Crítica: Bruxa de Blair

Um filme que tinha razoável potencial para superar o original, mas que se perdeu no desespero de assustar as pessoas. Todo o mistério que rondava aquele filme de 1999 foi perdido na afirmação de que a lenda da Bruxa seria verdadeira, e essa é o maior e pior erro deste longa.

O enredo basicamente mostra a história de um jovem cuja irmã desapareceu há algum tempo na floresta onde existe a lenda da Bruxa de Blair. Ele resolve, depois de surgir um vídeo amador e duvidoso na internet, ir até o local onde a gravação foi encontrada e investigar mais à fundo o sumiço da irmã. Ele e o grupo de amigos acabam se perdendo e enfrentando vários perigos na floresta.

Como mencionei primeiramente, um dos piores erros do filme é revelar a bruxa. Para quem assistiu o primeiro Bruxa de Blair sabe que em momento algum a lenda é confirmada e uma das grandes sacadas do roteiro é deixar o espectador intrigado sobre o que realmente aconteceu. Seria realmente uma bruxa ou invenção de alguém? Ou será que o medo de todos acabou gerando uma alucinação coletiva? Com apenas esta dúvida, eles conseguem conduzir o filme criando momentos de tensão, susto e, principalmente, medo.

Nesta versão de 2016, que poderia ter se beneficiado pela tecnologia e afins, a bruxa realmente existe e aparece. E é fundamentalmente neste momento que o roteirista coloca tudo por água abaixo. O filme deixa de ser de suspense e tensão, para ser apenas um longa que se esforça para amedrontar e dar sustos no espectador. E ele até cumpre esse objetivo, mas fica tão claro que um grande potencial foi perdido, que o sentimento de decepção é inevitável.

Além disso, eles fazem um mau uso do estilo de filmagem caseira, onde as câmeras são guiadas pelos próprios personagens. Enquanto o primeiro tinha aquela novidade no cinema e deixou muita gente intrigada, esse é visivelmente forçado, uma vez que em muitos momentos a câmera claramente seria esquecida, mas vira foco principal da cena. A técnica já vem mostrando sinais de cansaço há algum tempo.

E claro que não devemos comparar tanto um filme com o outro, mas é inevitável, uma vez que o próprio cartaz do filme faz isso, ao dizer que “a lenda nunca foi tão real”. O problema é que neste, a lenda não é nem mais lenda.

No geral, em aspectos técnicos e de atuação, a película funciona bem e cria um clima de tensão genuína no espectador. As sequências de escuridão são angustiantes como deveriam ser e os sustos no momento certo. Ainda assim, nada disso consegue salvar o resultado final, que se mostra bastante frustrante.

Assista ao trailer!

 

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