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	<title>Arquivos Cinema Nacional - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cinema Nacional - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Nada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 16:38:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao silêncio e à memória, Adriano Guimarães (Filme Ensaio) entrega um longa-metragem contemplativo e introspectivo. Essa escolha de roteiro e direção causam um espaço para o que espectador reflita profundamente sobre a narrativa. No entanto, apesar de uma boa intenção da produção, a sutileza que ele parece propor se esvai na artificialidade da encenação. Este filme é uma adaptação da peça homônima e diversos elementos da mesma parecem ter vazado para o longa. Esta que vos escreve não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao silêncio e à memória, Adriano Guimarães (<em>Filme Ensaio</em>) entrega um longa-metragem contemplativo e introspectivo. Essa escolha de roteiro e direção causam um espaço para o que espectador reflita profundamente sobre a narrativa. No entanto, apesar de uma boa intenção da produção, a sutileza que ele parece propor se esvai na artificialidade da encenação. Este filme é uma adaptação da peça homônima e diversos elementos da mesma parecem ter vazado para o longa. Esta que vos escreve não gosta de usar a frase &#8220;é muito teatral&#8221;, porque isso pode ser um fator positivo. Mas, nesta obra, esta característica chega negativa.</p>
<p>Como imprimir suavidade com atuações exageradas e diálogos artificiais? O roteiro de Emanuel Aragão (<em>Minha Vida em marte</em>) falha é reproduzir o realismo necessário para a composição estética e as sensações que a produção precisa convocar. Enquanto a fotografia de André Carvalheira (<em>Capitão Astúcia</em>) é profunda e elegante, o texto e a mise-en-scène entregam demais. Ou melhor, a mais. Neste sentido, os deslocamentos do elenco deveriam ser menos marcados. Falta fluidez nestas movimentações. É por isso que <em>Nada</em> ganha bastante quando os planos são mais longos e as personagens estão paradas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Bel Kowarick (Ana) e Denise Stutz (Tereza) viram presenças difíceis na tela, principalmente Bel, que possui mais falas. Para que algo tenha ritmo é necessário que se proponha uma variação de velocidades. O elenco do longa f-a-l-a t-u-d-o c-o-m p-a-u-s-a-s. Quando tudo é frisado, tudo deixa de chamar atenção. É por esta razão, principalmente, que a sessão se transforma em exaustiva e sacal. As expressões faciais fomentam essa sensação, deixando um desejo de observar mais delicadeza nessas composições. Há uma ausência também de realocar toda essa força na elaboração das irmãs Ana e Teresa.</p>
<p>Apesar do distanciamento da dupla, cenas podem ser construídas através de um jogo cênico entre intérpretes. As atuações parecem todas individualizadas, solitárias, sem uma dinâmica mais pensada de contracena. E onde que o teatral entra nisso tudo? Justamente no uso equivocado do aumento de gestos e da intensidade dos deslocamentos. A câmera capta tudo!! Não é necessário que se faça força para que a  &#8220;senhorinha lá do fundo da plateia&#8221; veja. Falta aqui toda a suavidade que é imposta pelo silêncio e pelas temperaturas usadas no filme. E que é importante destacar como fator positivo neste contexto.</p>
<p>A mescla de cores terrosas com ciano embalam o público nessa melancolia aterrada, de quem é afetado por lembranças, como em um rito fantasmagórico. Essa construção de sentido da luz e das tonalidades, misturada com a decupagem de Guimarães, estabelecem certo clima de terror, de medo pelo o que foi e pelo que virá, como acontece na vida, porém aqui com uma duração estendida, para que o pensamento corra no caminho das profundezas reflexivas da alma. É uma pena que toda essa ambientação seja interrompida pelo exagero dos outros quesitos da obra. Mas, ainda há mais um ponto positivo em <em>Nada</em>.</p>
<p>A estratégia de emular um documentário é uma boa ideia, porque cria respiros para a plateia e eleva a geração de sentido. Além das personagens que aparecem nestes trechos terem uma prosódia com maior fluidez, a lógica de relato aproxima quem assiste do que está sendo contado, contribuindo para um conteúdo com um resultado mais relacional. Por isso, à medida que a história avança, uma aproximação é criada, melhorando a qualidade da sessão. Ainda assim, é difícil avaliar <em>Nada</em>. Enquanto existe uma premissa relevante e um desejo iminente de criar uma suspensão com silêncios perturbadores, falta trama aqui.</p>
<p>Consequentemente, falta jornada do herói e desenlace. Ao final da projeção há uma percepção de que o tempo se foi e não houve investigação. Os fatos são postos, porém não são explorados. Adriano Guimarães revela um talento bruto, mas ele necessita olhar mais para os recursos cinematográficos de encenação e da linguagem do cinema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Adriano Guimarães</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Bel Kowarick, Denise Stutz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Nada | trailer oficial | 31 de julho nos cinemas" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/jcrCwZL-lWY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>36º Kinoforum: O medo tá foda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 14:39:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No novo curta-metragem de Esaú Pereira (AoMar), o espectador se depara com um mundo distópico, cheio de metáforas, angústias e libertações sobre o sistema e uma pitada de poesia. De maneira geral, a produção satisfaz a fruição do espectador, pela beleza imagética dos quadros. Com cores que mesclam temperaturas pastéis, com pontos específicos de tons escuros, há um equilíbrio visual, que se destaca por emitir uma força junto com a suavidade. Esta sensação está quase posta também pelo discurso, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No novo curta-metragem de Esaú Pereira (<em>AoMar</em>), o espectador se depara com um mundo distópico, cheio de metáforas, angústias e libertações sobre o sistema e uma pitada de poesia. De maneira geral, a produção satisfaz a fruição do espectador, pela beleza imagética dos quadros. Com cores que mesclam temperaturas pastéis, com pontos específicos de tons escuros, há um equilíbrio visual, que se destaca por emitir uma força junto com a suavidade. Esta sensação está quase posta também pelo discurso, que é direto e subtextual, ao mesmo tempo. Neste sentido, Esaú sabe como elaborar complexidade para sua trama. Todavia, falta amarrar toda essa profundidade em um caminho mais coeso.</p>
