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	<title>Arquivos Charlie Hunnam - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Charlie Hunnam - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Papillon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 18:52:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Papillon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, o longa Papillon, remake do clássico de 1973, protagonizado por Steve McQueen e Dustin Hoffman. Desta vez, quem assume os protagonistas são Charlie Hunnam, da série Sons of Anarchy, e Rami Malek, de Mr. Robot. Já a direção fica por conta do novato Michael Noer. A trama traz Papillon, um ladrão que foi injustamente acusado de assassinato na França de 1930 e é condenado a viver em uma prisão na Guiana Francesa, na América [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, o longa <em><strong>Papillon</strong></em>, remake do clássico de 1973, protagonizado por Steve McQueen e Dustin Hoffman. Desta vez, quem assume os protagonistas são Charlie Hunnam, da série <em>Sons of Anarchy</em>, e Rami Malek, de <em>Mr. Robot</em>. Já a direção fica por conta do novato Michael Noer.</p>
<p>A trama traz Papillon, um ladrão que foi injustamente acusado de assassinato na França de 1930 e é condenado a viver em uma prisão na Guiana Francesa, na América do Sul. Ao chegar no lugar, ele se encontra com Louis Dega, um falsificador milionário que claramente precisa de proteção para sobreviver. Tudo isso, vale dizer, baseado em uma história real.</p>
<p>O filme, desde o começo, traz um ótimo clima de tensão ao espectador, que vai criando empatia pelo protagonista aos poucos. A medida que as regras da prisão vão ficando claras e o tipo de tratamento que eles recebem, o público acompanha o desenvolvimento cruel da história, torcendo por um final minimamente feliz. Durante as duas horas de duração do filme, três arcos narrativos principais são construídos, marcados pela dinâmica dos personagens.</p>
<p>Naquele lugar, qualquer preso que transgredir as regras e tentar fugir, vai passar dois anos na solitária. Se ele for reincidente, neste caso, passa mais cinco anos. Caso sobreviva à essa tortura, é claro. A tensão psicológica é muito clara na trama e favorece ao incômodo que vai surgindo no espectador. Aos nossos olhos, vemos os personagens definharem e mudarem a feição, a medida que a esperança vai esvaindo da alma. É triste constatar, no entanto, que tudo aquilo foi real.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1736294.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica: papillon" width="610" height="348" /></p>
<p>Assumindo a rédea da produção, o diretor Michael Noer traz uma condução de trama muito boa e assertiva. Ele consegue mesclar o tom de heroísmo com o sacrifício que é feito diariamente pelo personagem. Além disso, Papillon é um filme sobre lealdade, mesmo em situações contrárias. Papillon cria uma amizade tão verdadeira com Degas, que vai além da proteção inicial acertada. Ele passa a efetivamente dar a vida pelo amigo e cuidar para que ele saia vivo daquele lugar. Não que alguém tenha exatamente esperança que isso aconteça.</p>
<p>Charlie Hunnam assume o protagonista com força e dedicação. O que assistimos é um ator se transformando em cena, a medida da necessidade do personagem. O mesmo vale para Rami Malek que dá um excelente apoio à Hunnam e desempenha um papel excepcional. Falta, no entanto, maior aprofundamento nos personagens como um todo. A sensação que fica é de que o roteiro paira na primeira camada, de muitas que poderiam ter sido exploradas.</p>
<p>Desnecessariamente longo, o filme poderia ter uns 20 minutos a menos e ainda assim, manter a qualidade do produto. <strong><em>Papillon</em></strong>, no entanto, é um ótimo remake, embora notoriamente abaixo do longa original. Ele acaba vivendo na sombra do primeiro.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_DwrDBXRtjQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Z &#8211; A Cidade Perdida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2017 22:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[Sienna Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Holland]]></category>
