<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ben Kingsley - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/ben-kingsley/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ben-kingsley/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Jun 2025 13:06:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ben Kingsley - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ben-kingsley/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 17:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[A Incrível História de Henry Sugar]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Kingsley]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dev Patel]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Fiennes]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17697</guid>

					<description><![CDATA[<p>Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (Asteroid City) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. A Incrível História de Henry Sugar tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/">Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (</span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. <strong><i>A Incrível História de Henry Sugar</i></strong></span><span style="font-weight: 400;"> tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de fantasias e um toque mágico ou quase mágico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que, aqui, o trabalho de Wes se destaca,  e por dois motivos. O primeiro é o seu roteiro, que consegue se apropriar do mundo ficcional de Dahl e transmitir todos os detalhes de uma história complexa com precisão e nitidez. Através dos relatos das personagens, o espectador vai imergindo na trama, juntando os pedaços das informações, que são entregues progressivamente. Mas, esta conexão do público com o enredo também se dá na própria dinâmica de trabalho criativo de Wes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí é que está o segundo destaque da obra! Através de elementos marcantes da visualidade “Wesandersoniana”, o mundo literário parece saltar da tela, como se quem assiste estivesse virando as páginas de um livro ilustrado. Nesta lógica, a escolha da razão de aspecto 4:3 e o fato dos intérpretes olharem para a câmera na maioria dos momentos elevam essa sensação. A centralização das personagens em sequências de viradas, pequenas ou grandes, também é uma forma de direcionar o olhar da plateia durante a exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, há uma genialidade de Wes neste seu média-metragem, porque o diretor consegue transformar as palavras de Roald em imagem, mantendo sua linguagem e prendendo a atenção de seu público. Essa triangulação não é fácil, muito menos a precisão de passar texto escrito para tela seja necessário. No entanto, Anderson o faz em seu novo filme e mostra destreza e confiança ao realizar seu intento. De certo, a seleção do conto a ser adaptado também foi inteligente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas produções recentes de Wes, a sua forma de manejar a narrativa soa forçada, quase que como se a narrativa estivesse à serviço do processo criativo do autor e não o contrário. Contudo, em Henry Sugar tudo se encaixa, não apenas nas escolhas da direção, mas também nos outros setores da técnica. Para que essa combinação visual e textual (falada) funcionasse, Wes Anderson garantiu, mais uma vez, uma boa equipe nos bastidores. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17721" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png" alt="A Incrível História de Henry Sugar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de integrantes que trabalha na arte do média é imensa. O design de produção é assinado por Adam Stockhausen (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">), que é quem geralmente comanda a função nos filmes de Anderson. Já a direção de arte é encabeçada por Claire Peerless (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Policia</span></i><span style="font-weight: 400;">l) e Richard Hardy (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;">). O figurino está nas mãos de Kasia Walicka Maimone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capote</span></i><span style="font-weight: 400;">). Já a maquiagem é realizada por uma extensa lista de profissionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda esta listagem aparece nesta crítica para dizer que além de ser meticuloso, este setor do filme conta com uma boa quantidade de membros também. Números altos não significam sempre qualidade, porém em </span><i><span style="font-weight: 400;">Henry Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> este é o caso. A cenografia dialoga com a direção de fotografia, que é uma parceria fundamental para que a construção de sentido seja não apenas eficaz, mas que funcione visualmente, para além do desejo de imprimir camadas narrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada mudança de cenário é equilibrada ou acentuada pela temperatura. Um exemplo é a sequência do hospital, na qual se tem uma impressão imediata de luz estourada. Todavia, aos poucos, é trazida a informação sobre a personagem do Ben Kingsley que faz com que o uso dos tons dos figurinos e do espaço sejam compreendidos em sua totalidade. Além desta construção imagética bem feita, o elenco (super experiente, é bem verdade) dá conta de uma história que poderia levar as atuações para o caricato exagerado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, seja difícil explicar que há certa caricatura dentro desta obra, mas não é algo histriônico, que desconecte o indivíduo de sua espectatorialidade. É mais um uso de arquétipos visuais – algo recorrente nos filmes de Wes – do que uma ausência de elaboração de camadas de complexidades. Assim,</span><strong><i> A Incrível História de Henry Sugar</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma sessão prazerosa, que gera curiosidade, pela própria ideia criada por Dahl, mas que também tem seus elementos instigantes fomentados por Anderson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre todos os acertos, a única questão que incomoda são as reiterações em certas falas do roteiro. Esta característica demonstra que o espectador está sendo um pouco subestimado. De longe, não é algo que compromete o resultado total, mas diminui, de certo, a qualidade geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Ralph Fiennes, Dev Patel, Ben Kingsley</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eSvYMo_D-eM?si=5YgjLcHTLWZGHA_H" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/">Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-incrivel-historia-de-henry-sugar-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 21:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anton Corbijn]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Kingsley]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dane DeHaan]]></category>
		<category><![CDATA[James Dean]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Life - Um Retrato de James Dean]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6454</guid>

					<description><![CDATA[<p>Life: Um Retrato de James Dean poderia se contentar com as convenções formais de uma biografia sobre aquele que foi um dos maiores astros de Hollywood, mas, seguindo a linha do que o diretor Anton Corbijn tem feito no cinema desde a sua estreia em longas como Control, o filme é bem mais do que um relato sobre a vida e a carreira de uma figura célebre. Em sua recente empreitada nos cinemas, Corbijn demonstra querer entender a personalidade do seus [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/">Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Life: Um Retrato de James Dean</em> poderia se contentar com as convenções formais de uma biografia sobre aquele que foi um dos maiores astros de Hollywood, mas, seguindo a linha do que o diretor Anton Corbijn tem feito no cinema desde a sua estreia em longas como <em>Control</em>, o filme é bem mais do que um relato sobre a vida e a carreira de uma figura célebre. Em sua recente empreitada nos cinemas, Corbijn demonstra querer entender a personalidade do seus personagens biografados através de uma pertinente reflexão sobre as formas como reagimos às asperezas da vida. Assim, aos mostrar-se apto a produzir leituras que vão além da esperada sequência de fatos da vida do astro de <em>Juventude Transviada</em>, <em>Assim Caminha a Humanidade</em> e <em>Vidas Amargas</em>, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> se sobressai e gera algum interesse que não seja o do conhecimento de um relato enciclopédico.</p>
<p>No filme, somos apresentados a um James Dean prestes a ser catapultado ao estrelato com<em> Juventude Transviada</em>. <em>Life</em> se passa no hiato em que o jovem ator era lançado nos cinemas com um grande papel em <em>Vidas Amargas</em>, filme de 1955 de Elia Kazan, e havia acabado de ser contratado por Jack Warner para interpretar Jim Stark na fita que o transformaria no símbolo de uma geração,<em> Juventude Transviada</em>. Na ocasião, Dennis Stock, um fotógrafo da revista Life, captou o potencial efeito que uma figura como Dean causaria na cultura americana e insistiu na realização de um ensaio fotográfico com o jovem ator que ficaria conhecido por capturar a verdadeira essência do astro hollywoodiano anos mais tarde.</p>
<p>Colocando em colisão as personalidades de Dean e Stock, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> é um filme que deseja abordar, acima de tudo, a maneira avassaladora como os protocolos da vida cotidiana comprimem nossos sonhos, frustram nossas expectativas de juventude e podem nos transformar em figuras irreconhecíveis. De um lado, somos apresentados a Dennis Stock, um fotógrafo consumido pelos problemas da sua vida, divorciado, com problemas para se conectar com o filho pequeno que pouco vê em função do seu trabalho e com quem tem pouca intimidade, um homem que, às custas de tornar-se uma figura relativamente amargurada e com muito senso prático para as coisas, aprendeu desde muito cedo a abrir mão de certos sonhos, tudo para manter-se de pé e pagar as contas. Do outro lado, temos James Dean, um jovem ator que queria apenas atuar e fora das telas ser quem ele realmente era, um rapaz simples do interior e de espírito livre. Na medida em que começa a formar uma carreira no cinema, Dean passa a encontrar como obstáculo uma série de normas comportamentais impostas pelos grandes estúdios de Hollywood às suas maiores estrelas.</p>
