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	<title>Arquivos Amanda Seyfried - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Amanda Seyfried - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vozes e Vultos (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 15:36:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O gênero terror pode ter várias vertentes: cósmico, gore, trash, found footage, entre outros. Dentro desta esfera, existe o Terror Psicológico – um estilo bastante utilizado e bem visto na contemporaneidade, inclusive. Ele vem para tratar sobre a dinâmica dos artifícios da mente humana, versus o poder do sobrenatural e o caos que pode ser evocado através dos truques da psique. A partir desta lógica, pode-se dizer, talvez, que existam três tipos de narrativa dentro deste subgênero. Em algumas produções, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero terror pode ter várias vertentes: cósmico, <em>gore, trash, found footage</em>, entre outros. Dentro desta esfera, existe o Terror Psicológico – um estilo bastante utilizado e bem visto na contemporaneidade, inclusive. Ele vem para tratar sobre a dinâmica dos artifícios da mente humana, versus o poder do sobrenatural e o caos que pode ser evocado através dos truques da psique. A partir desta lógica, pode-se dizer, talvez, que existam três tipos de narrativa dentro deste subgênero. Em algumas produções, a ausência da sanidade justifica acontecimentos sinistros. Em outras, há, de fato alguma presença maligna, que faz as personagens duvidarem de suas certezas.</p>
<p>Em <strong><em>Vozes e Vultos</em></strong> vê-se o terceiro caso. Baseado no livro <em>All Things Cease to Appear</em>, de Elizabeth Brundage, ele é uma mescla entre as duas possibilidades, o espectador vai desvendando o mistério posto no enredo e descobrindo que existem duas questões centrais aqui: a presença de espíritos dentro da nova casa da família Claire e a verdade sobre George (James Norton), o inescrupuloso marido da protagonista, Catherine (Amanda Seyfried, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mank-netflix/"><em>Mank</em></a>). Enquanto um dos caminhos é mais elaborado, chegando fragmentado e com furos no roteiro, o segundo vem como um <em>plot twist</em> para a história e acaba por salvar um pouco da qualidade do longa-metragem.</p>
<p>O que acontece durante é a projeção é uma falta de habilidade para construir o roteiro. As emoções, conflitos e medos chegam todos repentinos, antes que tenha sido construída uma atmosfera de tensão ou até mesmo que haja uma ambientação sobre a residência fantasmagórica e a cidade para onde Catherine se mudou com George e a filha. As informações são jogadas de maneiras aleatórias, deixando uma impressão de que, talvez, também tenha existido um problema na sala de edição.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14138" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vozes-vultos-terror-filme-netflix.jpg" alt="Vozes e Vultos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vozes-vultos-terror-filme-netflix.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vozes-vultos-terror-filme-netflix-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vozes-vultos-terror-filme-netflix-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vozes-vultos-terror-filme-netflix-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A sensação é a de que faltam sequência que justifiquem as explosões e os embates do casal, bem como o pavor ou tranquilidade em relação às situações apresentadas. Um exemplo que pode ser citado é o da cena entre Catherine e Floyd (F. Murray Abraham!!!!, <em>Ilha dos Cachorros</em>). Convenientemente, os dois estão no corredor da casa da jovem e ambos enxergam uma luminosidade passando na janela. Em um diálogo preguiçoso e ansioso, eles combinam que irão fazer uma sessão para conversar com o espírito e que vai ficar tudo bem. Este tipo de momento é recorrente em <strong><em>Vozes e Vultos</em></strong><em>.</em></p>
<p>Assim, o público pode ficar se perguntando: Quando foi que Catherine começou a parou de ter medo do fantasma da casa? Como Floyd e ela se aproximaram tanto? De onde vem essa organização que faz sessões espíritas na cidade? Fora ao fato de que o próprio Floyd desaparece e ninguém parece notar o fato. Diversos questionamentos emergem insistentemente na sessão, pois não há uma linha contínua na trama e sim saltos, que deixam incômodo acompanhar a obra inteira. Este é, sem dúvida o maior defeito aqui e é algo que compromete a totalidade da produção. No entanto, um único elemento faz a experiência valer um tanto.</p>
