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	<title>Arquivos Dakota Johnson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Dakota Johnson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Amores Materialistas (HBO max)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 11:04:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celine Song (Vidas Passadas) se vale das marcas narrativas e estéticas de comédias românticas dos últimos 30 anos para construir o roteiro e a direção de Amores Materialistas. No entanto, ao invés de almejar se encaixar no subgênero, a artista subverte o mesmo, colocando a história em outro lugar, um local de progressiva introspecção, o que pode desagradar o público. No entanto, o que é incômodo, na verdade, durante a projeção é o fato de Celine começar bem a obra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Celine Song (<em>Vidas Passadas</em>) se vale das marcas narrativas e estéticas de comédias românticas dos últimos 30 anos para construir o roteiro e a direção de <em>Amores Materialistas</em>. No entanto, ao invés de almejar se encaixar no subgênero, a artista subverte o mesmo, colocando a história em outro lugar, um local de progressiva introspecção, o que pode desagradar o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o que é incômodo, na verdade, durante a projeção é o fato de Celine começar bem a obra e ir perdendo o rumo. Com desenvolvimento da protagonista, Lucy (Dakota Johnson), a trama parece consistente: uma casamenteira (Dakota Johnson) bem sucedida, deseja ser rica. Ela conhece o homem perfeito (Pedro Pascal), até que reencontra um grande amor do passado (Chris Evans). A simplicidade dessa premissa poderia render discussões criativas e contemporâneas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, Song não apenas perde a mão do plot básico, como insere subplots, que desviam o foco do enredo principal e transformam o tom do longa-metragem completamente. A reviravolta pode fazer parte das ficções, é bem verdade, mas existem duas opções de trabalhar a atmosfera de uma produção, que geralmente são usadas: construí-la gradativamente ou convocá-la em um rompante e mantê-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que ocorre aqui é que nenhum destes fatores é aplicado. Após a virada da narrativa, as personagens perdem as conexões umas com as outras – no roteiro e nas atuações – e há uma confusão sobre qual história realmente está sendo contada. A principal questão aqui é a relação de Lucy com “os boys” dela ou o drama vivido por Sophie (Zoe Winters), sua cliente? A violência que a jovem sofre é grave e transforma completamente o filme, mas, ao mesmo tempo, não se dá espaço suficientemente para que esse enredo tenha o desenvolvimento necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, não foi construída dinâmica alguma entre elenco ou nas direções (geral, de arte e de fotografia), que levasse a sessão para esse lugar. Todo o cenário discursivo se transforma em algo sombrio, porém a estética permanece. A decupagem é a mesma, a personalidade de Lucy também – mesmo que ela diga que está mal, é a mesma tonalidade do início da projeção –, as temperaturas, as luzes, os quadros, nada se modifica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sensação que resta é a de que Celine ficou com medo de fazer um longa fútil. Todavia, na indecisão se sua obra é um drama, um romance ou uma comédia romântica, o filme fica mal trabalhado. Com toda essa vontade de se levar a sério, Celine perde a oportunidade de criar uma grande <em>romcom</em> e de trabalhar os casais trazidos pelo roteiro. Lucy vai perdendo a química tanto com John (Evans), quanto com Harry (Pascal). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a inserção do debate sobre saber o que se quer e de mulher independente também cai por terra, porque, no final das contas, Lucy escolhe a paixão juvenil ao invés de optar por aquilo que planejou sua vida inteira. E nada disso parece justificável no que é elaborado por Celine. Até mesmo a situação gravíssima de Sophie é finalizada de maneira leviana, simplesmente a colocando no mesmo ponto de partida que ela estava no começo da exibição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, a produção da A24 é feliz em sua primeira parte. Há, no início, coerência e coesão entre visualidades, mesclando as cores pastéis com as rubras, com uma atuação do trio central que convoca essas tonalidades para suas atuações, com uma direção que enquadra mostrando o cenário ao redor, como nas romcoms dos anos 1990/2000. Mas, a história se perde e a sessão acaba sendo cansativa e esquecível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção</strong>: Celine Song</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco</strong>: Dakota Johnson, Chris Evans, Pedro Pascal</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Amores Materialistas | Trailer Oficial Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/3KPtaeBKLto?