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	<title>Arquivos Armie Hammer - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Armie Hammer - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Morte no Nilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 21:37:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da aclamada escritora Agatha Christie chega aos cinemas prometendo deixar os fãs de mistério em polvorosa. O remake Morte no Nilo (o primeiro foi em 1978) traz um elenco de peso para contar a história de uma rica herdeira que é morta no cruzeiro de sua lua de mel, onde foi com a família. Claro que o grande detetive Hercule Poirot pega o caso para desvendar responsável pelo assassinato frio e vil da bonita jovem. Gal Gadot [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da aclamada escritora Agatha Christie chega aos cinemas prometendo deixar os fãs de mistério em polvorosa. O remake <strong><em>Morte no Nilo</em></strong> (o primeiro foi em 1978) traz um elenco de peso para contar a história de uma rica herdeira que é morta no cruzeiro de sua lua de mel, onde foi com a família. Claro que o grande detetive Hercule Poirot pega o caso para desvendar responsável pelo assassinato frio e vil da bonita jovem.</p>
<p>Gal Gadot (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>) faz o papel principal de Linnet Ridgeway. Logo no início da exibição ela rouba o então noivo da melhor amiga, vivida por Emma Mackey (<em>Sex Education</em>). Já começamos aí com um grande motivo para desconfiar da moça, já que ela fica visivelmente transtornada com a rasteira que levou. Paralelo a isso, conhecemos um pouco mais da história de Poirot, interpretado mais uma vez pelo próprio diretor do filme, Kenneth Branagh (<em>Belfast</em>).</p>
<p>Branagh acerta nas duas funções, ao tomar decisões inteligentes com relação a condução da direção e ao humanizar mais o detetive. Ainda que ele mantenha aquele ar de invencibilidade nato de Poirot, conseguimos ver mais camadas, como um sofrimento constante dentro de si por amores não vividos o suficiente.</p>
<p>Temos a oportunidade aqui de ver Russel Brand no papel de uma pessoa normal. É chocante vê-lo de cabelo cortado e barba feita, como um ser humano comum. E ele o faz muito bem e de maneira convincente, mostrando seu potencial como ator. Ele interpreta o papel do antigo amor de Linnet, que amargura o término até hoje, tornando-o mais um forte suspeito.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049.jpg" alt="Morte no Nilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, como é um clássico de Christie, todos se tornam suspeitos em algum momento. As motivações vão aparecendo aos poucos e se revelando para o detetive. <em><strong>Morte no Nilo</strong></em> poderia, porém, ter dedicado mais tempo à parte da investigação e menos tempo a construção daquele cenário como um todo. Embora seja importante acompanhar a conexão dos personagens e como eles vão parar no cruzeiro, quando chegamos na morte em si, metade do filme já passou e o restante é muito corrido.</p>
<p>O roteiro poderia, por exemplo, ser um pouco menos caótico na parte em que os mistérios são investigados. Mais conexão entre os fios tornariam as coisas mais tensas para o espectador, assim como um estilo de filmagem menos confuso. É sabido que essa é uma estratégia de tornar a situação mais excitante, mas, neste caso, o tiro saiu pela culatra, já que acabou prejudicando o ritmo da projeção.</p>
<p>A edição do filme foi sábia ao não explorar demais a figura de Armie Hammer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>), principalmente depois dos escândalos de estupro e canibalismo envolvendo o nome dele. O mesmo vale para o marketing quase inexistente em cima da figura de Letitia Wright (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>), depois que ela se mostrou antivacina e está atrasando até hoje as gravações de <em>Pantera Negra 2</em>. Se você não tem mais como cortar as pessoas dos filmes, ao menos não dê tanto ibope para elas. E foi isso que foi feito aqui.</p>
