Crítica: Guardiões da Galáxia

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Grupo improvável: Heróis de “Guardiões da Galáxia” são um coletivo de desajustados.

 

Aguardado por muitos, Guardiões da Galáxia conseguiu agradar mais do que aqueles espectadores fiéis que torciam pela chegada do filme há alguns anos. Como uma espécie de Star Wars moderno, o longa surpreende ao trazer um enredo e elenco interessantíssimos. Existe uma mistura equilibrada de ação e comédia que faz com que as mais de duas horas de duração passem voando.

O enredo conta a história de Peter Quill, um garoto que perdeu a mãe e foi abduzido logo em seguida por extraterrestre. Ele passa a viver, então, neste novo universo paralelo e vira um saqueador. Em uma de suas expedições, Quill rouba uma esfera e passa a ser perseguido por diversos grupos que querem a todo custo recuperar o objeto. Neste meio tempo, ele se encontra com mais quatro personagens que vão, depois de um tempo, integrar o grupo dos Guardiões da Galáxia. São eles: Gamora, Rocket, Groot e Drax.

A primeira cena do filme já atrai bastante a atenção do espectador, principalmente por conta da trilha sonora. Ao som de I’m Not In Love, da banda 10cc, o pequeno Quill chora no leito de morte da mãe. Logo depois, ao ser abduzido, ele já aparece crescido, interpretado por Chris Pratt, e também ouvindo ao walkman que utilizava quando pequeno. O contexto que essas simples cenas do início dão permite que o filme tenha muito mais embasamento do que os comuns de ação vistos atualmente.

O diretor James Gunn conseguiu utilizar toda a sua estranha experiência e aplicar bem neste filme. Ele já dirigiu desde o desenho animado até o filme de terror, passando pela comédia e ação. Guardiões da Galáxia tem um pouco de tudo isso e é justamente este ponto que faz dele único no universo da Marvel. O filme consegue arrancar grandes gargalhadas do público, dado o contexto e leveza dos personagens.

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Comédia pipoca: O novo filme da Marvel explora o humor e se assume como blockbuster do início ao fim.

 

A escolha de atores não podia ser mais acertada. Embora eu não seja fã de Zoe Saldana, devo admitir que ela cabe perfeitamente no papel de Gamora. Parece que ela perdeu todo o estilo caricato que me irritava e assumiu com muita naturalidade o papel de uma mulher geniosa e cheia de personalidade. Já Chris Pratt, que passeou por diferentes estilos de filmes como Ela, A Hora Mais Escura e Para Maiores, encaixou-se com perfeição no papel do protagonista. Ele é naturalmente engraçado.

Não podemos esquecer de Vin Diesel e Bradley Cooper, que apesar de não aparecerem no filme, dão voz aos hilários Rocket e Groot. Rocket, por sinal, é um dos personagens mais interessante do filme. Um guaxinim cheio de vontade que simplesmente consegue tudo o que quer. Engraçadíssimo! Temos ainda Glenn Close no papel de uma mulher que manda e desmanda na organização e Benício Del Toro impagável como um dos vilões.

A dinâmica do filme é excelente e ele consegue passear pela ação e comédia com muita leveza. A trilha sonora também dá o tom mais completo ao filme. O protagonista está sempre escutando músicas em seu walkman e às vezes a canção é o plano de fundo de uma grande briga.

Além deste ótimo investimento em som, a equipe de efeitos especiais caprichou nas cenas. Nada mais justo, já que o filme se passa completamente no espaço e grande parte foi gravada em estúdio. A mistura de cores, as reações do guaxinim e da árvore falante, tudo isso mostra o trabalho minucioso que foi realizado.

Diferente do que se poderia esperar do trailer, Guardiões da Galáxia consegue superar todas as expectativas. É o tipo de filme que agrada do nerd ao espectador comum que comprou o ingresso por acaso. Fico feliz em saber que a continuação certamente virá. Espero que este se torne uma boa série de super-heróis e que consiga manter o nível nos próximos filmes.

 

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