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	<title>Arquivos Brittanny Snow - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: X – A Marca da Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 01:09:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Completando 10 anos em 2022, a A24 trouxe para o cinema produções que antes não eram vistas. A missão do estúdio independente sempre foi investir em projetos que fujam um pouco do mainstream para dar espaço a produções diferentes. A partir de seu segundo ano, a A24 passou a investir cada vez mais em narrativas de terror, com sucessos como A Bruxa (2016), Hereditário (2018) e Midsommar – O Mal Não Espera a Noite (2019), compondo os 20 filmes do gênero [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Completando 10 anos em 2022, a <strong>A24</strong> trouxe para o cinema produções que antes não eram vistas. A missão do estúdio independente sempre foi investir em projetos que fujam um pouco do <em>mainstream</em> para dar espaço a produções diferentes. A partir de seu segundo ano, a A24 passou a investir cada vez mais em narrativas de terror, com sucessos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> (2016), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hereditario/"><em>Hereditário</em></a> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar – O Mal Não Espera a Noite</em></a> (2019), compondo os 20 filmes do gênero já lançados pelo estúdio até hoje.</p>
<p><strong><em>X – A Marca da Morte</em></strong> é o mais recente lançamento de terror da A24. O filme, que estreou nos Estados Unidos em meados de março, é uma ótima produção para fechar esse ciclo dos 20 primeiros filmes do estúdio por funcionar como uma homenagem aos <em>slashers</em> clássicos dos anos 1970/1980. O longa-metragem desenha a sua narrativa a partir de referências a <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> (1974), <em>Devorado Vivo</em> (1976), <em>Psicose</em> (1960) e <em>O Iluminado</em> (1980). Dentre os clássicos do terror citados, o longa sobre Leatherface é o que dá mais substrato para a produção de <strong><em>X</em></strong> se inspirar por conta dos contextos temporais, geográficos e religiosos.</p>
<p>Uma equipe de filmes pornográficos está viajando para fazer as gravações de sua nova produção. Eles chegam numa fazenda no interior do Texas, onde vão se hospedar e gravar algumas cenas. Isolada e ocupada apenas pelo casal de idosos que é dono da propriedade, a casa parece ser o lugar perfeito para fazer um set de filmagem sem nenhuma preocupação. No entanto, os idosos, que pareciam inofensivos, vão se mostrar interessados demais nos hóspedes. E quando cair a noite, ninguém está mais a salvo dos horrores que acontecerão.</p>
<p>No exterior, <strong><em>X – A Marca da Morte</em></strong> foi aclamado pela crítica e público e está sendo considerado um dos melhores filmes de terror dos últimos anos. A inteligência narrativa está na relação que ela constrói entre os acontecimentos chocantes do <em>gore</em>, a crescente da tensão e o ambiente assombroso descrito em cena. Esses méritos devem ser dados ao diretor e roteirista Ti West que, em seu primeiro longa, conseguiu captar a essência de um bom <em>slasher</em>. Sem perder de vista sua originalidade, Ti consegue criar um mix de referências aos momentos marcantes do cinema de horror que chocaram gerações. É a partir dessa união de fatores bem costurados e executados que o filme chega com tamanha força para o espectador.</p>
<p>Seja no roteiro ou no resultado final do longa, é inevitável perceber a influência do cinema <em>slasher</em> americano dos anos 1970. Especialmente quando se faz os paralelos com <em>O Massacre da Serra Elétrica</em>, é impossível não notar a paixão por trás de cada referência cênica, do uso da câmera ou do desenho dos ambientes. Como citado anteriormente, <strong><em>X – A Marca da Morte</em></strong> se passa num período próximo ao do longa de 1974 de Tobe Hooper. Por conta disso, os contextos sociais e religiosos do período aproximam as narrativas. No caso de <em><strong>X</strong></em>, o fator religião se faz mais presente do que na história de Leatherface, como é possível perceber durante os 106 minutos de duração.</p>
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<p>A questão da religião está diretamente ligada ao fervor da época sobre a violência incitada pelos efeitos da guerra e as revoluções pela liberdade sexual. Ti West usa esse pano de fundo para costurar a sua narrativa e construir a relação básica dos <em>slashers</em>: sangue e sexo. Essa dupla inseparável se mostra ainda mais mortal no contexto de isolamento na fazenda de Pearl e Howard, numa parte do Texas onde a violência se esgueira em cada canto e tensões sexuais são motivos para expurgos sociais. É sob essa ágora que <em><strong>X</strong></em> se estabelece como um horror chocante e de tirar o fôlego.</p>
<p><strong><em>X – A Marca da Morte</em></strong> representa justamente a excitação dos filmes de terror dos anos 1970 e 1980, onde as mortes excessivamente violentas e as cenas sexuais e/ou de nudez eram os pontos altos. A diferença desta produção para as que a inspiram é a qualidade em sua execução. Atrelada à qualidade técnica do longa, a escalação dos atores e atrizes foi certeira. Apesar de ter rostos pouco conhecidos, o elenco consegue entregar o máximo de tensão que cada cena precisa. A dinâmica de Mia Goth em cena é, de longe, louvável – principalmente quando ela desempenha suas duas performances. A atriz interpreta tanto a final girl como Pearl, a dona da fazenda assustadora.</p>
<p><strong><em>X – A Marca da Morte</em></strong> guarda uma antecipação enorme nos fãs do gênero, em especial com as novas notícias sobre o futuro da produção. O diretor e roteirista do terror já informou que está trabalhando em duas continuações para a história do longa. O primeiro filme será uma <em>prequel</em> que mostrará para o espectador mais sobre Pearl. O longa, que teve o trailer lançado no dia 26 de julho deste ano, ainda não tem data de estreia no Brasil.</p>
<p>A ideia da <em>prequel</em> é contar as origens e os traumas que moldaram a dona da fazenda, a qual representa a figura vilanesca da produção. O filme carrega o nome da personagem interpretada por Mia Goth e será lançado nos Estados Unidos no dia 16 de setembro. De acordo com Ti West, o terceiro capítulo da história que envolve o massacre e seus personagens será uma continuação direta dos acontecimentos finais de <em><strong>X – A Marca da Morte</strong></em>. O diretor acredita que os três longas funcionam como complementos uns dos outros, expandindo a sangrenta história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ti West</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Mia Goth, Jenna Ortega, Martin Henderson, Brittany Snow, Owen Campbell, Stephen Ure e Scott Mescudi</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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