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	<title>Arquivos Ansel Elgort - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ansel Elgort - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Em Ritmo de Fuga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 21:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Em Ritmo de Fuga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de Chumbo Grosso, intitulado no Brasil Em Ritmo de Fuga. Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de <em>Chumbo Grosso</em>, intitulado no Brasil <em>Em Ritmo de Fuga</em>.</p>
<p>Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas as músicas presentes no filme estão dentro da diegese e a execução desta escolha é bem realizada, pois em nenhum momento parece forçado, pelo contrário, fortalece a construção do papel de Elgort e do clima de tensão.</p>
<p>A história gira em torno de Baby e seu trabalho de piloto de fuga. Há dez anos no volante, à serviço de Doc (Kevin Spacey), o rapaz ocupa a função contra seu gosto. Ameaçado pelo atual chefe, o garoto precisa pagar uma dívida do passado. Aproximando-se de quitar o débito, o jovem foca em completar suas tarefas o mais rápido possível e sair da vida de crime. Durante a exibição fica mais do que clara a bondade e generosidade do protagonista, além de seu genuíno amor pela música.</p>
<p>A direção de Wright é competente. Com um olhar cuidadoso para as cenas de ação, o ritmo corre corretamente pois o cineasta consegue executar momentos de tensão com as cenas de alívio no momento exato para não provocar um enfarto no espectador. Alguns planos detalhe tornam o longa ainda mais especial. Seja em um pé que bate no chão, junto com a música ou as mãos no volante, os planos incrementam o longa. O público pode conseguir notar a criatividade e cuidado em cada escolha de Edgar Wright nas diversas cenas, como, por exemplo, em uma das sequências finais quando o vilão é banhado por uma cor vermelha e o mocinho pelo azul.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/baby-driver.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro ganho de <em>Em Ritmo de Fuga </em>é a montagem. A edição, principalmente das cenas de ação, casa e descasa com as músicas de forma a dar ritmo para as sequências exibidas. Nos primeiros seis minutos de projeção já é possível notar a preocupação dos editores Jonathan Amos (<em>Irmão de Espião</em>) e Paul Machliss (<em>Heróis de Ressaca</em>). Os cortes combinados com as batidas das canções criam uma atmosfera de emoção e são bem executadas pois dão ritmo e anunciam o que estar por vir.</p>
<p>São nos detalhes que a projeção ganha qualidade. Os atores estão muito bem marcados e isso fica ainda mais visível quando eles estão em grupo e performam movimentos sincronizados, tudo isso feito de forma fluida e que se encaixa com a linguagem do filme. As atuações do elenco coadjuvante são muito pontuais, corretas. Individualmente, olhando para eles, não há caricaturas entre mocinhos e vilões, o que já é um ganho. Ninguém compromete a qualidade do filme, mas também não existem interpretações memoráveis, até porque fica a sensação de que todos precisam ser comuns, mais na média, para que Baby se destaque.</p>
<p>Ansel Elgort é a estrela do longa. O que pode vir chamar mais atenção é seu trabalho corporal para cena. É como se a música vibrasse em seu corpo e virasse movimento. As mudanças de olhar e postura durante a projeção também são relevantes. O artista toma o cuidado para não exagerar na imagem de distraído de Baby e sabe a hora de demonstrar paixão, raiva e tomada de atitudes mais severas. Elgort ganha também no carisma, o que gera uma empatia positiva em quem o assiste na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/2da43b_5d5caacdbd1646e59ea5720f95aa1631-mv2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>No elenco, o único ator que incomoda é Kevin Spacey. Todo tempo parece que ele está tentando não ser Frank Underwood, papel que ele desempenha na série da Netflix <em>House of Cards</em>. Pode-se perceber uma busca de novos tons na fala, mas volta e meia Underwood vem para a tela. Além da dificuldade do artista, o roteiro também não ajuda na construção de Doc, que se trai no desfecho da narrativa, deixando mal explicadas as suas atitudes.</p>
