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	<title>Arquivos A Matriarca - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Matriarca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 23:25:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegando com um certo atraso nos cinemas brasileiros (o filme foi lançado internacionalmente em 2021), A Matriarca é sustentado por uma dinâmica replicada em muitos filmes: diferenças de idade e de temperamentos entre personagens que gradualmente transformam esta relação em uma jornada de aprendizado a partir da tolerância. Assim é que o adolescente Sam (George Ferrier) aprende algumas importantes lições com sua avó Ruth, a veterana Charlotte Rampling, durante uma temporada em que, forçadamente, ele tem que conviver com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegando com um certo atraso nos cinemas brasileiros (o filme foi lançado internacionalmente em 2021), <strong><em>A Matriarca </em></strong>é sustentado por uma dinâmica replicada em muitos filmes: diferenças de idade e de temperamentos entre personagens que gradualmente transformam esta relação em uma jornada de aprendizado a partir da tolerância. Assim é que o adolescente Sam (George Ferrier) aprende algumas importantes lições com sua avó Ruth, a veterana Charlotte Rampling, durante uma temporada em que, forçadamente, ele tem que conviver com a matriarca da sua família em uma casa de campo.</p>
<p>Há alguns &#8220;esqueletos&#8221; nos armários dessa família. Tanto Sam quanto o seu pai, vivido por Marton Csokas, nutrem alguns ressentimentos por Ruth sempre ter sido tão dura e ríspida e por ela ter escondido a identidade do avô do rapaz. Sam também não está passando por um momento muito positivo da sua vida. Ele ainda está superando o luto pela morte da mãe e não consegue mais se conectar com a vida. A convivência com Ruth, que lhe passa algumas importantes lições a partir da sua experiência, sobretudo como correspondente de guerra, faz o rapaz se reerguer e estabelecer um importante laço com a avó.</p>
<p><strong><em>A Matriarca</em></strong> é a perfeita definição de &#8220;filme conforto&#8221; com uma narrativa bem familiar ao espectador em suas diversas frentes: seus arquétipos (a senhora ranzinza e cínica, o rapaz inexperiente e melancólico), a estrutura do seu roteiro e as lições aprendidas dentro e fora da tela com o desfecho da sua história. O diretor Matthew J. Saville opta pela aprazível história que mistura drama e humor  com personagens e situações familiares que geram identificação nas plateias, ainda que públicos mais exigentes possam achar o longa enfadonho em suas repletas de sensações de déjà vu.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17871" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-1-6.png" alt="A Matriarca" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-1-6.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-1-6-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-1-6-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-1-6-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco garante parte da simpatia do público pelo projeto, uma produção neozelandesa. A veterana Charlotte Rampling imprime presença como a grande matriarca do título, trazendo a sua experiência à serviço de uma personagem que faz os demais elementos da história gravitarem no seu entorno. O jovem George Ferrier está bem na pele do seu neto, ainda que seja difícil aderir ao seu drama quando ele é um jovem com tantos privilégios e com a estampa de &#8220;garoto popular&#8221; do colegial, loiro, heterossexual e bonito.</p>
<p><strong><em>A Matriarca</em></strong> não se atreve a muitos riscos. É um filme que apoia-se em abordagens e temas universais já vistos nas telas em outras obras com aquele approach de filme leve e agridoce, sendo sustentado pelo apelo de uma estrela veterana do porte de Charlotte Rampling. O drama é um filme correto sobre amadurecimento, conciliações e tolerância que não tem grandes ambições, mas que entrega ao espectador uma experiência satisfatória durante boa parte da sua projeção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matthew Saville</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Charlotte Rampling, George Ferrier, Marton Csokas</p>
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