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Está Tudo Bem Comigo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 01:33:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Sair do armário&#8221; não é um processo fácil para qualquer LGBT+. Na adolescência, pode ser uma jornada solitária e dolorosa, hostil se o ambiente externo não contribui para a autoaceitação. Na vida adulta, então, parece que esses problemas se multiplicam e tudo é ainda mais desafiador. Ao mesmo tempo que você se sente velho demais, envergonhado e culpado pela suposta falta de &#8220;timing&#8221; da sua jornada na comparação com a dos outros, sentindo-se ocupando lugares tardiamente, você também se entende [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sair do armário&#8221; não é um processo fácil para qualquer LGBT+. Na adolescência, pode ser uma jornada solitária e dolorosa, hostil se o ambiente externo não contribui para a autoaceitação. Na vida adulta, então, parece que esses problemas se multiplicam e tudo é ainda mais desafiador. Ao mesmo tempo que você se sente velho demais, envergonhado e culpado pela suposta falta de &#8220;timing&#8221; da sua jornada na comparação com a dos outros, sentindo-se ocupando lugares tardiamente, você também se entende como alguém &#8220;deslocado&#8221; entre os seus e se questionando sobre como deverá se portar de agora em diante, quais são as suas expectativas e a dos outros. Há o vigor da juventude e a sensação de estar pronto para explorar sua sexualidade, mas também um medo muito grande de tudo que virá a partir daí. É nesse estágio da vida que encontramos Lucy, personagem de Dakota Johnson na comédia romântica <strong><em>Está Tudo Bem Comigo?</em></strong>.</p>
<p><strong><em>Está Tudo Bem Comigo?</em></strong> conta a história de Lucy (Dakota Johnson), uma design que trabalha em um spa e está em crise com os relacionamentos que vem estabelecendo com homens até então. É nesse momento que ela revela para a melhor amiga Jane (Sonoya Mizuno) que tem dúvidas sobre sua orientação sexual. Ao mesmo tempo, Jane está prestes a se mudar para Londres depois de receber uma promoção no trabalho, algo que deixa Lucy ainda mais insegura sobre uma jornada que, antes disso, já parecia desafiadora o suficiente. Como irá passar por tudo isso sem Jane ao seu lado?</p>
<p>O filme de Tig Notaro e Stephanie Allynne é na essência uma comédia romântica, com toda a leveza inerente ao gênero, explorando aquele &#8220;american way of life&#8221; de jovens adultos estadunidenses. Acontece que, no meio dessas convenções, o roteiro de Lauren Pomerantz explora muito bem a temática LGBT+ através da jornada de Dakota Johnson. Além da personagem ser muito bem defendida pela atriz, que consegue dimensionar com sensibilidade todas as inseguranças de Lucy em seu processo de descoberta de si, o texto de Pomerantz cumpre muito bem a função de explorar a experiência singular dessa protagonista, poucas vezes abordada nas telas &#8211; normalmente essas histórias são sempre contadas pelo ponto de vista de personagens adolescentes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18294" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-7.png" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É uma pena que o mesmo roteiro que seja responsável pelo tratamento exemplar da personagem de Johnson se complique no desenvolvimento da relação desta protagonista com sua melhor amiga Jane, interpretada por Sonoya Mizuno. Logo, <strong><em>Está Tudo Bem Comigo?</em></strong> deixa de ser um filme sobre &#8220;saídas de armário&#8221; para ser um longa sobre a força da amizade dessas suas personagens, colocando uma sombra sobre aquilo que a comédia romântica tinha de mais original.</p>
<p>Em dado momento, existe até uma dubiedade sobre a personagem de Mizuno (e confesso que até o encerramento dessa crítica, essa dúvida paira na cabeça deste que vos escreve). Em dada passagem da história, depois de uma experiência mal sucedida de Lucy em um bar lésbico, Jane entra em crise com a própria amiga: seria <strong><em>Está Tudo Bem Comigo?</em></strong> uma história de amor entre amigas que se descobrem apaixonadas uma pela outra? Logo, toda a inquietação de Jane (Mizuno) é atribuída à sensação de que os dilemas de Lucy estavam ocupando um espaço muito grande enquanto ela própria vivia um momento crucial em sua vida. Nesse &#8220;desvio de rota&#8221;, <em>Está Tudo Bem Comigo?</em> perde pontos com o espectador e parece dois filmes em um só.</p>
