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	<title>Arquivos A assistente - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos A assistente - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Assistente (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 15:41:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Revelando lentamente do que se trata A Assistente, a roteirista e diretora Kitty Green (Quem é JonBenet) entrega uma produção cuidadosa, forte e minimalista. Ambientado, majoritariamente, dentro de um escritório de uma empresa de entretenimento, o público acompanha ações rotineiras do trabalho da protagonista, Jane (Julia Garner, série Ozark). Como assistente, ela xeroca documentos, entrega o café, atende telefonemas etc. É nesta aparente rotina repetitiva e cansativa de Jane que, aos poucos, as informações vão sendo entregues. O primeiro elemento [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Revelando lentamente do que se trata <strong><em>A Assistente</em></strong>, a roteirista e diretora Kitty Green (<em>Quem é JonBenet</em>) entrega uma produção cuidadosa, forte e minimalista. Ambientado, majoritariamente, dentro de um escritório de uma empresa de entretenimento, o público acompanha ações rotineiras do trabalho da protagonista, Jane (Julia Garner, série <em>Ozark</em>). Como assistente, ela xeroca documentos, entrega o café, atende telefonemas etc.</p>
<p>É nesta aparente rotina repetitiva e cansativa de Jane que, aos poucos, as informações vão sendo entregues. O primeiro elemento que salta aos olhos é a presença mais significativa de homens. Eles cercam Jane e há uma constante sensação de sufocamento e opressão. Os elementos técnicos contribuem para este feito. Um exemplo são os enquadramentos que colocam Jane em destaque, mas sempre deixam algum colega de trabalho dela ao fundo, lembrando para o espectador que suas ações estão sendo observadas e controladas.</p>
<p>O estabelecimento da tensão vai se expandindo e, a partir dos momentos de virada do longa, vão se intensificado. Em um dado momento, o espectador se encontra com o conflito principal da obra e é a partir daí que toda a construção da narrativa ganha força. Era preciso que o público conhecesse a rotina da personagem principal, soubesse da dinâmica de suas intermináveis horas de serviço, do local hostil, machista e nada amistoso, das tentativas de manipular suas palavras nos e-mails trocados com o chefe.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13667" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2.jpg" alt="A Assistente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/assistente2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O argumento de <strong><em>A Assistente </em></strong>é muito sobre o privilégio masculino branco, onde eles se tornam quase deuses, sem punições para os seus atos. Mas, é, sobretudo, sobre o silenciamento das vozes femininas e como são ofertadas apenas duas saídas: dançar conforme a música para tentar se alcançar um objetivo mínimo ou ser rechaçada por tentar romper com este sistema. Todas estas questões são fomentadas pelo trabalho de Julia Garner. A atriz compõe uma Jane que mescla movimentações contidas e olhar atento. Na construção corporal é notável o seu entendimento sobre o papel que está performando.</p>
<p>Jane parece um elemento estranho dentro daquele espaço. Cada ação dela provoca olhares, respiradas fundas. Através desta compreensão, Garner calcula os gestos, os tons de voz e até mesmo o como sentar e levantar de sua cadeira. As nuances de velocidade e sentimentos impressos na tonalidade da voz também estão presentes. Ainda que Jane não seja de explosões, ela não é colocada como sem camadas e monocórdica. Dentro da criação dela, há uma exploração de emoções, que passam todo o sentimento de exaustão e revolta de Jane, como na cena em que ela decide, finalmente, denunciar os abusos feitos por seu chefe, porém é tratada com deboche e sofre um <em>gaslighting</em> tão forte, que desiste de prestar a queixa que desejava realizar.</p>
<p>Talvez, o incômodo que surja durante a exibição seja o pensamento derrotista impresso na produção ou a sutileza excessiva, que faz com que Jane empaque e não se desenvolva completamente. Estas duas características parecem ser conscientes e há um ganho em sugerir mais do que mostrar. No entanto, a ausência de uma movimentação da protagonista de um lugar para o outro reduz um tanto da qualidade de <strong><em>A Assistente</em></strong>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kitty Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Julia Garner, Jon Orsini, Rory Kulz, Matthew Macfadyen, Makenzie Leigh</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
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