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	<title>Arquivos Bella Heathcote - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bella Heathcote - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Relíquia Macabra (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 22:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme sobre silêncio e situações que transbordam até não existir mais possibilidade de retorno. Este é Relíquia Macabra. Quando a mãe de Kay (Emily Mortimer) desaparece, ela e a filha começam uma busca para encontrá-la. Entre momentos estranhos e tensos, Edna (Robyn Nevin) reaparece. Contudo, seu regresso apresenta ainda mais mistérios. Com aparentes sinais de demência, Edna passa a não se comunicar com nitidez e sua filha e neta tentam resgata-la deste quadro. O jogo entre o que é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme sobre silêncio e situações que transbordam até não existir mais possibilidade de retorno. Este é <strong><em>Relíquia Macabra. </em></strong>Quando a mãe de Kay (Emily Mortimer) desaparece, ela e a filha começam uma busca para encontrá-la. Entre momentos estranhos e tensos, Edna (Robyn Nevin) reaparece. Contudo, seu regresso apresenta ainda mais mistérios. Com aparentes sinais de demência, Edna passa a não se comunicar com nitidez e sua filha e neta tentam resgata-la deste quadro.</p>
<p>O jogo entre o que é fruto da saúde mental e o que vem da presença sinistra dentro da residência de Edna é a grande sacada do filme. Ainda que os traços de sobrenatural sejam mais destacáveis, o relacionamento das três mulheres, de diferentes gerações, de uma mesma família, é o que ganha mais espaço. Há uma paciência em apresentar cada personagem e em entender como funciona a dinâmica de cada uma delas quando se relacionam entre em si, sejam como duplas ou em trio.</p>
<p>Esta característica garante uma imersão mais assertiva e uma aproximação com o enrede. Em poucos minutos, é como se aquelas pessoas fossem conhecidas. Este olhar para elas, juntamente com a escolha de apresentar poucos diálogos e sons, aumenta ainda mais a dinâmica de tensão. Cada som que surge durante a projeção causa um sobressalto, sendo ainda mais impactante do que um <em>jumpscare</em>, por exemplo. O espectador se mantém atento para cada acontecimento mostrado na tela e investiga, ao lado de Kay e Sam (Bella Heathcote), o segredo na modificação da personalidade paulatina de Edna.</p>
<p>A decupagem também contribui para a construção da atmosfera do longa, bem como para a aproximação do público com os acontecimentos da trama. Com movimentações de câmera calculadas e quadros que intensificam o suspense, Natalie Erika James (Drum Wave) sabe o momento certo de revelar cada imagem na tela. O que a cineasta faz, por exemplo, é manter, em diversas instantes, o plano na reação de uma personagem  para que o medo seja conferido através dela. Sem saber o que está sendo visto, é preciso imaginar o que ocorre, o que aumenta o pavor de quem assiste.</p>
<p>No entanto, apesar de, majoritariamente, as estratégias funcionarem na obra, talvez, exista uma demora para a narrativa engatar. Após a ambientação inicial e de toda a compreensão sobre quem são as personagens, como interagem entre si, o que ocorre naquela local e como Edna vem se transformando, as circunstâncias passam a ficar repetitivas até o início do terceiro ato. Enquanto o enredo parece empacar, a produção fica entediante e o que fora convocado para aumentar o impacto do terror vai se dissipando.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14152" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/reliquia-macabra-filme-critica-imagem.jpg" alt="Relíquia Macabra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/reliquia-macabra-filme-critica-imagem.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/reliquia-macabra-filme-critica-imagem-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/reliquia-macabra-filme-critica-imagem-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/reliquia-macabra-filme-critica-imagem-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Somente quando o final vai chegando é que as coisas voltam a tomar um rumo positivo. Ao perder um pouco da dinâmica mais claustrofóbica, lenta e silenciosa, aparente em seu início, <strong><em>Relíquia Macabra</em></strong> aposta em um terror mais físico, com sustos mais intensos e visuais. Com uma Edna já completamente desfigurada, os ruídos intensificam a capacidade da figura de aterrorizar.</p>
<p>Como um monstro que acabou de se transformar, ela agora persegue Kay e Sam. Como as personalidades de cada uma já são bastante conhecidas, quando o ápice do conflito é alcançado é possível compreender a razão da espera em imprimir algo mais gráfico. Assim como Kay e Sam, quem assiste não estava preparado para abrir mão de Edna e esta empatia é atingida exatamente pelo cuidado na introdução do trio.</p>
<p>Neste sentido, há um ponto que eleva ainda mais a qualidade do longa. Geralmente, em filmes deste gênero, indivíduos possuídos, ou modificados de alguma forma, perdem a humanidade. Mas, ao chegar no final da sessão, há uma decisão sensível. Esta escolha promove um rumo diferente do costumeiro e deixa ainda mais complexo o relacionamento das três e até mesmo do que é esta entidade que se apossou da casa e de Edna.</p>
