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	<title>Arquivos Annette Bening - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Annette Bening - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Noiva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Cara da Piscina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 19:25:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Cara da Piscina é o primeiro longa dirigido, roteirizado, produzido e protagonizado por Chris Pine. Aqui, o ator usa todo o seu trânsito em Hollywood para conseguir um elenco formado por nomes de peso como Annette Bening, Danny DeVito, Jennifer Jason Leigh e Ray Wise para protagonizar esta história, além de contar com o suporte da diretora Patty Jenkins (de Mulher-Maravilha) na produção do projeto ao seu lado. No entanto, é incrível como a junção de tantos nomes marcados pela excelência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><strong>O Cara da Piscina</strong> </i>é o primeiro longa dirigido, roteirizado, produzido e protagonizado por Chris Pine. Aqui, o ator usa todo o seu trânsito em Hollywood para conseguir um elenco formado por nomes de peso como Annette Bening, Danny DeVito, Jennifer Jason Leigh e Ray Wise para protagonizar esta história, além de contar com o suporte da diretora Patty Jenkins (de <i>Mulher-Maravilha</i>) na produção do projeto ao seu lado. No entanto, é incrível como a junção de tantos nomes marcados pela excelência em suas respectivas carreiras não foi o suficiente para salvar este filme do completo fiasco.</p>
<p>Em <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i>, Chris Pine interpreta um limpador de piscinas de um condomínio aspirante a filósofo e cineasta. O personagem se vê enredado na função de detetive quando uma misteriosa mulher (DeWanda Wise, de <i>Jurassic World: Domínio</i>) solicita seus serviços em um caso envolvendo figurões de Los Angeles. Daí em diante, a trama do longa assume ares de filme de detetive (<i>noir</i>) inclinado para a abordagem de um humor <i>non sense</i>.</p>
<p>Em sua estreia, Pine tem muitas ambições com <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i>. Ele deseja fazer uma espécie de <i>Vício Inerente</i> com um personagem &#8220;chapadão&#8221; de visual inspirado no &#8220;the dude&#8221; de Jeff Bridges em <i>O Grande Lebowski </i>envolvendo uma trama criminal &#8220;diferentona&#8221;<i> </i>com diversas referências cinéfilas explícitas no roteiro. Tem de tudo em <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i>: <i>Chinatown</i>, <i>Crepúsculo dos Deuses</i>, <i>Ladrão de Casaca </i>e até <i>Erin Brokovich</i>. Nenhuma delas faz muito sentido na história porque, no final das contas, <i><strong>O Cara da Piscina </strong></i>tem como foco o ego de Chris Pine.<i> </i>É um filme carente de identidade e completamente movido pela vaidade do ator, agora, diretor. Qualquer momento aleatório da trama é justificativa para o diretor e roteirista trazer para o público alguma amostra do seu repertório e ele &#8220;joga&#8221; esta &#8220;genialidade&#8221; para o público como se agisse despretensiosamente sob a forma de uma abordagem que emula uma direção e um roteiro <i>cool</i>. No final das contas, nada daquilo apresenta organicidade e qualquer expectativa de liame narrativo se perde em meio ao ego do próprio artista.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18750" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-1.png" alt="O Cara da Piscina" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A trama <i>neo noir </i>de <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i><i> </i>não faz muito sentido e parte da sua aparência de história de detetive <i>cool </i>em torno de personagens &#8220;idiotas&#8221; que na verdade revelariam que  por trás do seu comportamento existe uma proposta filosoficamente comprometida do roteiro do projeto é extremamente calculada por Pine, o que, por si só, já destaca quão equivocado é este projeto. Com <i>O Cara da Piscina</i>, Chris Pine sente que está oferecendo algo genial para o público e no final das contas parece conceber um filme que existe para massagear o seu próprio ego.</p>
<p>Não há uma cena sequer em <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i><i> </i>que demarque um movimento inteligente do roteiro, um personagem que se destaque como original, carismático ou passível de empatia, sobretudo o seu protagonista, que parece uma colagem de diversas criações já vistas na tela e que parecem fazer parte do imaginário de Pine como fã do tipo de história que o projeto parece emular. Não há comentário inteligente ou humor que sustente <i>O Cara da Piscina</i>, apenas o constrangimento de momentos como aqueles nos quais o personagem de Pine conversa com um grande lagarto ou mesmo um desentendimento entre o protagonista e a personagem de Jennifer Jason Leigh quando ele descobre que a namorada com quem nunca quis estabelecer um compromisso está saindo com outro homem.</p>
