Crítica: Com Amor, Simon

Os tempos atuais mostram a importância que a representatividade pode ter na vida de uma pessoa. Se enxergar no cinema é um dos passos possíveis para se aceitar e se entender como um indivíduo de valor. Pensando nisso, é igualmente importante que as diferenças sejam trazidas para realidades corriqueiras e universos habituais, como é o caso de uma escola. E Com Amor, Simon faz isso de forma linda.

A história nos apresenta Simon, um jovem que leva uma vida comum e sem grandes acontecimentos. Ele narra o filme falando sobre como sua vida não tem graça e é mais do mesmo. No entanto, tem um segredo que não conta para ninguém: ele é gay. A partir daí, o enredo vai se construindo e mostrando as questões de cada um ao lidar com o diferente.

O longa trata da homossexualidade na adolescência de maneira tão natural e, ao mesmo tempo, assertiva, que o espectador embarca nessa trajetória do personagem com muita facilidade. Simon é um garoto simpático e interessante, mesmo que não tenha nada incrível para mostrar. Ele começa a se envolver com um internauta anônimo da escola onde estuda e consegue compartilhar seu segredo com ele. Simon começa a tentar descobrir quem é o confidente misterioso e cria vários cenários em sua cabeça.

Ao longo do filme, vamos vendo as várias reações das pessoas ao descobrir a sexualidade de Simon. O pai, por exemplo, mesmo que aceite, não lida bem com a informação de primeira. O que é muito comum na vida real. Aliás, esse é um esforço merecido que o filme faz. Colocar todas as situações dentro de questões do dia a dia, que todos podemos viver e se identificar.

Com Amor, Simon acaba sendo um filme que fala muito mais sobre a descoberta de si mesmo do que sobre a homossexualidade do protagonista. Isso é apenas um primeiro passo para varias transformações que vão acontecendo com Simon. O longa não foge completamente de clichês e acaba estereotipando um pouco alguns personagens. Mas nada que prejudique o produto final, que é muito bom.

Lembra muito As Vantagens de Ser Invisível e toda a sua suavidade. O enredo flui brilhantemente e culmina em cenas fofas. Aliás, o diretor não se privou de colocar em cena o ápice de beijos gays, o que é maravilhoso. É muito amor exalando a todo momento e o espectador é preenchido por tantos sentimentos bons. Vale muito a pena conferir!

Assista ao trailer!

 

Marcela Gelinski467 Posts

Jornalista, cinéfila, amante de vampiros, apaixonada por pipoca, fã de livros, viciada em Friends e crente em conto de fadas.

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