<p>A questão da problemática do texto vai além do fechamento do ciclo de Doc, mas todo o último ato parece ter menos cuidado que o restante de <em>Em Ritmo de Fuga</em>, passando uma confusão sobre como finalizar a obra. As escolhas das personagens soam sem justificativas plausíveis, as tensões se esvaem e uma conclusão morna é entregue para o espectador.</p>
<p><em>Em Ritmo de Fuga </em>é um filme bem executado, com músicas bem escolhidas, elenco com boa dinâmica, mas que não traz um encerramento digno do que é mostrado anteriormente. De toda forma, vale a pena vê-lo e saboreá-lo até seu ápice.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TJrKYWPBTrc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Série Divergente &#8211; Convergente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 00:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Série Divergente - Convergente]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Divergente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia Divergente surgiu a rebote do sucesso financeiro de Jogos Vorazes quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado A Série Divergente &#8211; Convergente, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia <i>Divergente </i>surgiu a rebote do sucesso financeiro de <i>Jogos Vorazes </i>quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado <i>A Série Divergente &#8211; Convergente</i>, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais de seu desgaste e até mesmo da fragilidade de alguns conceitos apresentados sobre esse universo lá no primeiro filme. A sensação é que <i>Divergente </i>perdeu o fôlego da sua própria trama ou nunca teve o potencial para a longevidade que supostamente apresentava no primeiro capítulo da franquia. O que fica como herança em <i>Convergente</i>, um terreno que começara a ser pavimentado no segundo longa, é uma trama frouxa, que se estendeu ao máximo que sua capacidade permitia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A trama de <i>Convergente </i>basicamente acompanha a sua protagonista Tris, uma Shailene Woodley ainda batalhando por um material que faça jus ao seu potencial como atriz, em sua jornada fora das cercas que aprisionam todos em Chicago. Ela parte nessa descoberta com Quatro (o galã canastrão Theo James), seu irmão Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zöe Kravitz) e Tori (Maggie Q) e encontra um homem misterioso dedicado a entender o que existe por trás das divisões dos grupos apresentadas desde o primeiro filme da franquia.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5101" aria-describedby="caption-attachment-5101" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5101 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/convergent-620x333.jpg" alt="convergent" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-5101" class="wp-caption-text">Exageros: Tecnicamente, franquia alcançou ambições maiores que já não nos fazem lembrar do primeiro longa da saga.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>A sensação de que a trama de <i>Divergente </i>anda em círculos se concretiza nesse terceiro capítulo da série. Assim como acontecia em <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>sofre do mal do grande orçamento. Com o sucesso financeiro do primeiro longa, o caixa disponibilizado para a equipe aumentou e isso foi convertido em uma produção megalomaníaca em seus efeitos especiais (todos ruins, diga-se de passagem) e cenários, tornando os filmes da série cada vez mais distantes do seu longa de origem, que se tinha lá os seus defeitos, ao menos conseguia reconhecer-se como uma produção de ambições moderadas, ciente das suas limitações etc. O que <i>Jogos Vorazes </i>conseguiu em economia de ação e aquisição de tensão dramática e política nas duas partes de <i>A Esperança</i>, a franquia <i>Divergente </i>conseguiu de barulho e pretensão em cima da sua própria história, narrativa e visualmente, tanto em <i>Insurgente </i>quanto nesse terceiro longa, <i>Convergente</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que o longa acaba conseguindo é perder-se em suas próprias ambições como <i>blockbuster</i>, não conseguindo sustentar-se como uma peça de puro entretenimento, tampouco resgatar determinadas preocupações e discursos que estão no cerne da sua trama original. Desse mal, os fãs de <i>Jogos Vorazes</i>, por exemplo, não