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	<title>Arquivos Casa Grande - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Casa Grande - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Casa Grande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 21:13:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fellipe Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Marcello Novaes]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Thales Cavalcanti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Reduzido pelo grande público aos filmes que chegam no circuito comercial pelas mãos da Globo Filmes, o cinema produzido aqui no Brasil tem lançado verdadeiras pérolas da nossa cinematografia que ainda precisam ser descobertas e sair do nicho restrito do público especializado composto por cinéfilos e críticos. Não que as produções com o selo Globo Filmes mereçam a hostilidade do público ou o seu boicote, mas a pluralidade de propostas cinematográficas e a dissolução de monopólios produtivos e de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2799" aria-describedby="caption-attachment-2799" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2799 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande1-620x348.jpg" alt="casagrande1" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2799" class="wp-caption-text">Primeiro amor: Em meio a crise financeira da família, Jean se apaixona por Luiza.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>Reduzido pelo grande público aos filmes que chegam no circuito comercial pelas mãos da Globo Filmes, o cinema produzido aqui no Brasil tem lançado verdadeiras pérolas da nossa cinematografia que ainda precisam ser descobertas e sair do nicho restrito do público especializado composto por cinéfilos e críticos. Não que as produções com o selo Globo Filmes mereçam a hostilidade do público ou o seu boicote, mas a pluralidade de propostas cinematográficas e a dissolução de monopólios produtivos e de distribuição são pontos positivos para a evolução de qualquer cinematografia. Nos últimos anos, nosso país foi responsável por obras de relevância pontual que acrescentaram e muito tecnicamente e que alinharam problemas nacionais e globais com a sua ordem de preocupações temáticas. Filmes como <i>O Som ao Redor</i>, <i>O Lobo atrás da Porta </i>e este <i>Casa Grande</i> não são apenas &#8211; como se isso fosse pouco -, exemplares apurados no manuseio de uma gramática cinematográfica, mas também são filmes que deveriam ser encarados como pontos de referência para as gerações de cineasta do presente e do futuro.</p>
</div>
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<p>Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, <i>Casa Grande </i>traz a história de uma família rica que perde todas as suas regalias com a queda financeira do seu patriarca. Nessa mudança de vida, por exemplo, as rotinas de consumo são modificadas e o quadro de empregados é diminuído. Enquanto Sônia e Hugo tentam de todas as formas manter o padrão de vida que sempre tiveram, seu filho mais velho Jean está alheio à toda a crise familiar pela super-proteção do casal. Prestes a decidir o seu futuro profissional, Jean só pensa em Luiza, garota de classe social diferente da sua que conhece no trajeto da escola para a sua casa e que começa a namorar. Esta relação vai deflagrar uma crise familiar que fará Jean amadurecer e pensar sobre quem ele é e quem ele pretende ser.</p>
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<figure id="attachment_2802" aria-describedby="caption-attachment-2802" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2802 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500-620x324.jpg" alt="cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-2802" class="wp-caption-text">Decadência: Hugo (Marcello Novaes) e Sônia (Suzana Pires) tentam manter as aparências apesar dos problemas.</figcaption></figure>
</div>
<div style="color: #000000;">
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<p>Um dos grandes méritos de <i>Casa Grande </i>é conseguir ser um cinema sofisticado sem perder a simplicidade e o diálogo com a sua plateia. Assim, no lugar de um realizador preocupado única e exclusivamente com o seu ego e em fazer-se &#8220;compreensível&#8221; somente a si mesmo, vemos em <i>Casa Grande </i>um Fellipe Barbosa que preenche o seu tempo de projeção com planos elegantes e e com a utilização de recursos audiovisuais em prol da sua história, o esgarçamento das possibilidades técnicas e estilísticas alinhados com a narração de uma história. Nesse sentido, ao mesmo tempo que o filme traz uma interessante abertura, marcada por uma câmera estática que observa a casa dos protagonistas enquanto a ação corriqueira de apagar as luzes de todos os cômodos ocorre, vemos os conflitos amorosos do protagonista com a namorada e a empregada doméstica ganhar empatia imediata com o espectados. Esse equilíbrio mantido por Barbosa do início ao fim torna <i>Casa Grande </i>um longa acessível às plateias com os mais diversificados repertórios cinematográficos sem perder a sua elegância e pertinência enquanto obra cinematográfica.</p>