<p>Quando o público terminar a sessão, talvez sinta essa ausência de conclusão da argumentação central. O objetivo do herói é alcançado, porém apenas enquanto ação. Porque existe uma tentativa de criticar as modalidades opressoras do patriarcado branco e rico dentro do roteiro. Através de uma metáfora na qual os seres do planeta são figuras habitadas por coisas &#8211; borboletas ou os cosmos, por exemplo -, esses elementos convocam sensações nas personagens, que se portam como inquietas e com um desejo de transformar a realidade na qual vivem. No entanto, qual seria essa experiência que eles rejeitam de fato? Esse ponto não é tocado diretamente e somente paira no ar, como uma indicação de perturbação e medo.</p>
<p>Além disso, todos vivem em um deserto, seco e permeado de calor. Revo, papel principal na trama, foge o tempo inteiro de uma organização que controla a população daquele Universo. Contudo, o que há por trás de toda a situação vivida por Revo não é investigada e explorada com maior propriedade. Falta aqui menos introdução de elementos e mais observação e tempo para tratar daquelas inserções. Há muito mistério e momentos bonitos, mas sem o desenvolvimento necessário para que, ao final da projeção, esses pontos colocados na narrativa se conectem e criem um significado tão plural e relevante quanto as imagens feitas por Esaú.</p>
<p>Assim, enxugar alguns encontros também poderia ser uma solução ou revisitar os diálogos, transformando em um fomento maior do que está sendo defendido na produção. Um produto midiático pode ser despretensioso, simples e tratar de questões triviais. No entanto, é preciso compreender que todo cenário é construído para emitir sentido e em O medo tá foda a plateia encontra uma conversa entre Revo e as pessoas que ele encontra no caminho, que parecem ser com quem assiste, porém são apenas introduções. A cada passagem algo é trazido, impresso na tela e nos corações do receptor, porém esse &#8220;algo&#8221; é interrompido, a todo instante, para que Revo siga seu caminho.</p>
<p>Desta maneira, o curta não completa seu ciclo com plenitude, mas, ainda assim é uma animação que consegue emocionar em alguns momentos e que encanta pelas visualidades que traz em sua encenação. Falta um tanto de amadurecimento para Esaú Pereira, porém parece estar em um bom caminho.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Esaú Pereira</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Mateus Honori, Mateus Franklin, Maria Adelino e Bruno Paes</p>
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		<title>28º CINE PE: Entrevista com realizadores do curta-metragem Zagêro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 19:07:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em junho de 2024, a equipe do Coisa de Cinéfilo conversou com os realizadores Victor di Marco e Márcio Picolli, em Recife, no 28º Festival Cine PE. De lá para cá, o curta-metragem já foi selecionado para festivais como Festival de Cinema de Gramado, MixBrasil, Kinoforum e no Festival de Cinema de Vitória. Através de uma mistura de biografia com mocumentário, o filme narra a história de Ian, rapaz Pcd, que está internado em uma instituição psiquiátrica.  Além do roteiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em junho de 2024, a equipe do Coisa de Cinéfilo conversou com os realizadores Victor di Marco e Márcio Picolli, em Recife, no 28º Festival Cine PE. De lá para cá, o curta-metragem já foi selecionado para festivais como Festival de Cinema de Gramado, MixBrasil, Kinoforum e no Festival de Cinema de Vitória. Através de uma mistura de biografia com mocumentário, o filme narra a história de Ian, rapaz Pcd, que está internado em uma instituição psiquiátrica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do roteiro e direção, Victor também é o protagonista do curta. Sobre Ian, o artista revela que as camadas dele foram elaboradas progressivamente. À medida que as gravações aconteciam, detalhes sobre Ian, a estilística e o tom da produção se tornaram mais palpáveis quanto mais a equipe investigava e compreendia os meandros da narrativa que estavam criando. “A gente tinha uma ideia muito fixa de como seria esse personagem, que ele seria alguém mais duro assim, no início. Só que daí a gente começou a perceber que existia um humor ali também”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, a conversa foi além das temáticas sobre Zagêro em si, passando por diversos pontos, pessoais e profissionais da dupla, desde o fato que Victor e Márcio são casados até detalhes sobre como ambos entraram na área do cinema e informações sobre a nova produção deles.“Nós a sós” é a obra mais recente do casal e está em processo de pós-produção, após as gravações, que aconteceram no final de 2024. Aproveitando o gancho, trazemos para os leitores do site este papo, que tem o objetivo de apresentar um pouco para o público o trabalho dos dois artistas. Confira!</span></p>
<h4><strong>ENTREVISTA</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ENOE LOPES PONTES –</strong> Como vocês se conheceram, como foi o processo de formação de vocês? De repente, tem aquela coisa do “Ah, conheci na faculdade” ou na vida mesmo. Como foi esse encontro de vocês, para se tornar uma parceria?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MÁRCIO PICOLI –</strong> O meu encontro com o Victor começa antes do trabalho. A gente se conheceu e, daí, a gente começou a ter um relacionamento, só que o Victor era de uma outra área. Ele também era da arte &#8211; plásticas -, mas estava tentando sair, e eu da crítica de cinema. Então, a gente começou a namorar, a ter nosso relacionamento e chegou um momento que eu decidi mudar a minha vida. Eu iria sair da crítica e começar a fazer filme. E o Victor também, ele estava percebendo que as artes plásticas não eram bem a área dele e a gente acabou se juntando e percebendo que, na verdade, nós dois queríamos fazer cinema. Então, a gente compartilhava essa vontade pela arte, mas a partir do momento que a gente começou a se alinhar na carreira meio que juntou. E sempre fez muito sentido a gente trabalhar junto, porque temos ideias criativas muito diferentes, mas que se complementam. Então, meio que essa parceria começou aí. E já estamos chegando em nosso quarto curta! Daqui a pouco teremos um longa filmado (Nós a Sós, que já foi filmado, meses após a entrevista)..E no Cine PE é a nossa segunda vez, agora com Zagêro, porque o primeiro foi O que pode um corpo, que foi em 2020, na pandemia e então foi aquela coisa on-line e, agora, a gente está aqui no presencial, com Zagêro. Então, está sendo um processo muito emocionante voltar para cá, no presencial e viver o que a gente tinha imaginado viver, em 2020. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Vocês namoram ainda?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Hum rum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ai, amei!! (risos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – A gente ainda tá bem, ainda tá junto. (risos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ai, que fofos, vocês combinam muito! Achei que era só impressão minha (risos). Mas, agora, indo mais para uma questão de construção de personagem. Eu percebi que ali tem uma construção muito imbricada, tem momentos que dá para perceber que são mais pessoais, que são mais você, Victor, tem momentos que são várias personagens diferentes e, ao mesmo tempo, têm os momentos que a gente vê que é você, o realizador, que tem mais distanciamento. É bem complexa essa rede de construção de personagem. Como é que aconteceu esse processo de criação para o filme?