tem do que reclamar. Com uma trama que já não tem mais o que explorar e passa sempre a sensação de uma longa e desnecessária espera para o seu derradeiro capítulo no quarto filme da franquia, <i>Convergente </i>ainda desperdiça o seu ótimo elenco, que oscila entre as presenças completamente descartáveis de atores do calibre de Naomi Watts, Octavia Spencer e Jeff Daniels, todos tirando &#8220;leite de pedra&#8221; ao interpretarem personagens rasos, e o subaproveitamento de jovens talentos como Shailene Woodley, cuja heroína aborrecida já não apresenta mais conflitos tão interessantes quanto aqueles esboçados no primeiro longa, Ansel Elgort e Miles Teller, absurdamente <i>over </i>como o dúbio Peter.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5102" aria-describedby="caption-attachment-5102" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5102 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/7781896822_ap1-d51-23595-r-620x307.jpg" alt="7781896822_ap1-d51-23595-r" width="620" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-5102" class="wp-caption-text">Desperdício: Atores como Naomi Watts e Miles Teller são desperdiçados no filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigido por Robert Schwentke, que esteve por trás de filmes como <i>Plano de Voo</i>, <i>RED &#8211; Aposentados e Perigosos</i> e do próprio <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>é um filme cansativo que só faz sublinhar o desgaste da sua franquia. Para quem acompanha e é fã da série cinematográfica desde o início, esse retorno sobre o filme pode não fazer muita diferença, mas para quem acompanhava a &#8220;saga&#8221; fora dessa esfera dos <i>fandons </i>e aguardava uma recuperação de fôlego após o irregular segundo filme, o que ficará é a decepção.</p>
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		<title>Crítica: Homens, Mulheres e Filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2014 12:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Sandler]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Jennifer Garner]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homens, Mulheres e Filhos é justamente aquele tipo de filme que divide completamente a opinião dos espectadores. Ou você sai do cinema dizendo “que filme ótimo”, ou dizendo “que perda de tempo”. Particularmente, fico na primeira opção e acrescento que o longa é um banho de pequenas lições de moral na sociedade que assiste. Paralelo a isso, uma boa escolha de elenco que atrai o espectador e envolve as cenas a todo o momento e em qualquer núcleo de histórias. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/484331.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2438 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/484331.jpg" alt="484331" width="610" height="348" /></a></p>
<p><em>Homens, Mulheres e Filhos</em> é justamente aquele tipo de filme que divide completamente a opinião dos espectadores. Ou você sai do cinema dizendo “que filme ótimo”, ou dizendo “que perda de tempo”. Particularmente, fico na primeira opção e acrescento que o longa é um banho de pequenas lições de moral na sociedade que assiste. Paralelo a isso, uma boa escolha de elenco que atrai o espectador e envolve as cenas a todo o momento e em qualquer núcleo de histórias.</p>
<p>O filme envolve várias histórias que vão de interligando e falam basicamente de família e relações interpessoais. A internet tem papel importante no enredo e mostra o quanto as pessoas podem se transformar nela e mudar de personalidade. Situações vão acontecendo e o espectador simplesmente assiste situações muito reais de seu dia a dia, que passam despercebidas.</p>
<p>No caso de Jennifer Garner, ela é uma mãe psicótica que fiscaliza absolutamente tudo que a filha faz. Literalmente tudo. Ela entra nos e-mails, lê as mensagens, vê ligações, redes sociais, sendo que a jovem já tem 16 anos. O caso mostra a total falta de privacidade que a menina vive por conta da tecnologia. Enquanto isso, a menina, vivida por Kaitlyn Dever, que acaba sendo mais reclusa por conta do comportamento da mãe, começa a se envolver escondido com um jovem (Ansel Elgort) que sofre com o abandono recente da mãe. O desfecho deste núcleo é sofrido e complicado, mas mostra perfeitamente a superficialidade das relações, o nível depressivo dos jovens que se escondem em carapuças virtuais, entre outras questões que não entrarei em detalhes para não dar spoiler.