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	<title>Arquivos Chico Díaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chico Díaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vermelho Monet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 19:23:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de uma trajetória bem-sucedida em comédias como Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão, o cineasta cearense Halder Gomes aposta no drama sobre o universo das artes Vermelho Monet, uma aposta ambiciosa que, na tela, apresenta alguns problemas de desenvolvimento. Gomes narra a história de um falsificador de quadros em crise depois de anos desencantado com a própria arte. O caminho do personagem cruza com o de uma marchand e uma atriz cujos cabelos ruivos o remetem ao passado, quando trabalhava ao lado da sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma trajetória bem-sucedida em comédias como Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão, o cineasta cearense Halder Gomes aposta no drama sobre o universo das artes <em><strong>Vermelho Monet</strong></em>, uma aposta ambiciosa que, na tela, apresenta alguns problemas de desenvolvimento. Gomes narra a história de um falsificador de quadros em crise depois de anos desencantado com a própria arte. O caminho do personagem cruza com o de uma marchand e uma atriz cujos cabelos ruivos o remetem ao passado, quando trabalhava ao lado da sua companheira, sua grande musa inspiradora.</p>
<p><em><strong>Vermelho Monet</strong></em> tem como cenário a Europa, por onde a personagem de Maria Fernanda Cândido transita, articulando as negociações da sua arte. O filme de Gomes lança um olhar cínico para esse universo, ajustando-se à perspectiva frankfurtiana sobre os problemas de uma indústria cultural que coopta a prática criativa, transformando-a em mercadoria, integrante de uma lógica de realização próxima da industrial pela reprodução. Enfim, ideias que seguem em discussão, mas que não ficaram &#8220;estacionadas&#8221; na primeira metade do século passado, auge da Escola de Frankfurt. Há revisões sobre esse pensamento porque, enfim, estamos em 2024, mas o filme de Gomes parece preso às bases fundamentais desses conceitos, andando em círculos com a crítica e com um certo saudosismo sobre a &#8220;verdadeira arte&#8221;. Os apontamentos do filme são válidos, mas seria preciso um aprofundamento maior sobre essas questões. O que a obra faz é, na verdade, reproduzir essas ideias, já exploradas de tantas outras formas na literatura e no próprio cinema.</p>
<p>O grande problema de <em><strong>Vermelho Monet</strong></em> é o anacronismo do filme. Não só no âmbito do desenvolvimento da sua crítica sobre as artes, mas em outros elementos da sua história. Encantado com o cenário europeu e com a &#8220;atmosfera artística&#8221; que aquele lugar evoca, Gomes insere em seu drama todo tipo de referência: o fado (bem, estamos em Portugal), Vermeer, Frida Kahlo&#8230; Tudo é bem-vindo. O longa parece um exemplar da entressafra da Retomada, um cinema nacional que ainda buscava sua identidade no novo século. O que se vê é uma obra com menos personalidade que os títulos anteriores do cineasta, insegura sobre suas próprias pretensões e que parece buscar a aprovação do público sobre o valor dos seus intentos o tempo todo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18122" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-5.png" alt="Vermelho Monet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Um dos sustentáculos da trama de <em><strong>Vermelho Monet </strong></em>é a já tão explorada relação entre o artista e sua musa, algo que acaba recaindo na dinâmica entre um homem mais velho e os seus desejos ambíguos por uma jovem. Parte do longa explora esse momento em que a realização artística extrapola ou se confunde com a sexualidade das suas personagens.</p>
<p><em><strong>Vermelho Monet</strong></em> reitera tudo que contempla essa perseguição de um homem pela sua grande musae ainda faz da personagem de Samantha Müller uma espécie de fantoche dos caprichos dos personagens de Maria Fernanda Cândido e Chico Diaz. No fundo, a jovem atriz interpretada por Müller segue a tradição objetificadora desse tipo de personagem, sem nenhum outro atributo ou característica que possa construir em torno dela qualquer tipo de complexidade. Eventualmente, descobrimos que há um grande laboratório para um trabalho da personagem por trás da relação que ela estabelece com os demais, mas esse plot só serve para piorar ainda mais a situação do roteiro, que se perde em mais um desenvolvimento que não consegue sustentar.</p>
