Crítica: Capitão Fantástico

O longa Capitão Fantástico traz uma narrativa que envolve uma família que vive em circunstâncias um pouco diferentes daquelas que estamos acostumadas no mundo atual. Viggo Mortensen vive o papel do pai, Ben, que tem seis filhos e mora em uma floresta na América do Norte, longe da civilização. Ele é adepto de uma filosofia anti-capitalista e acredita que a melhor forma de viver é a partir da natureza e do entendimento dos direitos civis e da liberdade.

O diretor Matt Ross apresenta um trabalho muito contundente e vivido, que envolve o espectador mais desatento, desde a primeira cena que, diga-se de passagem, é muito impactante. A dinâmica familiar é diferenciada e intriga o público. Deixa muito clara a dicotomia do universo capitalista e reacionário e o quanto eles convivem entre si, mesmo sem que se assumam.

O roteiro é verdadeiramente atraente e nos apresenta uma fotografia impressionante. O cuidado da equipe de produção é notório nas vestimentas, nos visuais, nas imagens, escolhas de cenários. Tudo realmente muito bonito.

A ideia que pude perceber que o diretor nos traz é de equilíbrio, como se esse fosse o objetivo final que devesse ser almejado por qualquer idealista. O extremismo não levaria a nada e isso fica bem claro em determinadas situações do longa. A família tem que sair de sua zona de conforto quando a mãe fica doente e precisa de tratamento médico. Isso acaba desestruturando aquele modelo “perfeito” que eles criaram para desenvolver os filhos.

No final da contas, aquele perfeccionismo ideal não existe e o equilíbrio realmente precisa ser aceito de ambos os lados. As relações interpessoais são colocadas em xeque à todo momento e discutidas sempre com base na escolha política e social que a família decide.

Além disso, o filme nos proporciona ótimos momentos de estilos variados, que vão desde o drama à comédia, passando até pela música. É uma obra cuidadosa e minuciosa, com atuações excelentes e que ainda oferece ao público momentos profundos de reflexão sobre os nossos ideais e mudanças que podemos fazer pelo amor que temos ao próximo.

Assista ao trailer!

 

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