<p>No papel que cumpre de representar uma jornada LGBT+ poucas vezes explorada em mídias audiovisuais, <strong><em>Está Tudo Bem Comigo?</em></strong> tem qualidades inegáveis. Mesmo na leveza típica de uma comédia romântica, tem um enfrentamento complexo para a trajetória da sua protagonista. Por outro lado, é um filme que apresenta uma lacuna ruidosa no seu terceiro ato, sabotando parte do seu exitoso esforço inicial.  Nesse desequilíbrio, o filme prejudica a experiência do espectador que ficou bastante intrigado com a ótima abordagem inicial das cineastas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tig Notaro, Stephanie Allynne</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dakota Johnson, Sonoya Mizuno, Jermaine Fowler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yV5EUFYyvYo?si=iGKoDJzgO0YTgSGE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Filha Perdida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jan 2022 19:47:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (Feito em Casa) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que A Filha Perdida trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil. Mas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (<em>Feito em Casa</em>) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que<strong><em> A Filha Perdida</em></strong> trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil.</p>
<p>Mas, em que sentido especificamente? Adaptação da obra homônima de Elena Ferrante – feita pela própria Gyllenhaal –, há aqui uma atmosfera desconfortável criada, seja como consequência da decupagem ou por marcas imagéticas simbólicas. A começar pela seleção de planos extremamente fechados, com câmera na mão, que passam esta impressão de sufocamento vivido pelas personagens e, principalmente, por sua protagonista, Leda (Olivia Colman/Jessie Buckley).</p>
<p>A iluminação fomenta a sensação de aprisionamento presente naquele contexto mostrado e  se enxerga mais do que as cercam do que elas mesmo.  Não há luz alguma em seus rostos, nestes closes completamente fechados, por exemplo Imediatamente depois, Gyllenhaal abre o quadro para o geral e é possível ver com mais nitidez o que esta acontecendo na cena.</p>
<p>Esta estratégia parece pensada para causar este impacto entre o que há de interno e externo nas personagens e a dinâmica se mantém até o desfecho da projeção, aumentando o potencial das metáforas e significados passados na tela. Outro ponto destacável é a presença de elementos que podem criar certa repulsa, como as frutas podres ou o inseto que está no travesseiro de Leda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15021" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg" alt="A Filha Perdida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este fator, juntamente com as seleções da direção, constroem um filme de terror em cada minuto de exibição, inclusive desde o seu início, quando Leda é colocada em uma situação de perigo intenso. A linguagem do gênero, combinada ao drama vivenciado por Leda, seja no presente ou no passado, complexificam a estrutura do enredo e criam uma suspensão durante a sessão.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que há esta elaboração de suspense e medo do que está por vir na vida de Leda, as emoções dela e de seus coadjuvantes vão sendo exploradas. Existe um tempo para que as ações ocorram. Os olhares, gestos e movimentações dos intérpretes são investigados pela câmera que, mesmo em movimento, revela os sentimentos plurais de cada figura posta ali. O trabalho do elenco contribui ainda mais para esta característica, principalmente os das atrizes Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-pai/"><em>Meu Pai</em></a>), Jessie Bluckey (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>) e Dakota Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>50 Tons de Cinza</em></a>).</p>
<p>Há todo um foco em emitir mais sentido no silêncio aqui. Desta maneira, as respirações e olhares são utilizados de forma meticulosa. O texto falado, em diversas sequências, é dito quase casualmente, pois são as expressões faciais que contam direta e fortemente o que estas mulheres estão pensando. São nestes detalhes que o longa cria todo um universo repleto de camadas e força.</p>
<p>Talvez, o único incômodo em<em> <strong>A Filha Perdida</strong></em> seja a repetição dos artifícios criados pela direção e pela fotografia. É bem verdade que eles funcionam, porém a partir do final do segundo ato e início do terceiro, a reincidência desta lógica cansa um pouco, pois deixa a trama empacada, girando em círculos. No entanto, o seu desfecho é amarrado, diminuindo o impacto desta demora.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Olivia Colman, Dakota Johnson, Jessie Buckley, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk, Paul Mescal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8y2Tz6iFetI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Contato Visceral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 22:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Babak Anvari]]></category>