<p>Revelando-se como uma amálgama de &#8220;chavões&#8221; sobre a arte, <em><strong>Vermelho Monet</strong></em> não consegue se aprofundar em nenhuma das ideias &#8220;ventiladas&#8221; e parece inebriado por uma própria ideia de &#8220;filme de arte&#8221; que já nem mais condiz com o estágio atual da nossa produção. Sem a cobrança de fazer algo mais grandioso, sério e intelectualmente robusto, Halder Gomes foi muito mais bem-sucedido em seu cinema. Aqui, o diretor parece fora de prumo, disperso no meio de um &#8220;oceano&#8221; de ideias das quais se apropria e não sabe muito bem o que quer dizer com todas elas para além do óbvio.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halder Gomes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maria Fernanda Cândido, Chico Diaz, Samantha Heck Müller</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/WIkI82D00O0?si=cBmawBvpa5nJUxYk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Noites Alienígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 21:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Díaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Gleici Damasceno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Noites Alienígenas tem a singularidade de levar para as telas uma Amazônia urbana. Ambientado predominantemente na periferia de Rio Branco, capital do Acre, o filme de Sérgio de Carvalho tem o objetivo de contar a história de uma juventude local corrompida pela chegada de facções criminosas do sudeste do país. O filme é baseado no livro homônimo de Carvalho, lançado em 2011, e acabou chamando a atenção do Festival de Gramado de 2022, onde levou o prêmio principal (melhor filme), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Noites Alienígenas</strong> </em>tem a singularidade de levar para as telas uma Amazônia urbana. Ambientado predominantemente na periferia de Rio Branco, capital do Acre, o filme de Sérgio de Carvalho tem o objetivo de contar a história de uma juventude local corrompida pela chegada de facções criminosas do sudeste do país. O filme é baseado no livro homônimo de Carvalho, lançado em 2011, e acabou chamando a atenção do Festival de Gramado de 2022, onde levou o prêmio principal (melhor filme), mas também troféus para seu grupo de atores (ator para Gabriel Knoxx, atriz coadjuvante para Joana Gatis, ator coadjuvante para Chico Diaz, além da menção honrosa para o ator Adanilo Reis) e o prêmio do júri da crítica.</p>
<p>A estrutura do roteiro de <em><strong>Noites Alienígenas</strong> </em>apresenta um mosaico de personagens conectados pela presença do tráfico na região. Carvalho apresenta um emaranhado de relações cujo principal obstáculo é a dificuldade do seu roteiro de construir uma densidade nos elos afetivos entre os sujeitos. A direção do filme privilegia a observação do cotidiano, os momentos de silêncio e vazios, em detrimento de qualquer linha narrativa. Em contrapartida, o roteiro perde a oportunidade de buscar a adesão do público com núcleos que se apresentam como nevrálgico para o seu clímax, como é o caso da relação entre a personagem de Gleici Damasceno, seu ex vivido por Adanilo Reis e o atual namorado dela interpretado por Gabriel Knoxx. Isso acaba prejudicando um projeto que sublinha tanto os encontros e desencontros daquelas pessoas. No final das contas, falta algum elo na relação do espectador com aquele grupo de personagens que pouco se destacam em um contexto social tão forte.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16579" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20190812-WA0012_1920x1080px.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20190812-WA0012_1920x1080px.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20190812-WA0012_1920x1080px-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20190812-WA0012_1920x1080px-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20190812-WA0012_1920x1080px-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa demarca muito bem a co-presença do crime e de uma urbanidade com os traços de uma ancestralidade através da bem-vinda presença de um elenco indígena, destacando a atuação de Adanilo Reis. Nesse ponto,<em><strong> Noites Alienígenas</strong> </em>é muito bem-sucedido. A obra também é beneficiada pela participação de Chico Diaz, que toma a tela quando está em cena como Alê, um homem com alguma intimidade com a ufologia, cuja presença inevitavelmente acaba levando o longa para construções simbólicas bem curiosas sobre a sufocante vivência nos centros urbanos brasileiros.</p>
<p>A importância de um longa como <em><strong>Noites Alienígenas</strong></em>, que tem o recorte que tem, é ponto pacífico, algo que não há que se problematizar. Infelizmente é um filme que apresenta percalços com o roteiro que demora a engrenar e que constrói personagens e relações com lacunas que não engajam a relação da obra com o público. É um filme cujo contexto social demarca uma originalidade mas que carece de uma dramaturgia mais pulsante e atraente para o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sérgio de Carvalho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gleici Damasceno, Chico Diaz, Joana Gatis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JPK8BBqfDgc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>26º Festival Cine PE: Vermelho Monet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 17:25:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como empregar força para uma história? Um dos elementos mais relevantes para o estabelecimento de ritmo ou de intensidade é a criação do equilíbrio. Seja na maneira como as velocidades são utilizadas ou na importância de empregar uma dinâmica que transite entre forte e suave, é necessário que uma produção saiba a hora de convocar seus momentos de intensidades e