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	<title>Felipe Aguiar, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Felipe Aguiar, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Drama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:56:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (Rivais, de 2024) e Robert Pattinson (Mickey [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rivais/"><em>Rivais</em></a>, de 2024) e Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mickey-17/"><em>Mickey 17</em></a>, de 2025). <strong><em>O Drama</em></strong> estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (9) e já chega como um filme que dividirá opiniões.</p>
<h3>O Texto</h3>
<p>Escrito pelo cineasta Kristoffer Borgli (<em>O Homem dos Teus Sonhos</em>, de 2023), o roteiro tem como base de sua premissa desestabilizar um dos sacros momentos de narrativas românticas: o casamento. Com um segredo que vem à tona &#8211; e que merece ser guardado a sete chaves até que você assista ao filme -, o casal às vésperas da tão sonhada cerimônia se veem perdidos com as revelações e o que elas colocam em jogo. Talvez o mais comum recurso de <em>storytelling</em> quando o assunto é relacionamento no cinema é expor algo do seu interesse amoroso que choque e coloque em prova o sentimento. O problema é que o que é revelado em <strong><em>O Drama</em></strong> é muito maior do que qualquer <em>plot</em> comumente usado em comédias românticas.</p>
<p>Talvez o maior mérito de Borgli seja a escolha do que subverter em seu novo longa-metragem. A partir de trabalhos anteriores, já é possível perceber uma linha criativa que gosta de esgarçar os limites imaginativos de certas situações e convenções da vida e, desta vez, ele resolve invadir o imaginário do sonho casamenteiro para desestabilizá-lo por inteiro. Pôr em jogo a dinâmica, a confiança e até os desejos do casal a partir da revelação de um segredo desconcertante vira o jogo de ponta cabeça e faz de <strong><em>O Drama </em></strong>um filme que merece sua atenção.</p>
<p>É no momento da revelação que o filme se configura como esse drama psicológico. A doçura e o cuidado comuns de uma comédia romântica são descartados e dão lugar a uma onda de paranoias e inseguranças que inundam a narrativa. O que era uma bela história de amor se torna uma frenética corrida contra esse elefante na sala que passou a habitar as vidas de Emma e Charlie (respectivamente, Zendaya e Robert). Apesar da tensão palpável, o roteiro de <strong><em>O Drama</em></strong> tem um sadismo genial que satiriza tudo aquilo a ponto de gerar momentos divertidamente desconfortáveis, onde a única saída do espectador é literalmente rir de nervoso pelo desconforto visto na telona.</p>
<h3>O Diretor</h3>
<p>A direção, também assinada por Borgli, faz questão de criar imagens de puro desconforto. Sejam os <em>flashbacks</em> que vão, aos poucos revelando os segredos, sejam os momentos de confronto imaturo e despreparo do casal, há um claro esforço do cineasta em construir a atmosfera mais desconfortável possível durante o filme. Não existe tempo de respiro entre as cenas, é um turbilhão de momentos estranhos, incômodos e vilmente hilários. <strong><em>O Drama</em></strong> parece ser orquestrado por uma máxima de delírios do &#8216;e se&#8217;. Como se o diretor quisesse colocar o próprio espectador em cheque junto dos seus personagens.</p>
<figure id="attachment_20574" aria-describedby="caption-attachment-20574" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20574" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg" alt="O Drama (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG.jpeg 1101w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20574" class="wp-caption-text">Zendaya e Robert Pattinson em cena de &#8216;O Drama (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao trazer o público para tão perto, tudo se torna ainda mais desconcertante. O riso não vem pela graça, mas como um mecanismo de defesa da mente para lidar com o que não é possível de se acreditar e/ou resolver. Confrontar os delírios e absurdos vistos em tela geram uma profusão de emoções que acabam, normalmente, saindo como uma gargalhada de desconforto. Por essa razão, <strong><em>O Drama </em></strong>facilmente divide opiniões. O que incomoda instiga ao mesmo tempo que afasta e esse é o maior trunfo &#8211; e o maior risco &#8211; da produção.</p>
<p>Outro ponto que pode ser controverso é o próprio segredo que mexe com um tema muito caro ao público estadunidense. Apesar de ser algo delicado, não é tratado de forma leviana no filme. Na verdade, o segredo ser o que é vem como uma crítica sobre um estigma social e geracional que persegue e rui diariamente o (nada estável) país. E a forma como Borgli trabalha isso no longa é deliberadamente ácida para incomodar. Ele faz questão de tocar na ferida aberta e rodar o dedo até ver o sangue escorrer. <strong><em>O Drama</em></strong> é um filme que foi feito para incomodar, não há dúvidas nisso.</p>
<h3>O Elenco</h3>
<p>A escolha do elenco não poderia ser melhor. As oposições em cena construídas pelos atores e texto dão força para essa ode ao desconforto criada por Borgli. Por ser um projeto focado em criar e ruir relações diante dos olhos do público, era preciso acertar em cheio no <em>casting</em> para que a narrativa pudesse alcançar o seu ápice. E, não à toa, Zendaya e Pattinson foram grandes acertos. Além da incontestável química e carinho que eles trazem para a relação dos personagens, existe uma equidade de contracena que impressiona. Parece que suas trajetórias os levaram até esse momento para que eles vivessem o desmoronar desse casal fictício em <em><strong>O Drama</strong></em>.</p>
