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	<title>Arquivos Brady Corbet - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Brady Corbet - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 20:46:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celeste é uma estrela pop forjada por uma tragédia tipicamente americana. Depois que sobrevive a um atentado cometido por um adolescente armado na sua escola, a garota tem um vídeo com uma apresentação musical sua ao lado de sua irmã durante o funeral dos colegas viralizado. Imediatamente a adolescente é cooptada por empresários e jogada no mundo da fama com o seu primeiro álbum pop. Dali em diante, Celeste vira um grande ídolo americano e Vox Lux &#8211; O Preço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Celeste é uma estrela pop forjada por uma tragédia tipicamente americana. Depois que sobrevive a um atentado cometido por um adolescente armado na sua escola, a garota tem um vídeo com uma apresentação musical sua ao lado de sua irmã durante o funeral dos colegas viralizado. Imediatamente a adolescente é cooptada por empresários e jogada no mundo da fama com o seu primeiro álbum pop. Dali em diante, Celeste vira um grande ídolo americano e <strong><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></strong> acompanha um período de quase vinte anos da sua trajetória.</p>
<p>Dirigido e roteirizado por Brady Corbet (<em>Acima das Nuvens</em>), que ganhou um prêmio no Festival de Veneza por sua estreia com <em>A Infância de um Líder</em>, <strong><em>Vox Lux</em> </strong>é tecido como um épico tipicamente americano ao centrar suas atenções na jornada de sua protagonista em meio a elementos comuns à história do país: violência, cultura das celebridades e neuroses privadas. Corbet confere grandiosidade ao vazio existencialista da vida de Celeste, utilizando sabiamente a locução de Willem Dafoe (<em>Projeto Flórida</em>)para conferir ainda mais pomposidade artificial à odisseia de sua heroína involuntária, nascida como uma fênix da tragédia para ser transformada em ídolo de uma geração.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10346" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vox Lux - O Preço da Fama" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como uma breve história do país representada pela trajetória de sua protagonista, <strong><em>Vox Lux</em></strong> possibilita a Natalie Portman (<em>Cisne Negro</em>) mais uma performance excepcional. Com Celeste, Portman faz o retrato de uma estrela que procura camuflar a sua insegurança emocional com seu jeito verborrágico e, por vezes, agressivo, algo que jamais é controlado pelo <em>staff</em> composto pelo agente interpretado por Jude Law (<em>Closer &#8211; Perto Demais</em>), pela empresária vivida por Jennifer Ehle (<em>O Discurso do Rei</em>) e pela irmã mais velha interpretada por Stacy Martin (<em>Ninfomaníaca</em>).</p>
<p>Mais interessante que a estreia do seu diretor, mas não menos afetado, <em><strong>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</strong></em> é um grande palco para sua protagonista oferecer mais uma grande interpretação e procura tecer considerações pontuais sobre algumas décadas da história dos EUA. A potencialidade que os americanos têm de transformar a tragédia em espetáculo faz Corbet transformar em épica a mistura de crítica social com estudo de personagem, rendendo uma história peculiar sobre um tema recorrente na filmografia do país, a clássica narrativa sobre o nascimento de uma estrela, mas dessa vez em sua versão bem mais sombria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Brady Corbet<br />
<strong>Elenco:</strong> Natalie Portman, Jude Law, Stacy Martin, Jennifer Ehle, Raffey Cassidy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/njvCrtTXkxg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Netflix: A Infância de um Líder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2017 18:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Infância de um Líder]]></category>
		<category><![CDATA[Bérénice Bejo]]></category>
		<category><![CDATA[Brady Corbet]]></category>
		<category><![CDATA[Liam Cunningham]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Estreia na direção de um longa-metragem do jovem ator Brady Corbet (do <i>ramake </i>de <i>Violência Gratuita</i>), <i>A Infância de um Líder</i> teve a honrosa menção no Festival de Veneza como melhor trabalho de estreia de um cineasta na edição de 2015 do evento. O longa acaba de chegar ao Brasil diretamente pelo Netflix e conta a história de Prescott, um garoto de 10 anos, filho de um diplomata americano (Liam Cunningham, de <i>Game of Thrones</i>) e de uma francesa (Bérenice Bejo, de <i>O Artista</i>), que passa a se comportar de maneira agressiva assim que a família chegam à Europa no final da Primeira Guerra Mundial. Desde o princípio fica claro que o realizador quer usar esta bizarra crônica familiar para falar sobre a ascensão de líderes fascistas na Europa no segundo conflito mundial e como a infância do garoto tem paralelos com a conturbada criação dessas figuras.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Claramente inspirado em alguns dos cineastas que já o dirigiram &#8211; imediatamente me vem na lembrança Lars von Trier (em <i>Melancolia</i>) e, o mais óbvio de todos, Michael Haneke (<i>Violência Gratuita</i>) -, Brady Corbet imprime uma atmosfera sombria e pessimista em uma trama repleta de simbolismos (a paleta de cores, a dinâmica entre seus personagens, a estrutura em capítulos etc.). No final das contas, o que o realizador estreante acaba entregando é um filme profundamente afetado, sem a menor sutileza nas suas construções simbólicas e na cartela de elementos que utiliza para impressionar o espectador. Assim, sem a menor cerimônia, o diretor usa e abusa de longuíssimos planos-sequência, trilha sonora estridente (aparentemente perturbadora) e uma câmera inquietante, que em dado momento do filme simula movimentos desordenados sugerindo o caos no cenário europeu diante da liderança fascista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Hermético até encher a paciência do seu espectador mais fiel, que resiste à tentação de abandoná-lo com menos de meia hora de filme, <i>A Infância de um Líder </i>é um longa que, o tempo todo, chama a atenção para si. Em cada <i>frame </i>do longa é perceptível a presença de um diretor clamando em exclamações: &#8220;Olha o que eu sei fazer! Olha que sacada interessante! Olha que analogia genial!&#8221;. Esse tipo de afetação e arrogância é típico de quem está começando, podemos perdoar, mas também é o suficiente para afastar o público da obra e já dá um indício do tipo de relação que o realizador quer estabelecer com sua plateia. Desculpa, mas antes mesmo do primeiro ato terminar já percebemos que esse <i>debut </i>do Brady Corbet na direção e no roteiro de um longa-metragem<i> </i>é puro engodo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tFYqRPzE5_8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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