<p><strong>Morte no Nilo</strong> é um longa de mistério eficiente e até melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a>, que tinha muito mais falhas. Porém ficamos com a sensação de que falta algo e acredito que seria um pouco mais de tensão para o espectador. Falta ansiedade e agonia no filme. Ainda assim, vale muito a pena conferir no cinema.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Gal Gadot, Emma Mackey, Armie Hammer, Annette Bening, Tom Bateman, Rose Leslie, Sophie Okonedo, Letitia Wright, Russell Brand</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aatVI5h1cbI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Contato Visceral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 22:30:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de Contato Viseral (Wounds, no original) começar, uma citação do clássico romance O Coração das Trevas surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À Sombra do Medo) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta. Dono de um bar em Nova Orleans, Will (Armie Hammer, Me Chame Pelo Seu Nome) parece confortável com o fato [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de <em><strong>Contato Viseral </strong></em>(<em>Wounds</em>, no original) começar, uma citação do clássico romance <em>O Coração das Trevas </em>surge na tela. O trecho escolhido fala sobre um homem que ignorava coisas a seu próprio respeito, mas, quando descobre, fascinação terrível lhe domina. Como todo exercício do gênero de terror, este segundo longa de Babak Anvari (À<em> Sombra do Medo</em>) diz algo sobre seus protagonistas. Ou melhor, tenta.</p>
<p>Dono de um bar em <em>Nova Orleans</em>, Will (Armie Hammer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>) parece confortável com o fato de ter largado a faculdade e seguido a vida de <em>bartender</em>. Sempre brincalhão, seu estabelecimento abraça todo tipo de pessoa: mulheres obesas sem camisa; um confederado briguento; sua amiga Alicia (Zazie Beetz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Coringa</em></a>), com quem possui uma tensão sexual ambígua — apesar do namorado Jeffrey (Karl Glusman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-love/"><em>Love</em></a>)— ; e claro, menores de idade.</p>
<p>Todavia, após uma briga generalizada desencadear, esses jovens menores saem correndo — por medo da polícia chegar — e um deles esquece o celular. Por conseguinte, Will leva o objeto para casa e, junto com sua namorada Carrie (Dakota Johnson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a>), começa a perceber coisas estranhas naquele aparelho, como mensagens de socorro chegando ou a foto de uma cabeça decapitada. Em seguida, uma espiral de loucura e baratas se espalham por <em><strong>Contato Visceral</strong></em>.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes do roteiro de Babak Anvari é como ele trabalha as frustrações inconscientes de Will. Por dentro de um homem niilista que acredita que ficar bêbado todo dia a partir das dez horas da manhã é &#8220;aproveitar a vida&#8221;, há um próprio ressentimento dele com suas escolhas do passado. Por exemplo, &#8220;<em>malditos millenials&#8221;,</em> diz ele, após o celular ser esquecido pelos adolescentes. De mesmo modo, quando leva Carrie para universidade, faz comentários maldosos sobre os estudantes. Evidentemente, ele está falando sobre si mesmo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11624" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg" alt="Contato Visceral" width="745" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2.jpg 745w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Contato-Visceral2-610x409.jpg 610w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p>Similarmente, outra discussão fortemente presente em <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é o do namoro psicologicamente abusivo. Enquanto Will acha que Carrie irá sair com professor da faculdade, esta acha que o celular esquecido é de uma menina que ele teve um caso. Assim, este relacionamento é marcado por um enorme desconfiança, deixando sempre um ar pesado entre os dois. Naturalmente, a assombração da trama é uma grande metáfora para esse caráter destrutivo e obsessivo do casal.</p>
<p>Apesar dessas desconstruções sociais com que o longa flerta, não há como não analisá-lo pelo que ele é: <em>terror</em>. Neste sentido, <strong><em>Contato Visceral </em></strong>fracassa completamente. Desde seus primeiros minutos, quando uma barata aparece no bar e Jeffrey afirma: &#8220;<em>onde há uma, há milhares escondidas</em>&#8220;, qualquer um que já tenho visto uma produção similar anteriormente, sabe que essa fala se concretizará. Além dos clichês, Babak falha em criar uma atmosfera assustadora, ao ponto que precisa recorrer a cortes rápidos de planos aleatórios para assustar o espectador. Igualmente, o diretor coloca, erroneamente, suas fichas no objeto central da trama (o celular), acreditando que a edição de som com vibrações e toques podem criar tensão.</p>