<p>Para além do <em>show</em> que Zendaya e Robert entregam por brilharem em seus papeis, o elenco secundário é outro primor do projeto. Alana Haim (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/"><em>Licorice Pizza</em></a>, de 202), Mamoudou Athie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/"><em>Tipos de Gentileza</em></a>, de 2024) e Hailey Gates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-marty-supreme/"><em>Marty Supreme</em></a>, de 2025) merecem ser destacados por suas contribuições aos delírios do casal principal. A raiva borbulhante e impulsiva de Haim, a passividade apaziguadora de Athie e a confusão caótica de Gates são o cerne de suas interpretações e responsáveis por intensificar a equação narrativa proposta pelo roteiro. <strong><em>O Drama</em></strong> nada seria sem seus catalisadores do caos.</p>
<p>É esse equilíbrio entre o elenco, o roteiro e a direção que apontam para o caminho desejado para a narrativa: gerar um incômodo incontestável a qualquer custo. E o resultado é alcançado sem dificuldades. No entanto, é essa máxima que pode afastar uma parcela de pessoas de <strong><em>O Drama</em></strong>. Ainda assim, a intencionalidade desse navio naufragando é também o que há de mais fascinante na narrativa. O filme funciona porque seu elenco cumpri com a missão de tornar palatável a confusão insana de sua história &#8211; e faz isso com uma comicidade ácida tão desconcertante quanto seu roteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kristoffer Borgli</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Zoë Winters, Hannah Gross e Jordyn Curet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eJ7_iPylqS4?si=f132P3PJ0dPY_pBJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Velhos Bandidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 12:33:09 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os anos 2000 carregam uma forte memória afetiva do <em>boom</em> do cinema nacional, especialmente com comédias que marcaram gerações, como <em>O Auto da Compadecida (2000)</em>, <em>Lisbela e o Prisioneiro (2003)</em>, <em>Se Eu Fosse Você (2006)</em>, <em>Ó Paí, Ó (2007)</em> e <em>Saneamento Básico, O Filme (2007)</em>. Esse estilo de filme parece ter perdido espaço ao longo dos anos, sendo ocupado por longas-metragens de ação e suspense. O cineasta Cláudio Torres (<em>O Homem do Futuro</em>, de 2011), no entanto, parece tentar virar esse jogo com o seu mais novo projeto. Produzido pela Conspiração Filmes e distribuído pela Paris Filmes, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (26) como uma promessa de resgate do tom cômico dos anos 2000.</p>
<p>Recheados de rostos conhecidos, o novo longa de Torres é a união entre o dinamismo de uma ação cinematográfica simples e objetiva com a comicidade das desventuras e atropelos do acaso com o grupo de criminosos liderados por Fernanda Montenegro (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui</em></a>, de 2024). Co-escrito pelo diretor e por Renan Flumian (<em>Amores Pandêmicos</em>, de 2023) e Fábio Mendes (<em>Dom</em>, de 2021-24), o filme desenvolve uma narrativa que não inova, nem surpreende com suas reviravoltas, mas que agrada com a entrega de seu elenco. Ainda que conte com situações inusitadas &#8211; algumas que beiram o absurdo -, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> conta com a qualidade da contracena de seu elenco principal para guiar a história.</p>
<p>A naturalidade e a cumplicidade da troca entre o elenco é a força desse projeto. Conseguir reunir Montenegro, Ary Fontoura (<em>Patos!</em>, de 2023), Vladimir Brichta (<em>Pedaço de Mim</em>, de 2024), Bruna Marquezine (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-besouro-azul/"><em>Besouro Azul</em></a>, de 2023) e Lázaro Ramos (<em>Medida Provisória</em>, de 2022) num enredo leve, engraçado e com o que aparenta ser uma liberdade para brincar em cena é a grande sacada da produção. No auge dos seus 96 anos, dona Fernandona parece estar se deleitando com as cenas. Ao seu lado, Ary também aparenta curtir cada momento de sua participação em <strong><em>Velhos Bandidos</em></strong> e é o carisma dessa dupla que conquista o público logo nos primeiros momentos do longa.</p>
<figure id="attachment_20530" aria-describedby="caption-attachment-20530" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20530" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Velhos Bandidos (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-1536x1024.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-2048x1365.jpeg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Velhos-Bandidos-2.jpg.jpg-1400x933.jpeg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20530" class="wp-caption-text">Bruna Marquezine e Vladimir Brichta em cena de &#8216;Velhos Bandidos (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao lado de Montenegro e Fontoura, Brichta e Marquezine também são responsáveis por ajudar com o apelo carismático. O <em>timing</em> cômico de Vladimir já é de conhecimento do espectador por conta de sua carreira e ele é conduzido pelos seus mestres em cena para um divertimento que chega em quem está assistindo. Bruna, apesar de ser a mais nova do quinteto principal, tem um vasto currículo e esteve se debruçando em projetos que lhe deram as ferramentas para aproveitar esse longa e se mostrar uma atriz inteligente em cena. Com o quarteto numa sintonia hilária, só falta observar o antagonista deles em <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em>: o policial interpretado por Lázaro Ramos.</p>
