Crítica: Lucy

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Lucy é um filme intrigante. Talvez esta seja uma boa palavra a designar o longa. O enredo incialmente não tão inovador consegue levar a história para um lado completamente diferente dos que já foram abordados anteriormente. Scarlett Johansson, por sua vez, consegue provar mais uma vez que é muito mais que apenas um rosto e um corpo sedutor.

A narrativa do filme é muito simples, a princípio. Uma jovem é sequestrada e obrigada a servir de “mula”. Ela terá que transportar uma droga sintética nova dentro de seu estômago até outro país. Chegando lá, ela será recompensada e libertada. O serviço parece simples, não fosse o caso do trajeto ser intermediado por outros sequestrados, que querem a droga a qualquer custo. Durante uma briga entre ela e os criminosos, a protagonista leva um chute na barriga, o pacote rompe e seu organismo começa a absorver a droga.

A partir deste ponto, a história começa a mudar. A medida que a jovem vai absorvendo a droga, seu corpo vai atingindo uma nova capacidade de uso, levando-a a ter poderes nunca antes vistos. Paralelo a isso, Morgan Freeman é um professor acadêmico e cientista que sustenta a tese de que o ser humano utiliza apenas 10% do cérebro e que a medida que esta utilização sobe, a pessoa poderia ter novas capacidades.

Lucy descobre a existência deste cientista e resolve ir em busca dele para saber o que está acontecendo com ela. Ela passa a controlar meios eletrônicos, mentes humanas e os mais diversos objetos, tornando-se cada vez mais invencível. Obviamente que os sequestradores começam a ir atrás dela na tentativa de recuperar a droga ou pelo menos parte dela. Lucy percebe que o efeito não é para sempre que precisará das outras “mulas” para sustentar este novo estilo de vida.

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O filme vai perdendo a linearidade, é bem verdade. Mas para um observador atento, isso é apenas mais um artifício do longa para mostrar a nova realidade da protagonista. Por mais estranho que a história venha parecer em dado momento, é possível entender exatamente o que o diretor e o roteirista pensaram quando criaram aquela cena.

Estranheza essa que levou o filme a ter apenas 1h30 de duração. Mas não parece que é tão pouco dada a intensidade do enredo. Talvez se fosse mais tempo, o espectador se perde-se completamente na história e desistisse de acompanhar a linha de raciocínio.

A dualidade de Johansson e Freeman é interessantíssima e constrói uma perspectiva positivamente diferente. Ele continua no ápice de sua interpretação, sendo impecável em cada cena. Já ela mostra um crescimento gradativo e acentuado, que já vem sendo mostrado em filmes anteriores. Ainda devemos vê-la em grandes filmes ao longo dos próximos anos.

A narrativa vai evoluindo a medida que a protagonista aprimora sua capacidade mental até atingir os 100%. A expectativa reside principalmente nisto pois não se sabe o que acontecerá quando ela conseguir acessar todo seu potencial. O resultado é ainda mais pirante do que o espectador poderia esperar.

Com uma história curta, porém bem amarrada, o diretor Luc Besson consegue retomar pontos de sucesso do filme O Quinto Elemento, que dirigiu há quase 20 anos atrás. Essa ficção científica que envolve ação e um pouco de super heroísmo, consegue levar o espectador a uma nova perspectiva, atraindo a atenção com um enredo de qualidade.

 

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