		<category><![CDATA[Z - A Cidade Perdida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse Z: A Cidade Perdida:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse <i>Z: A Cidade Perdida</i>:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo indica, o realizador também não deseja empreender esforços por mais visibilidade, parece se contentar com o tímido burburinho que suas obras costumam causar quando estreiam, ocasionalmente em espaços menos badalados do calendário cinematográfico como abril ou setembro. É nessas águas calmas que <i>Z: A Cidade Perdida </i>consagra-se como mais uma grande obra do realizador que também tem no currículo trabalhos primorosos e igualmente discretos em sua repercussão, como <i>Amantes, Os Donos da Noite </i>e <i>Era uma vez em Nova York</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Z: A Cidade Perdida</i>, Charlie Hunnam (visto recentemente em <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada</i>) interpreta Percy Fawcett um explorador britânico que no início do século XX parte em uma viagem rumo a Amazônia, na fronteira Bolívia-Brasil, a fim de ajudar no reconhecimento geográfico da região. Durante a expedição, Fawcett descobre vestígios do que seria uma civilização que se encontra &#8220;perdida&#8221; no meio da floresta. Quando chega na Inglaterra, o explorador é ridicularizado por toda a comunidade cientifica, mas persiste com a sua ideia de ir a fundo nessa empreitada, sacrificando sua vida familiar com uma longa e perigosa jornada.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7747" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/C2PI1jxWQAE51r8.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Uma das principais qualidades de <i>Z: A Cidade Perdida </i>é que James Gray desde o princípio parece querer narrar a jornada do seu protagonista com uma clara admiração pelo seu feito e biografia, mas sem que esse sentimento transforme seu filme numa grandiloquente e escandalosa narrativa histórica. No lugar de sublinhar os feitos do seu protagonista com recursos diversos como uma trilha sonora imponente ou diálogos excessivamente expositivos, James Gray faz aquilo que esperamos do seu cinema, deixa que o percurso dos seus personagens fale por si só, pincelando em momentos localizados sua contribuição na construção de planos marcados por uma economia e uma riqueza simbólica que só seus filmes conseguem compor. Essa elegância do diretor acompanha <i>Z: A Cidade Perdida</i>  do início ao fim, desde o momento que somos introduzidos na jornada de Fawcett com uma imagem noturna e distante de uma tribo indígena à margem do rio até o inspirado plano que encerra a narrativa e é protagonizado pela esposa do protagonista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Gray transforma <i>Z: A Cidade Perdida </i>numa daquelas histórias de grandes feitos realizados por personagens inspiradores, mas sem as afetações de colegas que já utilizaram essa chave interpretativa para a vida dos seus personagens biografados. Realizando um relato da vida de Percy Fawcett, Gray deixa claro a todo momento sua admiração por aquele homem e pela perspectiva da vida que o mesmo tinha ao transformar sua busca incessante pela cidade perdida de Z numa jornada que trouxe um propósito louvável para sua vida, sem que essa admiração redimisse seu protagonista das suas eventuais faltas como cidadão, marido e pai.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em quatro momentos marcados por toda uma atmosfera épica (vemos Fawcett voltar três vezes a Amazônia e ainda ir ao <i>front </i>da Primeira Guerra Mundial), dimensionamos uma história que busca dar conta da própria vida (e consegue isso). No final das contas, <i>Z: A Cidade Perdida </i>é um relato histórico, mas também um filme sobre nossa existência no mundo e o que a preenche de significado. Assim, mais uma vez, James Gray nos oferece um filme cheio de fôlego e sensibilidade dando ainda a oportunidade para atores como Charlie Hunnam e Sienna Miller exibirem os desempenhos mais inspirados das suas carreiras (há ainda Robert Pattinson e Tom Holland no elenco, ambos também muito bons).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6aWpLX3gxaI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Rei Arthur &#8211; A Lenda da Espada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 May 2017 17:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[Rei Arthur: A Lenda da Espada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rei Arthur: A Lenda da Espada é um dos filmes mais estranhos da carreira de Guy Ritchie. Como os longas anteriores do diretor, o título possui diversos elementos que pressupõem um anseio do realizador de fazer a sua trama avançar e tornar atraente para audiências mais jovens histórias de época e que nas mãos de outro realizador provavelmente seriam marcadas por um tempo diferente. No cinema de Guy Ritchie, que vai desde os cultuados Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Rei Arthur: A Lenda da Espada </i>é um dos filmes mais estranhos da carreira de Guy Ritchie. Como os longas anteriores do diretor, o título possui diversos elementos que pressupõem um anseio do realizador de fazer a sua trama avançar e tornar atraente para audiências mais jovens histórias de época e que nas mãos de outro realizador provavelmente seriam marcadas por um tempo diferente. No cinema de Guy Ritchie, que vai desde os cultuados <i>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes </i>e <i>Snatch: Porcos e Diamantes </i>e títulos comerciais como <i>Sherlock Holmes</i> e <i>O Agente da U.N.C.L.E.