<p>Sem muitas explicações profundas, a entidade maligna está ligada a um ritual gnóstico. Para a religião, é através de uma ferida (<em>wound</em>) que se chega a transcendência e um contato com seres superiores. Obviamente, como todo <em>terror</em>, tal entidade tentará absorver o máximo de seus vassalos. Quando Carrie diz para Will que ele é apenas um corpo, isso serve tanto como essa explicação superficial quanto é também uma indicação de sua essência. O protagonista é uma pessoa sem ambições e conteúdo, algo que ele vai descobrindo ao ter contato com essa experiência.</p>
<p>Graças a um bom trabalho de Armie Hammer, Will consegue passar essa imagem do típico homem acomodado e despreocupado, ainda que guarde alguma fagulha dentro dele. Entretanto, nem sempre o roteiro ajuda o personagem, como uma estranha habilidade com malabarismo no início da trama que nunca tem função. Por outro lado, Zazie Beetz é sua figura antagônica, que, além de servir para que seja constantemente lembrado do passado, mostra um propósito em sua existência. Já Dakota Johnson, que possui menos atenção do roteiro e aparece a maior parte do tempo mostrando as pernas, é apenass outro artifício para expor verdades à Will.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Contato Visceral </strong></em>é um péssimo terror que, de alguma maneira, consegue funcionar como retrato do privilégio branco masculino. Will é, no fundo, aquela pessoa destrutiva que nunca viu esse potencial negativo em si, preferindo acreditar que o mundo conspira contra ele. Por isso, nada mais apropriado do que a principal ameaça do filme estar representada num celular, um aparelho tão obsoleto quanto ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Babak Anvari</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Armie Hammer, Dakota Johnson, Zazie Beetz, Karl Glusman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=81uxmIO_lps&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>Confira o longa <strong>Contato Visceral</strong> diretamente na <a href="https://www.netflix.com/watch/80207495?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C1%2C1c848ceb23a79644d3b5a2a1da6239217a43beb9%3Af20ddc769acb62c2af6a4463c091a1f045c335e3%2C%2C">Netflix</a>!</p>
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		<title>Crítica: Suprema</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-suprema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:34:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (A Corrente do Bem e O Pacificador) chega aos cinemas com Suprema, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por A Teoria de Tudo). Suprema representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao interesse em torno da figura de Ruth Bader Ginsburg, uma advogada pioneira na defesa da questão de gênero nomeada ao Supremo Tribunal norte-americano em 1993, a diretora Mimi Leder (<em>A Corrente do Bem</em> e <em>O Pacificador</em>) chega aos cinemas com <strong><em>Suprema</em></strong>, biografia dessa importante figura pública dos EUA, interpretada aqui por Felicity Jones (indicada ao Oscar por <em>A Teoria de Tudo</em>). <strong><em>Suprema</em> </strong>representa um retorno de Leder aos cinemas depois de um período produzindo e dirigindo a aclamada série da HBO <em>The Leftovers</em>.</p>
<p>O longa acompanha os primeiros anos da carreira de Ginsburg, notável aluna de Direito que enfrentou o sexismo na sua carreira, até então dominada por homens. A narrativa culmina com um caso de Direito Tributário assumido por Ruth junto com seu marido Martin (papel de Armie Hammer), uma causa que resultou numa transformação legislativa sem precedentes no país.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10240" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0359586.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Leder conduz a biografia de Ginsburg com burocracia, seguindo uma cartilha conhecida no gênero. No lugar de deixar a impressionante jornada da sua personagem &#8220;falar por si só&#8221;, a diretora insiste em reforçar os feitos da protagonista com recursos redundantes, como diálogos repletos de frase de efeito e apelos dramáticos. <strong><em>Suprema</em> </strong>só soa natural mesmo no terceiro ato, quando o tribunal entra em cena e a artificialidade do roteiro da história encontra guarida no performático jogo do júri.</p>
