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	<title>Arquivos Christopher Abbot - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ao Cair da Noite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2017 12:41:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ao Cair da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Ejogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferente de outros filmes do gênero, mas também semelhante a alguns dos melhores exemplares do mesmo, o indie Ao Cair da Noite opta por construir o medo na sua atmosfera e na cabeça dos seus espectadores e personagens. No filme, acompanhamos a história de uma família isolada em uma casa no meio da floresta tentando sobreviver naquilo que nos é apresentado como um mundo pós-epidemia que leva a humanidade à ruína. Pouco se sabe sobre o que de fato aconteceu, apenas somos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente de outros filmes do gênero, mas também semelhante a alguns dos melhores exemplares do mesmo, o <i>indie Ao Cair da Noite </i>opta por<i> </i>construir o medo na sua atmosfera e na cabeça dos seus espectadores e personagens. No filme, acompanhamos a história de uma família isolada em uma casa no meio da floresta tentando sobreviver naquilo que nos é apresentado como um mundo pós-epidemia que leva a humanidade à ruína. Pouco se sabe sobre o que de fato aconteceu, apenas somos levados a tal conclusão pelo que é dito pelos personagens e por toda a dinâmica cotidiana criada na história.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Enquanto gênero, <i>Ao Cair da Noite </i>é sim um filme de terror, nos levando a uma situação apavorante entre os delírios de personagens que vivem situações macabras e parecem estar vulneráveis a perigos que aparentemente não conseguem controlar e que são potencializados por um estado de enfermidade que não é &#8211; e nem precisa ser &#8211; detalhado. Contudo, diferente de exemplares mais populares, o longa de Trey Edward Shults parece criar em torno de sua narrativa ficcional uma espécie de tese sobre o medo. Na medida em que a trama avança e a família protagonista começa a conviver com um outro núcleo familiar, determinados elementos dramáticos são introduzidos e passamos a suspeitar da lucidez dos seus personagens. Nos indagamos sobre quem estaria mentindo, quem de fato está doente e até mesmo se toda a epidemia mencionada na história de fato existiu.</p>
</div>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7854" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1200.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sem oferecer respostas claras ao final de sua história, Shults nos fala de um medo contagioso e potencialmente destrutivo ao ser conduzido por uma violência instintiva. No fundo, toda a situação nos convoca a pensar sobre os efeitos que nos causam aquilo que mais tememos e se de fato esse temor tem fundamento. A ideia de um medo construído e fomentado pela psique com um forte potencial de destruição em massa. De certa forma, dialoga com aquilo que de fato é a convivência social em suas questões mais cotidianas, desde o preconceito e a intolerância, até o instinto de sobrevivência em situações de gravidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com um extremo domínio da linguagem cinematográfica, produzindo um estado de tensão que cresce a cada minuto, Shults faz de <i>Ao Cair da Noite </i>um filme que consegue prender o espectador, que fica na expectativa do desenrolar de sua trama e, por isso mesmo, pode até frustrar quem espera respostas imediatas do mesmo, mas é capaz de construir em sua atmosfera paranóica uma história com forte simbologia e camadas de discussão. Guiada pelas interpretações sem estrelismos de atores como Joel Edgerton, Christopher Abbot, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr. e Riley Keough, o filme, certamente, não é dos exemplares mais fáceis de se assistir, mas também podem ter certeza que é daquele tipo de deixar a gente com a &#8220;pulga atrás da orelha&#8221; no esforço de desvendar àquilo que foi &#8220;mal resolvido&#8221; com seu desfecho repleto de reticências.</p>
<p><strong>Assista a um trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Vip4bRELcFU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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