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		<category><![CDATA[Zazie Beetz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de Contato Viseral (Wounds, no original) começar, uma citação do clássico romance O Coração das Trevas surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À Sombra do Medo) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta. Dono de um bar em Nova Orleans, Will (Armie Hammer, Me Chame Pelo Seu Nome) parece confortável com o fato [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de <em><strong>Contato Viseral </strong></em>(<em>Wounds</em>, no original) começar, uma citação do clássico romance <em>O Coração das Trevas </em>surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À<em> Sombra do Medo</em>) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta.</p>
<p>Dono de um bar em <em>Nova Orleans</em>, Will (Armie Hammer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>) parece confortável com o fato de ter largado a faculdade e seguido a vida de <em>bartender</em>. Sempre brincalhão, seu estabelecimento abraça todo tipo de pessoa: mulheres obesas sem camisa; um confederado briguento; sua amiga Alicia (Zazie Beetz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Coringa</em></a>), com quem possui uma tensão sexual ambígua — apesar do namorado Jeffrey (Karl Glusman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/"><em>Love</em></a>)— ; e claro, menores de idade.</p>
<p>Todavia, após uma briga generalizada desencadear, esses jovens menores saem correndo — por medo da polícia chegar — e um deles esquece o celular. Por conseguinte, Will leva o objeto para casa e, junto com sua namorada Carrie (Dakota Johnson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a>), começa a perceber coisas estranhas naquele aparelho, como mensagens de socorro chegando ou a foto de uma cabeça decapitada. Em seguida, uma espiral de loucura e baratas se espalham por <em><strong>Contato Visceral</strong></em>.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes do roteiro de Babak Anvari é como ele trabalha as frustrações inconscientes de Will. Por dentro de um homem niilista que acredita que ficar bêbado todo dia a partir das dez horas da manhã é &#8220;aproveitar a vida&#8221;, há um próprio ressentimento dele com suas escolhas do passado. Por exemplo, &#8220;<em>malditos millenials&#8221;,</em> diz ele, após o celular ser esquecido pelos adolescentes. De mesmo modo, quando leva Carrie para universidade, faz comentários maldosos sobre os estudantes. Evidentemente, ele está falando sobre si mesmo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11624" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg" alt="Contato Visceral" width="745" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg 745w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2-610x409.jpg 610w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p>Similarmente, outra discussão fortemente presente em <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é o do namoro psicologicamente abusivo. Enquanto Will acha que Carrie irá sair com professor da faculdade, esta acha que o celular esquecido é de uma menina que ele teve um caso. Assim, este relacionamento é marcado por um enorme desconfiança, deixando sempre um ar pesado entre os dois. Naturalmente, a assombração da trama é uma grande metáfora para esse caráter destrutivo e obsessivo do casal.</p>
<p>Apesar dessas desconstruções sociais com que o longa flerta, não há como não analisá-lo pelo que ele é: <em>terror</em>. Neste sentido, <strong><em>Contato Visceral </em></strong>fracassa completamente. Desde seus primeiros minutos, quando uma barata aparece no bar e Jeffrey afirma: &#8220;<em>onde há uma, há milhares escondidas</em>&#8220;, qualquer um que já tenho visto uma produção similar anteriormente, sabe que essa fala se concretizará. Além dos clichês, Babak falha em criar uma atmosfera assustadora, ao ponto que precisa recorrer a cortes rápidos de planos aleatórios para assustar o espectador. Igualmente, o diretor coloca, erroneamente, suas fichas no objeto central da trama (o celular), acreditando que a edição de som com vibrações e toques podem criar tensão.</p>