<p>Ramos, ao contrário de seus colegas, é contraponto da narrativa. Um investigador obstinado que aparenta não descansar até desmascarar os bandidos, custe o que custar. Mesmo com sua extensa experiência com comédia, Lázaro acaba sendo, por boa parte do filme, a sobriedade que a narrativa pede para se manter fiel a ideia da ação policial. No entanto, seus momentos de troca com o restante do elenco desenham ainda mais o abismo entre tons que o longa carrega &#8211; o que, ora gera momentos engraçados, ora gera um leve desconforto por soar deslocado. Ainda assim, <em><strong>Velhos Bandidos</strong></em> se mantém funcionando por ter no <em>front</em> esse quinteto de qualidade que guia o filme.</p>
<p>A produção da Conspiração Filmes ainda conta com um elenco secundário de peso, um alto investimentos em efeitos especiais e um jogo de ação através da direção que prende a atenção. Ao fim da sessão, mesmo que sem nenhuma grande inovação ou surpresa, <em><strong>Velhos Bandidos </strong></em>acaba por agradar. É um filme Sessão da Tarde para arrancar algumas boas risadas por conta do seu elenco. A ação é bem executada dentro da proposta, mas o forte mesmo do projeto é o valor da contracena do quinteto e como eles se deliciam ao estarem em cena. Cada troca é um convite ao público para relaxar na poltrona e aproveitar a troca equilibrada que eles entregam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cláudio Torres</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine, Lázaro Ramos, Reginaldo Faria, Nathalia Timberg, Laila Garin, Vera Fischer, Tony Tornado, Teca Pereira, Hugo Bonemer, Mary Sheila, Guida Vianna e Hamilton Vaz Pereira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PRaDV-PaG4s?si=9SS3aZB2WS5Ns9xO" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica A Noiva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Socorro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 12:57:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor de terror Sam Raimi (Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, de 2022) volta às telonas com um novo projeto que é a sua cara. Banhado pelo estilo que lhe catapultou para o sucesso, o cineasta estadunidense traz ao público seu mais novo (e insano) filme: Socorro!. Estrelado por Rachel McAdams (Crescendo Juntas, de 2023) e Dylan O&#8217;Brien (Twinless &#8211; Um Gêmeo a Menos, de 2025), o longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), carrega a essência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor de terror Sam Raimi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022) volta às telonas com um novo projeto que é a sua cara. Banhado pelo estilo que lhe catapultou para o sucesso, o cineasta estadunidense traz ao público seu mais novo (e insano) filme: <strong><em>Socorro!</em></strong>. Estrelado por Rachel McAdams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crescendo-juntas/"><em>Crescendo Juntas</em></a>, de 2023) e Dylan O&#8217;Brien (<em>Twinless &#8211; Um Gêmeo a Menos</em>, de 2025), o longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), carrega a essência cômica, exagerada e <em>trash</em> de Raimi.</p>
<p><strong><em>Socorro!</em></strong> narra a relação tóxica de trabalho entre Linda Liddle (interpretada por McAdams), uma excelente funcionária do setor de Planejamento e Estratégia, e seu novo chefe, Bradley Preston (interpretado por O&#8217;Brien). Após uma reunião que esmaga as expectativas de Linda de ascender na empresa, o avião de uma viagem de negócios sofre um acidente e os dois se veem presos numa ilha deserta. Bradley agora tem que lidar com a mudança de poderes, já que Linda parece ser a sua única chance de sobrevivência.</p>
<p>Com um humor afiado, um elenco espetacular e uma direção sem limites, o roteiro da dupla Damian Shannon e Mark Swift (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baywatch-s-o-s-malibu/"><em>Baywatch: S.O.S. Malibu</em></a>, de 2017) ganha possibilidades estelares. O que poderia ser uma história esquecível e mal interpretada sobre disputa de poderes, dinâmicas machistas do mercado de trabalho e uma pitada de <em>thriller</em> psicológico de sobrevivência se torna uma narrativa impossível de parar a curiosidade do espectador. <strong><em>Socorro!</em></strong> instiga e prende a atenção do público do início ao fim.</p>
<p>O maior acerto da dupla de roteiristas é a ideia em reunir <em>Náufrago (2000)</em>, <em>Quero Matar Meu Chefe (2011)</em> e <em>Louca Obsessão (1990)</em> em um só filme. Pode soar como muitos fios desconectados, mas Shannon e Swift conseguem fazer dessa mistura um cerne coerente e interessante, o que torna <strong><em>Socorro!</em></strong> um trabalho que verdadeiramente rouba a atenção do público logo de cara. No entanto, não pensam que essa mistura será óbvio ou desinteressante, a narrativa guarda seus truques muito bem debaixo das mangas para te surpreender o tempo todo.</p>
<figure id="attachment_20442" aria-describedby="caption-attachment-20442" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20442" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg" alt="Socorro! (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20442" class="wp-caption-text">Dylan O&#8217;Brien em cena de &#8216;Socorro! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Além dos méritos óbvios de Shannon e Swift por pensarem numa história tão amarradinha e bem construída, há ainda a potência do <em>casting</em> e da direção. Mesmo sendo uma narrativa interessante, <strong><em>Socorro!</em></strong> só atinge o ápice de seu potencial por conta da direção e do elenco. É impensável assistir a um filme como esse sem que ele tenha assinatura de Raimi. Suas estranhezas clássicas e seu jeito de brincar com o limiar entre horror e comédia gritam de forma exuberante durante os 113 minutos de duração.</p>
