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	<title>Arquivos Charles Dance - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Charles Dance - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Godzilla II: Rei dos Monstros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 17:33:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade ao projeto da Warner de compor um conjunto de filmes protagonizados por monstros clássicos do cinema &#8211; e que deve culminar num encontro entre Kong e Godzilla -, Godzilla II: Rei dos Monstros é a continuação de Godzilla de 2014. Aparando alguns deslizes do filme anterior e insistindo em aspectos que já se mostraram vacilantes na franquia, o filme recompensa e frustra o espectador em iguais medidas. Dessa vez dirigido por Michael Dougherty, o mesmo de Krampus: O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade ao projeto da Warner de compor um conjunto de filmes protagonizados por monstros clássicos do cinema &#8211; e que deve culminar num encontro entre Kong e Godzilla -, <em><strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong> </em>é a continuação de <em>Godzilla</em> de 2014. Aparando alguns deslizes do filme anterior e insistindo em aspectos que já se mostraram vacilantes na franquia, o filme recompensa e frustra o espectador em iguais medidas. Dessa vez dirigido por Michael Dougherty, o mesmo de <em>Krampus: O Terror do Natal</em>, o longa finalmente investe no seu propósito, os monstros, mas persiste em entupir sua trama de protagonistas humanos com dramas e personalidades desinteressantes.</p>
<p>O filme tem início nos apresentando a uma família encabeçada pelos personagens de Vera Farmiga e Kyle Chandler, que perdem um de seus filhos no episódio protagonizado por Godzilla no filme de 2014. Em meio ao aparecimento de novas criaturas, a humanidade tenta encontrar formas de estabelecer uma nova ordem a fim de que exista algum tipo de equilíbrio na Terra e Godzilla parece ser peça fundamental para a manutenção de uma certa ordem no planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10625" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa de Dougherty mostra-se superior ao filme anterior por assumir-se enquanto filme de monstros e não ter vergonha de ser alicerçado em ambiciosas cenas de lutas entre as criaturas (dessa vez, o Godzilla se depara com três delas). Visualmente, inclusive, todas essas sequências são bastante inspiradas utilizando os poderes dos monstros como lança raios ou chamas coloridas para criar um jogo de cores rico em cada plano.</p>
<p>É uma pena que, assim como o filme de 2014, <em><strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong></em> insista em rasos dramas familiares. Se antes tínhamos o jovem casal protagonizado por Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen, aqui ficamos com uma família enlutada formada por Farmiga, Chandler e Millie Bobby Brown. O conflito desses personagens é desinteressante pelo &#8220;lugar comum&#8221; de seus propósitos na história, apelando para uma dúzia de clichês de tramas de filmes catástrofes. Entre os humanos, Ken Watanabe revela-se como a figura mais interessante com sua singular relação com o monstro Godzilla e por representar o único elemento forte de cultura oriental presente na história.</p>
<p>Acertando ao não ter medo de exibir a sua criatura e abraçar suas origens (Godzilla é mostrado de corpo inteiro e não vergonhosamente em partes como no anterior), <strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong> ainda insiste em cacoetes melodramáticos que já deveriam ter sido dispensados. Deve agradar aos fãs do monstro japonês, mais bem que merecia um segundo polimento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Dougherty<br />
<strong>Elenco:</strong> Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown, Charles Dance, Ken Watanabe, Ziyi Zhang, Bradley Whitford, Sally Hawkins</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Cve9ouQp0tE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 22:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de Orgulho e Preconceito e Zumbis, livre adaptação do romance Orgulho e Preconceito de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4601" aria-describedby="caption-attachment-4601" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4601 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/prideprejud-620x349.jpg" alt="prideprejud" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4601" class="wp-caption-text">Matadoras de zumbis: As irmãs Bennet de Jane Austen em versões mais enérgicas.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis</i>, livre adaptação do romance <i>Orgulho e Preconceito </i>de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro de Seth Grahame-Smith, o mesmo de <i>Abraham Lincoln &#8211; Caçador de Vampiros</i>,  que faz exatamente isso com a história de Jane Austen e circula há anos por Hollywood, tendo caído inicialmente nas mãos da atriz Natalie Portman, que viveria a Elizabeth Bennet dessa versão, mas que agora está nos créditos apenas como produtora do filme. Agora, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>chega finalmente aos cinemas com Lily James, de <i>Cinderela</i>, como a protagonista Lizzie Bennet e Sam Riley como o icônico Sr. Darcy em versões exterminadoras de zumbis.</p>
<figure id="attachment_4602" aria-describedby="caption-attachment-4602" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4602 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04-620x359.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04" width="620" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-4602" class="wp-caption-text">Casamento infeliz: Filme não consegue justificar o casamento inusitado entre dois universos tão díspares.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>traz a história das irmãs Bennet que todos conhecem de <i>Orgulho e Preconceito </i>em meio a uma Inglaterra tomada por uma praga zumbi. As Bennet são garotas treinadas para enfrentar qualquer morto-vivo que viole as divisões impostas pelo país ao mundo dos mortos e dos comedores de cérebros humanos. Em meio a todo esse estado de tensão, Elizabeth Bennet acaba se apaixonando por um homem que passa a desprezar pelo seu comportamento arrogante, Sr. Darcy, um aristocrata que também está muito bem preparado para enfrentar qualquer praga zumbi.</p>
<figure id="attachment_4603" aria-describedby="caption-attachment-4603" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4603 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053-620x361.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053" width="620" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-4603" class="wp-caption-text">Levemente divertido: Apesar de decrescer em seu ritmo, filme tem alguns momentos que entretém.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um dos maiores problemas de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>é não tornar orgânica toda a mitologia das histórias de zumbis no contexto do clássico romance de Jane Austen, o que torna o principal defeito da obra ainda mais grave, afinal tudo nela gira em torno desse casamento inusitado entre a clássica obra literária e o universo dos mortos-vivos. No início do longa, até que existem algumas adaptações interessantes envolvendo personagens e passagens marcantes do livro de Jane Austen e o novo contexto proposto pelo autor Seth Grahame-Smith e o diretor e roteirista Burr Steers, cujo título mais interessante da filmografia é o &#8220;estranho&#8221; e pouco conhecido <i>A Estranha Família de Igby</i> (vale a pena resgatar, se tiver interesse). O realizador não consegue justificar a razão para o inusitado casamento entre dois universos tão díspares e os zumbis acabam tornando-se elementos e recursos completamente aleatórios na história. O resultado é um filme esquisito que perde o seu impacto sobretudo nos momentos finais, quando a narrativa empalidece.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Esvaziado em seu propósito e não servindo nem mesmo como uma fita de entretenimento <i>nerd</i>, o que já seria de bom tamanho, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>carece de decisões e adaptações mais enérgicas que transformassem sua inusitada incursão em uma das histórias mais celebradas de Jane Austen num filme que justificasse a sua existência. Do jeito que ficou, até que é um longa divertido, com momentos isoladamente interessantes, mas completamente sem viço.</p>
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