<p>Sem muitas explicações profundas, a entidade maligna está ligada a um ritual gnóstico. Para a religião, é através de uma ferida (<em>wound</em>) que se chega a transcendência e um contato com seres superiores. Obviamente, como todo <em>terror</em>, tal entidade tentará absorver o máximo de seus vassalos. Quando Carrie diz para Will que ele é apenas um corpo, isso serve tanto como essa explicação superficial quanto é também uma indicação de sua essência. O protagonista é uma pessoa sem ambições e conteúdo, algo que ele vai descobrindo ao ter contato com essa experiência.</p>
<p>Graças a um bom trabalho de Armie Hammer, Will consegue passar essa imagem do típico homem acomodado e despreocupado, ainda que guarde alguma fagulha dentro dele. Entretanto, nem sempre o roteiro ajuda o personagem, como uma estranha habilidade com malabarismo no início da trama que nunca tem função. Por outro lado, Zazie Beetz é sua figura antagônica, que, além de servir para que seja constantemente lembrado do passado, mostra um propósito em sua existência. Já Dakota Johnson, que possui menos atenção do roteiro e aparece a maior parte do tempo mostrando as pernas, é apenass outro artifício para expor verdades à Will.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é um péssimo terror que, de alguma maneira, consegue funcionar como retrato do privilégio branco masculino. Will é, no fundo, aquela pessoa destrutiva que nunca viu esse potencial negativo em si, preferindo acreditar que o mundo conspira contra ele. Por isso, nada mais apropriado do que a principal ameaça do filme estar representada num celular, um aparelho tão obsoleto quanto ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Babak Anvari</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Armie Hammer, Dakota Johnson, Zazie Beetz, Karl Glusman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=81uxmIO_lps&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>Confira o longa <strong>Contato Visceral</strong> diretamente na <a href="https://www.netflix.com/watch/80207495?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C1%2C1c848ceb23a79644d3b5a2a1da6239217a43beb9%3Af20ddc769acb62c2af6a4463c091a1f045c335e3%2C%2C">Netflix</a>!</p>
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		<title>Crítica: Cinquenta Tons de Liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2018 17:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinquenta Tons de Cinza]]></category>
		<category><![CDATA[Cinquenta Tons de Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Dornan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao último capítulo da série soft porn dos livros Cinquenta Tons de Cinza. E confesso que não foi um caminho fácil ou agradável. Neste episódio, Anastasia finalmente se casa com Christian e tenta viver uma vida relativamente normal com ele. No entanto, parece que todo o universo está contra o relacionamento, colocando empecilhos o tempo todo no amor do casal. É impressionante como esse filme conseguiu finalizar a trilogia de livros. A cada longa que passa ele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao último capítulo da série <em>soft porn</em> dos livros <em>Cinquenta Tons de Cinza</em>. E confesso que não foi um caminho fácil ou agradável. Neste episódio, Anastasia finalmente se casa com Christian e tenta viver uma vida relativamente normal com ele. No entanto, parece que todo o universo está contra o relacionamento, colocando empecilhos o tempo todo no amor do casal.</p>
<p>É impressionante como esse filme conseguiu finalizar a trilogia de livros. A cada longa que passa ele vai perdendo mais o sentido e o ibope, finalizando nesta película morna e sem furdunço. Não que os dois primeiros filmes sejam obras-primas do cinema, mas este terceiro definitivamente é o pior de todos, sem nem se esforçar.</p>
<p>Pense em uma história sem cabimento? Agora multiplique. Eu li os livros e realmente eles são ruins. Mas incrivelmente os roteiristas conseguiram tornar o filme ainda pior. Não existe arco narrativo interessante ou história que atraia a atenção do espectador. São apenas várias cenas de sexo sem conexão com a narrativa principal. E pior! Cenas de sexo sem apelo algum e super sem graça. Se nos dois primeiros filmes o casal ainda conseguia mostrar alguma química, neste parece que eles são irmãos transando. Terrível!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8665" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/2066231.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="349" /></p>
<p>Para piorar ainda mais a situação, os pontos interessantes que o segundo filme deixou em aberto foram esquecidos completamente neste terceiro. Kim Basinger, que aparece nos <em>Tons Mais Escuros</em> com uma promessa de se tornar uma vilã, simplesmente não existe neste filme. Sim, ela não está nem no elenco. Ou seja, uma das poucas coisas boas que surgiram na trama, eles fizeram questão de esquecer.</p>
