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	<title>Arquivos Anthony Mackie - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Anthony Mackie - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 23:03:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A trama de Seberg contra Todos é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na nouvelle vague por Acossado, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de Una, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A trama de <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na <em>nouvelle</em> vague por <em>Acossado</em>, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de <em>Una</em>, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as ações do Partido dos Pantera Negra, apoia financeiramente algumas obras sociais do grupo, se envolve afetivamente com um dos seus líderes e passa a ser alvo de toda uma campanha de difamação do FBI de J. Edgar Hoover.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> quer mostrar os danos que as ações persecutórias do FBI legaram a Seberg, contribuindo com sua morte precoce aos 40 anos. Em virtude da sua passagem pelos EUA, Seberg adquiriu uma série de problemas de ordem psicológica que a levaram ao aborto e a ter graves crises pessoais. A atriz, como retrata o próprio longa, foi uma vítima desse sistema, claro, mas há um grupo cuja história é incomodamente abafada em prol desse fascínio do longa pela celebridade biografada e sua trágica trajetória.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong> </em>mostra como o envolvimento de Jean com os Pantera Negra foi, inicialmente, uma espécie de capricho e não deixa de frisar a todo instante que a atriz apoia uma causa por um capricho que instintiva e ingenuamente põe em prática por rebeldia. Seberg tinha traumas de Hollywood, a considerava frívola e nunca se sentiu muito bem no papel de estrela de cinema no qual insistentemente tentavam enquadrá-la, mesmo depois das suas escolhas profissionais, todas na contramão do ideal hollywoodiano. Nesse sentido, Seberg assume como sua uma causa que não lhe é própria e acaba sendo alvo do FBI. Hoover e companhia a usam para atingir o movimento dos Pantera Negra, mas no fim das contas a vítima do filme acaba sendo única e exclusivamente a atriz.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13164" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Seberg Contra Todos, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo que frise o tempo inteiro que as ações do FBI têm consequências para além da esfera pessoal da estrela de cinema biografada no drama, no fim das contas <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> se esquece de um contexto macro e absorve as lógicas dos tabloides que durante boa parte da trama critica. Ao fim, os Pantera Negra são deixados de lado e o trágico conto de Seberg assume o protagonismo com toda sorte de trivia desse tipo de material que acaba impressionando o público dada a singularidade da história da atriz. Até um agente do FBI cheio de remorso está presente na história para frisar o drama de Seberg.</p>
<p>As intenções da obra são boas, mas há um efeito colateral incomodo pelo apagamento de outros personagens, que ficam à sombra da protagonista. O desempenho de Kristen Stewart é bom, não tão bom quanto trabalhos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/"><em>Acima das Nuvens</em></a> ou <em>Na Estrada</em>, a atriz se empenha nas nuances da personagem ainda que o roteiro a sabote inúmeras vezes com construções vagas e romantizadas sobre Jean Seberg, algo que não contribui em momento algum para destacar as contradições de suas ações. É um longa cheio de ruídos no tratamento da sua história, do seu contexto e dos personagens de uma maneira geral.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Benedict Andrews<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Jack O&#8217;Connell, Anthony Mackie, Yvan Attal, Vince Vaughn, Margaret Qualley, Colm Meaney, Stephen Root</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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