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	<title>Arquivos Clovis Mello - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Clovis Mello - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Entrevista: Diretor e ator de Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz falam sobre desafios do roteiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 20:10:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa nacional Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, e conta a história do médium baiano Divaldo Franco. Em exibição de pré-estreia em Salvador, o Coisa de Cinéfilo conversou com o diretor do filme, Clovis Mello, e com o ator que interpreta Divaldo na juventude, Ghilherme Lobo. Você pode aproveitar e conferir a crítica do filme clicando aqui! Confira o bate-papo! Vocês tiveram o cuidado de explicar a doutrina de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/entrevista-diretor-e-ator-de-divaldo-o-mensageiro-da-paz-falam-sobre-desafios-do-roteiro/">Entrevista: Diretor e ator de Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz falam sobre desafios do roteiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa nacional <em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong> </em>chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, e conta a história do médium baiano Divaldo Franco. Em exibição de pré-estreia em Salvador, o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></em></a> conversou com o diretor do filme, Clovis Mello, e com o ator que interpreta Divaldo na juventude, Ghilherme Lobo.</p>
<p>Você pode aproveitar e conferir a crítica do filme <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-divaldo-o-mensageiro-da-paz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p><strong>Confira o bate-papo!</strong></p>
<h5>Vocês tiveram o cuidado de explicar a doutrina de maneira mais didática. Você acredita que o público espírita vai ter orgulho do roteiro do longa?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, com certeza. Uma coisa que me incomoda um pouco é que os palestrantes espíritas já estão naturalmente mais velhos, assim como seus frequentadores. E a maior preocupação que o Divaldo tem com os próximos acontecimentos da humanidade é que nos próximos anos a maior causa de morte será por suicídio, fruto especialmente da depressão. E isso atinge muito o público jovem. Então esse filme é para esse público.</p>
<p>Quando ele explica a doutrina espírita é muito mais no intuito de tirar o preconceito. Porque tem muitas pessoas que acreditam que o espírita não é cristão. E o espiritismo é, sim, uma doutrina cristã. Não é bruxaria nem nenhuma das histórias que as pessoas imaginam.</p>
<h5>Como foi fazer o filme que traz a biografia de uma pessoa que está viva? Quais os desafios?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> É uma loucura! Divaldo me pediu, desde o começo, para não colocar o nome de ninguém, senão seria uma ciumeira danada (risos). É muito difícil. O amigo do Divaldo que é historiador, por exemplo, diria que tem detalhes que não são exatos na história. Eu preferi misturar vários personagens em um só para dar mais unidade e condensar a história, que é grande. Além disso, evita que as pessoas representadas se identifiquem tanto e possam vir a sentir ciúmes. (risos).</p>
<h5>E você teve muito contato com o próprio Divaldo?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, sim. Tive muito contato até porque chega um momento que eu comecei a escrever por ele. Os próprios personagens vão falando por si só. Mas eu submeti a escrita ao Divaldo para que ele pudesse ver se estava tudo de acordo com a história e se eu estaria sendo crítico demais. Fiquei com medo de estar passando do ponto. E ele me disse: &#8220;Fica tranquilo que se tivesse alguma coisa errada, a Joanna já teria me dito&#8221; (risos).</p>
<h5>Como foi para você interpretar o Divaldo?</h5>
<p><strong>Ghilherme:</strong> É muito legal pegar essa fase da juventude de Divaldo. Foi um momento da vida dele que é equivalente ao que eu estou vivendo agora, de 20 e poucos anos. Por mais que tenha a diferença de época e a influência da tecnologia atualmente &#8211; o que faz com que os conflitos possam chegar mais cedo, o jovem se desenvolver mais rápido ou não. Foi um encontro muito importante que eu tive com Divaldo. Tivemos a preparação para incorporar no personagem.</p>
<p>E eu acabei me questionando sobre o por quê de estar ali. Qual a importância, mesmo depois de fazer um trabalho que eu me orgulho muito, que é o <em>Hoje Eu Quero Voltar Sozinho</em>. Então esse filme veio para mim em um momento que me era proposto uma reflexão sobre tudo ao nosso redor. Sobre estar em constante evolução, entender que nem tudo é definitivo. E isso é muito importante para as pessoas da minha idade.</p>
<p>Foi fácil para mim acessar essa incerteza e insegurança de Divaldo na fase jovem porque eu vivo isso pessoalmente na minha vida. Como o roteiro estava muito bem trabalhado em sentido de inserção de humor e tudo o mais, foi muito tranquilo encontrar esse equilíbrio entre a experiência de Ghilherme e o Divaldo.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11239" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5>Vocês tiveram alguma experiência sobrenatural durante a gravação do filme?</h5>
<p><strong>Ghilherme:</strong> Não de ver, mas de ouvir, sim. De estar gravando uma cena e pedir para fazer silêncio e não tinha ninguém fazendo barulho.</p>