</div>
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<p>Barbosa conta com o jovem Thales Cavalcanti como a figura central da sua história ao assumir com sensibilidade a composição de Jean, o protagonista de <i>Casa Grande</i>. Cavalcanti interpreta um adolescente cheio de dúvidas sobre a vida, um cenário de incertezas ainda mais acentuado pela super-proteção de seus pais. Quando a família começa a ter o seu padrão de vida alterado, Jean, que nunca teve que se preocupar com dinheiro, fica ainda mais inseguro sobre quem ele é e sobre o seu futuro fazendo o seu universo colidir com o de seus pais, que depositam nele a esperança de manter a situação financeira e social da família. Thales Cavalcanti faz Jean se perder em meio a todos os seus conflitos afetivos e geracionais e iniciar um processo de reconstrução e amadurecimento no decorrer do longa. O jovem ator contracena com Marcello Novaes e Suzana Pires, intérpretes dos pais do seu personagem. Novaes faz de Hugo uma figura rígida e burocrática na convivência familiar, características que encobrem a insegura e imobilidade do patriarca diante dos problemas financeiros. Em contrapartida, Pires faz de Sônia uma mulher que cria no espectador sentimentos ambíguos de afeto e piedade, já que apresenta-se como uma figura bem mais proativa que o esposo, contudo alheia a uma realidade que nunca quis ter contato, situação que a fragiliza ainda mais em situações limítrofes.</p>
</div>
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<figure id="attachment_2801" aria-describedby="caption-attachment-2801" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2801 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande-620x348.jpg" alt="casagrande" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2801" class="wp-caption-text">Rito de passagem: Momento de instabilidade familiar impulsiona despertar e amadurecimento do protagonista.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decadência financeira desses personagens é acompanhada por um clima melancólico que toma conta do filme na medida em que eles tentam a todo custo se agarrar nas certezas de um projeto de vida que se revela completamente oco. E não seria exatamente esse o momento pelo qual estamos passando? Grupos que antes tinham níveis de vida precários e estão conseguindo, ainda que com muita dificuldade, melhorar o padrão de vida, enquanto outros que tinham seus privilégios tem que ajustar as suas rotinas em função de uma nova ordem social que se instaura. No meio das tensões sociais causadas por esse câmbio classista uma nova geração representada aqui pelo adolescente Jean, jovens que tentam entender o seu lugar e as relações que vivenciaram no passado, àquelas que os cercam no presente e que tipo de postura devem assumir no futuro.</p>
</div>
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		<title>Estreias da Semana: 16 a 22 de abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2015 12:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Chappie]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Frank]]></category>
		<category><![CDATA[Não Olhe Para Trás]]></category>
		<category><![CDATA[O Dançarino do Deserto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas estreias desta semana, o destaque vai para Chappie, filme que trata da relação dos humanos com robôs dotados de inteligência artificial. Tem ainda Frank, o nacional Casa Grande, Não Olhe para Trás, com ninguém menos que Al Pacino e o Dançarino do Deserto. Confira as sinopses e trailers abaixo! Chappie Direção: Neill Blomkamp Elenco: Sharlto Copley, Dev Patel, Hugh Jackman, Sigourney Weaver O mundo está em um futuro próximo e tem agora robôs dotados de inteligência artificial mas a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas estreias desta semana, o destaque vai para <em><strong>Chappie</strong></em>, filme que trata da relação dos humanos com robôs dotados de inteligência artificial. Tem ainda <strong><em>Frank</em></strong>, o nacional <strong><em>Casa Grande</em></strong>, <strong><em>Não Olhe para Trás</em></strong>, com ninguém menos que Al Pacino e o <strong><em>Dançarino do Deserto</em></strong>. Confira as sinopses e trailers abaixo!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/chappie-960x539.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2790" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/chappie-960x539.jpg" alt="chappie-960x539" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Chappie</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Neill Blomkamp<br />