<p>A relação entre o casal principal é elaborada com mais cuidado e atenção. A personalidade de ambos vai sendo revelada aos poucos e fomentando a trajetória de Catherine, bem como apresentando o tamanho do perigo que George oferece, progressivamente. De marido atencioso, ele é colocado com um traidor. Em seguida, é entendido que ele não é apenas um “boy lixo”, mas também um homem perigoso, mentiroso e que não mede esforços ou ações para continuar aplicando seus golpes.</p>
<p>Quando a sua figura é totalmente mostrada, finalmente alguma tensão é posta em cena e o início do terceiro ato acaba por sendo a melhor parte do filme. No entanto, esta escolha dos roteiristas acaba sendo mal aproveitada e o desfecho do longa é desleixado, preguiçoso e até óbvio. No geral, <strong><em>Vozes e Vultos</em></strong> falha como terror, como adaptação e como produção cinematográfica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shari Springer Berman, Robert Pulcini</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Amanda Seyfried, James Norton, F. Murray Abraham</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sxDEHbUlSzY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mank (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 16:11:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Responsável por A Rede Social e Garota Exemplar, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série Mindhunter, também da Netflix. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu Mank, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941). Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por <em>A Rede Social</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série <em>Mindhunter</em>, também da <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/"><em>Netflix</em></a>. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu <strong><em>Mank</em></strong>, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, <em>Cidadão Kane</em> (1941).</p>
<p>Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo que não deixe de pontuar questões importantes a serem debatidas sobre os comportamentos da época. A ambientação é o que faz o espectador se inserir por completo nesta história que passeia por várias temáticas e personas, se aprofundando o necessário, sem cair no erro do excesso.</p>
<p>Os personagens são bem trabalhados nas suas personalidades, ampliando o círculo de protagonismo e permitindo a todos uma inserção real na história. A atuação de Gary Oldman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) é absolutamente impecável e digna de sua indicação a premiações. Ele intensifica o duplo lado de Mank: o alcoólatra que é sempre demitido e negligencia o trabalho em paralelo com o homem preocupado que salvou a vida de dezenas de alemães, que fugiam da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Amanda Seyfried (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mamma-mia-la-vamos-nos-de-novo/"><em>Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</em></a>) vive Marion Davies, atriz que teve importante papel na construção do roteiro de Cidadão Kane. Ela protagoniza pontuais e importantes momentos no longa, o que lhe rendeu a sua primeira e merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13890" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png" alt="Mank" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ser pretensioso é um dos maiores problemas de <em><strong>Mank</strong></em>. O espectador mais atento consegue perceber constantemente que Fincher tinha a intenção de criar algo grandioso, uma obra-prima, um filme memorável. E por mais que no fundo saibamos que essa é a intenção da maioria dos cineastas com produções importantes, perceber isso em cena é problemático. É como se o diretor estivesse o tempo todo dizendo: &#8220;Olha como eu sou excelente, olha como essa construção é impecável&#8221;. Falta sutileza na direção.</p>
<p>Ainda assim, David Fincher apresenta um dos melhores trabalhos de sua carreira. Este roteiro foi criado em parceria com o pai dele, Jack Fincher, e levou anos sendo maturado e lapidado, até finalmente chegar às telonas. Esse cuidado de aparar as arestas é perceptível, já que não vemos excessos no longa. Ele caminha ligando todos os elementos e apresentando ao espectador os detalhes necessários da história.</p>