<p>Diferente da sua direção na Marvel, que foi limitante para o mergulho da narrativa na sua essência estética, <strong><em>Socorro!</em></strong> não mede esforços para incorporar elementos tão clássicos e conhecidos da filmografia do diretor. Seja remontando conhecidas iconografias visuais de suas outras obras, seja com o exagero e os elementos excessivos do trash que estão tão presentes em sua carreira, mas esse novo longa é 100% a cara dele. Não há quem conheça o trabalho de Raimi, assista o filme e não perceba o quanto dele há no projeto. E é claro, a produção é um prato cheio para os fãs do diretor.</p>
<p>Mais do que um diretor investido e que molda a história para que fique com sua cara, o elenco de <strong><em>Socorro!</em></strong> transforma o roteiro de Shannon e Swift. O elenco secundário tem um papel e desempenho importantes e que colaboram para o todo, mas este filme é de Rachel e Dylan. Não existiria dinâmica tão caótica e esquisita como a que o público se inebria ao assistir se não fossem eles. A contracena da dupla é de uma potência avassaladora. Eles abraçam o absurdo que é estar num filme do Raimi e elevam isso em suas performances até a última potência, fazendo dele um longa imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Raimi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rachel McAdams, Dylan O&#8217;Brien, Edyll Ismail, Xavier Samuel, Dennis Haysbert, Chris Pang, Thaneth Warakulnukroh, Emma Raimi, Kristy Best e Bruce Campbell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nb4hYGIwHrw?si=oYBMWk-TddwcP3Fb" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Marty Supreme: O filme que pode dar o Oscar para Timothée Chalamet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de Marty Supreme. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (Joias Brutas, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de <strong><em>Marty Supreme</em></strong>. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (<em>Joias Brutas</em>, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (<em>Um Completo Desconhecido</em>, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O mérito dessa possível vitória vem de uma clara conexão entre Safdie e Chalamet. O roteiro coescrito pelo diretor e por Ronald Bronstein (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bom-comportamento/"><em>Bom Comportamento</em></a>, de 2017) &#8211; parceiro dos irmãos Safdie em outros projetos -, é uma ode aos trambiques, chiliques e ataques de grandiosidade do personagem interpretado por Timothée. A epopeia de desventuras e erros descreve um arco perfeito do anti-herói. <strong><em>Marty Supreme </em></strong>é uma história sobre alguém que não gostaríamos de torcer, mas somos compelidos à pela interpretação hipnotizante de Timothée.</p>
<p>Marty Mauser incomoda. Ele irrita, gera constrangimento e gargalhadas com os absurdos que ele fala, vive e age. A tecitura que desenha a complexidade do personagem-título escrito por Safdie e Bronstein é o ponto alto de <strong><em>Marty Supreme</em></strong> e é, igualmente, a maior vantagem que Chalamet carrega em sua atuação. Assisti-lo falando discursos de grandeza, recheados de uma lógica de malandragem juvenil e sonhos (im)possíveis é um show à parte. Parece que a persona que tentam pintar do ator desde seu discurso no Actor Awards do ano passado se mistura com a história do personagem, criando uma narrativa extra fílmica &#8211; que é tão hilária e absurda quanto a de Marty Mauser.</p>
<figure id="attachment_20421" aria-describedby="caption-attachment-20421" style="width: 1179px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-20421" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Marty-Supreme-1.jpg" alt="Marty Supreme (2025)" width="1179" height="786" /><figcaption id="caption-attachment-20421" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Marty Supreme (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Esse conjunto pitoresco de acontecimentos misturado à prepotência do personagem tornam <strong><em>Marty Supreme</em></strong> um estudo de caso fascinante. O azar (ou a sorte) que rondam Marty Mauser é tão curioso quanto os absurdos vividos &#8211; ou ditos &#8211; por ele. E é em meio ao turbilhão de crimes, enganações e desventuras que o público se vê completamente hipnotizado por Chalamet. O burburinho pelo seu trabalho não é por nada. O filme é ele. A espinha dorsal de tudo de mais absurdo e coeniano que acontece em tela só chega com essa força, graça e choque porque Timothée encarna Marty Mauser com maestria.</p>
<p>A promessa de um prêmio da Academia para o ator estadunidense não é de hoje. Desde sua grande performance em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome (2017)</em></a> que Chalamet se tornou um nome muito cotado e observado em Hollywood. Talvez o que faltasse antes ao ator era essa mística de aproximação com um personagem tão insano e imprevisível para propulsionar o seu bom trabalho. Timothée faz em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> algo que impressiona por provar que, mesmo com apenas 30 anos, ele tem uma extensão cênica invejável.</p>
<p>Com todo esse burburinho e algumas vitórias já conquistadas pelo ator por <strong><em>Marty Supreme</em></strong>, a vitória no Oscar já soa quase certa. Os próximos prêmios serão cruciais para esclarecer melhor suas possibilidades. Tanto o Actor Awards como o BAFTA serão fortes termômetros sobre sua chance de enfim levar para casa um Oscar. No entanto, Timothée não está longe de ter um forte concorrente, ao menos, nesse seu caminho para a glória com a Academia.</p>
