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	<title>Arquivos Byron Howard - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Byron Howard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Diretor e produtora de Zootopia 2 revelam detalhes sobre a animação, em entrevista exclusiva para o Coisa de Cinéfilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 18:46:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz nos cinemas de Salvador, Zootopia 2 traz a continuação das aventuras da coelha Judy Hopps e da raposa Nick Wilde. As dublagens em inglês possuem nomes como os de Ginnifer Goodwin, Jason Bateman e Ke Huy Quan. Já em português, intérpretes como Monica Iozzi, Rodrigo Lombardi e Danton Mello compõem o elenco.  Na continuação da animação, o público se depara com um novo mundo animal e a presença dos répteis. De acordo com o diretor Byron Howard, ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em cartaz nos cinemas de Salvador, Zootopia 2 traz a continuação das aventuras da coelha Judy Hopps e da raposa Nick Wilde. As dublagens em inglês possuem nomes como os de Ginnifer Goodwin, Jason Bateman e Ke Huy Quan. Já em português, intérpretes como Monica Iozzi, Rodrigo Lombardi e Danton Mello compõem o elenco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na continuação da animação, o público se depara com um novo mundo animal e a presença dos répteis. De acordo com o diretor Byron Howard, ele e Jared Bush – diretor e roteirista da obra –, estudaram por mais de uma década sobre o comportamento de bichos. Para o cineasta, este mergulho teórico foi essencial para a construção das personagens e da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Foi assim que Nick e Hopps começaram, como a raposa e o coelho, inimigos naturais, mas que formam a dupla perfeita, sabe, justamente por serem tão diferentes”, revela Byron. Para ele, a dinâmica da dupla funcionou tão apropriadamente na primeira história da saga, que havia uma certeza que Nick e Hopps continuariam a ser o foco da nova história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, a produtora Yvett Merino ressalta o desafio de continuar uma produção tão famosa quanto Zootopia. Anteriormente, o longa-metragem faturou mais de 1 bilhão de dólares mundialmente e conquistou o Oscar de melhor animação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com toda a sua experiência na área e participação em sequências como <em>Moana 2</em> e Frozen 2, com este cenário, Yvett relata que sua entrada na equipe a deixou preocupada. Ainda assim, ela afirma que se tornou focada em entregar um material com um nível semelhante ao do seu antecessor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Merino elucida ainda que o seu maior objetivo, e de todos que integraram o projeto, era o de conseguir misturar surpresas para a plateia com a qualidade do longa antecessor. A produtora ainda ressalta que, para alcançar esse objetivo, foi fundamental mirar no relacionamento de Nick e Hopps.</span></p>
<p><b>ENTREVISTA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Enoe Lopes Pontes</strong> – Como foi o processo de criação dessa decupagem, onde mantemos a essência dos personagens originais, mas também abrimos muitos novos horizontes com os novos personagens?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Byron Howard</strong> – Essa é uma ótima pergunta, na verdade. É engraçado, porque acho que Jared e eu começamos a explorar esse mundo há quase 15 anos, quando nos juntamos pela primeira vez. E muito do que este universo é e o que filme representa vem das pesquisas que fizemos. Fizemos quase dois anos de pesquisa sobre animais. Então, tivemos muitos especialistas em animais do mundo todo. E havia um especialista em animais, que realmente falava sobre eles como se fossem personagens, como, por exemplo, os gnus são os animais mais estúpidos do mundo. As raposas são solitárias, mas na verdade são ótimas companheiras de suas família. Os coelhos têm comportamentos muito específicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – E tudo começou daí. Acho que quando realmente mergulhamos de cabeça e pensamos: o que há de especial no animal real? Isso nos dá o ponto de partida para explorar diferentes espécies. Foi assim que Nick e Hopps começaram, como a raposa e o coelho, inimigos naturais, mas que formam a dupla perfeita, justamente por serem tão diferentes. E o fato de o filme ser todo sobre diferenças foi incrível, porque estamos entrando no mundo dos répteis pela primeira vez. Então, temos Gary, a cobra, como o primeiro réptil que encontramos no mundo de <em>Zootopia</em>. Completamente diferente de tudo que alguém já viu no mundo de <em>Zootopia</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Entendi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> –  E, novamente, tudo começou com um desenho conceitual incrível que Cory