<p>Os personagens alheios ao casal são completamente irrelevantes e sem sal. Só aparecem para não ficar sexo o tempo todo e ter o mínimo de história. Mas nada disso resolve, porque a história é muito ruim. Não existe clímax algum e o momento que promete um pouco mais de tensão se resolve em 30 segundos e da forma mais banal possível. Além disso, precisamos lidar com várias cenas machistas em que Christian simplesmente impõe sua opinião à Ana e ela tem que aceitar.</p>
<p>Fico feliz que é o último filme porque realmente não sei se aguentaria mais outro longa de enrolação. É como se os produtores só quisessem finalizar a trilogia, sem a menor preocupação em fazer algo minimamente interessante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yVYqTnXuRPw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Top 5: Comédias românticas ruins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 19:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Britney Spears]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Comédias românticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, 25, estreou Como ser Solteira, dirigido pelo jovem cineasta alemão Christian Ditter (Simplesmente Acontece). O longa entra para o hall de comédias que buscam ser as “diferentonas” e que tentam surpreender o público com &#8220;novas&#8221; estratégias narrativas, que, na verdade, não trazem novidade alguma. O roteiro conta a trajetória de Alice, protagonizada por Dakota Johnson (Cinquenta tons de cinza), que sente a necessidade de dar um tempo no seu relacionamento e viver o cotidiano de uma jovem solteira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4666" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/HowToBeSingle2-1-620x351.jpg" alt="HowToBeSingle2 (1)" width="620" height="351" /></p>
<p>Nesta quinta-feira, 25, estreou <strong><em>Como ser Solteira</em></strong>, dirigido pelo jovem cineasta alemão Christian Ditter (<em>Simplesmente Acontece</em>). O longa entra para o hall de comédias que buscam ser as “diferentonas” e que tentam surpreender o público com &#8220;novas&#8221; estratégias narrativas, que, na verdade, não trazem novidade alguma.</p>
<p>O roteiro conta a trajetória de Alice, protagonizada por Dakota Johnson (<em>Cinquenta tons de cinza</em>), que sente a necessidade de dar um tempo no seu relacionamento e viver o cotidiano de uma jovem solteira em Nova Iorque. A proposta do longa é tirar o foco de histórias de amor e contar o que acontece com a personagem principal, e as pessoas que estão ao seu redor, durante os términos dos namoros da garota.</p>
<p>Ainda que exista uma pequena tentativa de inovação de conteúdo, a película não cumpre sua função. Não é engraçada, muito menos interessante. Pensando nisso, o Coisa de Cinéfilo traz um top 5 das piores comédias românticas de todos os tempos. Leia com atenção e fuja fortemente dos títulos a seguir!</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4667" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i.jpg" alt="crossroads_786657i" width="620" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i.jpg 620w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i-100x65.jpg 100w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<p><strong>#05. Crossroads &#8211; Amigas para Sempre</strong> (Crossroads, 2002)</p>
<p>Estrelado por Britney Spears, sim, por Britney Spears, o filme é uma série de clichês amontoados, nessa comédia romântica inútil e sem graça. A história fala sobre a viagem de um trio de amigas e um rapaz, que elas acabaram de conhecer. Com direito a uma péssima atuação de Spears e um desfecho mais do que óbvio, <em>Crossroads</em> não é uma boa pedida.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4723" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/My-Super-Ex-Girlfriend-movies-9358243-1200-800-1-620x375.jpg" alt="My-Super-Ex-Girlfriend-movies-9358243-1200-800" width="620" height="375" /></p>
<p><strong># 04. Minha Super Ex-Namorada</strong> (My Super Ex-Girlfriend, 2006)</p>
<p>Uma Thurman e Luke Wilson são os protagonistas desta comédia romântica machista e entediante. Umma é Jenny, super heroína que começa a namorar Matt (Wilson). Quando ele decide terminar com a garota, descobre que sua ex possui poderes e os utiliza para travar uma série de vinganças contra o rapaz. As mulheres do longa têm dois perfis: a psicótica que foi largada por seu parceiro e a menininha sonhadora (vivida por Ana Faris). O machismo não é a única coisa que deixa a película intragável, mas o roteiro previsível, a falta de graça e personagens mal construídas fazem dele um dos piores filmes do gênero.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4725" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/justmyluck-1-620x377.jpg" alt="justmyluck" width="620" height="377" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong># 03. Sorte no Amor</strong> (Just My Luck, 2006)</p>
