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	<title>Arquivos Alan Taylor - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 11:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, reboot ou remake consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3059" aria-describedby="caption-attachment-3059" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3059 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w-620x367.jpg" alt="CxcTO7w" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3059" class="wp-caption-text">He&#8217;s back: Schwarzenegger retorna para viver o icônico exterminador em Gênesis</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, <i>reboot </i>ou <i>remake </i>consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do cinema. Infelizmente, a repercussão deste quinto capítulo da franquia, <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i>,<i> </i>não tem sido boa, na verdade, decepcionante. As cotações do filme nos sites estão baixas e o boca-a-boca confirma as comparações que mencionamos a pouco, <i>Gênesis </i>está anos luz dos seus predecessores, dizem os especialistas. Está sim, mas apesar dos seus equívocos e derrapadas, o filme consegue ser bem divertido, satisfatório até. O seu grande &#8220;porém&#8221; talvez seria o visível desgaste da série, evidenciado por um final que demonstra pouco fôlego para as futuras continuações.</p>
<figure id="attachment_3060" aria-describedby="caption-attachment-3060" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3060 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623-620x349.jpg" alt="la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3060" class="wp-caption-text">Viagem no tempo, novamente: Connor, o exterminador e Reese têm um plano para retornar ao futuro (ou passado, a depender do ponto de vista) e alterar o curso da história</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>vemos os episódios que deram início ao primeiro filme. Em 2029, a resistência humana às máquinas, liderada por John Connor, envia para o ano de 1984 um protetor para a sua mãe, Sarah Connor, o sargento Kyle Reese. Reese terá que salvá-la de um exterminador que pretende matá-la a fim de evitar que, no futuro, Connor represente algum risco a dominação dos homens pelas máquinas. No entanto, em função das mudanças de rumo promovidas por esta mesma ação no início da franquia, o ano de 1984 agora não será o mesmo do primeiro filme da série, ou seja,  Sarah Connor não é mais aquela garçonete desprotegida e conta com a ajuda  de um exterminador que foi enviado para protegê-la quando ainda era pequena.</p>
</div>
<div>
<p>É verdade que <i>Gênesis </i>se aproveita de todo o legado deixado pelos filmes anteriores da série, tornando-se uma espécie de híbrido anabolizado do primeiro e do segundo longa. O diretor Alan Taylor, de <i>Game of Thrones </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio </i>consegue reconstituir sequências semelhantes aos filmes anteriores. O filme então funciona basicamente como uma reverência ao passado, como o recente <i>Jurassic World</i>. No entanto, ao contrário de <i>Jurassic World, O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>não consegue promover nenhuma espécie de expansão de um universo já conhecido, soa repetitivo e até mesmo esgota qualquer tipo de possibilidade de ampliação. Sempre que <i>Gênesis </i>tenta promover algum movimento que surpreenda nosso horizonte de expectativas, e ele tem muito potencial para isso já que um dos elementos da franquia é a viagem no tempo e já vimos do que ele é capaz recentemente em <i>Star Trek </i>e <i>X-Men</i>, o filme parece ser engolido por uma megalomania de efeitos especiais que arruina qualquer possibilidade de expansão e está a serviço de mostrar apenas algumas passagens que não foram mostradas no passado por falta de orçamento ou avanços tecnológicos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3061" aria-describedby="caption-attachment-3061" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3061 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys-620x310.jpg" alt="terminator genisys" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3061" class="wp-caption-text">John Connor e Kyle Reese: Filme começa exatamente no ponto de partida do primeiro longa da franquia, mas as coisas não são exatamente as mesmas</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme é beneficiado por um elenco interessante, que inclui a icônica figura de Arnold Schwarzenegger, sempre a vontade como o exterminador, e os novos rostos de Sarah Connor (Emilia Clarke), Kyle Reese (Jai Courtney) e John Connor (Jason Clarke), todos muito eficientes em suas respectivas funções (a exceção de um J. K. Simmons recém-saido de um Oscar e que aparece completamente avulso em cena). No mais, o longa fica em uma zona cinzenta à procura de uma razão para a sua própria existência ao mesmo tempo em que se justifica por ser funcional aos anseios contemporâneos &#8211; e momentâneos &#8211;  de uma indústria que sempre que pode tenta retornar ao passado no intuito de perpetuar o que já é conhecido e está na zona de conforto do espectador &#8211; e esse ano isso parece mais forte do que nunca. <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i> entretém e satisfaz o espectador em momentos isolados, mas não chega a surpreender ou revelar uma nova faceta sobre uma história que já conhecemos.</p>
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