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	<title>Arquivos Cinem - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: António Um Dois Três</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Dec 2017 14:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu primeiro longa-metragem, o diretor e roteirista Leonardo Mouramateus (Vando Vulgo Vedita) traz uma narrativa que conta três histórias em uma. Com uma tríade de arcos, o público conhece faces distintas do protagonista e das pessoas que o cercam. A estratégia do cineasta poderia ser bem concretizada, mas ele parece focar na forma, deixando o conteúdo de lado. A complexidade das personagens são pouco elaboradas, principalmente dos coadjuvantes. A sensação que o longa passa é que a cada mudança [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu primeiro longa-metragem, o diretor e roteirista Leonardo Mouramateus (Vando Vulgo Vedita) traz uma narrativa que conta três histórias em uma. Com uma tríade de arcos, o público conhece faces distintas do protagonista e das pessoas que o cercam. A estratégia do cineasta poderia ser bem concretizada, mas ele parece focar na forma, deixando o conteúdo de lado.</p>
<p>A complexidade das personagens são pouco elaboradas, principalmente dos coadjuvantes. A sensação que o longa passa é que a cada mudança de António (Mauro Soares) restam apenas arquétipos, como: “a viajante”, “o artista mal compreendido” ou “a vizinha solitária”. O destaque dentro da obra é apenas o primeiro António. Contando com o carisma do ator que o interpreta e um tempo maior dentro da projeção, ele é quem apresenta nuances na sua personalidade, indo além do menino mimado pelo pai, apresentando também um lado artístico e musical.</p>
<p>Justamente por focar na tentativa de uma inovação na hora de narrar, Mouramateus peca em seu roteiro que parece um retalho de jornadas inacabadas e sem uma aparente razão para existir, pois sem explorar os conflitos o espectador pode ficar entediado, buscando a razão para estar assistindo ao longa. Além disso, a obra apresenta pouca criatividade, o que poderia salvar os 95 minutos gastos dentro da sala de cinema. Apesar de tudo isto, o filme é redondo e apresenta um desfecho.</p>
<p><em>António Um Dois Três</em> contém uma premissa formal clara, porém mal costurada. Sem personagens ou temas que chamem a atenção ou discutam alguma questão relevante ou profunda, ele se perde numa tentativa de ser diferente e poderia focar em um arco de seu protagonista, trabalhando seu desenvolvimento e aprofundando nas próprias questões que o filme deixa somente pincelado, como as problemáticas de companhias de teatro ou os relacionamentos amorosos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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