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/488081.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2439 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/488081.jpg" alt="488081" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Tem também a jovem anoréxica em que os pais simplesmente fazem vista grossa ou não conseguem perceber o problema que é mais que nítido para qualquer pessoa. A menina tem dezenas de fotos de modelos magérrimas no quarto, não come, tem aspecto de doente, fora a magreza excessiva. Paralelo a isso, ela tem a autoestima tão baixa que acaba se sujeitando aos caprichos de uma paixonite do colégio e acaba perdendo a virgindade da pior forma possível.</p>
<p>Outro núcleo principal é o casal que está junto há muito tempo e perdeu o eros da relação. Eles simplesmente não conseguem mais se atrair um pelo outro. Acabam se deixando envolver pela internet, achando que os relacionamentos virtuais não são necessariamente traições, em busca daquilo que lhes falta na relação física. O processo deles é muito interessante e mostra como, às vezes, o relacionamento têm problemas e as pessoas simplesmente não estão dispostas a lidar com eles.</p>
<p>Todo este processo de intervenções é pincelado com a narração da inconfundível Emma Thompson, que dá um tom diferente ao longa, como se fossem contos , histórias de aprendizado.</p>
<p>O filme como um todo é muito bom e segue a linha monótona que eu, particularmente, adoro. É uma comédia dramática, mas segue mais para o drama e faz o espectador refletir a maior parte do tempo sobre diversas questões de amor, amizade, família. Sobre como lidamos com o outro e como nossas ações são capazes de influenciar em tudo ao nosso redor. Vale muitíssimo a pena!</p>
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		<title>Crítica: A Culpa É Das Estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2014 12:54:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa É Das Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Na ausência de grandes séries amorosas com lindos finais felizes, A Culpa É Das Estrelas chegou com uma proposta um tanto diferente, trabalhando bem um clichê romântico. O livro foi sucesso de vendas e cativou aos poucos públicos de todas as idades. Em sua maioria mulheres, como a própria sala de cinema pode provar. Com o pepino de adaptar uma história linda porém triste, o diretor Josh Boone soube ter a mesma delicadeza e sinceridade que o autor do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1140" aria-describedby="caption-attachment-1140" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1140 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882.jpg" alt="a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1140" class="wp-caption-text">Casal principal mostra sintonia na telona</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ausência de grandes séries amorosas com lindos finais felizes, <em>A Culpa É Das Estrelas</em> chegou com uma proposta um tanto diferente, trabalhando bem um clichê romântico. O livro foi sucesso de vendas e cativou aos poucos públicos de todas as idades. Em sua maioria mulheres, como a própria sala de cinema pode provar. Com o pepino de adaptar uma história linda porém triste, o diretor Josh Boone soube ter a mesma delicadeza e sinceridade que o autor do livro, John Green.</p>
<p>O longa foca em Hazel Grace Lancaster, uma jovem que está com câncer terminal e beira a depressão. Preocupada, sua mãe pede que ela frequente um grupo de apoio a jovens que possuem a doença, na tentativa de compartilhar um pouco de sua dor e perceber que ela não é a única que passa por aquilo. Em um destes encontros, Hazel conhece Augustus Water, um garoto que já está sem câncer há mais de um ano, mas decidiu ir ao grupo em apoio ao amigo, que está prestes a ficar cego por conta da enfermidade. Apesar das diferenças iniciais, a dupla vai se conhecendo e se atraindo cada vez mais, construindo uma linda amizade que culmina com a paixão.</p>
