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	<title>Arquivos Adriana Ugarte - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Julieta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2016 22:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Ugarte]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de Tudo sobre minha mãe fica sempre difícil para o cineasta Pedro Almodóvar retornar ao seu universo feminino. Qualquer exemplar da sua carreira posterior ao seu filme de 1999 corre o sério risco de viver à sua sombra. Tudo sobre minha mãe é a obra-prima do realizador espanhol, mas também a sua declaração de amor definitiva ao feminino em suas múltiplas e complexas facetas. Volver, longa de 2006 do diretor, por exemplo, é um filme pulsante e cheio de personalidade, mas não tão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Depois de </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">fica sempre difícil para o cineasta Pedro Almodóvar retornar ao seu universo feminino. Qualquer exemplar da sua carreira posterior ao seu filme de 1999 corre o sério risco de viver à sua sombra. </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">é a obra-prima do realizador espanhol, mas também a sua declaração de amor definitiva ao feminino em suas múltiplas e complexas facetas. </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Volver, </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">longa de 2006 do diretor, por exemplo, é um filme pulsante e cheio de personalidade, mas não tão completo e definitivo quanto </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe. </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;"> </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Julieta</span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">, filme de Almodóvar que chega aos cinemas esta semana, é o retorno do diretor a esta celebração do feminino e não é um dos seus trabalhos mais fracos, mas é um exemplar tímido em sua filmografia. Trata-se de um filme agradável, emocionalmente engajado e instigante, porém mais retraído na condução dos seus propósitos de contar uma história governada por personagens femininas fortes e dominantes.</span></p>
<div data-blogger-escaped-style="margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: justify;">
<p><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Baseado em alguns contos da escritora Alice Munro, o filme traz um Almodóvar que deseja contar parte da trajetória de Julieta, uma professora de Literatura Clássica que vive uma paixão arrebatadora por um pescador e busca desesperadamente um reencontro com sua filha. No longa, o cineasta nos apresenta sua protagonista no passado e no presente, sendo interpretada pelas atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez, respectivamente, ambas estreantes na filmografia do diretor. </span></p>
</div>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6380" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/julieta2-large_transgsaO8O78rhmZrDxTlQBjdLdu0TL-Cg_AMOUqySXmFgU.jpg" alt="julieta2-large_trans++gsaO8O78rhmZrDxTlQBjdLdu0TL-Cg_AMOUqySXmFgU" width="610" height="348" /></p>
<p>Escancarando a sua veia melodramática, como de praxe, Pedro Almodóvar faz de <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta </em>um filme dominado pelas mulheres e, na corrente de títulos como os já mencionados <em>Tudo sobre minha mãe </em>e <em>Volver, </em>ainda citaria <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">A Flor do meu Segredo </em>e <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos</em>, o que menos interessa na sua trama são os homens que circulam por ela. A Julieta Arcos do cineasta é uma personagem destinada ao trágico, sua própria profissão parece sugerir isso, e os acontecimentos que a arrebatam a conduzem a um poço sem fim de melancolia que nem mesmo Almodóvar faz questão de conferir um alívio no desfecho do filme. O longa é marcado por um roteiro ritmado como convém aos longas mais envolventes do realizador. Com um dramalhão cheio de revelações e idas e vindas, Almodóvar ainda costura uma protagonista “comum” como a Leo Macías (Marisa Paredes) de <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">A Flor do meu Segredo</em>, uma mulher com desejos e motivações que são capazes de estabelecer a conexão imediata entre o filme e sua plateia.</p>
<p>Entre cumes de felicidade e momentos de completa tristeza, tanto Ugarte quanto Suárez honram o título de novas musas de Almodóvar e trafegam bem pelos percursos que Julieta tende a seguir ao longo do filme. Contudo, o destaque do elenco é, sem dúvida, Rossy de Palma, figurinha fácil na filmografia de Almodóvar e que aqui interpreta Marian, a empregada do interesse amoroso de Julieta, o pescador Xoan, interpretado pelo ator Daniel Grao.</p>
<p>Com <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta</em>, a impressão que fica é que o próprio Almodóvar não tem maiores ambições<em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">, </em>ou seja, não deseja realizar grandes proposições estéticas ou digressões a respeito de temas que o filme potencialmente sugere, mas simplesmente contar uma história envolvente sobre uma mulher com as usuais marcas formais dos seus longas, nada mais que isso. Esse pouco, conduzido com muita fidelidade à gramática cinematográfica do próprio diretor, já é satisfatório. <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta </em>não é uma rota fora do padrão na carreira de Almodóvar. O filme é marcado pela repetição. No entanto, quando entendemos <em>Julieta </em>como um filme menor, não significa que ele é um longa ruim, muito pelo contrário, tem uma trama envolvente e uma protagonista de &#8220;carne e osso&#8221;que encontra sua conexão com o público. É um Almodóvar morno, mas bom, agradável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s0EU7b3S31I" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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