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Victor di Marco</strong> – Na verdade, a gente começou a ensaiar o texto uns cinco meses antes de filmar. Daí, a gente tinha uma ideia muito fixa de como seria esse personagem, que ele seria alguém mais duro assim, no início. Só que daí a gente começou a perceber que existia um humor ali também. Porque eu também percebi que eu estava subestimando o personagem. No sentido de achar que ele já seria aquela pessoa revoltada, que sofre muito. Como aquele cara já está lá há muito tempo, óbvio que tem um humor ali também. Uma coisa que me ajudou muito foi que, quando eu fiz faculdade de psicologia, eu fiz estágio no Hospital Psiquiátrico São Pedro, que foi onde a gente gravou. Então, a convivência com as pessoas de lá, me deu muito dessa visão de como era. Uma outra questão também, que eu acho muito forte, sempre que eu vou atuar, eu gosto muito de pensar que atuar é mágica, atuar é o sensível e quando a gente entrou na ala do hospital psiquiátrico, aquelas histórias vieram para mim também. Então, tinha o Ian, mas tinha muita gente naquele corpo ali também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Eu acho que um dos momentos mais fortes é aquele momento que você está no espelho e depois sai andando. Ali, tem aquela coisa dessas camadas da personagem. Por isso, uma outra coisa que eu fiquei pensando foi sobre a utilização desse espaço. Tem uma geografia de cena muito bem delineada, mas, ao mesmo tempo, não é uma demarcação tão forte ao ponto de…Por exemplo, na cena do colchão, são lugares diferentes, mas ao mesmo tempo, com uma demarcação de espaço muito forte. Como foi que vocês mapearam esse espaço e pensaram na mise-en-scène, como na decupagem, por exemplo, pensando nesse espaço, que é um espaço tão pesado?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – A nossa ideia, desde o início, é, como a gente fala que é um filme que brinca com esse estereótipo, ao mesmo tempo, tentando trazer esse dualismo, mas brincar com aquele estereótipo e o que não é, o que é expositivo e o que não é. Então, quando a gente estava buscando esse lugar, a gente começou a se dar conta de que fugir do expositivo era quase impossível, porque a arquitetura do lugar está o tempo inteiro trabalhando numa pressão, desde a porta que não vai até uma altura, ela é mais baixa. Ou seja, ele é mais apertado. Desde aquele corredor que não é aberto, é um corredor que fecha para dentro. Então, tudo lá gritava que você não está num lugar que você é livre. Então, a gente começou a pensar nisso, de como brincar com essa dualidade, mas, ao mesmo tempo, entendendo o que era aquela história e de forma nenhuma fugir daquela história. E eu acho que a gente conseguiu isso muito por a gente estar naquele lugar, mas por fazer essa concessão de o plano estar o mais parado possível, para brincar também. Então, é o tempo inteiro brincando com esse gênero e com essa ideia do tragicômico, porque tem muito disso. Então, eu acho que tudo isso se completa com a escolha da locação também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> &#8211; Inclusive, quando eu assisto aos filmes, eu anoto para escrever depois. Aí, na cena da cozinha, eu anotei “ih, estava indo bem, mas agora colocaram diálogo expositivo”. Aí, logo depois, vocês dizem “ah, está muito expositivo isso daqui”. Então, eu pensei, ah, bacana, está consciente isso. (risos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> – Sim!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> &#8211; Mas, você falou da questão da movimentação de câmera, como funcionou o processo de filmagem do (clipe) Pcdzinha? Porque é uma quebra bem importante ali, bem Brechtiana e é um dos momentos que tem mais movimentação de câmera. Então, como funcionou o processo de criação dessa sequência que é o clímax do filme? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> – É isso, a gente filmou de uma forma muito coletiva. Assim, a gente tinha uma ideia do que a gente queria com o clipe. Aí, Ma, que é nosse diretore de foto, deu muitas ideias também. Porque a gente só ia filmar o clipe até aquela parte que ele sai do bolo e vai até o fim do corredor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Hum rum…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Aquela parte mais externa ali.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> – Aí, Ma veio com essa, sempre que a gente rodava uma cena, a gente fazia algum delírio dessa cena, que foram os inserts. Tipo, o Ian…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Rebolando na frente do diretor…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Hum rum…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Toda aquela coisa do banho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> –Então, cada cena que a gente ia gravando, a gente fazia uma cena adicional só para o clipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ah, que legal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> – Sim, foi ideia da Ma, que é nosse diretore de foto, que teve esse resultado maravilhoso, né?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – E o que eu acho que funciona também é que tem uma troca de câmera muito óbvia ali. Porque a gente estava o tempo todo filmando com uma câmera de cinema, que, se eu não me engano, a gente gravou com uma Red. Aí, quando vai para a “Pcdzinha”, a maioria dos clipes foram gravados com celular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Por isso que dá essa…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Por isso que dá uma estranheza, porque quando a gente vai ali para fora, já é tudo do celular. Então, além de demarcar, de brincar mesmo com isso de: o quanto a linguagem também vai se modificando e isso ajuda também na estética. E essa ideia que foi de Ma, de “não, isso aqui vamo filmar com celular”, é isso também, porque a gente está falando de um filme que foi filmado com uma câmera, mas agora é um delírio. Então, faz todo sentido a gente também fugir desse tradicional do cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Dá para perceber que tem mudança de câmera, mas eu não pensei que fosse de celular, porque o traço da imagem está muito bem acabado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Porque a gente, assim, até a geração millennial, tem a impressão de que imagem de celular vai ser aquela coisa granulada…Mas, dá para perceber que tem uma mudança de…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Porque é isso, a ideia não era ficar aparente que era um celular, mas sim algo que desse essa