<p><em><strong>Mank</strong> </em>é um ótimo filme que merece todas as indicações que recebeu no Oscar 2021. No entanto, arrisco dizer que, mesmo liderando em número de indicações, ele não será o favorito para levar estatuetas. Não por não ter a qualidade necessária, mas por não ser tão apelativo como outros concorrentes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Fincher<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Joseph Cross, Tuppence Middleton, Tom Burke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vuKEg9qgDOc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Aug 2018 23:07:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de Mamma Mia!, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. Mamma Mia! Lá vamos nós de novo chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de <em>Mamma Mia!</em>, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. <em>Mamma Mia! Lá vamos nós de novo</em> chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o sentimento puro de diversão de quando se é criança.</p>
<p>A nova película distribuída pela Universal Pictures segue os passos de sua história antecessora sem perder seu caráter próprio. Com sua narrativa dividida entre passado e presente, o elenco espetacular de <em>Mamma Mia!</em> levará o público a mais uma jornada encantadora e divertida pelo mundo da música. A partir das novas interpretações das músicas do ABBA, todo o cenário da juventude de Donna é apresentado para o público, mostrando em detalhes os fatos mencionados na produção de 2008.</p>
<p>Para homenagear sua falecida mãe, Sophie (Amanda Seyfried) reforma todo o hotel e o transforma no verdadeiro paraíso que Donna (Meryl Streep) sempre sonhou. Para a grande reinauguração que está se aproximando, Sophie convida as melhores amigas de mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), e seus três pais, Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgård) e Harry (Colin Firth). Motivada por esse reencontro e por uma feliz surpresa – ela está grávida – Sophie irá mergulhar nas memórias e aventuras da juventude de sua mãe, período no qual Donna (Lily James) conheceu os três pais de sua filha, se estabeleceu na ilha Kalokairi e engravidou.</p>
<p>A primeira coisa que deve ser falada sobre <em>Mamma Mia! 2</em> é o cuidado da produção. Cuidado em respeitar a ideia original do projeto, cuidado ao escolher as novas músicas e atores e, principalmente, cuidado ao dar continuidade ao trabalho feito por Phyllida Lloyd e Catherine Johnson, que fez a história dessa sequência em parceria com Richard Curtis (roteirista dos dois primeiros <em>Bridget Jones</em>). Ao lado desse esmero com a lealdade e respeito ao ideal da narrativa, o desempenho do diretor Ol Parker (<em>Agora e para sempre</em>, de 2012) é merecedor de aplausos. O trabalho de Parker não envolve nada impensado ou inédito, mas a fidelidade presente no produto final e, ao mesmo tempo, a existência de sua assinatura própria são qualidades admiráveis que merecem ser parabenizadas. Além de ter posto tudo isso em prática na direção, Parker segue a mesma linha de trabalho como roteirista da película.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9189" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/5751633.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cena do Filme Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" width="610" height="348" /></p>
<p>Ao lado desse trabalho técnico incrível e de uma produção dessa magnitude, nada mais justo do que ter um elenco  tão extraordinário. E é justamente isso que a produtora Legendary Entertainment entrega. Com o retorno dos queridos atores do primeiro longa-metragem e a participação dos novos integrantes, a Legendary forma um elenco completamente coeso que dá vida da melhor forma possível a mais uma aventura inspirada pelas músicas do grupo ABBA. É preciso destacar as performances de Lily James (<em>Em ritmo de fuga</em>, de 2017) e Amanda Seyfried (<em>Os miseráveis</em>, de 2012) que vão além e tornam a experiência do longa ainda melhor. Seyfried, com toda a sua maturidade artística, volta a interpretar Sophie com uma carga dramática aprofundada e presenteia o público mais uma vez com sua belíssima voz. Por outro lado, James se une ao filme para tomar o cativante lugar da magnífica Meryl Streep – o que não é uma tarefa fácil. O talento já provado pela atriz em seus últimos trabalhos – como o recente <em>A hora mais escura</em>, de 2017 – mostra que a jovem inglesa é capaz de ir bem longe.</p>
