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	<title>Arquivos Brenton Thwaites - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Deuses do Egito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2016 10:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Proyas]]></category>
		<category><![CDATA[Brenton Thwaites]]></category>
		<category><![CDATA[Deuses do Egito]]></category>
		<category><![CDATA[Geoffrey Rush]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4609" aria-describedby="caption-attachment-4609" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4609 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/2EDCF1E700000578-3336938-_We_re_sorry_The_studio_and_director_behind_the_Gerard_Butler_mo-a-5_1448662441909-620x357.jpg" alt="2EDCF1E700000578-3336938-_We_re_sorry_The_studio_and_director_behind_the_Gerard_Butler_mo-a-5_1448662441909" width="620" height="357" /><figcaption id="caption-attachment-4609" class="wp-caption-text">Precisando de um novo agente: Gerard Butler se mete em mais uma enrascada ao aceitar protagonizar o longa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde que os primeiros trailers de <i>Deuses do Egito </i>foram lançados na rede, o mais recente longa do diretor Alex Proyas, o mesmo de <i>O Corvo</i>, <i>Eu Robô </i>e <i>Presságio</i>, todos passatempos bem &#8220;bacaninhas&#8221;, as primeiras impressões do público não foram nada positivas. O longa parecia ser uma tentativa desastrada de fazer da mitologia egípcia um universo fértil para a realização de um épico de aventura feito praticamente em CGI, ou seja, mais um entre tantos da leva que sucedeu <i>300</i>, de Zack Snyder. Como julgar um filme pelo trailer é um pecado que qualquer apaixonado por cinema não pode cometer, teríamos que chegar aos cinemas com pelo menos um pouquinho de esperança de que o longa não fosse de todo ruim e que todos os efeitos especiais mal feitos e exagerados exibidos na peça publicitária da obra fossem superados por algum elemento extra-técnico. Infelizmente, não é isso que vivenciamos em <i>Deuses do Egito</i>, provavelmente um sério candidato a filme mais desastroso a ser batido em 2016.</p>
<figure id="attachment_4610" aria-describedby="caption-attachment-4610" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4610 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/190139_godsofegypt-mv-8-620x349.jpg" alt="190139_godsofegypt-mv-8" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4610" class="wp-caption-text">Exageros: Produção é marcada pela excessiva grandiloquência</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>No longa, Nikolaj Coster-Waldau (da série <i>Game of Thrones</i>) vive o deus Horus, cujo trono é usurpado pelo poderoso deus Set, papel de Gerard Butler (precisando de um novo agente para ontem, tamanha a quantidade de filmes ruins que anda fazendo), que transforma toda a sociedade egípcia em um verdadeiro caos. Nesse cenário, Bek, um jovem comum, junta suas forças com Horus para formar um grupo de resistência contra os mandos e desmandos de Set, pondo fim a essa era de escuridão no Egito.</p>
<p><i>Deuses do Egito </i>é um filme que esquece qualquer tipo de sutileza, ou seja, tudo no longa é marcado pelo exagero, pela opulência e, por isso mesmo, pela cafonice. Do figurino aos sets construídos praticamente por recursos digitais, passando pela trilha sonora composta em tom de grandiloquência por um Marco Beltrami irreconhecível (como pode o compositor responsável recentemente pelas trilhas irretocáveis de <i>Dívida de Honra </i>e <i>Expresso do Amanhã </i>cometer um trabalho tão ruim?), tudo em <i>Deuses do Egito </i>privilegia a megalomania. O longa de Proyas parece gritar no ouvido e nos olhos do espectador a todo momento a sua ambição de grande produção. Todo o exagero dos elementos que envolvem <i>Deuses do Egito </i>poderia se justificar caso o filme fizesse piada da sua própria existência, mas não é isso que vemos em cena, pelo menos, não na maioria das vezes. Em inúmeros momentos, Alex Proyas parece realmente acreditar estar conduzindo uma produção no naipe das melhores do seu gênero.</p>
<figure id="attachment_4611" aria-describedby="caption-attachment-4611" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4611 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/190139_godsofegypt-mv-9-620x334.jpg" alt="190139_godsofegypt-mv-9" width="620" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-4611" class="wp-caption-text">Roteiro: Trama não tem estrutura e é recheado de chavões.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Operando os aspectos visuais e narrativos do seu espalhafatoso longa-metragem de ação com a discrição de um elefante, Alex Proyas faz seu filme assemelhar-se a um desfile de escolas de samba ruim, com direito a um enredo infeliz, alegorias e fantasias que gritam suas respectivas breguices e um samba que não faz sentido do início ao fim da sua passagem pela Sapucaí. O roteiro do longa escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, os mesmos do igualmente ruim <i>Drácula &#8211; A História Nunca Contada</i>, não tem estrutura ou coerência alguma e ainda carrega o quanto pode a trama de frases de efeito e momentos que beiram o risível.</p>