<p>No mesmo momento que <strong><em>Suprema</em> </strong>chega aos cinemas, outra obra que tem como referência a história de Ruth Bader Ginsburg é bastante comentada, o documentário <em>RGB</em>, indicado em duas categorias do Oscar mais recente (documentário e canção original). Como ficção baseada em eventos reais, <strong><em>Suprema</em> </strong>é cheia de cacoetes, com bons momentos aqui e ali para seus atores, em especial a protagonista Felicity Jones e Justin Theroux como um advogado especializado em Direitos Civis que ajuda Ginsburg e seu marido. Está aquém da biografada, mas também não faz muito estrago na dramatização do relato da sua vida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mimi Leder<br />
<strong>Elenco:</strong> Felicity Jones, Armie Hammer, Justin Theroux, Sam Waterston, Kathy Bates, Cailee Spaeny, Jack Reynor, Stephen Root, Chris Mulkey, Gary Werntz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xXcROQVNv30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Me Chame Pelo Seu Nome</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2018 14:31:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de discussão sobre homofobia e preconceitos em geral, Me Chame Pelo Seu Nome chega aos cinemas para trazer um lado da moeda pouco explorado. Estamos acostumados a ver filmes em que homossexuais são discriminados pelos outros e sofrem com a sociedade ao redor. Neste longa, o foco é a dificuldade de aceitação do próprio personagem, o acolhimento dos pais e a descoberta do amor. O longa conta a história de Elio, um jovem francês que passa as férias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de discussão sobre homofobia e preconceitos em geral, <em>Me Chame Pelo Seu Nome</em> chega aos cinemas para trazer um lado da moeda pouco explorado. Estamos acostumados a ver filmes em que homossexuais são discriminados pelos outros e sofrem com a sociedade ao redor. Neste longa, o foco é a dificuldade de aceitação do próprio personagem, o acolhimento dos pais e a descoberta do amor.</p>
<p>O longa conta a história de Elio, um jovem francês que passa as férias de verão com a família no sul da Itália. Os pais recebem um jovem acadêmico para hospedar por um tempo e ajudar o pai em uma pesquisa. A chegada do estranho muda completamente a dinâmica da casa e, especialmente, de Elio.</p>
<p>Baseado no romance homônimo do escritor André Aciman, o filme narra o envolvimento de Elio e Oliver, desde o começo da conversa, quando ele apenas rejeita a atração instantânea que sente pelo estranho. O longa é um presente aos olhos do espectador, que se encanta com as tomadas de cena no verão italiano, cheio de sol e cenários belíssimos.</p>
<p>O ritmo do filme escolhido pelo diretor Luca Guadagnino é agradável e consegue envolver ainda mais o espectador. Ele não tem pressa ao mostrar o envolvimento dos protagonistas, as descobertas, o sentimento que vai crescendo. Quando as coisas finalmente começam a acontecer, o espectador já está tão envolvido que torce ferozmente para que tudo se resolva. É definitivamente apaixonante.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8606" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/591268.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Aliás, acredito que uma boa definição do filme seria: um filme de amor puro e delicado, que acontece de ser entre homossexuais. Embora uma coisa não possa ser dissociada da outra, a relação ser gay ou não é mais um detalhe na trama, que trata muito mais do sentimento. Majoritariamente, embora o filme fale do preconceito, da aceitação e das escolhas feitas em prol da sociedade, o foco principal é o sentimento amor.</p>
<p>O roteiro é muito cuidadoso ao tratar da temática. Você se envolve com cada sentimento que vai surgindo, entendendo o protagonista e suas dúvidas. Ele nega a sexualidade no começo, pois ele mesmo tinha preconceito com isso, como é mostrado em determinada cena. Mas a evolução de percepção também é explicada. Desde a tentativa de Elio de se interessar por mulheres, até a aceitação de que realmente está se apaixonando por Oliver.</p>
