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	<title>Arquivos Amy Ryan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Amy Ryan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ponte de Espiões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 13:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como A Lista de Schindler ou O Resgate do Soldado Ryan, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como Lincoln (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo Amistad. O Spielberg escapista sempre me pareceu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3804" aria-describedby="caption-attachment-3804" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3804 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3-620x310.jpg" alt="bridge3" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3804" class="wp-caption-text">Guerra Fria: Spielberg retrata bem o clima de falsa animosidade do período em Ponte dos Espiões</figcaption></figure>
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<p>O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como <i>A Lista de Schindler </i>ou <i>O Resgate do Soldado Ryan</i>, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como <i>Lincoln</i> (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo <i>Amistad</i>. O Spielberg escapista sempre me pareceu mais sedutor e sem auto-censura, um cineasta que não condena as suas próprias inclinações com a emoção escancarada, o universo da infância e a imaginação sem limites. Particularmente, prefiro esse Spielberg que fez minha infância com a franquia <i>Indiana Jones</i>, <i>Jurassic Park </i>e <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i> a versão mais &#8220;controlada&#8221; e sisuda do diretor. <i>Ponte dos Espiões </i>pertence ao grupo dos longas &#8220;sérios&#8221; da carreira do realizador, nos coroando com sua leitura sobre a Guerra Fria. Ainda bem que, mesmo que seja um Spielberg realista, <i>Ponte dos Espiões </i>é um longa que caminha na mesma linha de excelência de <i>A Lista de Schindler </i>e <i>O Resgate do Soldado Ryan </i>e evita os caminhos de <i>Lincoln </i>ou <i>Amistad</i>.</p>
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<p>Ambientado na Guerra Fria, <i>Ponte dos Espiões </i>conta o caso verídico de um advogado que trabalhava com conflitos judiciais envolvendo seguros e foi convocado para defender um espião soviético preso pelo governo norte-americano. No decorrer do julgamento, o protagonista acaba sendo enviado para Berlim a fim de que possa negociar a libertação do espião em troca de um agente norte-americano capturado pelos soviéticos.</p>
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<figure id="attachment_3805" aria-describedby="caption-attachment-3805" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3805 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02-620x362.jpg" alt="bridge-of-spies-02" width="620" height="362" /></a><figcaption id="caption-attachment-3805" class="wp-caption-text">Achado: Premiado no teatro e recém indicado ao Emmy, Mark Rylance tem a melhor performance do filme e pode concorrer ao próximo Oscar</figcaption></figure>
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<p><i>Ponte dos Espiões </i>é um filme cujas ações ocorrem quase que em sua totalidade nas conversas e negociações de gabinete que são protagonizadas pelos seus personagens, algo bem parecido com o que Spielberg fez em <i>Lincoln</i>. Porém, curiosamente, <i>Ponte dos Espiões </i>evita a pomposidade do longa anterior do diretor e opta até mesmo por um certo bom humor para tornar a história fluida &#8211; nisso, a co-autoria do roteiro pelos irmãos Coen deve ter favorecido o filme. Spielberg consegue transpor para a  tela o clima da Guerra Fria em suas paranóias, conversas sigilosas e a tensão acobertada pelo clima de uma falsa amistosidade.</p>
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<p>É certo que ao inserir todas as ações do longa em ambientes fechados como escritórios, salas de audiência e gabinetes, Spielberg acaba fazendo com que seu filme não tenha tantos momentos visualmente icônicas como o restante da sua filmografia, que entre tantas referências visuais podemos listar a violenta sequência do ataque na praia de Omaha em <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> ou a inesquecível bicicleta voadora em <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i>, mas seria incoerente o realizador encher <i>Ponte dos Espiões </i>desses momentos, afinal estamos tratando de um período pós-Segunda Guerra Mundial marcado pela presença de conflitos e do receio de levá-los da &#8220;porta para fora&#8221;. A sobriedade e o cuidado com os excessos são fundamentais e revelam-se como escolhas acertadas do realizador.</p>