<p>Ter Lindsay Lohan nos créditos do filme já é um péssimo sinal. E isso se confirma durante as 1h48 minutos de projeção de <em>Sorte no Amor</em>. Dirigido por Donald Petrie (<em>Falando Grego</em>), o longa conta a trajetória de Ashley (Lohan), uma menina sortuda e feliz que tem a sua vida mudada quando beija Jake (Chris Pine), um garoto azarado. A partir daí a sorte dos dois se inverte e as peripécias se iniciam. Essa espécie de cópia de<em> Sexta-feira muito louca</em> (1976) e outras bilhões de histórias de troca de corpo é mais uma daquelas comédias românticas esquecíveis. A película peca pelos seus clichês, pela necessidade absurda de criar um clima de romance entre as personagens principais, pelo roteiro cheio de buracos, pela falta de química dos protagonistas, que, inclusive, trazem interpretações terríveis e poderiam ser deletadas da memória de seus espectadores.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4670" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/the-other-woman-2014-img05-603x400.jpg" alt="the-other-woman-2014-img05" width="603" height="400" /></p>
<p><strong># 02. Mulheres ao Ataque</strong> (The Other Woman, 2014)</p>
<p>Nick Cassavetes (<em>Alpha Dog</em>), por algum motivo inexplicável, achou que seria bacana dirigir essa comédia extremamente desagradável. O cineasta não é um dos melhores, mas ele se superou na falta de qualidade no comando de um filme. Além da visão distorcida sobre universo feminino, a película consegue juntar todos os aspectos negativos do gênero em uma só projeção. Apesar do carisma de Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Leslie Mann (<em>Como ser Solteira</em>), as excelentes comediantes se perdem em um longa mal produzido. Novamente vemos em cena a necessidade de dar destaque a personagens femininas vingativas e neuróticas. Além do roteiro fraco, da falta de ritmo e dinâmica do elenco, <em>Mulheres ao Ataque</em> ainda é apelativo e merece ser esquecido para toda a eternidade.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4671" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/156573_full-608x400.jpg" alt="MCDSWAW EC015" width="608" height="400" /></p>
<p><strong># 01. Destino Insólito</strong> (Swept Away, 2002)</p>
<p>O primeiro lugar fica para, talvez, um dos piores filmes feitos pela humanidade. Dirigido por Guy Ritchie (<em>Sherlock Holmes</em>) e estrelado por ninguém menos que Madonna, o longa é uma refilmagem <em>Travolti da un insolito destino nell&#8217;azzurro mare d&#8217;agosto</em>, longa italiano de 1974. Fracasso de crítica e de público, <em>Destino Insólito</em> fala sobre uma mulher rica e mimada que acaba parando numa ilha exótica e deserta com um rapaz bonitão (Giuseppe Esposito). Obviamente, eles entram em conflito até se apaixonarem. Além da história batida, a película não possui nada que se salve. Atuações tenebrosas, fotografia equivocada, direção atrapalhada, personagens mal construídas e rasamente escritas. Até a própria Madonna tenta esquecer que participou desta produção que, com certeza, não vai ficar para história e jamais deve ser vista ou revista pelo público.</p>
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		<title>Crítica: Cinquenta Tons de Cinza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 12:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinquenta Tons de Cinza]]></category>
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		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jamie Dornan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ir ao cinema para assistir um dos filmes mais aguardados do ano é inviável sem ansiedade. O caso fica ainda mais crítico quando já se leu todos os livros e a expectativa insiste em criar cenários ideais em sua cabeça. E calma, deixe de lado tudo que você ouviu falar sobre o longa até o momento e assista com a cabeça fresca. Cinquenta Tons de Cinza conta a história de Anastasia Steele, uma estudante de literatura tímida que vai ajudar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/cinquenta-tons.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2711 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/cinquenta-tons.jpg" alt="cinquenta-tons" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Ir ao cinema para assistir um dos filmes mais aguardados do ano é inviável sem ansiedade. O caso fica ainda mais crítico quando já se leu todos os livros e a expectativa insiste em criar cenários ideais em sua cabeça. E calma, deixe de lado tudo que você ouviu falar sobre o longa até o momento e assista com a cabeça fresca.</p>