<p>Se em 2024 tivemos a ótima revelação de Zoë Kravitz como diretora de <i>Pisque Duas Vezes</i>, um projeto muito bem equilibrado entre uso de referências cinéfilas, concebido por uma realizadora debutante que procura e encontra a sua própria voz como artista, com um roteiro focado no objetivo da sua história, também tivemos Chris Pine em <i><strong>O Cara da Piscina</strong></i><i>, </i>o completo oposto disso. A esperança é que o resultado ruim desse projeto e sua repercussão valham de alguma coisa para que, futuramente, caso Pine decida continuar investindo nas funções de diretor e roteirista, aprenda com seus erros e vá por um caminho bem diferente deste aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chris Pine</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pine, Annette Bening, Danny DeVito, Jennifer Jason Leigh, DeWanda Wise</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/p6ddKnhS3Mw?si=mYen6Rh9Mah7coHG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Morte no Nilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 21:37:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da aclamada escritora Agatha Christie chega aos cinemas prometendo deixar os fãs de mistério em polvorosa. O remake Morte no Nilo (o primeiro foi em 1978) traz um elenco de peso para contar a história de uma rica herdeira que é morta no cruzeiro de sua lua de mel, onde foi com a família. Claro que o grande detetive Hercule Poirot pega o caso para desvendar responsável pelo assassinato frio e vil da bonita jovem. Gal Gadot [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da aclamada escritora Agatha Christie chega aos cinemas prometendo deixar os fãs de mistério em polvorosa. O remake <strong><em>Morte no Nilo</em></strong> (o primeiro foi em 1978) traz um elenco de peso para contar a história de uma rica herdeira que é morta no cruzeiro de sua lua de mel, onde foi com a família. Claro que o grande detetive Hercule Poirot pega o caso para desvendar responsável pelo assassinato frio e vil da bonita jovem.</p>
<p>Gal Gadot (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>) faz o papel principal de Linnet Ridgeway. Logo no início da exibição ela rouba o então noivo da melhor amiga, vivida por Emma Mackey (<em>Sex Education</em>). Já começamos aí com um grande motivo para desconfiar da moça, já que ela fica visivelmente transtornada com a rasteira que levou. Paralelo a isso, conhecemos um pouco mais da história de Poirot, interpretado mais uma vez pelo próprio diretor do filme, Kenneth Branagh (<em>Belfast</em>).</p>
<p>Branagh acerta nas duas funções, ao tomar decisões inteligentes com relação a condução da direção e ao humanizar mais o detetive. Ainda que ele mantenha aquele ar de invencibilidade nato de Poirot, conseguimos ver mais camadas, como um sofrimento constante dentro de si por amores não vividos o suficiente.</p>
<p>Temos a oportunidade aqui de ver Russel Brand no papel de uma pessoa normal. É chocante vê-lo de cabelo cortado e barba feita, como um ser humano comum. E ele o faz muito bem e de maneira convincente, mostrando seu potencial como ator. Ele interpreta o papel do antigo amor de Linnet, que amargura o término até hoje, tornando-o mais um forte suspeito.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049.jpg" alt="Morte no Nilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/2540049-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, como é um clássico de Christie, todos se tornam suspeitos em algum momento. As motivações vão aparecendo aos poucos e se revelando para o detetive. <em><strong>Morte no Nilo</strong></em> poderia, porém, ter dedicado mais tempo à parte da investigação e menos tempo a construção daquele cenário como um todo. Embora seja importante acompanhar a conexão dos personagens e como eles vão parar no cruzeiro, quando chegamos na morte em si, metade do filme já passou e o restante é muito corrido.</p>
<p>O roteiro poderia, por exemplo, ser um pouco menos caótico na parte em que os mistérios são investigados. Mais conexão entre os fios tornariam as coisas mais tensas para o espectador, assim como um estilo de filmagem menos confuso. É sabido que essa é uma estratégia de tornar a situação mais excitante, mas, neste caso, o tiro saiu pela culatra, já que acabou prejudicando o ritmo da projeção.</p>
<p>A edição do filme foi sábia ao não explorar demais a figura de Armie Hammer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>), principalmente depois dos escândalos de estupro e canibalismo envolvendo o nome dele. O mesmo vale para o marketing quase inexistente em cima da figura de Letitia Wright (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>), depois que ela se mostrou antivacina e está atrasando até hoje as gravações de <em>Pantera Negra 2</em>. Se você não tem mais como cortar as pessoas dos filmes, ao menos não dê tanto ibope para elas. E foi isso que foi feito aqui.</p>