<p>O filme lança seus olhares para as duas diferentes lógicas dos seus protagonistas encararem a realidade. Enquanto, Stock obedecia ao &#8220;sistema&#8221; às custas de mergulhar em um poço de melancolia, ansiedade e frustração pessoal e profissional, Dean resistia a esses chamados e reagia atendendo ao seu desejo de retornar a sua cidade natal, Fairmount, localizada no estado Indiana, algo que, depois de ser alçado a condição de estrela hollywoodiana jamais voltaria a fazer. Dean externava aquilo que todos nós, incluindo Stock, desejamos quando somos atropelados pelas responsabilidades do cotidiano, voltar para casa, para um lugar que nos traga a sensação de acolhimento e proteção, é exatamente isso o que ele diz em uma das narrações do filme. Para a realização do ensaio fotográfico da revista Life, Dean leva o fotógrafo Dennis Stock para esse refúgio e é nesse momento que o título do longa deixa de ser apenas uma referência à publicação que permitiu o encontro dessas duas personalidades mas um vínculo com o que o filme de fato quer abordar, o modus operandi da vida adulta, as diferentes formas de reagir a ele e, consequentemente, os seus efeitos em nós. Não por acaso, as diferentes lógicas de conduzir a vida dos dois personagens os levaram a caminhos muito distintos, enquanto Dean faleceria precocemente pouco tempo depois dos acontecimentos retratados no filme, Stock teria uma carreira longeva e faleceu aos 81 anos de idade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6456" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/life.jpg" alt="life" width="610" height="348" /></p>
<p>O filme adota uma gramática bem particular para atingir as suas metas. Assim como acontecia com os demais longas do diretor, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> não é um filme com muito ritmo, seu processo de observação é mais introspectivo e ele não faz questão alguma de seguir às clássicas orientações de funcionamento de um manual de roteiro. É uma lógica própria, mas nem por isso deixa de funcionar e mostrar-se coesa com seus intentos de entender a natureza dos seus dois protagonistas. O filme é marcado ainda por um excelente trabalho de direção de arte, reproduzindo com precisão a década de 1950, mas também com muita elegância, e pela inspirada fotografia de Charlotte Bruus Christensen, que sabe produzir imagens marcantes sem chamar a atenção para seu trabalho em si, mas para o que o próprio filme tem a nos dizer com suas perspectivas a respeito dos seus personagens. A trilha sonora de Owen Pallett também é um ponto alto do longa, fazendo da sonoridade do jazz mais um elemento que nos faz compreender as emoções de Dean e Stock.</p>
<p>A dupla de atores também é um dos acertos do longa. Robert Pattinson segue em sua interessante carreira pós-<em>Crepúsculo</em> (que inclui <em>The Rover: A Caçada, Mapas para as Estrelas </em>ou<em> Cosmópolis</em>), conseguindo imprimir na tela os efeitos da natureza caótica da vida de Stock em sua personalidade e na dinâmica que estabelece com todos ao seu redor, Dane DeHaan, por sua vez, tem a difícil missão de interpretar uma personalidade marcante como a de James Dean, um trabalho difícil já que requer fidelidade à notória figura do astro hollywoodiano, mas que não pode ser confundida com uma barata imitação, um difícil e ingrato meio termo que o jovem ator de longas como <em>O Lugar onde Tudo Termina </em>e<em> O Espetacular Homem-Aranha 2</em> consegue encontrar.</p>
<p>Na contramão da natureza protocolar das biografias cinematográficas, sobretudo aquelas que se debruçam sobre grandes personalidades do cinema, sempre tendentes a trabalhos opulentos e artificiais, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> consegue ser eficiente e dar conta do que de fato a vida dos seus protagonistas tem a nos dizer. Através desse encontro entre Dean e o fotógrafo Dennis Stock, o realizador Anton Corbijn faz um filme dotado de personalidade. Esta natureza indômita de Corbijn pode custar a Life uma desatenção do espectador pelo seu ritmo pouco usual e pela sua lógica particular de funcionamento dramatúrgico, mas é pertinente, refrescante, instigante e demonstra a plena consciência do realizador de que nunca conseguirá dar conta por completo dos seus biografados, mas apenas de uma fração deles. E a fração que Corbijn e o roteirista Luke Davies oferecem é exposta com muito êxito pelo filme.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IV5eemoiUhA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/">Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Travessia</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-travessia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-travessia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 23:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Travessia]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Kingsley]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Le Bon]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Zemeckis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3699</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que vemos ser narrado em A Travessia já nos foi contado no documentário O Equilibrista. Em 1974, o francês Philippe Petit realizou um feito impressionante, fez uma travessia entra as torres do World Trade Center se equilibrando em um cabo de aço que ligava o topo dos dois prédios. Um ato de muita coragem e destreza física, mas também de valor performático. De maneira bem criativa e tecnicamente irrepreensível, mas também muito simples na produção dos efeitos da sua [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-travessia/">Crítica: A Travessia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3700 size-full aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg" alt="TheWalk2-NYFF53-full.jpg" width="600" height="346" /></a></p>