<p>Desta maneira, mesmo que <strong><em>Relíquia Macabra</em></strong> falhe, por não conseguir se manter interessante durante toda sua exibição, ele possui uma sensibilidade dentro de um universo cheio de temor. Nesta mistura, ele acaba por se distinguir dos seus pares e, de certa forma, apontar para caminhos um tanto mais arriscados. Entre a sua economia de sons, seus enquadramentos aparentemente planejados para sufocar suas personagens e sua conclusão suave – mas, sem deixar de amedrontar! –,  ele apresenta um resultado equilibrado e honesto.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Natalie Erika James</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Emily Mortimer, Robyn Nevin, Bella Heathcote</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/O0DEP345E5Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 22:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de Orgulho e Preconceito e Zumbis, livre adaptação do romance Orgulho e Preconceito de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4601" aria-describedby="caption-attachment-4601" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4601 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/prideprejud-620x349.jpg" alt="prideprejud" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4601" class="wp-caption-text">Matadoras de zumbis: As irmãs Bennet de Jane Austen em versões mais enérgicas.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis</i>, livre adaptação do romance <i>Orgulho e Preconceito </i>de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro de Seth Grahame-Smith, o mesmo de <i>Abraham Lincoln &#8211; Caçador de Vampiros</i>,  que faz exatamente isso com a história de Jane Austen e circula há anos por Hollywood, tendo caído inicialmente nas mãos da atriz Natalie Portman, que viveria a Elizabeth Bennet dessa versão, mas que agora está nos créditos apenas como produtora do filme. Agora, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>chega finalmente aos cinemas com Lily James, de <i>Cinderela</i>, como a protagonista Lizzie Bennet e Sam Riley como o icônico Sr. Darcy em versões exterminadoras de zumbis.</p>
<figure id="attachment_4602" aria-describedby="caption-attachment-4602" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4602 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04-620x359.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04" width="620" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-4602" class="wp-caption-text">Casamento infeliz: Filme não consegue justificar o casamento inusitado entre dois universos tão díspares.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>traz a história das irmãs Bennet que todos conhecem de <i>Orgulho e Preconceito </i>em meio a uma Inglaterra tomada por uma praga zumbi. As Bennet são garotas treinadas para enfrentar qualquer morto-vivo que viole as divisões impostas pelo país ao mundo dos mortos e dos comedores de cérebros humanos. Em meio a todo esse estado de tensão, Elizabeth Bennet acaba se apaixonando por um homem que passa a desprezar pelo seu comportamento arrogante, Sr. Darcy, um aristocrata que também está muito bem preparado para enfrentar qualquer praga zumbi.</p>
<figure id="attachment_4603" aria-describedby="caption-attachment-4603" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4603 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053-620x361.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053" width="620" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-4603" class="wp-caption-text">Levemente divertido: Apesar de decrescer em seu ritmo, filme tem alguns momentos que entretém.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um dos maiores problemas de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>é não tornar orgânica toda a mitologia das histórias de zumbis no contexto do clássico romance de Jane Austen, o que torna o principal defeito da obra ainda mais grave, afinal tudo nela gira em torno desse casamento inusitado entre a clássica obra literária e o universo dos mortos-vivos. No início do longa, até que existem algumas adaptações interessantes envolvendo personagens e passagens marcantes do livro de Jane Austen e o novo contexto proposto pelo autor Seth Grahame-Smith e o diretor e roteirista Burr Steers, cujo título mais interessante da filmografia é o &#8220;estranho&#8221; e pouco conhecido <i>A Estranha Família de Igby</i> (vale a pena resgatar, se tiver interesse). O realizador não consegue justificar a razão para o inusitado casamento entre dois universos tão díspares e os zumbis acabam tornando-se elementos e recursos completamente aleatórios na história. O resultado é um filme esquisito que perde o seu impacto sobretudo nos momentos finais, quando a narrativa empalidece.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Esvaziado em seu propósito e não servindo nem mesmo como uma fita de entretenimento <i>nerd</i>, o que já seria de bom tamanho, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>carece de decisões e adaptações mais enérgicas que transformassem sua inusitada incursão em uma das histórias mais celebradas de Jane Austen num filme que justificasse a sua existência. Do jeito que ficou, até que é um longa divertido, com momentos isoladamente interessantes, mas completamente sem viço.</p>
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