<p><strong>Morte no Nilo</strong> é um longa de mistério eficiente e até melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a>, que tinha muito mais falhas. Porém ficamos com a sensação de que falta algo e acredito que seria um pouco mais de tensão para o espectador. Falta ansiedade e agonia no filme. Ainda assim, vale muito a pena conferir no cinema.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Gal Gadot, Emma Mackey, Armie Hammer, Annette Bening, Tom Bateman, Rose Leslie, Sophie Okonedo, Letitia Wright, Russell Brand</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aatVI5h1cbI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Mulheres do Século 20 (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 13:51:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de suas memórias, o diretor e roteirista Mike Mills (o mesmo de Toda Forma de Amor, longa que rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante a Christopher Plummer em 2012) concebeu Mulheres do Século 20, longa que narra a jornada de um adolescente californiano criado por uma mãe solteira na década de 1970 e que ainda é influenciado por duas outras mulheres na sua caminhada para a vida adulta, uma fotógrafa mergulhada na cultura punk e uma jovem da sua idade que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de suas memórias, o diretor e roteirista Mike Mills (o mesmo de <em>Toda Forma de Amor</em>, longa que rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante a Christopher Plummer em 2012) concebeu <em><strong>Mulheres do Século 20</strong>, </em>longa que narra a jornada de um adolescente californiano criado por uma mãe solteira na década de 1970 e que ainda é influenciado por duas outras mulheres na sua caminhada para a vida adulta, uma fotógrafa mergulhada na cultura<em> punk </em>e uma jovem da sua idade que escapa esporadicamente da família opressora para conversar com o menino escondida em um dos quartos da sua casa. O longa que recebeu uma indicação ao Oscar de 2017 como melhor roteiro original (e deveria ter recebido mais indicações!) já está disponível no catálogo da Netflix desde o início do ano.</p>
<p>Dorothea, a mãe do adolescente em questão de <strong><em>Mulheres do Século 20</em></strong>, é interpretada por Annette Bening em mais uma interpretação memorável da sua carreira, esquecida na seleção de atrizes da época do Oscar que consagrou Emma Stone pelo seu desempenho em <em>La La Land</em>. Ao narrar a influência dessas três mulheres pertencentes a três distintas gerações na vida do protagonista em uma época de revolução de costumes, os anos de 1970, Mills nos traz um contexto histórico de transformações e afirmação do feminismo, mas também uma outra percepção que se configurava na sociedade a respeito da criação dos homens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12580" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/566867.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Mulheres do Século 20" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/566867.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/566867.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/566867.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme é pontual ao colocar essas questões permeando a dinâmica entre os personagens e os conflitos do seu protagonista com sua mãe Dorothea, uma mulher com ideias ainda cristalizadas do passado, com um certo conservadorismo a respeito do feminino, mas que inconscientemente acaba semeando a revolução que as outras duas personagens femininas da história empreendem, as igualmente impecáveis Greta Gerwig (a fotógrafa Abbie) e Elle Fanning (a adolescente Julie, <em>crush </em>do rapaz).</p>
<p>Ao longo de <em><strong>Mulheres do Século 20</strong> </em>alguns pontos de tensão são abordados como o desprendimento gradual na discussão franca sobre temas que até então era tabus para o feminino. O filme acaba dimensionando esse ponto de virada na década de 1970 que trouxe como consequência o gradual amadurecimento do feminismo nos anos seguintes e também uma outra percepção sobre o masculino com a geração de rapazes filhos de mães solteiras que viria nas décadas seguintes quebrar estigmas associados ao homem como a resistência a qualquer demonstração pública de afeto e a alienação a respeito da sexualidade feminina. Mills faz tudo isso com muita leveza arrancando dos seus atores boas interpretações em um roteiro inteligente e sensível.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mike Mills</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Annette Bening, Greta Gerwig, Elle Fanning, Lucas Jade Zumann, Billy Crudup, Thea Gill, Waleed Zuaiter</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EVL3AYkDqQg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: 20 anos de Beleza Americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 18:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem Beleza Americana. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. American Beauty (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida. A trama se estabelece através de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem <em><strong>Beleza Americana</strong></em>. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. <em>American Beauty</em> (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida.</p>