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<figure id="attachment_3806" aria-describedby="caption-attachment-3806" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3806 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5-620x349.jpg" alt="maxresdefault (5)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3806" class="wp-caption-text">Portas fechadas: Filme se passa em muitos ambientes fechados, mas evita a verborragia de Lincoln</figcaption></figure>
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<p>À frente do seu filme, Spielberg conta com Tom Hanks que confere não apenas credibilidade ao protagonista mas também a empatia do público, já que seus propósitos, profissionais ou familiares, são compreensíveis e passíveis de admiração. <i>Ponte dos Espiões </i>conta ainda com a presença de um verdadeiro achado chamado Mark Rylance, ator que interpreta o espião soviético Rudolf Abel, peça central da negociação EUA e União Soviética mostrada no filme. Mark Rylance é responsável por uma composição meticulosa e muito interessante, transformando Rudolf Abel em um tipo peculiar, mas não uma caricatura através do seu jeito calmo, olhar pacífico e sua voz suave . Rylance já venceu prêmios importantes do teatro como o Olivier e o Tony, foi indicado ao Emmy por seu papel na minissérie <i>Wolf Hall</i> e tem chances de ser indicado ao Oscar por esse longa. Se ocorrer a nomeação, será bem merecido.</p>
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<p> Nada burocrático ou aborrecido, <i>Ponte dos Espiões </i>é um filme que aborda questões históricas e políticas sérias sem esquecer do seu aspecto humano e, consequentemente, da sua conexão com o espectador. É claro que nos minutos finais do seu filme, Steven Spielberg não se esquece de sublinhar o esforço empreendido pelo seu protagonista, alçando-o a categoria de herói sem concessões. Não estaríamos falando de um filme de Steven Spielberg caso o longa não apresentasse este arco dramático. O que importa é que <i>Ponte dos Espiões </i>consegue ter consistência, coerência e logicidade interna, aspectos que não chegam a transformá-lo em mais uma obra-prima de Steven Spielberg (está difícil encontrá-la na filmografia recente do diretor), mas, pelo menos, em um excelente filme.</p>
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		<title>Crítica: Goosebumps &#8211; Monstros e Arrepios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2015 13:34:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Odeya Rush]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Sucesso da década de 1990 graças à imaginação do escritor R.L. Stine, a série literária de terror juvenil Goosebumps ganha uma nova versão cinematográfica em 2015. Goosebump também já virou série pela Fox, que trazia diversas histórias publicadas em cerca de sessenta livros, cada uma com universos e personagens diferentes. Tratava-se de um apanhado de narrativas feitas para o público infantil e adolescente, trazendo tramas com fantasmas e monstros que não necessariamente metem medo em um público mais experiente. A proposta de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3832" aria-describedby="caption-attachment-3832" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/goosebumps.0.0.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3832 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/goosebumps.0.0-620x349.jpg" alt="goosebumps.0.0" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3832" class="wp-caption-text">Carisma: Através de Jack Black, filme presta sua homenagem ao criador de Goosebumps</figcaption></figure>
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<p>Sucesso da década de 1990 graças à imaginação do escritor R.L. Stine, a série literária de terror juvenil <i>Goosebumps</i> ganha uma nova versão cinematográfica em 2015. <i>Goosebump </i>também já virou série pela Fox, que trazia diversas histórias publicadas em cerca de sessenta livros, cada uma com universos e personagens diferentes. Tratava-se de um apanhado de narrativas feitas para o público infantil e adolescente, trazendo tramas com fantasmas e monstros que não necessariamente metem medo em um público mais experiente. A proposta de Stine é abordar tudo com muito humor em narrativas que geralmente trazem jovens em meio ao universo fantástico proposto pelo autor quando se mudam para um novo bairro e acabam de passar por eventos traumáticos.</p>
