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	<title>Arquivos Alfre Woodard - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alfre Woodard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Agente Oculto (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 21:19:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É tudo muito pop em Agente Oculto! Seja por seu elenco cheio de figurinhas comumente vistas em Hollywood &#8211; como Ryan Gosling, Chris Evans ou a Ana de Armas-, pela direção dos Irmãos Russo (Vingadores: Ultimato) ou por ser da Netflix, esta é uma produção que quer fazer honra ao seu estrelato e ser cool em cada minuto de sua projeção. Aí, é só chamar o Herry Jackman (Jumanji: Próxima Fase) para trazer uma junção de músicas eletrizantes, colocar menos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É tudo muito pop em <strong><em>Agente Oculto</em></strong>! Seja por seu elenco cheio de figurinhas comumente vistas em Hollywood &#8211; como Ryan Gosling, Chris Evans ou a Ana de Armas-, pela direção dos Irmãos Russo (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) ou por ser da Netflix, esta é uma produção que quer fazer honra ao seu estrelato e ser cool em cada minuto de sua projeção. Aí, é só chamar o Herry Jackman (<em>Jumanji: Próxima Fase</em>) para trazer uma junção de músicas eletrizantes, colocar menos de um segundo para cada plano e transformar um elenco super expressivo fora dali em um nível Keanu Reeves de atuação e se tem o pacote completo deste filme.</p>
<p>E o que isso quer dizer? A primeira coisa que se pode falar é que a maior parte do elenco não consegue imprimir uma emoção na expressão facial. Os textos são ditos de forma mecânica, quase robótica. A única exceção, talvez, seja Wagner Moura (<em>Cidade Baixa</em>), que faz uma pequena participação como Laszlo. Mas, isto não quer dizer que ele estava bem, pelo contrário. Fugindo da neutralidade de sentimentos, Moura vai para a outra ponta e carrega nas tintas. Laszlo é cheio de trejeitos corporais e uma entonação exagerada. Essa característica do <em>casting</em> afasta uma conexão com o público, porém este não é o ponto mais difícil de lidar durante a projeção.</p>
<p>Algumas vezes, circula por aí uma ideia de que filmes de ação precisam ser cobertos de correria e adrenalina. Essa noção está impregnada neste longa-metragem. Não existem respiros aqui e isso acaba deixando a tarefa de torcer pelo protagonista Six (Gosling) muito mais complicada. Nesse sentido, as sequências mais intensas de suspense e luta são as que mais funcionam, justamente porque é onde o esmero e o talento dos envolvidos parecem estar. As movimentações de câmera, os efeitos especiais e as coreografias se juntam para causar uma sensação de falta de ar em que assiste.</p>
<p>Os movimentos corporais dos intérpretes, principalmente Gosling, são precisos e deixam que o público consiga fruir com atenção cada soco, chute, empurrão etc. No entanto, a tensão evapora se o público não se importar com a vida dos mocinhos. Se Gosling não consegue sustentar o seu carisma nesta personagem inexpressiva, de Armas menos ainda. É irritante como ela ocupa uma posição no cinema daquela mulher que quase consegue fazer alguma coisa. É como se ela sempre pudesse salvar o dia, mas ninguém vê isso acontecendo e ela acaba se tornando uma sidekick genérica.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1.jpg" alt="Agente Oculto" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-1-do-filme-Agente-oculto-scaled-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <strong><em>Agente Oculto</em></strong> não é diferente e ela se torna tão irrelevante para a trama que é possível esquecer dela em vários momentos da narrativa. Já os supostos vilões são Carmichael (Regé-Jean Page) e Llyod (Chris Evans). O primeiro não ganha espaço de tela o suficientemente para que possa desenvolver seu papel, mas, até onde é mostrado, também não apresenta camadas, é insosso e suas motivações são aleatórias. Já Llyod é o pior de todos. Evans conseguiu a proeza de ser caricato e inexpressivo ao mesmo tempo. Além disso, as atitudes de Llyod, mesmo ele sendo totalmente perturbado mentalmente, não fazem sentido algum.</p>
<p>Quem invadiria a cidade de Praga e mandaria todo mundo sair atirando? Até mesmo dentro da história esta ideia estapafúrdia é comentada, mas, mesmo assim, há um ponto contraditório neste ato, porque Llyod é introduzido como um louco, mas um louco que apresenta resultados. Inicialmente, ele parece minimamente esperto e sagaz, porém, ao passo em que a trama avança, ele vai piorando e, no final do longa, já não parece a mesma personagem. De assustador, ele começa a soar como um mero sanguinolento com ausência de inteligência. Isso só funcionaria se existe um arco dramático para que ele pudesse ir se transformando, mas não é o que ocorre aqui.</p>
<p>Desta forma, <strong><em>Agente Oculto</em></strong> é cansativo, contando apenas com alguns momentos de diversão, como toda a sequência com a ex-detetive Margaret (Alfre Woodard). Ela ganha poucas cenas, mas que é uma das poucas figuras que o público pode se sentir próximo. Esta é uma coisa curiosa, na verdade. Porque mesmo com breves minutos, há um impacto no sacrifício dela e somente duas coisas explicam esta força: a atuação de Woodard e um flashback dela, que é o único que funciona, porque consegue amarrar passado e presente de tal maneira que é emocionante acompanhar o que ocorre com Margaret.</p>
