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	<title>Arquivos A Professora de Música - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XII Panorama Coisa de Cinema &#8211; Crítica: A Professora de Música</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 12:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Professora de Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o filme A Professora de Música é uma produção baiana que se passa na cidade de Ipiaú. A narrativa mostra as alegrias e dificuldades de se fazer arte no interior do estado e a força de duas mulheres para realizar um evento artístico no local.  Aída (Jussara Mathias) é uma professora que possui uma turma com muitas crianças que estão iniciando sua vida musical. Com a ajuda de sua companheira e produtora Meu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o filme <em>A Professora de Música</em> é uma produção baiana que se passa na cidade de Ipiaú. A narrativa mostra as alegrias e dificuldades de se fazer arte no interior do estado e a força de duas mulheres para realizar um evento artístico no local.  Aída (Jussara Mathias) é uma professora que possui uma turma com muitas crianças que estão iniciando sua vida musical. Com a ajuda de sua companheira e produtora Meu Bem (Paula Lice) elas lutam para fazer o primeiro recital de música da Escola Lá Maior.</p>
<p>Inicialmente, o longa foi exibido como uma série de televisão e, em seguida, transformado para filme. Dirigido pelo casal Edson Bastos e Henrique Filho, o longa mostra como muita doçura e simplicidade o desafio de se fazer cultura na Bahia, ainda que existam tantos talentos espalhados pelo estado.</p>
<p>O ponto de destaque da película é o elenco afinado e afiado. Aída é construída de forma muito correta. O público consegue enxergar as complexidades da personagem, os conflitos internos, forças e incertezas através de um único olhar da atriz. Mathias, que vem do teatro e tem muita força nos palcos, surpreende com uma interpretação leve e delicada, que demonstra uma sagacidade para expor as características centrais da professora, sem retirar o foco da trama.</p>
<p>Meu Bem é o equilíbrio das tensões dentro da narrativa. Ela é quem acalma e aconselha Aída. Paula Lice acerta no tom equilibrado entre firme e descontraída, além de segurar o filme em alguns momentos em que a dinâmica beira a cair. A relação das duas mulheres, ainda que sutilmente demonstrada, cria força nos gestos e no jeito em que se comunicam. Fica mais que claro que elas são um casal.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6956" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/12496068_942570005832542_2990880059497172281_o.jpg" alt="12496068_942570005832542_2990880059497172281_o" width="610" height="348" /></p>
<p>Por fim, os atores mirins impressionam pela maturidade e sensibilidade da interpretação. Eles não se perdem na construção de suas personagens e possuem um forte carisma que cria uma empatia grande no público. Porém o destaque entre eles fica para as meninas Iasmin Simões e Giovanna Lima, que conseguem ainda mais emocionar e divertir o espectador, respectivamente.</p>
<p>O discurso do longa também é bem construído. Em uma única projeção ficam claras algumas angústias vividas por artistas e pela sociedade. Seja pela falta de financiamento e as dificuldades de se fazer arte na Bahia, pelo racismo que algumas crianças vivem na escola ou pela questão de trazer representatividade paras as telas vista na dupla protagonista.</p>
<p>Ainda assim, o filme peca em alguns aspectos. A montagem fica um pouco confusa em alguns momentos. Parece que a transposição de seriado para filme não foi tão bem executada pelos montadores. Alguns <em>plots</em> ficam deixados para trás, como a importância de um garoto (Rafael Loch) que afirma que precisa ficar em primeiro lugar, mas (<strong>spoiler</strong>) ele fica em terceiro e parece tranquilo com isso.</p>
<p>Outras questões de roteiro também incomodam, como o conflito com as caixas de som que trazem um tom bobo de comédia infantil de sessão da tarde. Ou o romance do garoto interpretado por Loch, que retira o foco principal da película em alguns momentos e ainda não ganha a força necessária para estar presente na narrativa.</p>
<p><em>A Professora de Música</em> é um bom exercício audiovisual que abre espaço para abrir a mente do espectador, para que ele possa enxergar a arte em qualquer lugar, ainda que as situações nãos sejam favoráveis. Ainda que o longa peque em alguns aspectos é uma excelente escolha para uma tarde de domingo.</p>
<h6><strong><span style="color: #999999;">Fotos: Ana Lee Fotografia</span></strong></h6>
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