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<p>O longa de Rob Letterman inicia sua história nos apresentando a um desses jovens, Zach, interpretado, Dylan Minnette. Ele acaba de se mudar para Greendale, no estado de Maryland, com sua mãe Gale, personagem da atriz Amy Ryan. Zach e Gale mudam-se para a cidade após um evento traumático na família e têm que se adaptar a nova vida na escola local, onde ele entra como calouro entre os alunos e ela passa a trabalhar na diretoria. A vida de Zach é colocada de cabeça para baixo quando ele conhece o seu estranho vizinho, interpretado pelo ator Jack Black, e sua filha Hannah, por quem o protagonista se apaixona. Inesperadamente, esta relação será o estopim para a libertação de uma série de estranhas criaturas aprisionadas em um outro universo e que passam a infernizar a vida dos moradores de Greendale.</p>
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<figure id="attachment_3835" aria-describedby="caption-attachment-3835" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/goosebumps-picture01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3835 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-6-620x349.jpg" alt="maxresdefault (6)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3835" class="wp-caption-text">Abominável monstro das neves: Personagem é uma entre várias criaturas do universo de Stine que aparecem no longa</figcaption></figure>
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<p>Tendo feito sua carreira basicamente na animação, com produções como <i>Monstros vs. Alienígenas</i> e <i>O Espanta Tubarões &#8211; </i>o único trabalho dele com atores de carne e osso foi um nada animador <i>As Viagens de Gulliver</i>, também com Jack Black no elenco &#8211; Rob Letterman demonstra outro fôlego em <i>Goosebumps</i>. <i>Goosebumps &#8211; Monstros e Arrepios</i> é um produto bem mais interessante na carreira do diretor. Com o roteiro de Darren Lemke (<i>Jack, o caçador de gigantes</i>), Letterman faz um filme metalinguístico que se enquadra na mesma categoria de alguns dos melhores filmes do gênero para públicos juvenis e que já se tornaram os icônicos clássicos da &#8220;Sessão da Tarde&#8221; dos anos 90, uma espécie de <i>Jumanji </i>dos nossos tempos, com todas as criaturas concebidas por R.L. Stine invadindo o mundo real e muita correria, <i>gags</i>, adolescentes lidando com a descoberta do amor e um adulto de passado conturbado, mas suavizado pelo humor e pelo carisma de uma figura como Jack Black.</p>
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<p>Estruturalmente, <i>Goosebumps &#8211; Monstros e Arrepios </i>não subverte nenhuma regra, nem precisaria, sua proposta não é essa. A ideia é se apoiar em marcas do modelo de narrativa da &#8220;aventura juvenil&#8221; e entregar um filme que reverencia não apenas a série literária de R. L. Stine como também a série de TV que os contos originaram. Os responsáveis por essa adaptação inseriram figuras icônicas desse universo, incluindo a mais representativa de todas elas, o boneco de ventríloco Slappy, além disso encontram no filme uma forma de homenagear o seu escritor através do personagem de Jack Black.</p>
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<figure id="attachment_3834" aria-describedby="caption-attachment-3834" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/goosebumps-picture01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3834 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/goosebumps-picture01-600x400.jpg" alt="goosebumps-picture01" width="600" height="400" /></a><figcaption id="caption-attachment-3834" class="wp-caption-text">Ecos de Jumanji: Filme dialoga com a aventura juvenil protagonizada por Robin Williams na década de 90</figcaption></figure>
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<p>Divertido e afetuoso, <i>Goosebumps &#8211; Monstros e Arrepios </i>é uma aventura juvenil que demonstra potencial para agradar públicos de diversas faixas e com diversos tipos de relação com a obra original, ou seja, iniciados ou não na série de Stine irão se esbaldar. Rob Letterman conseguiu criar o seu próprio parque de diversões nostálgico com uma pontinha de originalidade e um tratamento interessante a universos já concebidos em outra plataforma. Em suma, ele foi certeiro.</p>
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