<strong>Elenco:</strong> Sharlto Copley, Dev Patel, Hugh Jackman, Sigourney Weaver</p>
<p>O mundo está em um futuro próximo e tem agora robôs dotados de inteligência artificial mas a ideia de embutir emoções nos robôs é desaprovada pela empresa de segurança. O cientista responsável por essas criações decide por conta própria fazer um teste e consegue criar Chappie, um robô capaz de pensar e aprender por conta própria. Mas Chappie é roubado por um grupo de ladrões que precisa da ajuda para um assalto a banco e a segurança do país e o futuro de Chappie correm riscos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3YJdyU7S_cA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/CasaGrande_cena.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2791" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/CasaGrande_cena.jpg" alt="CasaGrande_cena" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Casa Grande</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Fellipe Barbosa<br />
<strong>Elenco:</strong> Marcello Novaes, Suzana Pires, Thales Cavalcanti, Clarissa Pinheiro</p>
<p>Sônia (Suzana Pires) e Hugo (Marcello Novaes) são da alta burguesia carioca e levam uma vida bastante confortável. Aos poucos vão à falência, mas ninguém sabe de seus problemas financeiros, nem mesmo o filho Jean (Thales Cavalcanti), que faz de tudo para se desvencilhar dos pais superprotetores. Para se manter, o casal corta despesas e ele, que só se preocupava com garotas e vestibular, enfrenta pela primeira vez a realidade. Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Z6HD_gFNwcQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/maxresdefault.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2792" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/maxresdefault.jpg" alt="maxresdefault" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Não Olhe Para Trás</strong><br />
<strong> Direção</strong>: Dan Fogelman<br />
<strong>Elenco:</strong> Al Pacino, Annette Bening, Bobby Cannavale, Jennifer Garner</p>
<p>Danny Collins (Al Pacino) é um músico muito popular, que vive há mais de 30 anos sem compor uma música sequer, apenas reprisando os seus maiores sucessos. Cansado da rotina de drogas e excessos, ele descobre uma carta que John Lennon escreveu para ele há décadas, mas que nunca tinha chegado às suas mãos. Inspirado pelas palavras do músico, Danny decide interromper a carreira e tentar reatar com o filho já adulto, que ele nunca conheceu. Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pEr4p_lVuUw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/9.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2793" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/9.jpg" alt="9" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Dançarino do Deserto</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Richard Raymond<br />
<strong>Elenco:</strong> Reece Ritchie, Freida Pinto, Nazanin Boniadi, Tom Cullen (III)</p>
<p>Afshin Ghaffarian (Reece Ritchie) é um iraniano rebelde que desafia as leis e ignora o clima constantemente tenso fazendo aquilo que mais gosta: dançar. Ele forma uma companhia clandestina com amigos próximos e ensaia em casa assistindo vídeos de Michael Jackson, Pina Bausch e Gene Kelly na internet. Como dançar em público é proibido no país, ele planeja uma performance do grupo no meio do deserto. Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4FJQUUb_lqc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/conteudo_84253.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2794" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/conteudo_84253.jpg" alt="conteudo_84253" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Frank</strong><br />
<strong> Direção</strong>: Lenny Abrahamson<br />
<strong>Elenco:</strong> Domhnall Gleeson, Maggie Gyllenhaal, Scoot McNairy, Michael Fassbender</p>
<p>John Burroughs (Domhnall Gleeson) sonha em ser tecladista e compositor de uma grande banda. Um dia, um acidente lhe fornece a oportunidade de tocar em um grupo, liderado por Frank (Michael Fassbender). John fica fascinado com este vocalista, ao mesmo tempo generoso e estranho, e marcado por uma peculiaridade: ele nunca retira a sua gigantesca cabeça artificial, nem mesmo para comer, tomar banho ou dormir. Logo, John, Frank e os outros membros do The Soronprfbs se isolam em uma cabana para experimentar novos sons, se conhecer e produzir o melhor álbum musical possível. Mas a interação entre eles nem sempre é muito fácil&#8230; Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-catC4tBVyY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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