</i>, a montagem marcada por cortes rápidos, diálogos acelerados, flashbacks constantes que visam explicar determinados movimentos dos personagens imperceptíveis ao espectador e a trilha sonora cuidadosamente selecionada por propositalmente destoar de escolhas naturais para a trama costumam fazer a história caminhar. <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada</i> é marcado por tudo isso, porém, no lugar de fazer algum serviço à emperram, esses elementos a emperram e não trazem para o espectador uma experiência minimamente prazerosa na sala de cinema.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme basicamente trata da história de Arthur (Charlie Hunnam, de <i>Círculo de Fogo</i>) antes de assumir o trono e tem como enfoque central sua rixa com seu tio Vortigen (Jude Law) que traiu o irmão quando o protagonista da história ainda era criança. Em linhas gerais, <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada </i>é esse retorno do personagem-título para tomar o que é seu direito e trata da influência de elementos místicos nesse processo, o principal deles é a famosa espada Excalibur.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7651" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/05/reiarthur_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O maior problema de <i>Rei Arthur </i>está na maneira como Guy Ritchie estrutura o seu filme. Em uma hora de projeção o longa é tomado por inúmeros <i>flashbacks </i>que retomam a morte do pai do protagonista e as questões relativas à espada de modo que no &#8220;miolo&#8221; do filme, que naturalmente poderia ser destinado a desenvolver acontecimentos e conflitos na órbita do personagem principal da história, o público ainda é surpreendido por explicações de situações prévias. Tudo isso faz com que o encaminhamento do mote central do filme seja brecado por um longo e interminável prólogo. Passagens centrais para a construção de uma empatia do espectador com a trajetória do herói, como sua infância difícil, por exemplo, é contada de maneira tão apressada por uma edição &#8220;clipeira&#8221; que acaba prejudicando a relação do público com o personagem principal da história, fazendo com que a interpretação propositalmente &#8220;marrenta&#8221; de Hunnam para Arthur deponha contra a trama e não a favor da mesma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não acredito que recontar histórias sejam desnecessárias e é curioso perceber como o teatro recepciona melhor reinterpretações de tramas já contadas que o cinema, um campo que ainda estigmatiza <i>remakes</i>, versões etc., sobretudo quando abordamos grandes <i>blockbusters</i>. O problema de <i>Rei Arthur </i>é que a junção dessa história com os atributos do cinema de Guy Ritchie não estão à serviço de uma boa experiência para o espectador. Com todos os seus recursos &#8220;moderninhos&#8221;, o realizador, que sempre entregou obras no mínimo agradáveis, torna o ato de assistir esse título extremamente maçante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iUJXje976RM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: A Colina Escarlate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2015 19:20:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Colina Escarlate]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guillermo Del Toro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Se formos enquadrar A Colina Escarlate em um gênero, o filme poderia ser classificado com mais propriedade como um romance de horror ou romance gótico. A força motriz do novo longa de Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) são as paixões que mobilizam todos os seus personagens, toda a história é centrada no amor vivido por Edith Cushing (Mia Wasikowska) e Thomas Sharpe (Tom Hiddleston). Contudo, o caminho dos amantes é atravessado por medos da infância, fantasmas, uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3799" aria-describedby="caption-attachment-3799" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/mia-crimson-peak.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3799 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/mia-crimson-peak-620x349.jpg" alt="mia-crimson-peak" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3799" class="wp-caption-text">Atmosfera: Del Toro explora a estética gótica uma das marcas de toda a sua filmografia</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se formos enquadrar <i>A Colina Escarlate </i>em um gênero, o filme poderia ser classificado com mais propriedade como um romance de horror ou romance gótico. A força motriz do novo longa de Guillermo Del Toro (<i>O Labirinto do Fauno</i>) são as paixões que mobilizam todos os seus personagens, toda a história é centrada no amor vivido por Edith Cushing (Mia Wasikowska) e Thomas Sharpe (Tom