<div>
<p>O que vemos ser narrado em <i>A Travessia </i>já nos foi contado no documentário <i>O Equilibrista</i>. Em 1974, o francês Philippe Petit realizou um feito impressionante, fez uma travessia entra as torres do World Trade Center se equilibrando em um cabo de aço que ligava o topo dos dois prédios. Um ato de muita coragem e destreza física, mas também de valor performático. De maneira bem criativa e tecnicamente irrepreensível, mas também muito simples na produção dos efeitos da sua mensagem, <i>A Travessia </i>narra essa mesma história com uma aplicação pertinente do 3D &#8211; um dos raros casos em que o formato faz toda a diferença na experiência e serve aos propósitos da narrativa &#8211; e com um tom lúdico dado por um Robert Zemeckis que recria a beleza do feito de Petit.</p>
</div>
<div>
<p>Como antecipamos, <i>A Travessia </i>conta a história de Philippe Petit até o ato que levou o seu nome ao reconhecimento mundial, a sua performance no topo das torres do WTC. No longa, o diretor Robert Zemeckis procura entender as razões que levaram Petit a buscar obsessivamente a travessia dos prédios do WTC através de cabos de aço. O cineasta explora o fascínio de Petit pelo circo, seu convívio com aquele que foi o seu grande mentor e sua ida a Nova York para realizar o seu feito em um dos projetos arquitetônicos urbanos mais conhecidos do mundo e que na ocasião estava sendo inaugurado.</p>
</div>
<figure id="attachment_3701" aria-describedby="caption-attachment-3701" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3701 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice-620x312.jpg" alt="Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-3701" class="wp-caption-text">Obsessão: O personagem interpretado por Joseph Gordon-Levitt cultiva o sonho de atravessar as duas torres do WTC em cabos de aço</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O grande benefício de <i>A Travessia </i>é contar com um realizador como Robert Zemeckis à frente da concepção visual e narrativa da sua história. Em tom levemente fabular, Zemeckis reconta a trajetória de Philippe Petit em primeira pessoa de forma muito agradável, não repetitiva e espirituosa. O acerto do realizador é entender que o feito do equilibrista nada tem a ver com o anseio por chegar a uma marca, mas sim à busca obstinada de um artista pela sua obra-prima e pelo reconhecimento público dela. Assim, percebemos como o olhar de Zemeckis para uma trama que poderia ganhar contornos motivacionais e um tom de manual de auto-ajuda faz toda a diferença na condução do filme. Aliás, a estrutura e o programa de efeitos de <i>A Travessia </i>são os pontos altos do longa. O diretor acerta ao conferir um tom lúdico e leve no primeiro ato, preencher o &#8220;miolo&#8221; da narrativa com a engenhosa trama de elaboração do plano de &#8220;invasão&#8221; das torres e no final oferecer uma das melhores experiências em 3D produzidas pelo cinema atual.</p>
</div>
<div>
<p>Como experiência, <i>A Travessia </i>tem um dos usos mais eficientes, pertinentes e coerentes do 3D. O recurso é essencial para fazer com que o público realize uma imersão na história. Os ângulos construídos com o auxílio de recursos tecnológicos que captam as torres de cima são essenciais para proporcionarem às plateias a sensação de profundidade. Tudo isso faz com que no último ato de <i>A Travessua</i> o público não desgrude da poltrona. Com seu 3D, Zemeckis mantém o filme, ao mesmo tempo, em estado de apreensão e contemplação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3702" aria-describedby="caption-attachment-3702" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3702" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg" alt="The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01" width="580" height="346" /></a><figcaption id="caption-attachment-3702" class="wp-caption-text">Invasão ao WTC: O protagonista reúne um grupo de amigos para ajudá-lo em seu feito</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contando com uma correta interpretação de Joseph Gordon-Levitt, que interpreta o protagonista francês sem incomodar com as usuais tintas que os sotaques costumam ganhar em sua versão hollywoodiana, <i>A Travessia </i>é um trabalho certeiro de Robert Zemeckis que, assim como o seu protagonista Philippe Petit, tenta encontrar a beleza nos lugares e feitos mais improváveis. <i>A Travessia </i>acaba sendo um feito técnico à serviço de uma cartela de sensações que proporciona ao espectador, mostrando-se como uma obra esteticamente impecável que não se mutila em prol de um estúdio ou do &#8220;cinema de arte&#8221;, mas busca negociar aquilo que o cinema sempre se propôs, a tecnologia e a sensibilidade.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-travessia/">Crítica: A Travessia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-travessia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