quebra…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Perfeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Porque a gente não tinha dinheiro para dizer assim, vamo trocar uma Red por uma Black magic? (Risos). Não, vai ser o celular (risos). Não é? Aquela coisa…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim! Agora, a pergunta mais clichê, mas que eu mais amo é: e de agora em diante, quais são os projetos, o que vocês estão pensando? Vocês falaram de longa também e vocês têm uma produtora. Fala um pouco sobre isso, por favor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> – A gente passou o mês de março e abril (de 2024) na pré-produção do nosso longa, que  a gente ia começar a gravar no dia 05 de maio. Só que a gente é de Porto Alegre. Aí, no dia 03, foi quando a cidade parou por causa das enchentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>VM</strong> –Então, a gente já fez já a pré inteira do nosso longa, a gente já estava a dois dias de começar a gravar e aí parou tudo. Então, a gente ainda está sem previsão de quando a gente vai gravar, mas esse ano, acredito que a gente grava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – E  o longa se chama </span><i><span style="font-weight: 400;">Nós a sós</span></i><span style="font-weight: 400;"> e é uma co-produção da Balde de Tinta Filmes, que é a nossa produtora, com a Proa &amp; Popa, são duas produtoras gaúchas, que inclusive produziu todos os nossos filmes junto com a gente. Então, ela também é co-produtora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Zagêro</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, já é uma parceria de longa data. E temos aqui também uma continuação da temática, temos uma personagem, que é interpretado pelo Victor também, que é protagonista do filme. A gente meio que vai criando as nossas oportunidades, quando elas não vieram de outros lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Hum rum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MP</strong> – Então, eu acho que muito da nossa carreira e da carreira do Victor é a gente dar essa oportunidade para ele. Então, a gente segue um pouco dessa temática, mas a gente vai para a ficção, para uma narrativa um pouquinho mais tradicional, mas também nunca dá para dizer que a gente é tão tradicional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – É, me veio aqui isso na cabeça agora de, justamente, se vocês têm noção dessa habilidade que vocês têm de realização, talvez, de produtos transmidiáticos, porque…isso vai além da entrevista aqui (risos), mas com essa coisa de fazer o clipe e de fazer, de repente, um curta dentro do longa, como vocês disseram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira o clipe de Pcdzinha: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GcdOQTsD5eo"><span style="font-weight: 400;">https://www.youtube.com/watch?v=GcdOQTsD5eo</span></a></p>
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		<title>Crítica: Baby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:11:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Baby]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Baby, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;. Baby de Marcelo Caetano explora a relação entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Baby</strong></em>, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;.</p>
<p><em><strong>Baby</strong></em> de Marcelo Caetano explora a relação entre homens gays marcada por diferenças consideráveis de idade. Ronaldo acaba sendo uma espécie de daddy para Wellington, sendo o homem mais experiente com quem o rapaz estabelece vínculos afetivos e por quem tem atração sexual ao mesmo tempo que representa uma figura paterna sendo peça fundamental do seu amadurecimento e preparação para a vida.</p>
<p>No centro do excelente drama de Caetano está o conflito geracional entre homens gays com mais de quarenta anos e àqueles que pertencem a uma geração Z. O roteiro de Caetano e Gabriel Domingues fortalece o laço entre <em><strong>Baby </strong></em>e Ronaldo e utiliza esta relação como uma inteligente e sensível análise sobre distintas vivências homoafetivas. Enquanto homens como Ronaldo e, posteriormente, Alexandre, personagem vivido por Marcelo Várzea, têm vidas marcadas pela solidão e históricos de relações heterossexuais antes de &#8220;sair do armário&#8221;, <em>Baby</em> e seus amigos são &#8220;gays assumidos&#8221; desde muito cedo, contando com a irmandade da comunidade LGBT+ para enfrentar toda a dificuldade que é encarar a sociedade preconceituosa como homens gays ainda adolescentes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19094" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png" alt="Baby" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sem julgamento, Marcelo Caetano faz um retrato belíssimo, mas cru, real, sobre o encontro das duas gerações em questão a partir do match de dois personagens muito bem construídos pelo roteiro e defendidos por ótimos atores, a dupla João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro. Mariano faz <em><strong>Baby </strong></em>amadurecer aos olhos do público durante as quase duas horas de projeção do longa. <em>Baby</em> começa o filme ingênuo, mas acuado e reticente a qualquer afeto em razão do histórico familiar de rejeição, e termina a história como um rapaz alegre e preparado para a vida. João Pedro Mariano constrói com muita sensibilidade esta jornada do protagonista. Por outro lado, Ricardo Teodoro traz para Ronaldo a aspereza daquela representação típica da masculinidade do nosso imaginário para revelar um homem extremamente sensível e essencialmente protetor que se apaixona de fato por Baby.</p>
<p>Com <em><strong>Baby</strong></em>, Marcelo Caetano, que já havia realizado o excelente Corpo Elétrico em 2017, faz um belo filme sobre LGBTs abordando de forma complexa e humana relações afetivas e sexuais entre homens. <em>Baby</em> conta uma belíssima história de amor, amizade e conexão. A relação entre <em>Baby</em> e Ronaldo, os protagonistas deste drama, é aquele tipo de vínculo que fica para toda a vida e marca pelos aprendizados, transformando as duas partes envolvidas em alguém melhor. De quebra, o realizador faz um acertado registro de construção identitária subjetiva e social da comunidade LGBT+ nas últimas décadas localizada no tempo presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marcelo Caetano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Bruna Linzmeyer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/mfxuOP62w_U?si=dDVVMZ5Uw6Az-aUg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:02:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o sucesso comercial e de crítica das incursões de Turma da Mônica em live action, não demoraria muito para que as histórias de Chico Bento ganhassem uma versão para as telas. Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa de Fernando Fraiha estreia nos cinemas de todo o país com a missão de retratar a inocência da infância no interior que é típica das aventuras do menino caipira criado por Maurício de Sousa e consegue o feito de transpor para as telas de forma precisa o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o sucesso comercial e de crítica das incursões de Turma da Mônica em live action, não demoraria muito para que as histórias de Chico Bento ganhassem uma versão para as telas. <strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> de Fernando Fraiha estreia nos cinemas de todo o país com a missão de retratar a inocência da infância no interior que é típica das aventuras do menino caipira criado por Maurício de Sousa e consegue o feito de transpor para as telas de forma precisa o universo criado pelo quadrinista que fez parte da vida de muitos brasileiros.</p>
