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	<title>Arquivos Aniquilação - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Aniquilação - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Aniquilação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Apr 2018 15:06:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aniquilação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longa da história, diversas pessoas e/ou obras foram renegadas logo de cara. A visão de algumas pessoas fez com que o resto da sociedade as julgasse por não entenderem o seu trabalho. Galileu Galilei e a descoberta do formato redondo da Terra; Vincent Van Gogh e seu precoce impressionismo; e Alfred Hitchcock e o execrado Psicose (1960). Esses e alguns outros visionários em seus respectivos campos de atuação foram condenados pela sociedade por estarem a frente dos demais, por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longa da história, diversas pessoas e/ou obras foram renegadas logo de cara. A visão de algumas pessoas fez com que o resto da sociedade as julgasse por não entenderem o seu trabalho. Galileu Galilei e a descoberta do formato redondo da Terra; Vincent Van Gogh e seu precoce impressionismo; e Alfred Hitchcock e o execrado <i>Psicose</i> (1960). Esses e alguns outros visionários em seus respectivos campos de atuação foram condenados pela sociedade por estarem a frente dos demais, por terem uma capacidade de visualizar algo muito além daquele momento. Alfred Hitchcock, por exemplo, teve que financiar a produção de <i>Psicose</i> sozinho por ninguém – além de sua esposa Alma – ter acreditado e apoiado seu projeto,. Hoje essa é a obra mais conhecida e renomada de sua carreira, além  ser um ícone clássico do universo do suspense e terror.</p>
<p>Recentemente foi iniciada uma discussão semelhante ao ocorrido com estes três senhores citados anteriormente. O lançamento mundial do segundo filme do roteirista e diretor Alex Garland abriu uma discussão intensa sobre a qualidade da sua nova obra. <i>Aniquilação</i> – cujo é baseado no livro de mesmo nome escrito por Jeff VanderMeer – teve sua capacidade como obra cinematográfica questionada desde o seu lançamento nos cinemas americanos. Pouco após sua estreia, a distribuidora <em>Paramount Pictures</em> começou a duvidar da capacidade do filme de alcançar uma grande bilheteria e, por essa razão, decidiu vender os direitos de distribuição para a Netflix. Hoje, com pouco mais de duas semanas que foi lançado mundialmente pelo serviço de streaming, <i>Aniquilação</i> divide opiniões quanto o seu papel como um longa de ficção científica que permeia estilo <em>lovecraftiano</em> de fazer terror.</p>
<p>Após o surpreendente e confuso retorno de Kane (Oscar Isaac), Lena (Natalie Portman) decide participar de uma expedição perigosa e secreta para descobrir o que aconteceu com seu marido. Sob o comando da Dra. Ventress (Jennifer Jason Leigh), a psicóloga da base militar americana, Lena e mais três mulheres vão para a Área X, o espaço onde está o Brilho – nome do local misterioso onde nenhuma lei da natureza se aplica da maneira como a humanidade a conhece. O problema da missão não será responder as perguntas que cada uma dessas cinco mulheres carrega, mas entender todas as respostas que estão contidas no Brilho.</p>
<p>Garland ficou conhecido por seu talento ao roteirizar longas-metragens como <i>Extermínio</i>, de 2002, <i>Não</i><i> Me Abandone Jamais</i>, de 2010, e <i>Dredd</i>, de 2012. Seu ápice de criatividade e demonstração de talento foi, entretanto, mostrado para o mundo apenas em 2015 quando ele estreou como diretor com o longa-metragem <i>Ex</i> <i>Machin</i><i>a</i>, cujo lhe rendeu diversos prêmios e indicações na categoria de &#8220;Melhor Roteiro Original&#8221;. <i>E</i><i>x</i> <i>Machina</i> marcou o início de uma carreira espetacular e reconhecida com a ficção científica e suas possibilidades. E o controverso <i>Aniquilação</i> vem para fortalecer ainda mais a sua marca de novo gênio do <em>sci-fi</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8844" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/5660854.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>As críticas mais frequentes ao longa são a direção um tanto quanto pobre para o potencial do filme e a incompreensão do plot, em especial o desfecho da película. A primeira crítica é verdadeira. Alex deixa um pouco a desejar em sua direção. A partir do momento que ele está à frente de um projeto em que o espaço é uma personagem viva e com papel fundamental para a trama, o uso de planos gerais é algo evidente. O protagonismo dado ao brilho não foi o que ele necessitava. Essa falta vai acarretar em problemas ao decorrer da trama, atrasando a compreensão do público numa parte crucial do filme.</p>
<p>A crítica criada em volta do enredo, em especial sobre o desfecho da película, cai exatamente na questão da incompreensão das pessoas. Primeiro o espectador precisa entender que essa obra é baseada numa trilogia e, mesmo que a adaptação tenha se distanciado em diversas passagens do livro, não deixa de fazer parte do universo criado por VanderMeer, o que justifica deixar algumas perguntas sem resposta &#8211; dando margem a continuações. Atrelado a isso, a complexidade do universo contido na Área X e todos os seus mistérios estão diretamente ligados a questões filosóficas levantadas ao longo do filme, questões sobre as atitudes humanas em todos os aspectos possíveis.</p>
<p>O brilhantismo de Garland ao adaptar a obra de VanderMeer é estonteante. E o resultado só poderia ter sido algo espetacular. O roteiro cria uma atmosfera sci-fi aterrorizante, fazendo com que o público se sinta imerso numa área de medo e ficção como foi a viagem no Nostromo de <i>Alien</i> (1979).  <i>Aniquilação</i> é uma produção que foi feita com maestria em diversos aspectos técnicos – destacando-se na fotografia, design de produção e efeitos especiais – além do trabalho de Alex. O elenco também foi muito bem escolhido e, mesmo sem obter um protagonismo como no livro, as personagens secundárias interpretadas por Jennifer Jason Leigh e Gina Rodriguez tiveram um desenvolvimento bom. E a atuação de Portman, como sempre, dispensa comentários.</p>
<p>Apesar de todas as críticas, apesar de ter sido desacreditado pelo próprio estúdio, <em>Aniquilação</em> se mostrou poderoso e apreciado pelo público. Os maiores sites de críticas do mundo deram uma ótima avaliação para ele. <em>Aniquilação</em> precisa apenas de uma mente aberta para aqueles que questionam o filme pela decisão da <em>Paramount</em> e para os fãs da saga que questiona as mudanças feitas entre o livro e o longa-metragem. O resultado final do longa é poderoso e precisa ser apreciado por todos que apreciam os universos da ficção e do horror. Para as outras pessoas, caso se permitam assistir ao filme, estejam preparados para uma jornada perturbadora, confusa e excelente.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z9B-DlNn0-8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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