de respiros. Para que tal objetivo seja alcançado, é fundamental reconhecer o real sentido do que se deseja transmitir. Mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Como empregar força para uma história? Um dos elementos mais relevantes para o estabelecimento de ritmo ou de intensidade é a criação do equilíbrio. Seja na maneira como as velocidades são utilizadas ou na importância de empregar uma dinâmica que transite entre forte e suave, é necessário que uma produção saiba a hora de convocar seus momentos de intensidades e de respiros. Para que tal objetivo seja alcançado, é fundamental reconhecer o real sentido do que se deseja transmitir. Mais ainda, é vital que a equipe esteja completamente coesa e em função da narrativa. Porque é para ela e por ela que tudo deve ser planejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, este não é o caso de <strong><em>Vermelho Monet</em></strong>. Aqui, há uma explosão tão cósmica de exageros, que saber por onde começar a falar sobre ele é uma tarefa árdua. Dirigido  por Halder Gomes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Cine Holliúdy</span></i><span style="font-weight: 400;">), o longa-metragem tenta criar toda uma atmosfera artística &#8211; ou, pelo menos, do que se é considerado como tal. Seja pelas próprias personagens, pela trama, os cenários, figurinos, música etc há um esforço em mostrar uma &#8220;alta cultura&#8221; &#8211; e o uso deste termo desagradável é mais para deixar nítido o que está presente na tela. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, em cada milímetro da projeção são encontradas marcas fortes de uma arte cânone. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é aí que os problemas começam. </span><span style="font-weight: 400;">Com tantas referências fortes, como <em>Für Elise</em>, de Beethoven, ou nas menções imagéticas e faladas de pintores e artistas plásticos clássicos,  sentidos isolados são criados. </span>Ao escutar e visualizar obras que já têm interpretações e lugares profundos no imaginário da sociedade, o público pode criar uma relação extra fílmica de tal maneira que sinta um afastamento completo com o filme. Para conseguir não perder o espectador, no meio de uma chuva de citações diretas e indiretas, o ideal seria alguma dose de contenção em outros elementos inseridos no projeto.</p>
<p>Todavia, não há para onde fugir em <em><strong>Vermelho Monet</strong>. </em>Um dos fatores mais complicados são as atuações exageradas, com criações de tipos, colocados de maneira não orgânica na tela. O Johannes Van Almeida de Chico Díaz é a caricatura da caricatura de um pintor. <span style="font-weight: 400;">Com uma partitura corporal que incluiu tremedeiras e olhos piscando recorrentemente, a sensação que Díaz passa é a de que o seu processo passou por uma construção racional e cerebral demais. Isto acaba evocando uma representação e não uma interpretação. Todos os traços de Johannes são externos, soltos, sem tonicidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As intenções do texto são sim compreendidas, mas com o alto custo da artificialidade nas movimentações e diálogos. </span><span style="font-weight: 400;">Na verdade, esta análise do trabalho do Chico poderia ser usada para tratar de quase todo o elenco. </span>No entanto, em alguns momentos, a protagonista consegue sair desta atmosfera de caricatura. Samantha Müller, em seu primeiro longa, revela habilidade em deixar o seu texto mais fluido e crível. Isto não acontece durante toda a projeção, porém o fato de Müller passar alguma fé cênica neste cenário caótico mostra algum potencial da intérprete. Todavia, a maior carga da responsabilidade não é dos atores e sim do roteiro.</p>
<p>Para além de tentar forçar uma história de amor e crime &#8211; que já não é algo original -, os diálogos são o que mais comprometem a fruição e também o que interfere negativamente nas atuações. Há uma tentativa de pompa, de criar uma ambientação de intelectualidade. <span style="font-weight: 400;">No uso desta estratégia, a ligação empática que a plateia poderia criar com a história se quebra. Porque há distanciamento demais quando os sentimentos  e sensações das personagens são colocadas em textos que soam como se fossem mais para serem lidos do que falados. </span><span style="font-weight: 400;">O uso da fala não cotidiana poderia ser bem-vinda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, a questão central é que aqui esta escrita hiper elaborada e pomposa não funciona, justamente porque nada neste material parece estar em função da narrativa em si. E é por esta razão que os diálogos são truncados e sem organicidade. O que acontece com <strong><em>Vermelho Monet</em></strong> é que ele é uma tentativa de mostrar demais. </span>Nesta turbulência de querer impor uma força de cores, entonações e emoções, o resultado é o oposto ao que parece ter sido a vontade do realizador e de sua equipe. Há toda uma boa intenção, mas o resultado é cansativo e indigesto.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Halder Gomes</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Samantha Müller, Chico Díaz, Maria Fernanda Cândido</span></p>
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