo tão frenético e angustiante para a sua história como aquele que Reeves conseguir compor em <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, com o adendo de que a trama de <i>Rua Cloverfield, 10 </i>está muito mais aberta a momentos de respiro e introspecção dos seus personagens do que o longa de 2008.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Beneficiado pelas performances comprometidas de Mary Elizabeth Winstead, impecável como a grande heroína da história, e John Goodman, muito interessante na composição de um tipo que inspira sentimentos dúbios não apenas na sua protagonista mas também na plateia, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>é um filme inquietante de execução precisa, mexendo com os nervos do público desde as suas primeiras sequências. Como estreia e sob o apadrinhamento de J.J. Abrams, o diretor novato Dan Trachtenberg soube aproveitar muito bem a oportunidade que lhe foi dada, realizando um filme psicologicamente tenso que serve muito bem aos propósitos dos gêneros, formatos e temas com os quais procura flertar como suspense, a paranoia pós-apocalíptica, os filmes de invasão alienígena etc.</p>
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