Crítica: Um Amor A Cada Esquina

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Um filme independente com atores do circuito blockbuster de cinema. Como seria isso? Um Amor A Cada Esquina coloca essa possibilidade à prova e mostra que, além de ser possível, o resultado sai bem interessante para o espectador.

O enredo fala sobre uma jovem aspirante a atriz que ganha a vida como garota de programa, sempre idealizando seu sonho maior. Em uma de suas noites de trabalho, ela encontra com um diretor teatral, que, além de tratá-la muito bem, faz uma proposta irrecusável: 30 mil dólares para ela deixar a prostituição. Isabella aceita a oferta e começa a se dedicar à carreira de atriz. O que ela não poderia imaginar é que em uma audição para uma peça, ela ia se deparar justamente com este diretor, que está acompanhado da esposa, que também é artista.

Com um estilo de narrativa diferente, onde a personagem principal é entrevistada por uma jornalista e vai falando abertamente sobre os primórdios da sua carreira como atriz, os fatos vão acontecendo sempre sob sua perspectiva, situação que ela deixa clara principalmente ao falar de sua terapeuta e o ex-cliente perseguidor.

O diretor Peter Bogdanovich é contemporâneo de Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg, da geração “Nova Hollywood”, mas não obteve todo o sucesso dos demais. Seu filme de maior sucesso é de 1971, A Última Sessão de Cinema. Ele retorna, com Um Amor A Cada Esquina, 12 anos depois de sua última produção. Um estilo bem diferente, é verdade.

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No elenco principal, temos Imogen Poots e Owen Wilson, como o casal protagonista. Kathryn Hahn e Jennifer Aniston também são boas adições ao longa, com seus papéis mais histéricos e dramáticos. Elas interpretam a esposa traída e a terapeuta psicótica, respectivamente. Tem ainda o excelente Rhys Ifans (que nunca esquecerei com seu papel de Spike em Um Lugar Chamado Notting Hill) e Will Forte. A dinâmica do grupo é muito clara e simples, dando um tom bem pessoal ao filme.

A comédia flui com muita leveza e entretém o espectador a todo momento. É atrativo e intrigante, fazendo a pessoa querer saber sempre o que vai acontecer na próxima cena. A risada é garantida e tem uma boa finalização. No entanto, não é nenhuma narrativa memorável e exclusiva, que marca quem assiste. As atuações são ótimas e a sintonia do elenco sustenta a maior parte do roteiro.

No final das contas, cumpre bem um objetivo não pretensioso. Fiquei com a sensação de dever cumprido e satisfeita com o resultado. É divertido!

Bônus: curiosidade para os amantes de Jennifer Aniston e do seu personagem na série Friends. Neste filme, seu namorado se chama Joshua e seu cachorro, Chip, uma referência a dois namorados da personagem Rachel, em Friends.

 

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