<p>Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/"><em>O Agente Secreto</em></a>, de 2025) tem vencido os principais prêmios desse circuito mais &#8216;alternativo&#8217; de premiações. Sua vitória no Globo de Ouro também propulsionou suas chances e, se o Chalamet puder temor alguém, essa pessoa é nosso conterrâneo. Ainda que Timothée siga com chances mais claras, inclusive por conta de toda sua campanha, não é hora de descartar essa outra possibilidade. O futuro do ator e seu papel em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> ainda trarão boas surpresas até a aguardada noite do Oscar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Safdie</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A&#8217;zion, Kevin O&#8217;Leary, Tyler Okonma (Tyler, the Creator), Abel Ferrara e Fran Drescher</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jlufghPi_y4?si=6GvtLeedts-yXW9u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 12:57:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o hall [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinemas brasileiros recebem a primeira cinebiografia musical do ano nesta quinta-feira (15). Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong> foi a aposta da Focus Features para a bilheteria do Natal estadunidense e chega no Brasil, pela Universal Pictures, como um dos filmes do verão para se assistir em família. É claro que não uma dramédia qualquer que se leva crianças, mas é um filme que facilmente poderia entrar para o <em>hall</em> de reprises da Sessão da Tarde em alguns anos. O projeto, ainda que tenha momentos de emoção, é leve e divertido, além de conseguir abarcar um grande público com sua narrativa.</p>
<p><strong><em>Song Sung Blue </em></strong>conta a história do encontro apaixonado entre dois imitadores de celebridades da música que sonhavam em fazer sucesso com suas vozes. Tanto Mike (Jackman) quanto Claire (Hudson) vem ao encontro de almas com suas bagagens e dramas pessoais que fazem a trama girar a partir dos altos e baixos de sua vida a dois. Escrito e dirigido por Craig Brewer (<em>Um Príncipe em Nova York 2</em>, de 2021), o longa-metragem segue essa linha narrativa usual para contar um pouco da vida do casal real &#8216;Raio e Trovão&#8217;. A história escrita por Brewer e baseada na vida de Mike e Claire Sardina não tem nada de extraordinária, mas é extremamente sincera e amorosa.</p>
<p>Ainda que tenha alguns deslizes no ritmo no segundo ato do filme, o roteiro se mantém fiel à clara missão de entreter, emocionar e divertir o público. Tudo isso, é claro, embalado pelas canções de Neil Diamond. E é por meio de suas canções que a narrativa é costurada e guiada pelos altos e baixos da vida e carreira da dupla real. Brewer verdadeiramente não traz nada de novo ou surpreendente em <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>, mas faz o que se propõe de forma coerente e razoável, criando um resultado que vale a pena.</p>
<figure id="attachment_20373" aria-describedby="caption-attachment-20373" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-20373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Song-Sung-Blue-1-2.jpg" alt="Song Sung Blue (2025)" width="2048" height="1365" /><figcaption id="caption-attachment-20373" class="wp-caption-text">Hugh Jackman em cena de &#8216;Song Sung Blue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O verdadeiro destaque de <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> é seu elenco &#8211; e esse louro vai além da dupla principal. A direção de elenco acertou em cheio ao reunir um grupo de atores e atrizes que tem uma boa química em cena. A família Sardina é o maior destaque, com um momento de parabenização específico para Ella Anderson (<em>Henry Danger: O Filme</em>, de 2025) que tem ótimos momentos em cena, tanto como destaque, como contracena da dupla principal.</p>
<p>Apoiados por um elenco que dá a base necessária para florescer suas interpretações, Hugh Jackman (<em>Deadpool &amp; Wolverine</em>, de 2024) e Kate Hudson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/"><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></a>, de 2022) são os pilares de <strong><em>Song Sung Blue &#8211; Um Sonho a Dois</em></strong>. Com performances coesas e uma desenvoltura fantástica cantando, a dupla de atores encanta o espectador durante a cinebiografia. Jackman faz uma versão dele mesclada com o verdadeiro Mike Sardina, mas sem perder seu encanto e sua graça pessoal.</p>
<p>Hudson, por outro lado, é mais do que a contracena perfeita. Ela vai além, diante do que a direção e o texto te entregam, dando muito mais do que vida aos sonhos e dores de Claire. Hudson é a estrutura de toda a narrativa. Sem a sua performance, talvez <strong><em>Song Sung Blue</em></strong> não fosse o mesmo. Tanto que, quando a sua personagem cai num momento com mais deslizes de ritmo do roteiro, todo o longa também desaba &#8211; não em um desastre, mas em fragilidades de um roteiro que não é extraordinário. Não à toa, a atriz recebeu 3 indicações por sua atuação, sendo duas delas no Globo de Ouro, em Comédia ou Musical, e no Actors Awards.