<p>Como um dos fatores principais da película, a trilha sonora fala por si só. Já disponível nas plataformas digitais desde o dia 13 de julho, o álbum de <em>Mamma Mia! Here we go again</em> (título original) é uma amostra do quão sensacional é o produto final e também é um lembrete do quão fantástico e marcante foi a história do ABBA. Mesclando algumas músicas já conhecidas pelos fãs do musical e interpretações inéditas, o público sairá das sessões cantando sem parar uma playlist tão marcante quanto a do primeiro longa-metragem.</p>
<p>Por fim – e para fugir do habitual – preciso sair da tentativa de objetividade para entrar na esfera pessoal. Por mais que esse seja um tipo de texto opinativo, sempre tento expressar minhas percepções da maneira menos parcial possível, para que não estrague nenhuma experiência cinematográfica. Hoje, contudo, me deparo com a necessidade de tentar descrever o indescritível. De um fã declarado e absoluto de musicais &#8211; em especial de <em>Mamma Mia! </em>que marcou a minha infância &#8211; para você que tem a mínima intenção de ir aos cinemas para ver essa obra, só posso te dizer uma coisa: vá! Não pense duas vezes, apenas se dirija até um caixa e compre o seu ingresso. A experiência de assistir esse filme foi uma mistura de nostalgia, orgulho e alegria. E este último sentimento é o resultado final da sessão, uma alegria infinita e pura. A leveza da história unida às músicas e seus respectivos números musicais fazem com que você sinta uma alegria genuína que se tem na infância e que me levou para os meus dez anos, quando assistia sem parar ao primeiro longa. Se você quer sentir essa sensação pura e única que só trabalhos especiais como este podem lhe proporcionar, corra já para o cinema mais próximo e se permita ser criança mais uma vez.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YClcvscKf3w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Peter Pan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2015 22:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Peter Pan, no original somente Pan, nasceu como um projeto que traria para o público as origens dos personagens criados por J.M. Barrie em seu homônimo. Como Peter foi parar na Terra do Nunca? Como ele se tornou o líder dos Garotos Perdidos? E, ainda, como Peter conheceu aquele que mais tarde viria a ser o seu maior inimigo, o capitão Gancho? O filme, portanto, se apresenta como uma variação de uma tendência recente em Hollywood de adaptações de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3747" aria-describedby="caption-attachment-3747" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panandhook_780x430.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3747 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panandhook_780x430.jpg" alt="panandhook_780x430" width="600" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3747" class="wp-caption-text">A origem: A amizade entre Peter Pan e Gancho é o mote de Peter Pan</figcaption></figure>
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<p><i>Peter Pan</i>, no original somente <i>Pan</i>, nasceu como um projeto que traria para o público as origens dos personagens criados por J.M. Barrie em seu homônimo. Como Peter foi parar na Terra do Nunca? Como ele se tornou o líder dos Garotos Perdidos? E, ainda, como Peter conheceu aquele que mais tarde viria a ser o seu maior inimigo, o capitão Gancho? O filme, portanto, se apresenta como uma variação de uma tendência recente em Hollywood de adaptações de contos de fadas em <i>live action</i>. Em <i>Peter Pan</i>, ao invés de preservar a história tal qual a conhecemos, o diretor Joe Wright e os produtores responsáveis resolveram buscar nas origens do personagem a verdadeira razão de ser do filme em meio a tantas leituras do mesmo universo. As intenções são muito bem-vindas e até certo ponto Wright consegue imprimir uma certa originalidade na sua versão de <i>Peter Pan</i>, o problema é que depois de meia hora de projeção a história desanda e o que o público acompanha é um exemplar genérico e completamente supérfluo do gênero fantasia que não cumpre nem a metade da sua proposta inicial.</p>
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<p>Como já adiantamos, <i>Peter Pan </i>traz a história da origem do personagem icônico das histórias infantis. O diretor Joe Wright e o roteirista Jason Fuchs iniciam a sua trama com Peter sendo deixado pela sua mãe em um orfanato administrado por freiras. Peter cresce em meio às injustiças e maus tratos do lugar até que durante uma madrugada é capturado por piratas a mando do perverso capitão Barba Negra, para quem passa a trabalhar nas minas da Terra do Nunca. Lá, Peter conhece um jovem chamado James Gancho e descobre que está predestinado a liderar o povo da Terra do Nunca contra as maldades de homens como Barba Negra.</p>