<p>A trama se estabelece através de um olhar mais próximo sobre a realidade de uma típica família americana. Lester (Kevin Spacey) é o patriarca que vive o <em>american way of life</em> – uma vida com empregos estáveis, filhos, carros e uma casa bonita no subúrbio. O que está escondido por trás dessa pseudo felicidade é a insatisfação do pai com tudo que o rodeia. Ele detesta o emprego, não ama mais sua esposa Carolyn (Annette Bening) e é completamente ausente e distante de sua filha Jane (Thora Birch). A vida pacata do senhor Burnham muda quando ele conhece a jovem Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. A partir daí, Lester passará a viver sob um novo lema o qual levará a sua vida – e a de todos os que o cercam – à uma reviravolta inimaginável.</p>
<p>Atualmente conhecido pelos últimos trabalhos sobre o agente 007 (<em>Skyfall</em>, de 2012, e <em>Spectre</em>, de 2015), Sam Mendes teve sua carreira cinematográfica iniciada com o que viria a ser sua obra-prima. Em 1998, a <em>Dreamworks</em> decidiu contratar Mendes graças ao seu admirável trabalho como diretor teatral. Ele foi a mente que deu vida ao deslumbrante vencedor do Oscar de 2000. Sua teatralidade estética e poética para o filme exala em cada cena e fez do seu primeiro projeto algo inesquecível. <em><strong>Beleza Americana</strong></em> foi líder das maiores premiações do cinema. Mesmo tendo sido desacreditado antes dos primeiros resultados de premiações, a produção ganhou um total de cinco estatuetas do Oscar, três do Screen Actors Guild Award (SAG Award) e três do Globos de Ouro. Hoje, consagrado pelo público e crítica, o filme é uma obra fundamental para o cinema e ajudou a louvar grande parte dos seus colaboradores, a exemplo do diretor.</p>
<p>Um homem comum que não tinha nada a perder percebe que a fórmula para a felicidade enlatada não passava de uma farsa. Após a descoberta, ele decide mudar seu comportamento por completo. Resumidamente, essa foi a forma pela qual Alan Ball, ao escrever o enredo de <em>American Beauty</em>, escancarou para o mundo a farsa que há no ideal familiar suburbano dos americanos. O filme é uma clara crítica aos costumes do início ao fim. Tudo começa pelo seu título que foi genialmente escolhido para fazer com que o espectador relacione-o com um tipo de rosa de mesmo nome. O paralelo é criado a partir da flor porque ela personifica as famílias estadunidenses. As rosas <em>american beauty</em> são belíssimas por fora, porém não tem cheiro nem espinhos, tornando-as falsas e vazias. Ou seja, as famílias do subúrbio estadunidenses são belas, sorridentes e felizes por fora, mas completamente vazias e incompletas por dentro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11428" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para compor os outros símbolos da produção, Mendes remonta perfeitamente a vida da classe média americana e seus padrões. Dessa forma, o diretor comprova a inversão problemática e vazia que o <em>american way of life</em> resulta. A esposa infeliz que perdeu a sensibilidade pelos prazeres e alegrias da vida; a filha incompreendida e revoltada; os típicos empregos estáveis que não trazem alegria alguma às vidas de Lester e Carolyn. Esses fatores são inseridos através de um trabalho de direção fotográfica espetacular que rendeu à Conrad Hall o Oscar de Melhor Fotografia (também indicado anteriormente por <em>O Dia do Gafanhoto</em>, de 1975, e <em>Conspiração Tequila</em>, de 1988). A estética cenográfica de <em><strong>Beleza Americana</strong></em> – comandada pela diretora de arte Naomi Shohan – é outro alicerce que incorpora a trama de Ball em vários momentos existencialistas do filme.</p>
<p>O elenco escolhido para encarnar o vazio existencial da <em>american beauty</em> é a peça que conclui com perfeição o quebra-cabeça desta joia da sétima arte. A dinâmica de cena entre as personagens centrais da trama mostra a qualidade técnica de todos os escolhidos para dar a essas figuras. O Coronel Frank Flitts (Chris Cooper) e seu comovente segredo; o amor psicológico entre Jane e Rick Flitts (Wes Bentley); a dualidade da personagem de Mena Suvari; as discussões intensas entre o casal vivido por Kevin Spacey e Annette Bening, etc. Cada uma dessas cenas faz do filme algo fora do comum. É admirável e evidente a qualidade artística do casal principal – fator que os fez ganhar diversos prêmios por seus personagens, incluindo a vitória de Spacey e a indicação de Annette ao Oscar.</p>