<p>O filme é encantador e apaixonado. O espectador se envolve tanto que chora e torce em todas as cenas. A atuação dos protagonistas é excelente, especialmente de Armie Hammer, que finalmente está recebendo a oportunidade de mostrar todo seu potencial. A combinação dele como o jovem Timothée Chalamet deu muito certo, trazendo ainda mais sinceridade aos sentimentos que envolvem a trama.</p>
<p><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em> é um romance e um drama cuidadoso e cheio de lindos cenários para envolver ainda mais o espectador. O filme é digno de suas indicações ao Globo de Ouro 2018 e promete ser visto ainda em outras premiações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7yCwv8FjidU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Trailer de Call me by Your Name traz prévia de forte candidato ao Oscar 2018!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 15:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Call me by Your Name]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O drama Call me by Your Name do italiano Luca Guadagnino (Um Sonho de Amor) tem sido apontado como um forte candidato a próxima temporada de premiações a partir de prognósticos de jornalistas internacionais que captaram a recepção positiva ao longa em festivais como a última edição do Festival de Berlim. O longa é ambientado no norte da Itália de 1983, em pleno verão, e narra a descoberta do amor por um adolescente que se descobre encantado por um estudante americano que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O drama <i>Call me by Your Name </i>do italiano Luca Guadagnino (<i>Um Sonho de Amor</i>) tem sido apontado como um forte candidato a próxima temporada de premiações a partir de prognósticos de jornalistas internacionais que captaram a recepção positiva ao longa em festivais como a última edição do Festival de Berlim.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa é ambientado no norte da Itália de 1983, em pleno verão, e narra a descoberta do amor por um adolescente que se descobre encantado por um estudante americano que se hospeda na casa dos seus país. O papel do protagonista é de Timothée Chalamet (de <i>Interestelar</i>) e o charmoso estudante americano é vivido por Armie Hammer (<i>O Agente da U.N.C.L.E.</i>), que finalmente desencantou da maré de azar e anda colhendo elogios da crítica por sua performance nesse longa.</p>
<p>Ainda não há data de estreia para o filme no Brasil.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme acaba de ganhar seu primeiro trailer. <b>Assista abaixo: </b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ah3kGJ7TSNQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Animais Noturnos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2016 15:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Taylor-Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Noturnos]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Isla Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaa]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Shannon]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Ford]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Animais Noturnos é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível Direito de Amar, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, Animais Noturnos é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso. Em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Animais Noturnos </i>é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível <i>Direito de Amar</i>, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, <i>Animais Noturnos </i>é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso.</p>
<p>Em linhas gerais, há dois filmes em <i>Animais Noturnos</i> aquele do &#8220;mundo real&#8221; e outro que é a ficção nas páginas do livro lido pela personagem de Amy Adams. No fundo, uma única história acaba interessando, a dessa mulher e seu relacionamento mal resolvido com o ex-marido, papel de Jake Gyllenhaal, que, por sinal, é o autor da obra que a protagonista lê e que também dá título ao filme que estamos vendo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, se <i>Animais Noturnos </i>for pensado como um drama sobre um relacionamento fracassado e as diferentes maneiras que seus protagonistas enxergam de expurgá-lo, ela através da reconciliação efetiva fora das páginas do livro e ele limando antigos &#8220;eus&#8221; e situações traumáticas na sua ficção da maneira mais drástica e violenta, o filme se resolve, sobretudo por uma cena final que sugere a continuidade da falta de comunicação entre os personagens centrais da história. Há ainda o acerto do filme no seu departamento plástico, centrado no olhar sofisticado da personagem de Adams, que como diretora de uma grande galeria de arte vive em ambientes dotados de uma estética particular, ao mesmo tempo, <i>Animais Noturnos </i>confere uma leitura asséptica ao conto sobre violência escrito pelo ex-parceiro da protagonista. Nada mais natural, afinal, é a visão dela sobre os acontecimentos do livro.