<p>O tema por si só já é comovente, mas a história fica ainda mais triste em se tratando de um jovem casal apaixonado, que poderia ter o futuro pela frente, mas esse futuro simplesmente não pode ser planejado, já que ele pode não existir. No entanto, mesmo com o conteúdo da narrativa bastante pesado, por assim dizer, o enredo é bastante leve e flui com imensa facilidade. Para quem leu o livro, essa é uma boa surpresa, uma vez que a obra original segue exatamente esta premissa: apesar de toda a situação de morte eminente, os protagonistas têm bom humor e brincam com a própria realidade.</p>
<figure id="attachment_1141" aria-describedby="caption-attachment-1141" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/A-culpa-e-das-estrelas-ew-08fev2014-01.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1141" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/A-culpa-e-das-estrelas-ew-08fev2014-01.jpg" alt="Apesar do filme falar sobre câncer, os personagens trazem uma leveza nata" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1141" class="wp-caption-text">Apesar do filme falar sobre câncer, os personagens trazem uma leveza nata</figcaption></figure>
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<p>A escolha de casal é bem interessante. Shailene Woodley, que atuou também no recente <em>Divergente</em>, caiu muito bem no papel, mostrando toda a melancolia, sinceridade e ironia de Hazel. Até a magreza da personagem é focada, traduzindo toda sua situação física debilitada. Já o intérprete de Augustus, traz certa dualidade. Ele tem a perfeita característica do protagonista do livro, com sua autenticidade e comentários espertos. Um pequeno problema, talvez, seja que Ansel Elgort às vezes surge com uma face infantil demais, chegando a parecer mais jovem que a própria menina, que na história tem menos idade que ele. Mas toda a fofura do rapaz compensa essa questão, além da sintonia singular do casal.</p>
<p>Todos os demais artistas são uma agradável surpresa e se encaixam perfeitamente ao estereótipo de cada personagem do livro. Destaque especial para Nat Wolff, que interpreta o amigo do par romântico Isaac, aquele que perde a visão. A naturalidade do rapaz se destaca, mostrando que o desconhecido foi uma boa escolha para o papel. Engraçado mesmo é ver Willem Dafoe como o escritor louco, um papel bem diferente do que estamos acostumados a vê-lo, mas nem por isso ruim.</p>
<p>Toda a história segue com sutileza e isso é fundamental. Tratar de temas como câncer na adolescência é difícil, mas o autor do livro conseguiu mostrar que a vida segue, mesmo quando existe um limite definido por uma doença. Além disso, ele mostra que é possível tratar com humor a questão, mudando bastante daqueles cenários em que os pacientes simplesmente se entregam à doença. Na verdade, é justamente a questão da adolescência e sua alegria ponderando a doença devastadora.</p>
<figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/RTEmagicC_593aa23ed4.jpg.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1142" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/RTEmagicC_593aa23ed4.jpg.jpg" alt="Cenário em Amsterdã é super fiel ao livro no qual o filme foi inspirado" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Cenário em Amsterdã é super fiel ao livro no qual o filme foi inspirado</figcaption></figure>
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<p>O diretor foi muito fiel ao livro e isso só trouxe pontos positivos, afinal, é um bom livro. Até as roupas dos personagens seguiram as indicações da obra original, com a protagonista ligando muito pouco para moda e o rapaz com um estilo mais descolado. A trilha sonora também teve um olhar mais cuidadoso, incluindo até silêncios necessários para trazer um pouco da melancolia proposta. Seria perfeito, não fosse o funga funga no cinema, com todo mundo chorando. Aliás, é certeza de choro. Mas penso que todos imaginam isso, só de ler a sinopse. No entanto, super dá pra chorar em silêncio, né? Mas enfim&#8230;</p>
<p><em>A Culpa É Das Estrelas</em> mostra que é possível trabalhar clichês e ainda assim atrair a atenção do espectador. À parte o frenesi que o livro causou, a história é boa, comovente e linda. Não tem como não gostar, como não se encantar pela relação amorosa dos dois. É algo como perceber o quanto reclamamos das coisas pequenas na vida, enquanto tem gente que apenas quer a chance de amar e viver esse amor intensamente. O filme mostrou-se, acima de tudo, uma excelente adaptação, justificando as filas imensas e salas de cinema lotadas.</p>
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