<p>Transformando suas figuras mitológicas em criaturas de armadura cromada que são apenas um dos sinais de mau gosto da sua trama, <i>Deuses do Egito </i>é um filme que confunde os seus excessos em todos os departamentos criativos com a oferta de um espetáculo cinematográfico empolgante para a sua plateia. No final das contas, o que o espectador tem é um filme que em todos os níveis não faz o menor sentido, sobretudo como entretenimento.</p>
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		<title>Crítica: O Doador de Memórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2014 14:12:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
		<category><![CDATA[Brenton Thwaites]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Bridges]]></category>
		<category><![CDATA[Katie Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[O Doador de Memorias]]></category>
		<category><![CDATA[Odeya Rush]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Doador de Memórias é o tipo do filme que cria toda uma expectativa principalmente pelo fato de ter Meryl Streep. O que por si só, vamos combinar, já é o suficiente para tirar qualquer pessoa de sua casa para ir ao cinema. Mas nem mesmo Meryl consegue sustentar sozinha um filme mediano que se propõe muito além do que efetivamente cumpre. O enredo conta a história de uma sociedade futurista, onde a humanidade atingiu a perfeição e ninguém passa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/3.jpeg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1918 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/3.jpeg" alt="3" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O Doador de Memórias é o tipo do filme que cria toda uma expectativa principalmente pelo fato de ter Meryl Streep. O que por si só, vamos combinar, já é o suficiente para tirar qualquer pessoa de sua casa para ir ao cinema. Mas nem mesmo Meryl consegue sustentar sozinha um filme mediano que se propõe muito além do que efetivamente cumpre.</p>
<p>O enredo conta a história de uma sociedade futurista, onde a humanidade atingiu a perfeição e ninguém passa fome, nem fica doente, nem briga, nem nada. Tudo isso foi possível, no entanto, graças à exclusão de sentimentos dos humanos. Diariamente eles tomam uma injeção que os impede se sentir e com isso, as pessoas não brigam, não iniciam guerras nem nada. As pessoas não sabem de nada do passado, nenhum detalhe, nem uma parte da história. Tudo isso é designado ao doador de memórias. Ele é representado por um homem que abriga todas as memórias do mundo, toda a história que ninguém lembra e serve de conselheiro dos anciãos, dizendo que decisões devem ser tomadas.</p>
<p>Quando os jovens atingem determinada idade, eles são escolhidos para representar papéis na sociedade. Têm as mães, os professoras, os esportistas e por aí vai. O protagonista, interpretado por Brenton Thwaites (o príncipe encantado de “Malévola”), é escolhido para ser o próximo doador de memórias e deve passar os próximos meses aprendendo o ofício. Acontece que ele começa a se chocar com essa nova realidade e entrar em confronto com a própria sociedade.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/DF-03407R.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1919 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/DF-03407R.jpg" alt="DF-03407R" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Em tese, a história já é comum o suficiente para segurar um filme inteiro. Toda a fotografia é em preto e branco e vai ganhando cores à medida que Jonas vai descobrindo as memórias. Ok, se não fosse o fato de que esse é um dos maiores ápices do longa. Aliás, reside aí o grande problema do enredo. Ele não tem um pico em momento nenhum. O filme segue morno o tempo todo e de repente acaba. O espectador fica esperando por algo que nunca acontece.<br />
É incrível dizer que a própria atuação de Meryl Streep fica bem apagada diante de todo o cenário sem graça da narrativa. Ela é ótima como sempre, mas passa facilmente despercebida. Jeff Bridges é outro que tem a interpretação abafada pelo enredo ruim. Uma grande pena.</p>
<p>Aliás, no geral, ninguém se sobressai no filme. Temos pessoas interessantes como Katie Holmes e Alexander Skarsgård, mas o espectador não consegue descobrir qual a deles o longa todo.</p>
<p>Talvez a falta de um vilão efetivo seja uma justificativa plausível para toda calmaria do filme. Ninguém é exatamente ruim nem se contrapõe totalmente ao protagonista. Por isso, certamente, que o filme acaba sem que tenha um confronto final nem nada do tipo. A sensação que fica é uma espécie de conto, que não sustenta as quase duas horas de filme.</p>
<p>No final das contas, O Doador de Memórias não é ruim, não. É legal e ponto. Mas esse ponto é que decepciona quem assiste, já que poderia ser um filme infinitamente melhor e mais bem trabalhado. Nada se sobressai, trilha sonora, fotografia, atuações, nada. Uma grande pena e desperdício de elenco.</p>
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