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7094" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/12/noct.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Todavia o filme cai em uma armadilha. Ao trazer uma segunda ficção para sua história e levá-la para além das folhas de papel &#8211; percebam como durante a leitura a personagem de Adams começa a ser atravessada por acontecimentos estranhos que sugerem perigo ou temor (o pássaro morto após bater no vidro da área externa da casa da protagonista ou o vídeo da babá da sua assistente aparecendo diante da câmera enquanto cuida da criança) -, <i>Animais Noturnos </i>cria para si a obrigação de ser igualmente eficiente e minimamente interessante nessa chave de comunicação com o espectador, o que não acontece. A trama policial do livro do personagem de Jake Gyllenhaal é oca e pouco envolvente, o que nos faz: a) duvidar do talento do mesmo para a coisa; b) achar que qualquer leitor com o mínimo de critério e bagagem literária consegue achar a trama aborrecida; e c) duvidar do &#8220;bom gosto&#8221; da personagem de Adams que passa cenas e cenas do filme entretida com a tal história (tá certo que em algum momento ela encontra conexões com sua vidas, mas&#8230;).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há ainda outra armadilha em <i>Animais Noturnos</i>, mesmo trazendo ideias interessantes na costura da sua trama central (o relacionamento do casal de protagonistas), o filme ainda apresenta ranhuras. Por mais coerente que seja a leitura de Ford para os dois personagens e que o recurso da ficção como canal para exorcisar demônios pessoais funcione na história, se pararmos para pensar a fundo na composição dos personagens, seus conflitos e trajetórias, <i>Animais Noturnos </i>é um filme demasiadamente superficial. Tão superficial e frio quanto o universo de Susan Morrow (Adams). É uma pena porque todos esperavam bem mais da segunda incursão de Ford no cinema, ainda mais com um elenco desse calibre (juntam-se a Adams e Jake, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson, Laura Linney, Michael Sheen, Andrea Riseborough, Isla Fisher e Armie Hammer). Fica para a próxima.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/MA4wBYcgEUQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Agente da U.N.C.L.E.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 22:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vinkander]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Debicki]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Grant]]></category>
		<category><![CDATA[O Agente da U.N.C.L.E.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Até chegar aos cinemas, O Agente da U.N.C.L.E. teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3422" aria-describedby="caption-attachment-3422" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-3422 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189-620x335.jpeg" alt="pegasus_LARGE_t_1581_106482189" width="620" height="335" /></a><figcaption id="caption-attachment-3422" class="wp-caption-text">Trio: Da esquerda para a direita, Armie Hammer, Alicia Vinkander e Henry Cavill são o centro da história do filme</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até chegar aos cinemas, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos e Ritchie escolheu Henry Cavill (o Superman de <i>O Homem de Aço</i>) e Armie Hammer (de <i>O Cavaleiro Solitário </i>e <i>A Rede Social</i>), para interpretarem os agentes Napoleon Solo da CIA e Illya Kuryakin da KGB, respectivamente.</p>
<p>Esta trajetória cheia de reviravoltas de <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>poderia ter um desfecho mais feliz não fosse a gélida recepção do filme nos EUA. A crítica oscilou entre a reprovação e a indiferença e o público não foi assistir ao longa no seu final de semana de estreia, fazendo-o amargar o terceiro lugar nas bilheterias. Uma pena pois o resultado não é tão catastrófico assim.</p>