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hugh Jackman, Kate Hudson, Ella Anderson, King Princess, Michael Imperioli, Fisher Stevens, Hudson Hensley, Mustafa Shakir e Cecelia Riddett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wjStOOUp_4A?si=AJRmrsWlqNa87jRZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica O Agente Secreto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 03:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de todo o fervor vivido pelo cinema brasileiro no último ano com o sucesso estrondoso, dentro e fora do país, com Ainda Estou Aqui (2024), a estreia do filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho eleva essa sensação à máxima potência. O novo longa-metragem do diretor substitui o filme de Walter Salles como a produção nacional mais comentada do momento. O clima de copa do mundo já está criado e a estreia de O Agente Secreto nos cinemas, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de todo o fervor vivido pelo cinema brasileiro no último ano com o sucesso estrondoso, dentro e fora do país, com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a>, a estreia do filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho eleva essa sensação à máxima potência. O novo longa-metragem do diretor substitui o filme de Walter Salles como a produção nacional mais comentada do momento. O clima de copa do mundo já está criado e a estreia de <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> nos cinemas, que acontece nesta quinta-feira (6), reacende a chama popular da torcida pelo Brasil em uma nova corrida nos maiores prêmios do mundo cinematográfico.</p>
<p>Saído do Festival de Cannes como o filme mais premiado do ano, <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> é essencialmente brasileiro até seu último milésimo de segundo e isso é hipnotizante. O ritmo frenético estabelecido por Kleber em seu roteiro e direção empolgam, conduzem e surpreendem o espectador a cada virada de chave em sua narrativa. Como de costume, o cineasta constrói um pastiche de histórias que se cruzam em suas dores, desejos e missões, desenhando a história do Brasil de um determinado período.</p>
<p>Os filmes de Kleber funcionam como uma colcha de retalhos de histórias que se entrelaçam e são costuradas a partir de uma sucessão de fatos inesperados, dolorosamente reais e essencialmente brasileiros  &#8211; e isso não é diferente em <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>. No longa, acompanhamos a vida de Marcelo (interpretado por Wagner Moura), que, durante o auge da ditadura militar e seus desmandos no Brasil de 1977, se muda para Recife. Ele vai até a capital pernambucana tentando se esconder de um passado violento, na esperança de encontrar um novo futuro. O que ele encontra lá são, no entanto,  as sombras de seu passado, à espreita, esperando uma oportunidade para dar cabo de sua vida.</p>
<p>Em seu novo <em>thriller</em> político, Kleber remonta a dor e a nostalgia da vida no Brasil da década de 1970. Na mesma medida que <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> é capaz de nos arrepiar com os horrores e absurdos da ditadura, o filme nos relembra, em seguida, pelo que tantas pessoas lutaram. O projeto bate bem nessa tecla: que mesmo em tempos de desesperança há sempre com quem contar. E isso vem por meio dos afetos (d)escritos por Kleber em seu roteiro. Talvez esse seja o maior mérito da filmografia do diretor, o equilíbrio entre a sutileza, a paixão e a dor do existir.</p>
<p>Os contextos das perseguições à oposição da ditadura, o cercear a liberdade e o medo do inimigo que literalmente mora ao lado são os grandes fantasmas que acompanham o público durante a sessão. Seja através da ludicidade ou das ironias tão conhecidas nos trabalhos do diretor, <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>empolga a cada instante por não sabermos o que pode acontecer. O roteiro de Kleber não é previsível porque ele preza pelo tensionamento dos sentidos. O inesperado é a chave mestra da genialidade de seu roteiro. Ou seja, de tédio não morreremos.</p>
<figure id="attachment_20046" aria-describedby="caption-attachment-20046" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20046" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-750x500.jpg" alt="O Agente Secreto (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3.jpg 1715w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20046" class="wp-caption-text">Wagner Moura em cena de &#8216;O Agente Secreto (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Para além dos louros de Kleber, tanto no roteiro quanto em sua direção, a fotografia, a arte e a montagem do filme pulsam junto com sua narrativa. A direção de arte, comandada por Thales Junqueira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby"><em>Baby</em></a>, de 2024), consegue desenhar as texturas, vibrações e os perigos do Brasil na ditadura. Em complemento, a fotografia de Evgenia Alexandrova (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sem-coracao"><em>Sem Coração</em></a>, de 2023) captura essas imagens e faz com que elas pulsem de forma hipnótica, tornando essa dobradinha de visualidade um primor do filme. Para fechar o resultado visual de <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>, a montagem de Eduardo Serrano e Matheus Farias (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau"><em>Bacurau</em></a>, de 2019) tensiona e eleva cada um desses elementos, dando vida à obra de Kleber da melhor forma que o público poderia pedir.</p>
<p>O elenco, como de costume, é um show à parte. Já que o cinema de Kleber é tão fortemente composto por um pastiche de histórias e vidas, seu elenco costuma ser robusto em quantidade e avassalador em potência. Contudo, <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>talvez tenha alcançado um novo patamar de <em>casting</em> nas produções do cineasta pernambucano. Parece que cada pessoa foi escolhida a dedo. E cada uma delas tem seu momento de brilhar.</p>