Loftis fez de uma linda víbora-arborícola tailandesa azul, com escamas impressionantes. E com a voz de Ke Huy Quan, na versão em inglês, que realmente transmite as emoções da personagem, a história foi se construindo. Acho que você começa com algo que seja realista, algo que faça sentido para o animal, e então deixa que ele meio que te diga qual será a história. E até mesmo com Gary, a cobra Gary, ele é tão doce e emotivo. Ele realmente se tornou um ponto central do filme, mas tudo acontece de forma muito orgânica. Essa é uma ótima pergunta. Obrigado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Yvette, você tem tanta experiência em produzir sequências como <em>Moana</em> e <em>Frozen</em>, por exemplo, mas qual foi o desafio específico de produzir a sequência de um filme tão importante e grandioso como Zootopia?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Yvett Merino</strong> – Sim, eu acho que quando queremos continuar as histórias é sempre um desafio. Esses filmes em geral são enormes. <em>Zootopia</em>, em particular é o maior. Ele é o filme mais ambicioso que já fizemos aqui na Disney Animation, em termos de construção de universo e de personagens. E então, ao entrar nesse universo, eu não trabalhei no primeiro <em>Zootopia</em>, mas era um grande fã. Então, ao entrar neste universo, fiquei muito animado por ter a oportunidade de participar e simplesmente fazer parte dele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Imagino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>YM</strong> –  Mas eu também não queria estragar tudo porque eu realmente amo o filme e sei que muitas pessoas também amaram. Então, quando continuamos a história, nosso objetivo final era focar em Judy e Nick. Todos nós amamos muitos personagens do primeiro filme, mas Judy e Nick são aqueles em que realmente nos concentramos. Então, conversamos muito no início sobre o que queríamos que o filme fosse e qual seria a história, mas quando escolhemos focar no relacionamento deles, as coisas começaram a se encaixar.Fazer uma sequência é &#8211; e eu sei que algumas pessoas podem achar mais fácil-, mas para mim, é mais difícil, porque é um universo já conhecido e amado no mundo todo e há muitas expectativas em torno dele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ah, sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>YM</strong> – Então, nos esforçamos muito para tentar que o filme não se parecesse apenas uma continuação da história deles, mas queríamos surpreender as pessoas e trazer de volta os personagens que amamos, mas de uma forma que a plateia não diga simplesmente: &#8220;Ah, fizemos a mesma coisa que fizemos no primeiro filme&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Gostaria de saber como foi o processo de construção dessa geografia da cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – O Mercado Marsh é um ótimo exemplo aqui. Aquele ambiente levou mais de um ano para ser projetado. E é tão imersivo, mas eu adoro que tenha surgido da ideia de pessoas pensando no que os animais construiriam. Tipo, tem esteiras rolantes e tubos de transporte, porque os animais daquela área vivem dentro e fora da água. Então, a gente pensou: do que eles precisariam? Isso realmente enriquece o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – E também, vendo onde a família de linces vive, em partes de Tundratown, os linces são muito ligados à neve. E isso é um ótimo comentário sobre suas personalidades e o papel que desempenham no filme. Então, sempre que criamos um ambiente novo, nossas equipes adoram. Eles sempre arrasavam e entregavam muito mais do que esperávamos. Então, mais uma vez, nossas equipes são incríveis. Todos são os storytellers, por conta própria, faziam muito mais do que pedimos para contar a história.</span></p>
<p><strong>Assista a entrevista completa:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Zootopia 2 - entrevista com Byron Howard e Yvett Merino" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/pc_TDqnAkrM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Encanto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Nov 2021 18:37:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana o fofíssimo novo longa da Disney, Encanto. O filme conta a história da extraordinária família Madrigal, que foi encantada num feitiço e cada membro possui um dom diferente. Quando chega a vez da garotinha Mirabel receber o seu poder, todos ficam frustrados quando ela não é abençoada com a magia. Os anos vão se passando e um mistério começa a sondar a família, que vai aos poucos perdendo os encantamentos. Em um cenário extremamente colorido e alegre, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana o fofíssimo novo longa da Disney, <em><strong>Encanto</strong></em>. O filme conta a história da extraordinária família Madrigal, que foi encantada num feitiço e cada membro possui um dom diferente. Quando chega a vez da garotinha Mirabel receber o seu poder, todos ficam frustrados quando ela não é abençoada com a magia. Os anos vão se passando e um mistério começa a sondar a família, que vai aos poucos perdendo os encantamentos.</p>
