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	<title>Arquivos Baby - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Baby - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Baby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:11:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Baby, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;. Baby de Marcelo Caetano explora a relação entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Baby</strong></em>, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;.</p>
<p><em><strong>Baby</strong></em> de Marcelo Caetano explora a relação entre homens gays marcada por diferenças consideráveis de idade. Ronaldo acaba sendo uma espécie de daddy para Wellington, sendo o homem mais experiente com quem o rapaz estabelece vínculos afetivos e por quem tem atração sexual ao mesmo tempo que representa uma figura paterna sendo peça fundamental do seu amadurecimento e preparação para a vida.</p>
<p>No centro do excelente drama de Caetano está o conflito geracional entre homens gays com mais de quarenta anos e àqueles que pertencem a uma geração Z. O roteiro de Caetano e Gabriel Domingues fortalece o laço entre <em><strong>Baby </strong></em>e Ronaldo e utiliza esta relação como uma inteligente e sensível análise sobre distintas vivências homoafetivas. Enquanto homens como Ronaldo e, posteriormente, Alexandre, personagem vivido por Marcelo Várzea, têm vidas marcadas pela solidão e históricos de relações heterossexuais antes de &#8220;sair do armário&#8221;, <em>Baby</em> e seus amigos são &#8220;gays assumidos&#8221; desde muito cedo, contando com a irmandade da comunidade LGBT+ para enfrentar toda a dificuldade que é encarar a sociedade preconceituosa como homens gays ainda adolescentes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19094" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png" alt="Baby" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sem julgamento, Marcelo Caetano faz um retrato belíssimo, mas cru, real, sobre o encontro das duas gerações em questão a partir do match de dois personagens muito bem construídos pelo roteiro e defendidos por ótimos atores, a dupla João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro. Mariano faz <em><strong>Baby </strong></em>amadurecer aos olhos do público durante as quase duas horas de projeção do longa. <em>Baby</em> começa o filme ingênuo, mas acuado e reticente a qualquer afeto em razão do histórico familiar de rejeição, e termina a história como um rapaz alegre e preparado para a vida. João Pedro Mariano constrói com muita sensibilidade esta jornada do protagonista. Por outro lado, Ricardo Teodoro traz para Ronaldo a aspereza daquela representação típica da masculinidade do nosso imaginário para revelar um homem extremamente sensível e essencialmente protetor que se apaixona de fato por Baby.</p>
<p>Com <em><strong>Baby</strong></em>, Marcelo Caetano, que já havia realizado o excelente Corpo Elétrico em 2017, faz um belo filme sobre LGBTs abordando de forma complexa e humana relações afetivas e sexuais entre homens. <em>Baby</em> conta uma belíssima história de amor, amizade e conexão. A relação entre <em>Baby</em> e Ronaldo, os protagonistas deste drama, é aquele tipo de vínculo que fica para toda a vida e marca pelos aprendizados, transformando as duas partes envolvidas em alguém melhor. De quebra, o realizador faz um acertado registro de construção identitária subjetiva e social da comunidade LGBT+ nas últimas décadas localizada no tempo presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marcelo Caetano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Bruna Linzmeyer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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