<p>Carlos Francisco, Robério Diógenes, Roney Villela, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Igor de Araújo, Ítalo Martins, Luciano Chirolli e Udo Kier são alguns dos artistas que vibram em cena e fazem a história ser viva e pulsante. Dois nomes, no entanto, precisam ser comentados à parte. Mesmo com a potência dos nomes anteriores, nada se compara com o magnetismo de dona Tânia Maria e de Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guerra-civil"><em>Guerra Civil</em></a>, de 2024) em cena. Não existiria <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>sem a força gravitacional que os dois atores geram no espectador.</p>
<p>Dona Tânia tem uma pureza magnética do realismo de sua interpretação que rouba a cena incessantemente. Basta ter segundos de tela que os olhares do público imediatamente recaem sobre sua naturalidade quase infantil. Há uma pureza de liberdade em sua interpretação que faz dela um dos pontos mais altos durante <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>. Realmente acredito que a escolha de escalar dona Tânia Maria para o papel de Dona Sebastiana foi tão acertado quanto a escalação de Wagner.</p>
<p>O ator baiano é outra força em cena. Sua interpretação prende o espectador por trazer outra chave, igualmente magnética: a do medo. Wagner carrega em seu olhar um peso, uma dor e um desespero que são palpáveis. Ele entretém o espectador em uma construção de personagem que grita uma profundidade, ainda que ele só demonstre a superfície. E os olhos, como é dito em <em>Scarface (1983)</em>, eles nunca mentem. E Moura, mais uma vez, escancara a suas habilidades interpretativas por demonstrar um turbilhão a partir da sutileza de um olhar.</p>
<p>Com o longa, portanto, o diretor consegue entregar uma narrativa absurdamente coesa, ritmada e surpreendente que passa voando durante seus quase 160 minutos. O filme pode ser o ápice do cinema de Kleber por beber de todos os temas e nuances tão caros à ele ao longo de sua carreira. E isso é feito a partir de uma condução primorosa que merece um pergaminho de elogios e saudações por sua excelência. Não há melhor forma de ver <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>a não ser como a epítome do cinema de Kleber Mendonça Filho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kleber Mendonça Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Wagner Moura, Carlos Francisco, Tânia Maria, Robério Diógenes, Roney Villela, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Thomás Aquino, Laura Lufési, Igor de Araújo, Ítalo Martins, Luciano Chirolli, João Vitor Silva, Licínio Januário e Udo Kier</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AOBPXs_euPA?si=AUyJM-jQ_dl9TBq7" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Bom Menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:53:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. Bom Menino, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema. O diretor e co-roteirista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O burburinho é a alma do negócio mesmo, não é? Alguns anos atrás um projeto de terror independente sobre um cachorro jamais chegaria aos cinemas brasileiros, ainda mais por uma distribuidora grande como a Paris Filmes. <strong><em>Bom Menino</em></strong>, no entanto, fez o dever de casa e soube se vender muito bem para gerar uma alta demanda internacional por seu lançamento e eis que, nesta quinta-feira (30), o longa-metragem chega ao Brasil nas principais redes de cinema.</p>
<p>O diretor e co-roteirista Ben Leonberg criou um fenômeno antes mesmo de saber qual será o resultado da recepção do filme pelo grande público. <strong><em>Bom Menino</em></strong> já é uma produção que chama atenção do espectador por sua premissa básica de focar em um animal adorável passando por uma situação aterrorizante. E tudo se torna ainda mais curioso ao público quando se fala sobre o longo processo de produção com um cachorro não-ator.</p>
<p><strong><em>Bom Menino</em></strong> inicia com Todd (interpretado por Shane Jensen), um jovem que sofre de uma doença pulmonar crônica, se muda da cidade de Nova York para a casa rural e desabitada do seu falecido avô na floresta com seu amado cão, Indy. A irmã de Todd, Vera (Arielle Friedman), se preocupa com o isolamento dele na casa, acreditando que o lugar seja assombrado e contribuiu para a morte do avô deles (Larry Fessenden). Ao chegar na casa, Indy imediatamente sente uma presença. Com o passar dos dias, os horrores só aumentam e Indy se vê precisando salvar a vida de Todd antes que seja tarde demais.</p>
<p>O filme cativa o espectador desde o primeiro momento por sua atmosfera de tensão. Ao mesmo tempo, o longa também prende o público por trabalhar com um tema tão caro à muitas pessoas, que é o amor com seu pet. Essa costura entre a parceria entre dono e cachorro e o contexto tenebroso do isolamento de Todd fazem de <em><strong>Bom Menino</strong></em> um filme com um ritmo de tirar o fôlego.</p>
<figure id="attachment_20029" aria-describedby="caption-attachment-20029" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20029" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg" alt="Bom Menino (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Bom-Menino-3.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20029" class="wp-caption-text">Indy em cena de &#8216;Bom Menino (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>O roteiro de Leonberg e Alex Cannon entrega uma narrativa curiosamente instigante. O filme é guiado por ações, atmosfera e a expressividade de Indy. Ele é a verdadeira alma do projeto. Ainda que tenha levado 3 anos para ser concluído, <em><strong>Bom Menino</strong></em> não sofre de nenhum descaso ou desconexo gerado pelo alongamento da produção. Pelo contrário, a proposta dos roteiristas parece se encaixar como uma luva para um projeto com tantas peculiaridades e funciona sem nenhum problema.</p>