<p>O conjunto de execuções minuciosas e extraordinárias fez com que a estreia de Mendes no cinema merecesse o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, entre outras três indicações na premiação. No total, <em><strong>Beleza Americana</strong></em> fechou seu circuito de competições com nada menos que 89 vitórias dentre as 160 indicações recebidas. Hoje, vinte anos após sua glória, o filme ainda vive no hall da fama por inaugurar uma era onde a crítica escancarada ao mito da perfeição humana passa a ser um tema amplamente comum. Além disso, o longa reforça uma cultura estética da simbologia por trás da imagem com originalidade invejável e atuações que são, até hoje, aplaudidas de pé.</p>
<p>Confira mais especiais do <strong>Coisa de Cinéfilo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/especiais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>clicando aqui</em></a></strong>!</p>
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		<title>Crítica: Capitã Marvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:24:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a Marvel Studios faz com Capitã Marvel aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a <em>Marvel Studios</em> faz com <strong><em>Capitã Marvel</em></strong> aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos heróis predecessores do estúdio, equilibrando pontos fortes e fracos da tal &#8220;fórmula Marvel&#8221; de fazer filmes.</p>
<p>É interessante notar como a primeira aventura-solo de uma heroína do estúdio de <em>Vingadores</em>, quase não consegue encontrar uma linha coerente de construção da sua história por conta de um desarranjado e confuso primeiro ato. Dando conta de memórias esparsas da sua personagem-título, os primeiros minutos de <strong><em>Capitã Marvel</em> </strong>são marcado por fragmentos do passado de Denvers que surtiriam maior efeito na construção da empatia do espectador com a personagem caso tivessem seguido uma costura cronológica convencional.</p>
<p><em><strong>Capitã Marvel</strong></em> é o tipo de filme que precisa de uma história de origem que o estúdio parece evitar por conta de um estigma que ronda os círculos de recepção desse tipo de produção, o de que histórias com esse viés não funcionam mais no nicho de super-heróis. Balela! Uma história como a da Capitã Marvel, uma heroína não tão conhecida do público como Batman ou Homem-Aranha precisa de uma origem, até para criar um laço afetivo do público com a personagem, uma empatia. O filme destrói isso com uma síntese mal feita dos primeiros anos da personagem, indo direto ao ponto, o momento em que ela já é a super poderosa Capitã Marvel. Assim fica difícil para o espectador construir empatia com a heroína.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10231" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="capitã marvel" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com pouco background para a protagonista, falta ao filme marcar a singularidade da sua super-heroína que surge nas telas como mais uma personagem do estúdio repleta de poderes. Aos olhos do espectador que desconhece sua gênese nas HQs, as potencialidades fantásticas de Carol Denvers são completamente genéricas, típicas de quaisquer uma dessas personagens do gênero. O longa até tenta recobrar aspectos da vida passada da Capitã a fim de criar alguma empatia com o espectador, o que inclui a ótima participação da sempre notável Annette Bening, mas daí temos uma reviravolta que traz mais um vilão esquecível na biografia do estúdio.</p>
<p>Brie Larson segura bem as pontas da produção, ainda que seja prejudicada pelo filme. Os melhores momentos da atriz acontecem quando ela surge ao lado de Samuel L. Jackson interpretando um Nick Fury rejuvenescido. Fazendo o que boa parte das produções do estúdio fizeram e que acabaram moldando o cinema <em>blockbuster</em> de uns anos para cá, <em><strong>Capitã Marvel</strong></em> faz essa aventura juvenil repleta de humor adolescente, com ambições modestas ainda que seus efeitos especiais e o barulho da sua ação anunciem o contrário. Na fórmula há também <em>easter eggs</em> nostálgicos (já que se passa nos anos de 1990) que fazem qualquer sacada da produção soar genial. É um filme aquém do que os poderes da sua protagonista anunciam.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anna Boden e Ryan Fleck<br />
<strong>Elenco:</strong> Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Annette Bening, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Mckenna Grace, London Fuller, Clark Gregg, Gemma Chan, Djimon Hounsou, Lee Pace</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YjmJyZl4vmQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/">Crítica: Capitã Marvel</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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