<p>Em um cenário extremamente colorido e alegre, somos apresentados a história da família Madrigal e como surgiu o dom da magia neste núcleo. Cada personagem vai contando a sua história e revelando seus poderes, tudo isso com a narração da simpática Mirabel. Ela é, no entanto, a única da família que não possui um poder e se sente um pouco deixada de lado por isso. A sua frustração se transforma em motivação para estar sempre disponível a todos, ajudando na dinâmica da casa.</p>
<p>O filme vai inserindo desde o começo a comparação que é comum entre parentes e amigos. Como nos colocamos constantemente em uma balança com os outros para tentar validar a nossa importância. A medida que a trama avança, essa máxima vai se descontruindo e mostrando o quão fundamental todos somos para a constituição de nossa família ou da comunidade onde vivemos. Mirabel luta muito com a decepção de &#8220;não ser mágica&#8221;, até o ponto em que ela percebe que não é preciso um dom para transformar o mundo ao seu redor.</p>
<p>Além dos acertos mencionados, <em><strong>Encanto </strong></em>ainda foca na inclusão de seus personagens. Temos uma protagonista que não é loira (como era usual antigamente), a família tem integrantes de todas as cores, os cabelos são diversos, o foco de Mirabel não é encontrar um marido que preencha a sua vida, etc. Tudo isso vai mostrando a abertura da Disney em mudar o seu repertório e acolher as mudanças necessárias que a sociedade vem estimulando. Foi-se o tempo em que a personagem principal conhecia um rapaz e no mesmo dia já queria casar. Isso, inclusive, é motivo de piada neste longa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14798" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/2976541.jpg" alt="Encanto" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/2976541.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/2976541-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/2976541-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/2976541-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Encanto</strong> </em>propõe temáticas realista que nos fazer criar laços com a trama e os personagens. A irmã que pensa que seu poder é seu único traço de personalidade, enquanto a outra vive na fachada de filha perfeita, ao passo que deseja transgredir as regras que lhes são impostas. Uma parte que achei bem interessante foi a desconstrução da figura de matriarca perfeita que nunca erra. A avó de Mirabel é a responsável pela magia que surgiu na família e sua força é sempre ressaltada. Ainda assim, o roteiro não se priva de mostrar que ela também erra e comete equívocos. A humanização das personagens é o que torna a história ainda mais amorosa.</p>
<p>A família pode ser, sim, um porto seguro para seus pertencentes, mas pode também ser uma fonte de ansiedade, cobranças, dores e traumas. Ao falar disso de maneira tão cuidadosa, o roteiro desmistifica a ideia de que temos que aceitar a família como ela é, sem questionar ou contrapor as nossas opiniões. O paralelo de que todos temos luz e sombra está presente em todas as cenas do longa, assim como a visão de cada pessoa sobre um mesmo assunto e como isso impacta no resultado final de uma situação.</p>
<p>O longa também apresenta a metáfora de que cada pessoa é um mundo diferente, ao colocar cada ser mágico com seu quarto específico, que é um mundo criado de acordo com suas preferências. Isso nos faz pensar no quanto podemos ser diferentes e conviver pacificamente com as diferenças. Quando cada integrante da família ganha o seu dom, é realizada uma festa dentro de seu quarto mágico e isso representa muito sobre o acolhimento de novas realidades.</p>
<p><em><strong>Encanto </strong></em>tem uma sintonia de abraço constante. É como se a trama, os personagens e a atmosfera estivesse o tempo todo ao nosso redor, nos invadindo com muito carinho e acolhimento. É uma experiência deliciosa e incrível, que vale para crianças e adultos. O filme mostra que está tudo bem se achar fora do lugar em algum momento, mas é preciso lembrar que todos somos especiais de alguma forma. Músicas lindas envoltas em muita cor e alegria, transformam este longa no melhor lançamento de animação de 2021.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Byron Howard, Jared Bush, Charise Castro Smith</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Stephanie Beatriz, John Leguizamo, Wilmer Valderrama, Carolina Gaitán, Maluma</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zRMicKd9IH8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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