<p>Em <strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> acompanhamos uma aventura do personagem interpretado aqui com carisma transbordante por Isaac Amendoim. Chico Bento quer evitar que a goiabeira plantada nas terras do Nhô Lau, papel de Luis Lobianco, seja destruída por um projeto de urbanização de intenções duvidosas. Para evitar a ação, Chico contará com a ajuda de grandes amigos, como Zé Lelé e Rosinha.</p>
<p><strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> é um filme leve e divertido feito para o público infantil, mas que também resgata a memória afetiva do público adulto pelas histórias rurais de Maurício de Sousa. Fraiha capta a inocência dessa infância vivida no interior do país a partir de um roteiro simples e sensível que é defendido por um ótimo elenco.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19091" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.png" alt="Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A equipe do longa acertou ao escolher o garoto Isaac Amendoim para viver Chico Bento. Amendoim lida com o personagem de forma espontânea, algo fundamental para um protagonista com a popularidade e o apelo de Chico Bento. Ao lado do menino estão Pedro Dantas como o companheiro de aventuras de Chico, o Zé Lelé; Enzo Henrique como o grande rival de Chico Bento, o mimado Genezinho; e Anna Julia Dias, também muito bem como Rosinha. Além disso, podemos destacar ótimas participações no elenco adulto, a começar por Luis Lobianco como o Nhô Lau e Guga Coelho como o pai do protagonista.</p>
<p><strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> segue os acertos do ótimo trabalho de adaptação das histórias de Maurício de Sousa para o cinema &#8211; a exceção, claro, de Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo de 2024. Com  Chico Bento, Fernando Fraiha mantém o acerto das produções da Turma da Mônica ao primar pela qualidade estética, narrativa e por uma escalação irrepreensível de jovens atores para viver personagens extremamente populares &#8211; um desafio enorme cumprido de forma certeira até aqui pelas equipes responsáveis por este universo em live action.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Fernando Fraiha</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Isaac Amendoim, Pedro Dantas, Anna Julia Dias</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/7M0fKoXuQxc?si=Wv_64N_FjjUfQ2OL" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Auto da Compadecida 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:41:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Auto da Compadecida de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, O Auto da Compadecida 2 estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Auto da Compadecida</em> de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente um roteiro que acaba cedendo à tentação de replicar a história original, sobretudo no seu terceiro ato quando, mais uma vez, João Grilo tem suas ações julgadas por Jesus Cristo e pelo Diabo, sendo defendido novamente por Maria. .</p>
<p><em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> é ambientado anos depois dos eventos do primeiro filme. João Grilo não está mais em Taperoá e Chicó se vira sozinho na mesma cidadezinha como um contador de histórias, sobretudo dos feitos do seu amigo. Quando a dupla se reencontra em meio a uma corrida eleitoral entre um coronel e um empresário do ramo da comunicação, algumas situações testam novamente a ética de João Grilo e o colocam de novo sob julgamento quando, mais uma vez, sua vida fica por um triz.</p>
<p>A continuação do trabalho de <em>O Auto da Compadecida</em> tem um ótimo começo. Selton Mello e Matheus Nachtergaele demonstram não perder o espírito dos personagens que criaram há mais de vinte anos atrás, rendendo ótimos momentos juntos ou separados, sejam eles cômicos ou dramáticos, lidando muito bem com o ritmo acelerado que é tão peculiar à dramaturgia de Guel Arraes. Há algumas adições ao elenco que parecem interessantes, como o carioca trambiqueiro interpretado por Luís Miranda ou o radialista e empresário vivido por Eduardo Sterblitch. Virginia Cavendish está de volta como uma Rosinha amadurecida, dando vazão a uma mocinha contemporânea que já fazia muito bem lá na produção de 2000. O longa também ganha bastante com algumas decisões artísticas, como o cenário construído em estúdio que traz para a arquitetura e a geografia de Taperoá um estilo bem peculiar beirando os traços de uma literatura de cordel.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19085" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png" alt="O Auto da Compadecida 2" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O grande problema da sequência de <em>O Auto da Compadecida</em> é apresentar uma série de caminhos possíveis e originais para sua trama, mas acabar recorrendo à repetição de eventos que tornaram icônico o longa original. É incompreensível esse cacoete da maioria das sequências &#8220;tardias&#8221; de grandes sucessos do cinema. Parte delas acha que basta replicar uma série de eventos do roteiro do original para conceber uma sequência que se justifique. <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> cai na mesma armadilha e prejudica o trabalho competente do seu ótimo elenco. No lugar de olhar para o futuro, para seus novos personagens e potenciais possibilidades da sua história em 2024, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> opta pela zona de conforto do passado e leva seu roteiro a uma linha decrescente de qualidade.</p>
<p><strong>Atenção! A partir daqui, spoilers!</strong> <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> repete toda a sequência de morte de João Grilo e do seu julgamento por Jesus, o Diabo e Nossa Senhora só que de forma piorada. No original, isso era muito bem construído e atrelado ao propósito da trama de Suassuna. O autor queria falar sobre a realidade brasileira, sobre a corrupção humana e o juízo que podemos fazer dela em diversas circunstâncias a partir do julgamento de diversos personagens, com backgrounds muito diversos. Aqui, somente João Grilo está no banco dos réus e tudo parece redundante se comparado ao primeiro filme. Parece que o julgamento de Grilo existe na sequência para satisfazer a nostalgia do público com o roteiro da primeira história e não porque a trama dessa sequência, que vinha em um desenvolvimento próprio com diversas possibilidades de histórias (como o triângulo amoroso de Chicó, a corrida política), estava requerendo esse momento em seu terceiro ato.</p>