<p><em>Cinquenta Tons de Cinza</em> conta a história de Anastasia Steele, uma estudante de literatura tímida que vai ajudar uma colega de quarto que está doente e segue para entrevistar um dos magnatas de <em>Seattle</em>. Despreparada, ela não esperava que Christian Grey fosse tão sedutor e envolvente. Já ele, cria uma fixação pela jovem e começa a se interessar cada vez mais por ela.</p>
<p>O que se seguem são curtas cenas de busca da parte dele para estar perto dela, enquanto a moça se derrete pela beleza intrigante do ricaço. Sejamos sinceros, essa passagem é curta demais para criar o clima de envolvimento proposto pelo livro. Mesmo deixando de lado a questão da adaptação cinematográfica, que não deve levar em conta a fidelidade, tudo é muito rápido e cria uma situação de “como assim?”, “já?”, e por aí vai. Acredito que o roteirista poderia ter pesado mais nisso, já que a velocidade de tudo remete muito a <em>Crepúsculo</em>, onde uma hora a mocinha conhece o rapaz e na outra, já é o amor da vida.</p>
<p>Seguindo a vida, Christian logo se mostra como alguém maravilhoso, porém estranho. Tem um comportamento mandão, ordenando sempre o que Ana tem que fazer, mesmo quando ainda não tem intimidade com ela. Isso dá vazão para o que acontece depois, com relação ao sadomasoquismo. Verdade seja dita, que esta parte é bem encaixada. Tudo evolui para a cena principal do momento em que ele propõe um contrato para ela assinar, informando termos do relacionamento.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2712 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204.jpg" alt="la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O mote principal do filme, no entanto, é sexo. E tem muito dele ao longo das suas duas horas de duração. Cenas longas, detalhistas e instigantes. O que agrada muito, já que é justamente o que acontece no livro. Os leitores que partilharam da obra vão ficar extremamente satisfeitos com a fidelidade neste sentido. Além disso, não decepciona no quesito visual. Existia um receio por parte de muita gente que a classificação indicativa pesasse mais que a necessidade de mostrar tudo que o livro propõe. Numa corrida, talvez, em agradar o público mais jovem, que sempre leva multidões aos cinemas. O diretor, no entanto, foi fiel ao livro e não aos fãs, fazendo um filme com classificação 18 anos e mostrando tudo que se tem direito na telona.</p>
<p>Preciso destacar também uma das melhores partes de <em>Cinquenta Tons de Cinza</em>, que é a trilha sonora. Composta por artistas variados como Beyoncé, Sia, The Weekend, Ellie Goulding, The Rolling Stones e até Frank Sinatra. As músicas foram muito bem escolhidas e encaixadas em cada momento, em cada cena, associando aos sentimentos dos protagonistas e até favorecendo as situações, principalmente sexuais. Saberão o que estou dizendo na cena em que ela usa pela primeira vez o Quarto Vermelho e Beyoncé suspira ao fundo sua nova versão de Crazy in Love.</p>
<p>No quesito atuações, o longa supera muito as demais sagas adolescentes de casais apaixonados. Jamie Dornan encarna o perfeito <em>Mr. Grey</em>, sem tirar nada. Ele é frio, sedutor, misterioso e lindo, tudo ao mesmo tempo e sem cansar. Chega a ser inebriante. Já Dakota Johnson, que me pareceu meio velha para o papel quando assisti ao trailer pela primeira vez, também encaixou bem no papel de Steele, com trejeitos, manias, cara de inocente e atrapalhada. Mas também, nos momentos em que ela precisa ser mais descontraída, faz isso com naturalidade, sem parecer forçada. O restante do elenco, também compõe bem as cenas, dando um bom suporte aos protagonistas.</p>
<p>O filme pode ser visto, claro, como machista. A menina se envolve com o cara e o filme faz questão de destacar esta parte do livro, onde ele conquista ela pela sedução e pelo dinheiro, ao dar presentes caríssimos e irresistíveis. É a clássica mocinha em “perigo”, que espera que o príncipe encantado resgate ela a qualquer momento e a defenda dos males do mundo. Só que o príncipe bate, restringe amizades, persegue e não deixa que ela faça tudo que quer. No mínimo, problemática esta questão.</p>
<p>No todo, <em>Cinquenta Tons de Cinza</em> agrada muito, supera a expectativa de qualquer leitor e não decepciona com a promessa feita. O final deixa o espectador ansioso e instigado a ver o próximo filme ou até mesmo começar a ler o livro para saber o que acontece. Observando pelo lado da adaptação cinematográfica, ela é muito bem feita e fiel ao conteúdo maior da obra principal. Que venha <em>Cinquenta Tons Mais Escuros</em>!</p>
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