Procurando Nemo: 5 lições que aprendemos com o clássico Pixar

Não é difícil entender as razões pelas quais Procurando Nemo é uma das animações mais amadas do cinema. Na sua essência, o longa de 2003 da Disney/Pixar é uma fábula e, como tal, conseguimos extrair dela ensinamentos morais básicos que podemos carregar e aplicar para diversas situações das nossas vidas. Pela mesma trilha, por exemplo, caminharam títulos eternos no imaginário de crianças e adultos, como O Rei Leão na década de 1990 ou Bambi nos anos de 1940. Aproveitando que a continuação do clássico Pixar está chegando aos cinemas esta semana, selecionamos alguns aprendizados básicos que extraímos da animação de Andrew Stanton e Lee Unkrich e que não esqueceremos tão cedo.

# 05. Não leve a vida tão a sério

Ao longo da jornada empreendida pelo peixe-palhaço Marlin na sua procura por seu filho Nemo, o protagonista do filme percebe que as situações mais difíceis tornam-se administráveis quando a gente relaxa um pouquinho e consegue ter algum nível de diversão com elas. Quando Marlin e Dory encontram um cardume que dá informações sobre um caminho do possível paradeiro de Nemo, o grupo, diante da recusa do peixe-palhaço de participar de uma brincadeira de adivinhação, aconselha o protagonista a relaxar mais mesmo nos momentos mais tensos. Esse tipo insight surge em outras situações, como na cena em que Marlin e Dory encontram as “deboístas” tartarugas e quando o peixe-palhaço consegue se divertir na arriscada sequência em que eles têm que se esquivar de um grupo de águas-vivas. Ao final da sua jornada, Marlin torna-se um peixe destravado e até consegue contar piadas, algo que sua excessiva tensão e preocupação com as responsabilidades da vida não deixavam.

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# 04. Baixe a guarda e confie um pouco nos seus amigos

Marlin só consegue encontrar o seu filho Nemo quando passa a aceitar a ajuda daqueles que ele e Dory encontram pelo caminho. A jornada de procura por Nemo faz Marlin entender que, em determinadas situações, àquelas nas quais nós mesmos não sabemos lidar com um problema ou desconhecemos os caminhos que desembaraçam os seus nós, uma ajudinha pode ser bem-vinda. Marlin consegue entender isso quando, por medo, não segue o palpite de Dory e acaba entrando em uma enrascada com as águas-vivas, o que quase custa a vida da sua amiga desmemoriada. Esse episódio traz uma mudança na postura do peixe-palhaço. Momentos depois, Marlin já segue um conselho de Dory e, perto do final do filme, deixa Nemo pôr em prática um plano para salvar a peixinha azul e um cardume quando eles são capturados por um navio pesqueiro.

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# 03. Tente todas as possibilidades, persista

“Continue a nadar, continue a nadar…”. Com essa música-grude criada por Dory, Marlin entende que nenhuma jornada, por mais extenuante que seja, vale a desistência. Devemos sempre tentar ir aos limites das nossas possibilidades. Esse “Hakuna Matata” das novas gerações é cantado por Dory quando Marlin esmorece diante das dificuldades encontradas no caminho da sua busca por Nemo e culmina em decisões importantes que o protagonista do filme toma mais adiante na história, como no momento em que eles chegam a Sydney e o peixe-palhaço, dentro da boca de um pelicano diz: “Não cheguei tão longe para ser engolido por um pelicano!”.

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# 02. Criamos os nossos filhos para o mundo

Ao final de Procurando Nemo entendemos que o filme é um conto que opõe as noções de prudência e medo. Através da relação de superproteção entre Marlin e seu filho compreendemos como cada um desses personagens representam esses conceitos. A Marlin falta a coragem para enfrentar as situações corriqueiras da vida. O peixe-palhaço é uma figura tensa, freada pelo medo de encarar as coisas e isso acaba se refletindo na maneira como cria o seu filho. Em um determinado diálogo entre Marlin e Dory, nos atentamos para os efeitos dessa superproteção. Nele, Marlin diz: “Eu só queria que nada acontecesse ao meu filho”. Imediatamente, Dory responde: “Se você não deixar nada acontecer a ele, daí nada vai acontecer a ele”. Ou seja, para os nossos rebentos ganharem asas e conseguirem seus próprios objetivos, todo pai deve entender que a exposição ao risco é parte desse processo. A vida é um grande risco.  Por sua vez, ao não obedecer o pai e graças a sua teimosia, Nemo acaba entrando em uma grande enrascada. Falta ao filhote de peixe-palhaço a prudência que possivelmente não o levaria a uma situação tão perigosa como a que vive no filme.

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# 01. Falar um idioma é importante

Um dos maiores ensinamentos dessa fábula tem muito a dizer a crianças e adultos de todas as idades:  saber um idioma, seja ele qual for, pode te tirar de uma enrascada. Não há nada comprovado e o longa não traz evidências disso, mas nada me tira da cabeça que Dory e Marlin só conseguiram sair de dentro daquela baleia porque a azulzinha fala fluentemente o baleiês em suas diversas variações. “Procurando Neeeemoooooo…”

Procurando Dory estreia dia 30 de junho nos cinemas de todo o país.

 

Wanderley Teixeira391 Posts

Pesquisador, jornalista e crítico de cinema, fã do Paul Thomas Anderson e também da Nicole Kidman, leitor esporádico de HQs de super-heróis e consumidor voraz de qualquer tipo de besteira colecionável.

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