<p>Definitivamente, ir ao cinema e assistir Selton Mello e Matheus Nachtergaele como Chicó e João Grilo em <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> segue um programa melhor do que a maioria dos filmes em cartaz nos cinemas ou das sequências caça-níqueis que chegam a rodo nas salas a cada mês. No entanto, não deixa de ser frustrante constatar que um longa como este, com um elenco com o timing cômico que tem, vê seu potencial desperdiçado por decisões que o enfraquecem narrativamente e só demonstram a insegurança do seu roteiro em alçar voos mais ambiciosos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guel Arraes, Flavia Lacerda</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Luis Miranda, Taís Araújo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ke4x5ywVhiw?si=MtKiY3jN8gZiKzYI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Malu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 18:27:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Carneiro da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Malu]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Yara de Novaes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Malu é ambientado na década de 1990 e traz a convergência de três gerações de mulheres pertencentes a uma mesma família. As relações tem como ponto de origem Malu Rocha, personagem de Yara de Novaes, uma atriz em crise emocional que vive no mesmo teto com sua mãe conservadora e recepciona a sua filha recém-chegada da França. O roteiro do diretor Pedro Freire é inspirado na vida da própria mãe do realizador, também atriz com o mesmo nome da protagonista. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Malu </strong></em>é ambientado na década de 1990 e traz a convergência de três gerações de mulheres pertencentes a uma mesma família. As relações tem como ponto de origem Malu Rocha, personagem de Yara de Novaes, uma atriz em crise emocional que vive no mesmo teto com sua mãe conservadora e recepciona a sua filha recém-chegada da França. O roteiro do diretor Pedro Freire é inspirado na vida da própria mãe do realizador, também atriz com o mesmo nome da protagonista.</p>
<p>A partir deste drama familiar, Freire faz uma revisão da história do país representada em várias décadas por suas três personagens femininas. Dona Lili, vivida por Juliana Carneiro da Cunha, representa o conservadorismo opressor que conduziu o Brasil à ditadura. A protagonista Malu é a personificação do movimento de resistência e de liberdade de uma juventude que enfrentou os militares, guardando, inclusive, mágoas da mãe por esta ter repreendido tanto o seu comportamento libertário e sua escolha profissional. Já Joana, filha de Malu interpretada por Carol Duarte, é a juventude de um Brasil redemocratizado, repleto de expectivas, tentando construir sua própria identidade enquanto media o atrito entre esses dois países das gerações anteriores.</p>
<p>As associações entre as personagens e a história do Brasil construídas por <em><strong>Malu </strong></em>não estão isoladas nas épocas mencionadas no próprio filme, elas têm paralelos no presente com a ascensão de forças políticas tão repressoras quanto as da ditadura e que encontram igualmente adesão em parte da população. A dinâmica entre Malu, Lili e Joana segue significativa na história presente de uma sociedade ainda buscando construir a sua própria identidade no porvir de um Brasil.</p>
<p>Podendo também ser lido objetivamente como um drama sobre relações humanas, <em><strong>Malu </strong></em>constrói uma dinâmica familiar disfuncional que dá espaço para suas três atrizes principais construírem personagens extremamente complexas. Malu tem um &#8220;q&#8221; do cinema de John Cassavetes com Yara de Novaes no centro do seu drama como a nossa Gena Rowlands. Malu Rocha é a Mabel brasileira, eternizada por Rowlands em Uma Mulher sob Influência, um dos melhores filmes do diretor estadunidense, definidores de uma forma de contar histórias nas telas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18999" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-8.png" alt="Malu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-8.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-8-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-8-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A personagem interpretada com expansividade, vitalidade e fúria por Novaes encontra-se no limite. Malu é dona de uma liberdade que não cabe em si, encontrando como barreira o próprio corpo e o seu contexto político social de crise no campo da cultura dos anos 1990, uma época em que as artes tentavam se reconstruir após o desmonte das instituições pelo governo Collor. Afetada em sua saúde mental pela situação política, Malu é capaz de rompantes que assustam, mas que revelam sua dificuldade para lidar com os sentimentos que nutre pela mãe e pela filha. Uma mulher fascinante que não conseguiu explorar toda sua potencialidade em razão dos danos psicológicos que os anos mais pesados do país lhe trouxeram como herança.</p>
<p>Com Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha, Yara de Novaes tem cenas intensas onde os mundos e as personalidades distintas de <em><strong>Malu </strong></em>, Lili e Joana se chocam, vindo à tona afetos e mágoas. Todas são cenas de forte dramaticidade sustentadas por uma direção de atores primorosa de Pedro Freire e pela sensibilidade de atrizes que conseguem acessar com precisão as nuances dessas mulheres.</p>
<p>Juliana Carneiro da Cunha interpreta uma mulher repleta de preconceitos, proporcionando dor sob o disfarce de uma pretensa inocência, mas que não é um mal estereotipado, conseguindo também ser capaz de dar amor à filha e à neta e ter suas próprias dores fruto de abusos de uma estrutura opressora que, contraditoriamente, perpetua. Já Joana sofre as consequências de ter crescido em um lar instável e de ter uma mãe com personalidade fascinante, mas, muitas vezes narcisista, fazendo com que qualquer uma de suas conquistas soe pequena diante de alguém &#8220;maior que a vida&#8221; como Malu. Há muitas nuances nessas mulheres e elas só se aprofundam na medida em que seus desejos e suas respectivas bagagens de vida entram em colisão no roteiro desse longa.</p>
