Crítica: Cinquenta Tons de Liberdade

Eis que chegamos ao último capítulo da série soft porn dos livros Cinquenta Tons de Cinza. E confesso que não foi um caminho fácil ou agradável. Neste episódio, Anastasia finalmente se casa com Christian e tenta viver uma vida relativamente normal com ele. No entanto, parece que todo o universo está contra o relacionamento, colocando empecilhos o tempo todo no amor do casal.

É impressionante como esse filme conseguiu finalizar a trilogia de livros. A cada longa que passa ele vai perdendo mais o sentido e o ibope, finalizando nesta película morna e sem furdunço. Não que os dois primeiros filmes sejam obras-primas do cinema, mas este terceiro definitivamente é o pior de todos, sem nem se esforçar.

Pense em uma história sem cabimento? Agora multiplique. Eu li os livros e realmente eles são ruins. Mas incrivelmente os roteiristas conseguiram tornar o filme ainda pior. Não existe arco narrativo interessante ou história que atraia a atenção do espectador. São apenas várias cenas de sexo sem conexão com a narrativa principal. E pior! Cenas de sexo sem apelo algum e super sem graça. Se nos dois primeiros filmes o casal ainda conseguia mostrar alguma química, neste parece que eles são irmãos transando. Terrível!

Para piorar ainda mais a situação, os pontos interessantes que o segundo filme deixou em aberto foram esquecidos completamente neste terceiro. Kim Basinger, que aparece nos Tons Mais Escuros com uma promessa de se tornar uma vilã, simplesmente não existe neste filme. Sim, ela não está nem no elenco. Ou seja, uma das poucas coisas boas que surgiram na trama, eles fizeram questão de esquecer.

Os personagens alheios ao casal são completamente irrelevantes e sem sal. Só aparecem para não ficar sexo o tempo todo e ter o mínimo de história. Mas nada disso resolve, porque a história é muito ruim. Não existe clímax algum e o momento que promete um pouco mais de tensão se resolve em 30 segundos e da forma mais banal possível. Além disso, precisamos lidar com várias cenas machistas em que Christian simplesmente impõe sua opinião à Ana e ela tem que aceitar.

Fico feliz que é o último filme porque realmente não sei se aguentaria mais outro longa de enrolação. É como se os produtores só quisessem finalizar a trilogia, sem a menor preocupação em fazer algo minimamente interessante.

Assista ao trailer!

 

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