<figure id="attachment_3423" aria-describedby="caption-attachment-3423" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3423 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill-620x367.jpg" alt="XXX MAN UNCLE MOV JY 1187 .JPG A ENT" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3423" class="wp-caption-text">Desarmônico: Falta um pouco de química na dupla principal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>tem como centro da sua narrativa o ódio mortal entre os agentes Napoleon Solo (da CIA, EUA) e Illya Kuryakin (KGB, União Soviética) em plena Guerra Fria. Os dois acabam sendo obrigados a unirem forças para combaterem uma organização que tem o intuito de desenvolver armamentos nucleares. A improvável união acaba fazendo com que seja criada uma nova organização, a U.N.C.L.E..</p>
<p>Sob a enérgica e vibrante direção de Guy Ritchie, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>adapta a estrutura e a abordagem dos filmes de espionagem dos anos 60 ao estilo &#8220;moderninho&#8221; do realizador. O longa está longe de ter o <i>aproach </i>sisudo e sombrio dos filmes do <i>007 </i>mais recentes e está mais próximo de um descompromisso que era a marca dos longas do seu gênero. Ao formato, Ritchie injeta a sua montagem clipeira e sua vocação para escolher trilhas sonoras certeiras, ambientando a trama no espírito da época através de artistas como Nina Simone,  Ennio Morricone e até o brasileiro Tom Zé (!), o que faz com que o filme seja muito charmoso.</p>
<figure id="attachment_3424" aria-describedby="caption-attachment-3424" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3424 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle-620x349.jpg" alt="cavill-debicki-man-from-uncle" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3424" class="wp-caption-text">Charme: Direção e trilha que o transformam filme em uma experiência bem agradável</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ponto fraco do longa talvez seja o desnivelamento dos desempenhos dos seus dois protagonistas. Enquanto temos um Armie Hammer muito interessante na pele do explosivo e anti-social Illya, Henry Cavill não se acerta como o cafajeste <i>bon vivant </i>Napoleon. Por esse motivo fica tão evidente a falta de encaixe entre os dois atores na tela, Cavill parece não acompanhar o <i>timing </i>cômico de Hammer e aquele que poderia ser o elemento responsável por dar uma maior consistência à narrativa parece nunca estar presente. Completam o elenco, Alicia Vinkander (ótima na pele de Gaby, a dúbia protegida da dupla de agentes), Elizabeth Debicki (que surge igualzinha ao seu desempenho em <i>O Grande Gatsby</i>) e Hugh Grant (razoável como um personagem que poderia ser aproveitado em sequências que, pelo rumo da recepção do filme, podem não acontecer).</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>não merece o destino que anda tendo. É <i>old fashioned</i>, mas também é muito contemporâneo, trabalhando com uma variação interessante do seu gênero. É claro que existem determinados elementos que o enfraquecem como a desajustada interpretação de Henry Cavill, uma certa displicência do roteiro com alguns dos seus personagens e a sua excessiva duração, mas é um filme de espionagem divertido e que se sustenta graças à direção sempre eficiente de Guy Ritchie. <i> </i></p>
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		<title>Boletim de Notícias: 07 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2015 22:47:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Rachel McAdams e Chris Pine em projetos da Marvel e da DC  Escalações de elenco para os próximos filmes da Marvel e da DC/Warner estão tomando conta dos sites de notícia nesse início da semana. A Marvel pretende chamar a atriz Rachel McAdams (True Detective) para viver a principal personagem feminina de &#8220;Doutor Estranho&#8221;, protagonizado por Benedict Cumberbatch e com Chiwetel Ejiofor e Tilda Swinton no elenco. Já a DC está interessada em chamar o ator Chris Pine para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rachel McAdams e Chris Pine em projetos da Marvel e da DC </strong></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3089" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide.jpg" alt="2015_minions_movie-wide" width="594" height="387" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide.jpg 594w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/2015_minions_movie-wide-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></p>