<p>Com três personagens complexas executadas com primor por suas atrizes principais, <em><strong>Malu </strong></em>consegue ser um filme que sintetiza a história política do nosso país como um ciclo: passado, presente e futuro; passado, presente e futuro. É um grande feito cinematográfico, daqueles difíceis de serem atingidos pois consegue ser satisfatório em várias frentes. É completo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Freire</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Yara de Novaes, Carol Duarte, Juliana Carneiro da Cunha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/NXiOoKWluaw?si=D-kceY94ekKMEFkG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Clube das Mulheres de Negócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 18:26:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Muylaert]]></category>
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		<category><![CDATA[Luis Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[O Clube das Mulheres de Negócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em O Clube das Mulheres de Negócio, Anna Muylaert dirige uma sátira sobre um grupo de mulheres poderosas que se reúne ocasionalmente em um resort construído para isso. Nesse encontro específico, um jovem jornalista e um fotógrafo querem realizar uma matéria com algumas das sócias dessa organização, mas as coisas fogem do controle e uma ameaça externa põe em risco a vida de todos que estão nesse local. O Clube das Mulheres de Negócio funciona como um comentário ácido sobre o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>O Clube das Mulheres de Negócio</strong></em>, Anna Muylaert dirige uma sátira sobre um grupo de mulheres poderosas que se reúne ocasionalmente em um resort construído para isso. Nesse encontro específico, um jovem jornalista e um fotógrafo querem realizar uma matéria com algumas das sócias dessa organização, mas as coisas fogem do controle e uma ameaça externa põe em risco a vida de todos que estão nesse local.</p>
<p><em><strong>O Clube das Mulheres de Negócio</strong></em> funciona como um comentário ácido sobre o patriarcado no qual Muylaert inverte os papéis e coloca as personagens femininas como detentoras do poder oprimindo os homens da história. Todas as mulheres da trama são extremamente ricas, vinculadas a áreas como o agronegócio, a indústria de armas, a religião e a política. Em suas relações com o sexo oposto, elas objetificam os homens silenciando esses personagens ou mesmo realizando assédio moral e sexual. A representação masculina da comédia fica por conta sdos atores Rafael Vitti e Luís Miranda, especialmente o primeiro, o jovem herdeiro de uma das ricas da história que escolhe romanticamente uma profissão distante do seu círculo social e é alvo de abordagens inconvenientes pela sua bela aparência.</p>
<p>À primeira vista, a troca de papéis sugerida por Muylaert parece um fator original da história, mas, no fundo, <em><strong>O Clube das Mulheres de Negócio</strong></em> tem uma ideia que só aparenta ser singular. No desenvolvimento, o comentário do longa sobre a lógica de opressão do patriarcado não sai da superfície, apoiando-se no estranhamento primário do público com situações como a &#8220;rainha do gado&#8221; interpretada por Grace Gianoukas escancaradamente assediando o &#8220;foca&#8221; vivido por Rafael Vitti e, posteriormente, este personagem assimilando os efeitos psicológicos desta terrível e traumática experiência.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18984" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-5.png" alt="O Clube das Mulheres de Negócio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a sátira de <em><strong>O Clube das Mulheres de Negócio</strong></em>, Anna Muylaert sinaliza como o patriarcado tem mais relação com as estruturas de poder do que com o gênero. O gênero é mais uma questão de quem historicamente consegue ter mais acesso às instâncias de poder. Assim, as mulheres do longa são capazes de cometer os mesmos atos que vemos muitos homens realizarem na realidade fora da tela porque encontram uma realidade que as privilegia. De certa forma, é um ponto de vista didático para quem nega o tópico como um problema social que merece atenção (especialmente homens), mas fica o desejo de que a realidade alternativa criada pela cineasta fosse um pouco além do óbvio.</p>
<p>Há ótimos momentos para o seu talentoso elenco, com três destaques específicos: Grace Gianoukas como a inescrupulosa dona de cabeças de gado Yolanda, conduzindo uma das cenas de maior impacto do filme; Cristina Pereira tem bons diálogos como a presidente do clube Cesárea; e Katiuscia Canoro está completamente delusional como a fêmea alfa armamentista Zarife.</p>
<p>Para um filme que flerta com a subversão de lógicas e com o absurdo das situações, <em><strong>O Clube das Mulheres de Negócio</strong></em> é extremamente contido. Até mesmo o humor é algo que o projeto encontra dificuldade para manejar e isso espanta por falarmos de um filme que flerta desde o primeiro instante com a crítica social e com a construção de uma realidade hipotética. Assim, além de outras faltas, o longa perde a chance de explorar o timing cômico de um elenco com grande experiência no gênero, completando assim o rol de oportunidades perdidas por esta história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anna Muylaert</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rafael Vitti, Luis Miranda, Irene Ravache</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/WDhgFWd9p3Y?si=bjpD3ygyi5nCjNuM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sala Escura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 01:04:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Allan Souza Lima]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Lessa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Sala Escura, o diretor e roteirista Paulo Fontenelle traz um conceito interessante de slasher. Um grupo de pessoas vai à pré-estreia de um filme de terror e é preso na sala de cinema por um serial killer que instaura um ambiente de pânico na medida em que faz dessas pessoas suas vítimas. O início do longa estabelece as pretensões do diretor: dialogar a vivência de horror dos personagens fora da tela com eventos que costumam ser vivenciados pelo público na ficção. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Sala Escura</strong></em>, o diretor e roteirista Paulo Fontenelle traz um conceito interessante de slasher. Um grupo de pessoas vai à pré-estreia de um filme de terror e é preso na sala de cinema por um serial killer que instaura um ambiente de pânico na medida em que faz dessas pessoas suas vítimas.</p>
<p>O início do longa estabelece as pretensões do diretor: dialogar a vivência de horror dos personagens fora da tela com eventos que costumam ser vivenciados pelo público na ficção. A câmera que registra duas amigas conversando enquanto vão até suas respectivas poltronas na sala de exibição para logo em seguida dirigir-se para a tela é um indicativo da consciência do teor metalinguístico do projeto que o seu diretor possui. Ao longo do filme também são projetadas imagens das torturas empreendidas pelo serial killer do longa, um sujeito mascarado, como manda a tradição do gênero, e que age ao som de marchinhas de carnaval.</p>