Hiddleston). Contudo, o caminho dos amantes é atravessado por medos da infância, fantasmas, uma casa repleta de segredos e violentos assassinatos, enfim, tudo com o &#8220;gostinho de sangue&#8221; que Del Toro adora. Esta mistura de romance vitoriano e terror, no entanto, funciona parcialmente. Se, por um lado, existe toda uma atmosfera que parece contribuir para as intenções do realizador e sua trama consegue prender o espectador até a metade da sua projeção com manutenção dos segredos por trás da relação entre os irmãos Sharpe (Hiddleston e Jessica Chastain), por outro, Del Toro perde-se na contemplação do seu próprio estilo e oferece ao espectador revelações previsíveis e um romance que não empolga em nenhum momento o público.</p>
<p>Ambientado nos EUA e na Inglaterra do século XIX, <i>A Colina Escarlate </i>traz a história de Edith Cushing (Mia Wasikowska), uma jovem escritora que se apaixona por Thomas Sharpe (Hiddleston), um inglês misterioso que logo ganha a antipatia do pai da moça. Edith insiste na relação e se casa com Sharpe, partindo para a Inglaterra junto com ele e sua fria irmã mais velha, Lucille (Jessica Chastain). Os três passam a morar no casarão da família Sharpe e Edith começa a presenciar eventos sobrenaturais que confirmam premonições que ela teve na infância: o lugar não é nada amistoso e sua vida corre um sério risco se ela permanecer lá.</p>
<figure id="attachment_3800" aria-describedby="caption-attachment-3800" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/film_crimson_peak_1600x900_gallery_1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3800 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/film_crimson_peak_1600x900_gallery_1-620x349.jpg" alt="film_crimson_peak_1600x900_gallery_1" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3800" class="wp-caption-text">Destaque: Interpretação de Jessica Chastain é um dos pontos altos do longa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez a grande &#8220;sacada&#8221; de <i>A Colina Escarlate </i>seja salientar que o mundo dos vivos é muito mais assustador, perigoso e doentio do que o mundo dos mortos, mas o grande problema do filme é lidar com o seu romance central. A história de Edith e Thomas não chega a ser inspiradora e isso é problemático para o filme sobretudo se pensarmos que trata-se do seu grande mote. Apesar de toda a atmosfera gótica que Del Toro sabe oferecer como ninguém ao público, o realizador não consegue sustentar sua história de amor, detectada pela plateia apenas pelas palavras proferidas pelos personagens, jamais ela é de fato sentida por quem está do outro lado da tela.</p>
<p>Tecnicamente, <i>A Colina Escarlate </i>enche os olhos, fazendo do seu visual um dos elementos responsáveis por conferir a atmosfera sombria que virou marca do Del Toro, mas nada que surpreenda. Trata-se de uma variação daquilo que já conhecemos em <i>O Labirinto do Fauno</i>, <i>A Espinha do Diabo </i>e a franquia <i>Hellboy</i>. Sobre o elenco, Mia Wasikowska, Tom Hiddleston e Charlie Hunnam estão corretos em seus respectivos papéis, mas não resta dúvidas ao final da projeção que a grande performance desse longa é a de Jessica Chastain. A despeito das revelações em torno da sua personagem não serem nada surpreendentes, a atriz consegue ser precisa na composição de Lucille, uma mulher que tenta esconder suas obsessões por trás de uma persona fria e austera.</p>
<figure id="attachment_3801" aria-describedby="caption-attachment-3801" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/crimson-peak-10-1500x844.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3801 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/crimson-peak-10-1500x844-620x349.jpg" alt="crimson-peak-10-1500x844" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3801" class="wp-caption-text">Calcanhar de Aquiles: Aspecto fundamental da história, romance entre os personagens de Mia Wasikowska e Tom Hiddleston é fraco</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Falhando por uma certa falta de sensibilidade do realizador naquilo que deveria ser mais à flor da pele na história, <i>A Colina Escarlate </i>não é um desastre na carreira de Guillermo Del Toro, trata-se de um filme no qual a sintonia do cineasta não está na mesma frequência da sua narrativa. <i>A Colina Escarlate </i>não evoca a passionalidade que deveria evocar e por vezes fica emperrado no admirável senso estético do realizador. Se em <i>O Labirinto do Fauno </i>ou <i>A Espinha do Diabo</i>, Del Toro soube lidar com o choque entre o universo inocente da infância e os monstros e fantasmas do nosso imaginário, em <i>A Colina Escarlate </i>o romance de Edith e Thomas causa indiferença no espectador e o horror fica somente na exposição visual, sendo poucas vezes sentido. Em suma, falta sensorialidade e sobra estilo.</p>
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