<p>Escalações de elenco para os próximos filmes da Marvel e da DC/Warner estão tomando conta dos sites de notícia nesse início da semana. A Marvel pretende chamar a atriz Rachel McAdams (True Detective) para viver a principal personagem feminina de &#8220;Doutor Estranho&#8221;, protagonizado por Benedict Cumberbatch e com Chiwetel Ejiofor e Tilda Swinton no elenco. Já a DC está interessada em chamar o ator Chris Pine para interpretar o interesse amoroso da Mulher-Maravilha no filme-solo da heroína ou o próximo Lanterna Verde.</p>
<p><strong>Henry Cavill e Armie Hammer vêm para o Brasil </strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3090" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg" alt="Armie Hammer, Henry Cavill" width="512" height="342" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540.jpg 512w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/tumblr_nn6v0jAUcr1squubko4_540-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a></p>
<p>Os atores Henry Cavill (O Homem de Aço) e Armie Hammer (O Cavaleiro Solitario) devem chegar ao Brasil em agosto para divulgar &#8220;O Agente da UNCLE&#8221;, longa de espionagem de Guy Ritchie que os dois protagonizam. O filme estreia em setembro no Brasil.</p>
<p><strong>Sonia Braga protagonizará novo filme do diretor de <em>O Som ao Redor</em></strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/son2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3091" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/son2-620x388.jpg" alt="son2" width="620" height="388" /></a></p>
<p>O diretor Klebber Mendonça Filho (O Som ao Redor) acaba de oficializar em sua conta pessoal do Facebook que a atriz <strong>Sonia Braga</strong> será a protagonista do seu próximo longa, <em>Aquarius. </em>Há muitos anos Braga está afastada dos cinema brasileiro, este será o retorno da atriz que fez a seguinte declaração sobre a oportunidade de trabalhar com o diretor: &#8220;Quando li Aquarius, tive que parar para respirar. Sim, respirar e entender que era real. Que era um roteiro do Kleber Mendonça e que ele estava me oferecendo para participar. Pareceu de cara um sonho: uma personagem íntegra, da minha idade, com meus sonhos, com os meus sonhados filhos e família. Quis logo viver esta mulher. As palavras do roteiro pareciam que ja tinham andado na minha boca. Quando assisti a O Som ao Redor, entendi logo que tinha que parar, respirar, voar, para entrar no universo incrível e magnificamente estranho do Kleber. Me vi, me senti nele. Sei que a viagem em Aquarius será um mergulho num profundo mar azul, infinito e misterioso, mas simples. Um mergulho nos meus mais profundos sonhos e desejos. Mas, principal e finalmente, a volta e um mergulho na minha língua mãe, que me acolheu sempre tão carinhosamente. Kleber me escolheu e eu fico muito agradecida que um grande cineasta como ele me veja assim, dentro deste universo estranhamente desnivelado , mas com linhas paralelas, que só os artistas colocam no infinito&#8221;.</p>
<p><strong>Filme solo de Han Solo já está em desenvolvimento na Disney</strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/HanSolo031612.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3092" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/HanSolo031612-620x348.jpg" alt="HanSolo031612" width="620" height="348" /></a></p>
<p>Como já anunciado, a Disney não pretende lançar apenas uma nova trilogia para a saga <em>Star Wars</em>, cujo primeiro episódio <em>Star Wars &#8211; Episódio VII: O Despertar da Força </em>deve chegar aos cinemas no fim de 2015, mas também vários <em>spin-offs </em>com personagens importantes da franquia. Um desses filmes que já está em desenvolvimento trará Han Solo (Harrison Ford), em sua versão mais jovem e suas aventuras anteriores aos longas da trilogia da década de 80. Os diretores já foram escolhidos, Christopher Miller e Phil Lord, da série <em>Anjos da Lei </em>e da animação <em>Uma Aventura Lego</em>. Resta encontrar o ator que dará vida ao personagem em sua versão mais jovem.</p>
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