Crítica: O Rei do Show

Já tem um tempo que musical não é o estilo mais escolhido de filmes em Hollywood. Aliás, o foco do momento é super-herói e histórias de ação mirabolantes. Então é muito gostoso para quem é fã do estilo receber um longa como O Rei do Show, com muita cantoria e dança.

A narrativa é sobre a história de P.T. Barnum, um homem sonhador que cria possibilidades para sair de uma situação financeira complicada e ajudar as pessoas “diferentes” ao seu redor. A história verídica traz um pouco do início do próprio circo e como surgiu essa curiosidade por “freaks” e fraudes de todo tipo.

No papel principal, ninguém menos que Hugh Jackman, que já participou do também musical Os Miseráveis. Em O Rei do Show, ele canta, dança e rouba todas as cenas em que aparece. É um personagem muito caricato e exagerado, mas é exatamente esse seu objetivo principal, tornando tudo muito natural.

Como parceiro, temos Zac Efron, que surge lá para o 2/3 do longa, com um pouco de desconfiança, mas mostrando logo suas habilidades artísticas. Ele também tem seu histórico em musicais, como High School Musical, que o lançou e ficou eternizado como longa juvenil de sucesso. Depois disso, ele já mostrou seu potencial diversas vezes, provando que realmente chegou para ficar.

O filme tem ainda uma ótima escolha de elenco, tendo Efron e Jackman no núcleo principal, acompanhados de Michelle Williams, Zendaya e Rebecca Ferguson. Além disso, a equipe de coadjuvantes é muito boa. Todos os freaks tem seu momento de exibição e cantoria, chamando atenção pela qualidade da escolha. O equilíbrio é muito importante na trama.

É fácil criar empatia com os personagens e começar a torcer por eles. A sintonia do casal Efron e Zendaya é muito boa e faz com que o espectador vibre na cadeira em cada momento. O mesmo vale para Jackman e Williams, que têm uma construção importante na primeira parte do filme, contextualizando a história do casal.

O figurino e direção de arte capricharam no papel. O longa é muito colorido, cheio de roupas chamativas e performances de teatro incríveis. Nada mais justo que o investimento neste setor fosse alto. Por alegria, eles apostaram as fichas e acertaram em cheio, apresentando um produto final excelente.

O ponto fraco do filme seria a história em si. Ela começa muito bem, mas perde a mão no meio do caminho. Tropeça em muitos clichês que deixam o enredo óbvio demais para o espectador. Certamente este ponto poderia ser melhorado e muito. Acredito, no entanto, que no balanço geral de pontos positivos e negativos do filme, a avaliação é favorável.

O Rei do Show é um musical muito bom, com cantos e dança na medida certa, deixando o espectador encantado com as cenas incríveis. Tem defeitos, sim, mas como boa amante de musicais eu digo que eles não chamam tanta atenção quanto as qualidades.

Assista ao trailer!

 

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