<p>A coragem do roteiro e a sorte do diretor em ter um cachorro extremamente expressivo dão ao projeto a possibilidade de longa vida. <em><strong>Bom Menino</strong></em> tem mais ritmo do que muitos blockbusters do gênero, encabeçados por atores de longa data. Na verdade, Indy relembra ao público a importância do silêncio e do olhar. O que o cachorrinho entrega ao protagonizar mais de 70 minutos de filme, muitas pessoas não conseguiram fazer durante uma carreira inteira.</p>
<p>Ao lado do roteiro bem amarrado e da direção consciente de sua proposta e limitações, a fotografia entrega um jogo de luz, sombra, profundidade e perspectiva que merece aplausos. Tudo isso com um som que acompanha as necessidades da produção de compor a tensão exata para cada cena. <em><strong>Bom Menino</strong></em> é uma grata surpresa para os amantes de horror por ser um respiro de coragem e inventividade prática de um produto. Mesmo seguindo uma estrutura bem clássica de filmes sobre assombrações e lugares assombrados, o filme consegue fazer isso com um sopro de interesse e paixão pelo labor que inspiram e cativam o público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ben Leonberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Indy, Shane Jensen, Arielle Friedman, Larry Fessenden e Stuart Rudin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i9KZJy0VSVM?si=J1RIBc9KBlxw4p79" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:25:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (O Pálido Olho Azul, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os dilemas vividos por ele na época.</p>
<p><em><strong>Springsteen</strong></em> começa com o cantor (interpretado por Jeremy Allen White) finalizando sua turnê de sucesso do álbum &#8216;The River&#8217; e se mudando para sua cidade natal, na esperança de descansar depois da intensa tour. Mergulhado em memórias duras de sua infância, Bruce compõe o álbum &#8216;Nebraska&#8217;, que muda o rumo de sua vida e carreira por escancarar para ele e para o mundo sua depressão.</p>
<p>A proposta de Cooper de fazer um filme que verdadeiramente se debruça na psiquê de seu personagem nesse momento tão delicado de sua vida é a força motriz de <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em>. O roteiro do cineasta leva o espectador a conhecer a fundo as dores do cantor em momentos de extrema inspiração e solidão. Esse dilema clássico dessas figuras criativas é a porta de entrada para a sensibilidade, o cuidado e o sucesso da interpretação de White (<em>Garra de Ferro</em>, de 2023).</p>
<p>Coincidentemente (ou nem tanto), é neste ponto que muitas cinebiografias falham. Muito se fala sobre os altos e baixos de renomados artistas, mas pouco se dá tempo de verdadeiramente ver isso expandindo até se tornar maior do que suas vidas. E é aqui que Scott Cooper faz <em><strong>Springsteen</strong></em> ser um primor. Ele dá tempo, tanto para sua narrativa quanto para sua direção, de criar os silêncios necessários para ensurdecer à todos. A produção de Nebraska foi o pedido de ajuda de Bruce, quando nem ele conseguia dimensionar o que tinha e o que precisava.</p>
<figure id="attachment_20025" aria-describedby="caption-attachment-20025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg" alt="Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20025" class="wp-caption-text">Jeremy Allen White em cena de &#8216;Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A sensibilidade dessa escolha e da dilatação que ela exigia permitiu que <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> tivesse algumas das atuações masculinas mais interessantes do ano, até então. A simplicidade em deixar White ou Jeremy Strong (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) terem tempo de tela para se mostrarem expostos e frágeis é seu ponto forte. Ambos entregam performances impressionantes que não precisam de grandes explosões. O olhar, especialmente de White, diz tudo o que precisa ser compreendido.</p>
<p><em><strong>Springsteen </strong></em>é um filme sobre contemplação. Contemplar o ritmo das canções, de sua feitura e da vida. É o tempo da batida de um coração sufocando em meio aos holofotes. É um respiro silencioso no meio de uma multidão. É um pedido de socorro, quando tudo parece estar indo bem. A forma como a depressão de Bruce é mostrada traz essas nuances e esse cuidado que é admirável.</p>
<p>Talvez <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> seja uma das melhores cinebiografias dos últimos tempos justamente por saber escolher o que mostrar. A força do filme está em seu poder de decisão de delimitar um tempo que é um reflexo de um passado &#8211; onde essas cenas são milimetricamente calculadas para não dominarem o filme, mas entregarem o que precisam. Com um elenco que abraça a dor de sua história com cuidado e sensibilidade, este é um dos longas que merecem ser experienciados na telona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Cooper</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Allen White, Matthew Anthony Pellicano, Jeremy Strong, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffmann, Harrison Gilbertson, David Krumholtz e Paul Walter Hauser</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zAuQSMQkqJc?si=9C2W1OaRDQ3-s9Hr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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