<p><strong>Clovis:</strong> Nossa ideia era gravar em Salvador e Feira de Santana, apenas. Mas do ponto de vista histórico, alguns prédios estão bem conservados na parte de fora e bem acabados por dentro. Ou modificados com peças modernas. Então, gravamos algumas cenas em São Paulo numas residências histórias que eram de Seminário, com padres enterrados. E ali foi bem diferente a experiência. Teve uma cena que deixamos uma mesa preparada para o dia seguinte de gravação. Quando chegamos no outro dia, tinha uma poça de água em cima da mesa. Estava tudo molhado. E não tinha vazamento e nem nada que justificasse aquela água. Quando fomos no segundo andar, percebemos que exatamente em cima de onde estava a mesa, ficava o caixão do irmão de Divaldo, da cena do velório. Não sei se teve relação, mas que é esquisito, com certeza é. (risos)</p>
<h5>Um detalhe bem forte no filme é a tentativa bem sucedida de humanizar Divaldo, tanto da parte da direção quanto da parte da atuação. De mostrar que mesmo com todo o seu lado espiritual evoluído e sua importância no cenário, ele continua sendo um ser humano comum. Foi um cuidado que você teve na produção?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, com certeza. Imagina um cara de 22 anos com todo aquele discurso espírita. Quem é esse garoto para me dizer alguma coisa? O que esse cara viveu para me falar tudo isso? Então foi uma escolha tirar esse discurso mais doutrinário da boca de Divaldo e colocar nos espíritos. Foi uma decisão consciente. E eu vejo isso no Divaldo pessoalmente. Ele evoluiu demais, mas continua ser humano. Ele procura manter a discrição, o controle do ego, a vaidade. Ele domina muito bem o orgulho, para que isso não venha a atrapalhar o trabalho dele. Ele acessa constantemente a humildade.</p>
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		<title>Crítica: Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 19:29:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema nacional tem uma vertente religiosa forte, uma característica que faz sentido, já que o país tem grande sincretismo e a fé como elemento central em diversos debates. No âmbito do espiritismo, já vivenciamos algumas experiências como Nosso Lar (2010), Chico Xavier (2010) e Bezerra de Menezes &#8211; O Diário de um Espírito (2008). Agora é a vez de Divaldo Franco, um médium baiano que ainda está vivo, ser representado nas telonas. Tido como o maior doutrinador espírita da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema nacional tem uma vertente religiosa forte, uma característica que faz sentido, já que o país tem grande sincretismo e a fé como elemento central em diversos debates. No âmbito do espiritismo, já vivenciamos algumas experiências como <em>Nosso Lar</em> (2010), <em>Chico Xavier</em> (2010) e <em>Bezerra de Menezes &#8211; O Diário de um Espírito</em> (2008). Agora é a vez de Divaldo Franco, um médium baiano que ainda está vivo, ser representado nas telonas.</p>
<p>Tido como o maior doutrinador espírita da atualidade, Divaldo tem diversas obras sociais, como a Mansão do Caminho, que acolhe crianças carentes, tem centro de estudo e é uma referência em parto humanizado no Estado. O filme busca contar a história dele, como pessoa e como representante da causa espírita.</p>
<p>Um dos grandes problemas de diversos filmes de cunho religioso é a tendência ao enaltecimento exacerbado da figura ali representada ou até mesmo da religião em questão. Os roteiros tendem a colocar tudo no mundo do fantástico, afastando o espectador do conteúdo e aproximando apenas aqueles que já possuem alguma identificação com o tema.</p>
<p><em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong></em> tem o cuidado de falar sobre a história do médium, mas de maneira humanizada. Ele é retratado de forma crua e verdadeira, sem flores desnecessárias e sem ocultar suas fragilidades. É posto em foco, por exemplo, a sua dificuldade em lidar com a fama e a tendência a ceder aos caprichos do ego. Uma batalha que ele travou a vida inteira para conseguir aprender.</p>
<p>O roteiro divide a história em três momentos principais: a infância, juventude e fase adulta. Todas as descobertas de Divaldo, desde as visões de quando era criança até a sua consagração como médium importante no cenário nacional, são expressadas em tela. O diretor Clovis Mello, mais conhecido pelos trabalhos em propaganda e marketing, conseguiu dar uma fluidez na história, que atrai a maioria dos espectadores.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11219" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto tenta descobrir quem é o espírito de luz que se mostra para ele desde pequeno, Divaldo tem que lidar com as influências de um obsessor. Marcos Veras (<em>O Filho Eterno</em>) interpreta o personagem e é importante para explicar ainda mais a doutrina espírita. O filme acaba sendo muito mais sobre o espiritismo do que sobre a figura de Divaldo.</p>
<p>A escolha de elenco também foi acertada, trazendo ótimos nomes como Laila Garin (<em>Sob Pressão</em>) na pele da mãe do médium e Ghilherme Lobo (<em>Hoje Eu Quero Voltar Sozinho</em>), que vive Divaldo na fase jovem. Bruno Garcia <em>(Sob Pressão</em>) tem breve aparição no terceiro ato e consegue fazer a transição de personagens com muita fluidez.</p>
<p>Pincelado com risos, o filme mostra ainda mais da personalidade brincalhona de Divaldo, fato conhecido dos seguidores da crença espírita. O filme o coloca, em especial, como humano em constante aprendizado. E mesmo quando mostra seus dons, é de forma realista e sem exageros.</p>
<p><em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong></em> é um filme correto e uma grata surpresa em um mar de longas religiosos que estão mais preocupados em catequizar o espectador do que efetivamente falar sobre a fé. Vale a atenção, especialmente dos baianos que vão se identificar ainda mais com a história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Clovis Mello<br />
<strong>Elenco:</strong> Bruno Garcia, Regiane Alves, Ghilherme Lobo, Laila Garin, Marcos Veras, Caco Monteiro, Ana Cecília Costa, Bruno Suzano</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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