<p>No mais, a obra poderia ser, de repente, um videoclipe? Com takes cheios de movimentos absurdos de câmera e Ryan Gosling performando masculinidade tóxica, sem mexer uma sobrancelha, esta é produção esquecível.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe e Anthony Russo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Regé-Jean Page</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bsRwoMfiQI8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Rei Leão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2019 19:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegou a estreia de um dos live-actions mais aguardados de todos os tempos. O Rei Leão de 1994 foi um completo sucesso de crítica e bilheteria, ficando marcado na história de crianças, adolescentes e adultos, que se comoveram com a história de Simba e Mufasa, além de dar muita risada com as trapalhadas de Timão e Pumba. Com a promessa de uma nova versão, todas essas pessoas que se apaixonaram pelo primeiro, ficaram empolgadas com o lançamento. Eu, no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou a estreia de um dos <em>live-actions</em> mais aguardados de todos os tempos. <strong><em>O Rei Leã</em></strong>o de 1994 foi um completo sucesso de crítica e bilheteria, ficando marcado na história de crianças, adolescentes e adultos, que se comoveram com a história de Simba e Mufasa, além de dar muita risada com as trapalhadas de Timão e Pumba. Com a promessa de uma nova versão, todas essas pessoas que se apaixonaram pelo primeiro, ficaram empolgadas com o lançamento.</p>
<p>Eu, no entanto, me mostrei apreensiva desde o começo. <em><strong>O Rei Leão</strong> </em>(1994) é uma obra completa e sem arestas. Funciona de diversas formas e não tem pontos a serem melhorados. A ideia de um <em>live-action</em>, em sua maioria, é colocar a versão com pessoas, como foi o caso de <em>Aladdin</em>, <em>Cinderela</em>, etc. Não é o caso deste filme aqui, uma vez que ele é 100% protagonizado por animais. Seria, então, realmente um<em> live-action</em>? Ou um modelo atualizado de animação, mais realista?</p>
<p>Fico com a segunda opção. O problema surge justamente aí. O que diferencia a <em>Disney</em> da maioria dos estúdios (e isso se mostra bastante no <strong><em>Rei Leão</em></strong> original) é a capacidade de dar expressão e coerência a seres inanimados ou animais. Simba realmente tem expressões faciais humanas, assim como o tenebroso Scar. E é isso que torna a animação tão incrível e intensa. Nesta versão nova, foi o elemento que mais se perdeu.</p>
<p>O filme segue a mesma cartilha do primeiro. As cenas são praticamente iguais, a trilha sonora é a mesma, os diálogos também. Então, sim, é uma excelente produção. Acrescentamos aí o realismo deste produto, que é realmente surreal de bem feito. Cada pelinho dos animais, cada folha da paisagem. Tudo é feito milimetricamente perfeito e alinhado. O resultado é impressionante e enche os olhos do espectador.</p>
<p>Este mesmo espectador, chora nas cenas de sofrimento, como a morte de Mufasa. Conseguimos sentir a mesma intensidade do filme original, que retira lágrimas até da pessoa mais durona. Rimos bastante também com os personagens Timão e Pumba. Ouso dizer que a versão atual tem até ganhos neste quesito, já que eles são ainda mais debochados.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10903" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/4414826.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Decidi assistir na versão dublada, já que a memória afetiva da infância é essa. As canções na versão brasileira, assim como os diálogos. E fiquei muito feliz com o resultado. Eles conseguiram fazer uma ótima dublagem, atualizando as piadas e termos para a nossa realidade, tornando a experiência ainda mais divertida. Vou assistir posteriormente na versão original, mas a dublada definitivamente vale a pena.</p>
<p>A trilha sonora segue nos emocionando do começo ao fim, especialmente na primeira cena quando somos &#8220;surpreendidos&#8221; pelo clássico. É emocionante, empolgante e deixa qualquer um arrepiado. O cuidado do diretor Jon Favreau em respeitar a história do filme e sua importância é notado em todas as cenas. Ele realmente reverenciou a obra para os fãs.</p>
<p>A perda, no entanto, está justamente nas expressões faciais que falei anteriormente. Até que eles conseguem fazer algo interessante, principalmente com Simba. Mas no geral, senti falta do olhar debochado e odioso de Scar, da presença forte de Mufasa e do &#8220;pouco caso&#8221; de Timão e Pumba. Eles ganharam por um lado, na realidade, mas perderam no detalhe da emoção. É um filme perfeito nos quesitos técnicos, mas perde no lado emocional.</p>
<p>Isso não prejudicou a experiência como um todo, que foi muito positiva. Saímos com uma sensação boa do cinema, de nostalgia e coração quentinho. Há muita beleza neste filme, que deve ser considerado independentemente do original. Ele tem a sua própria trajetória e funciona como tal, nos oferecendo uma experiência incrível de realismo animal.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Favreau<br />
<strong>Elenco:</strong> Donald Glover, Beyoncé Knowles-Carter, James Earl Jones, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, Alfre Woodard, Billy Eichner, John Kani, John Oliver</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wOWGxGTNpWE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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