<p>Infelizmente, <em><strong>Sala Escura</strong></em> é o tipo de filme cuja premissa não rende uma boa execução. A metalinguagem não é explorada além do óbvio pelo roteiro do longa. Fontenelle não utiliza recursos como a escuridão de uma sala de cinema ou mesmo as projeções na tela como aliadas criativas do gênero, enfraquecendo todos os potenciais latentes da obra e isso fica sensível para o espectador na medida que a tensão é diluída na história. Há problemas na maneira como o roteiro articula as situações vistas no filme, mas também na direção, que não concebe a melhor experiência com o gênero que poderíamos esperar. As situações parecem arrastadas em <em><strong>Sala Escura</strong></em> em uma dinâmica  de &#8220;gato e rato&#8221; entre os espectadores da sala da história e o serial killer mascarado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18946" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-2.png" alt="Sala Escura" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de <em><strong>Sala Escura</strong></em> apresenta uma série de conveniências que levam os personagens a tomar as decisões mais ilógicas possíveis. Há ainda diálogos artificiais que não criam para nenhuma das &#8220;duplas&#8221; de personagens (todos chegam com uma companhia na sala cinema e com seus próprios plots) um fiapo de trama minimamente interessante: o casal em um date, um relacionamento tóxico, duas amigas que acabam de sair do trabalho&#8230; Enfim, nada disso é interessante a ponto de gerar engajamento ou torcida do público com as vítimas em <em><strong>Sala Escura</strong></em>. A conexão entre essas pessoas também jamais é explicada em profundidade pelo roteiro, que trata como dados alguns vínculos e histórias pregressas, convencendo bem pouco o público, sobretudo a razão pela qual a maioria das pessoas envolvidas aparentemente nunca tinham se visto.</p>
<p>Pelo ponto de vista da direção, apesar de algumas cenas funcionarem bem, como a espiada na brecha da porta da saída do cinema do personagem do ator João Vitor Silva, Fontenelle prolonga excessivamente o suspense de algumas cenas, confirmando que na maior parte das vezes o filme perde o timing dos acontecimentos e tem uma narrativa arrastada. Como acontece com muitas boas ideias, <em><strong>Sala Escura</strong></em> não demonstra na prática o bom desenvolvimento em suas frentes criativas que seriam essenciais para um bom resultado. Como consequência, o slasher nacional decepciona fãs do gênero que identificaram a originalidade do material em sua divulgação.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paulo Fontenelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paulo Lessa, Allan Souza Lima, João Vitor Silva</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/FhrUvu5KstM?si=fxbFFszpPdjFwTLE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Abraço de Mãe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 19:47:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Cristián Ponce]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Abraço de Mãe, Marjorie Estiano interpreta Ana, uma oficial do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro que acaba de sair de um período turbulento. Ana foi afastada do serviço devido a um desempenho preocupante durante um incêndio. Na operação, a oficial paralisou diante do fogo e não conseguiu concluir a ação que deveria realizar. Em função disso, a personagem é transferida para o serviço administrativo dos bombeiros e teve que passar por um longo tratamento psiquiátrico para cuidar de traumas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Abraço de Mãe</strong></em>, Marjorie Estiano interpreta Ana, uma oficial do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro que acaba de sair de um período turbulento. Ana foi afastada do serviço devido a um desempenho preocupante durante um incêndio. Na operação, a oficial paralisou diante do fogo e não conseguiu concluir a ação que deveria realizar. Em função disso, a personagem é transferida para o serviço administrativo dos bombeiros e teve que passar por um longo tratamento psiquiátrico para cuidar de traumas que guardavam relação com o episódio. Sentindo-se preparada para voltar à ativa, Ana encara imediatamente um estranho caso envolvendo um asilo com problemas em sua edificação cujos internos insistem em não abandonar o local.</p>
<p><em><strong>Abraço de Mãe</strong></em> é uma produção original da Netflix dirigida pelo argentino Cristian Ponce com um elenco majoritariamente brasileiro, a exceção é o ator Javier Drolas que interpreta o gerente do asilo. A missão da oficial dos bombeiros vivida por Estiano logo é convertida em uma grande representação da superação dos traumas da protagonista. Quando pequena, Ana teve que lidar com a instabilidade psicológica da sua mãe que culminou em um incêndio provocado por ela quando a personagem era ainda muito pequena. Assim, o longa dirigido e roteirizado por Ponce apresenta diversos elementos do horror, como a habitação caindo aos pedaços, seitas esquisitas e até mesmo criaturas &#8220;lovecraftianas&#8221;, tudo serve como base para o projeto explorar a jornada psicológica da sua protagonista. O problema é que a junção de tantas referências traz para o filme problemas na resolução da história. Cristian Ponce lida com muitas frentes em sua trama, mais do que deveria.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-4.png" alt="Abraço de Mãe" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ponce emprega uma direção competente ao projeto, lidando bem com efeitos, jump scares, o suspense e os elementos fantásticos da sua história. O cineasta também conta com uma atriz com talento acima de qualquer suspeita para viver a sua protagonista. Marjorie Estiano está ótima como a heroína deste terror, dosando bem as emoções variadas da personagem e servindo à trama como o seu fio condutor. Além disso, podemos dizer que é um dos poucos integrantes do elenco que consegue superar a artificialidade de algumas falas do roteiro do longa.</p>
<p>No terceiro ato, <em><strong>Abraço de Mãe</strong></em> se perde na intensa variedade de recursos que tem à sua disposição para construir sua história de horror, não satisfazendo por completo em nenhuma das vias abertas: do sobrenatural ao culto que se manifesta na ação de determinados personagens em dado momento da narrativa. Não fosse a direção e a sensibilidade com a qual Estiano conduz sua personagem, provavelmente, o público teria uma experiência mais &#8220;emperrada&#8221; dada as lacunas deixadas pelo seu roteiro inflado de elementos do gênero.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cristián Ponce</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Marjorie Estiano, Javier Drolas, Thelmo Fernandes</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/YPXAEKFaoZ8?si=jxH5jW4XGHMQKXFt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abraco-de-mae/">Crítica: Abraço de Mãe</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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