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	<title>Arquivos Abby Quinn - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Abby Quinn - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Batem à Porta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 02:14:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Batem à Porta é mais um filme do diretor M. Night Shyamalan (Vidro) que tinha tudo para ser incrível e desanda em dado momento, devido às escolhas equivocadas que o cineasta faz. E digo isso de maneira lamentosa, pois gosto muito do trabalho dele, de modo geral, então tinha certa expectativa quanto a esse filme. Imagine que você, seu marido e filha estão curtindo as férias em uma cabana no meio do mato, quando de repente chegam quatro pessoas com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Batem à Porta</strong></em> é mais um filme do diretor M. Night Shyamalan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vidro/"><em>Vidro</em></a>) que tinha tudo para ser incrível e desanda em dado momento, devido às escolhas equivocadas que o cineasta faz. E digo isso de maneira lamentosa, pois gosto muito do trabalho dele, de modo geral, então tinha certa expectativa quanto a esse filme.</p>
<p>Imagine que você, seu marido e filha estão curtindo as férias em uma cabana no meio do mato, quando de repente chegam quatro pessoas com porretes e machados na mão, pedindo para entrar na casa, pois têm algo muito importante para discutir. É assim que começa de maneira super interessante o filme. O espectador fica vidrado na telona o tempo inteiro, tentando acompanhar o desdobrar da narrativa.</p>
<p>Com boas escolhas de câmeras e enfoques geniais, a tensão rapidamente se instala. O quarteto nada fantástico afirma que o apocalipse está próximo e que o casal com a menina são os únicos capazes de reverter a situação. Para isso, vão precisar escolher voluntariamente um dos três para executar. Os invasores não podem interferir nem matá-los. Mas a cada negativa que o casal com a filhinha der, uma catástrofe acontecerá e um integrante do quarteto morre violentamente.</p>
<p>Claro que o casal principal trata tudo com um grande surto, uma seita de loucos. E é justamente essa dúvida que o roteiro quer plantar na mente do espectador. Será que tudo aquilo é verdade? Será que o apocalipse se aproxima? Ou será que é apenas um surto de loucura de um grupo e a qualquer momento teremos isso revelado? <strong><em>Batem à Porta</em></strong> não poupa energia para deixar o espectador completamente atordoado com as possiblidade e é isso que torna o filme muito bom de assistir.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta.jpg" alt="Batem à Porta" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas então por que comecei o texto dizendo que esse é mais um equívoco de Shyamalan? Bom, porque as escolhas de finalização do filme são completamente equivocadas. Primeiro que o casal principal, é importante dizer, é gay. O problema é que, com isso, paira uma pauta possível de homofobia no ar. E isso segue até o final, quando um dos personagens faz um discurso de honra e pagar o preço. Algo completamente incabível no ano que estamos e com a sociedade atual.</p>
<p>Ao invés de seguir um caminho de que &#8220;o sacrifício é vago&#8221; ou de &#8220;nada podemos fazer para impedir a destruição da sociedade&#8221; &#8211; que seria incrível e acertado &#8211; o diretor toma o caminho mais simplório, óbvio e pouco atraente. Mesclando com isso, temos detalhes péssimos no roteiro, como protagonistas com escolhas completamente duvidosas, falhas que revelam muito além do que deveriam dos personagens, como se eles duvidassem brevemente da qualidade mental do espectador.</p>
<p>Não há como dizer que <strong><em>Batem à Porta</em></strong> é um filme ruim, de fato. Mas é frustrante o suficiente para nos fazer pensar se vale a pena recomendar ou não. Há quem goste de obviedades, é claro. Mas não deveríamos esperar (muito menos, receber) isso de um diretor do cacife de M. Night Shyamalan.</p>
<p><strong>Direção:</strong> M. Night Shyamalan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jonathan Groff, Ben Aldridge, Dave Bautista, Kristen Cui, Nikki Amuka-Bird, Rupert Grint, Abby Quinn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/QMsj7g2EyPU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Depois do Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2019 18:26:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que podemos ou devemos ser eternamente punidos por decisões não tão inteligentes ou erradas que tomamos no passado? Com esse questionamento em mente, o roteiro de <em><strong>Depois do Casamento</strong> </em>começa a se desdobrar com a história de Isabel (Michelle Williams, <em>Manchester à Beira-Mar</em>) a diretora de um orfanato na Índia que precisa viajar para Nova York e conhecer um potencial investidor que doará uma grande quantia de dinheiro para sua caridade. Um pouco a contragosto de sair daquele ambiente que considera lar, ela vai até a Big Apple e se encontra com Theresa (Julianne Moore, <em>Para Sempre Alice</em>), uma mulher agitada e focada em dinheiro, completamente o oposto de sua personalidade.</p>
<p>O filme causa certa ansiedade no começo, quando o espectador começa a sentir uma tensão no ar com a chegada de Isabel em Nova York e o repentino convite feito por Theresa para que ela participe do casamento de sua filha mais velha. Mas isso não se propaga pelo restante do longa. Anida que tenha uma narrativa interessante, o ritmo é o maior problema de <em><strong>Depois do Casamento</strong></em>. A história vai e vem no sentido de ápice, sem permitir que o espectador &#8220;curta&#8221; plenamente as emoções que são propostas em cena.</p>
<p>A ideia da dualidade de mulheres com personalidades completamente opostas se vinculando por um bem comum me soa muito previsível, do ponto de vista de arco narrativo. Isabel é calma, focada em energias, caridosa e desapegada dos bens materiais. Já Theresa é consumista, agitada, poderosa, mandona e muito rica. Tem uma forte relação com dinheiro. que é exaustivamente exposta no longa. Falta, talvez, sutileza nas tentativas de criar um drama mais pesado, especialmente com a analogia do ninho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11317" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O pico do filme, como se poderia esperar, são as atuações. Não há um momento em que Julianne e Michelle apareçam em que não estejam maravilhosamente bem. Elas encarnam as personagens como ninguém e nos envolvem em cada tomada de cena. Não há como não se vincular à personagem de Moore chorando desesperadamente no chão. Enquanto isso, Williams é uma completa confusão controlada de emoções. Para além delas, o ótimo Billy Crudup (<em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>) no papel do marido de Theresa e elo inicial que vincula as duas protagonista e a a novata Abby Quinn (série <em>Black Mirror</em>) que personificou um jovem adulta afetuosa e desesperada com a enxurrada de informações que vai adquirindo com a chegada de uma estranha.</p>
<p>O <em>plot twist</em> da trama, se é que podemos chamar desta forma, é deveras previsível. Sentimos desde o começo que há um objetivo por trás das ações dos personagens e soa desencorajador quando descobrimos a real motivação. Além disso, alguns fios vão ficando soltos ao longo da história. O que não leva a prejudicar 100% a narrativa, mas mostram a perda de potencial do projeto. O diretor Bart Freundlich (série <em>Californication</em>), que é marido de Julianne Moore, tem até uma boa intenção e um elenco fantástico na mão, mas a execução final deixa um pouco a desejar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bart Freundlich<br />
<strong>Elenco:</strong> Michelle Williams, Julianne Moore, Billy Crudup, Abby Quinn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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