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<figure id="attachment_3748" aria-describedby="caption-attachment-3748" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/PanBar640.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3748 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/PanBar640-620x351.jpg" alt="IMG_1779.DNG" width="620" height="351" /></a><figcaption id="caption-attachment-3748" class="wp-caption-text">Vilão: Hugh Jackman encarna o perverso Capitão Barba Negra</figcaption></figure>
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<p>À primeira vista, Joe Wright parece ser o diretor ideal para conduzir a releitura de qualquer clássico. O realizador fez maravilhas com sua &#8220;trilogia&#8221; protagonizada por Keira Knightley, tornando possível não apenas a adaptação para as telonas de textos de autores tão diversos e difíceis como Jane Austen (<i>Orgulho e Preconceito</i>), Ian McEwan (<i>Desejo e Reparação</i>) e Leo Tolstoy (<i>Anna Karenina</i>) como também pertinente o seu olhar cinematográfico particular para a proposta desses escritores em seus respectivos livros. Em <i>Peter Pan</i>, o Joe Wright inquieto e inventivo parece estar presente apenas em meia hora de projeção para logo ceder lugar a um diretor que está apenas cumprindo a sua função de empregado de um estúdio interessado em fornecer ao espectador um <i>blockbuster </i>genérico.</p>
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<p>O início de <i>Peter Pan </i>é relativamente interessante. A dinâmica de Peter e os garotos no orfanato, o sequestro do protagonista pelo grupo do Barba Negra e a apresentação do vilão de Hugh Jackman ao som de &#8220;Smells like teen spirit&#8221; do Nirvana são os pontos altos do filme. Logo em seguida <i>Peter Pan </i>se transforma em um remedo de tramas e ações que não capturam a atenção do espectador, que fica indiferente ao destino do seu protagonista até o desfecho do filme.</p>
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<figure id="attachment_3749" aria-describedby="caption-attachment-3749" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panmovie2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3749 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panmovie2.jpg" alt="panmovie2" width="600" height="315" /></a><figcaption id="caption-attachment-3749" class="wp-caption-text">Tropeços: Filme falha por não levar a sério a sua proposta inaugural de narrar a origem da fábula de maneira inventiva</figcaption></figure>
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<p>Há uma série de referências ao clássico de J. M. Barrie, entre eles a origem dos nomes Gancho, Sininho e Garotos Perdidos, mas tudo é tão evidente que nenhum desses momentos chega a ser fruto do brilhantismo dos seus realizadores, por exemplo, O que fica mais evidente, no entanto, é a maior lacuna em <i>Peter Pan: </i>o longa não entrega as razões para a transformação do Gancho no vilão que conhecemos. Acreditando pretensiosa e gananciosamente que o filme terá uma continuação direta (o que hoje não é uma garantia), os envolvidos resolvem postergar o momento, fazendo com que <i>Peter Pan </i>perca o seu principal mote e aquele que poderia ser um clímax dramático que tiraria a narrativa da completa pasmaceira.</p>
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<p>Com atores do porte de Hugh Jackman, Garrett Hedlund e Rooney Mara sem ter muito o que fazer em cena e com Levi Miller como um jovem protagonista que não compromete o longa, mas também não consegue cativar a plateia, <i>Peter Pan </i>mostra-se como um filme completamente banal, algo inédito na carreira de Wright, que mesmo em filmes considerados medianos e de pouca repercussão como <i>O Solista </i>ou <i>Hanna </i>fazia questão de deixar sua forte personalidade prevalecer na história. O que vemos em <i>Peter Pan </i>é um filme que não consegue cumprir o que prometera ao seu público. O longa parece preferir perder o seu tempo com sequências de ação redundantes, romances que não dizem a que veio e referências ao original jogadas de qualquer jeito na tela ao invés de gerar qualquer empatia espontânea na sua plateia.</p>
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