Crítica: A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell

O longa A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell vem causando tensão há algum tempo nos cinemas. O trailer era empolgante e curioso, deixando o espectador intrigado com o resultado de tudo aquilo. Além do mais, tem Scarlett Johansson, que fez sucesso com Lucy, um longa de ficção científica que deu tão certo, que ganhou continuação. Por esse filme ser do mesmo tema, a promessa era boa.

No mundo do futuro, depois que as máquinas se misturaram com os humanos e começaram a coexistir livremente, a Major é criada como o primeiro cérebro fundido com um corpo de computador, promovendo aquilo que a empresa julga perfeito: ser indestrutível e ter noção do que está fazendo, ao mesmo tempo. No entanto, uma ameaça surge e ela tem que lidar com este novo desafio.

O filme evolui de forma bastante gradativa e atraente. A primeira hora é de construção da personagem, sua realidade, as situações que lhes são impostas. E tudo isso funciona muito bem. É uma ficção científica de qualidade, com cenas de luta bem construídas e efeitos especiais muito bem feitos.

O problema, no entanto, é que essa curva de crescimento do enredo perde força na segunda metade. Aquilo que era um atrativo no começo, partindo do pressuposto que aquilo é uma novidade, vai perdendo o encantamento. A história perde o foco, que era mais voltado nas questões existenciais da protagonista, virando apenas um filme de ação. E entenda, é um filme de ação legal. Mas poderia ser muito mais que isso.

Embora eu não tenha lido o mangá no qual o filme foi inspirado, o diretor Rupert Sanders parece ter honrado aquele trabalho original de Mamoru Oshii. Ainda assim, falta ao olhar do espectador aquele detalhe a mais, o toque que o cineasta poderia ter dado.

Scarlett apresenta um trabalho preciso e cuidadoso. A mescla de humana com máquina é feita de maneira fluida e coerente, trazendo as crises existenciais que aquela situação impõe. Ao contracenar com Juliette Binoche, temos os pontos mais altos de atuação do longa. Realmente vale a pena a dupla.

O que decepciona em A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell é que o potencial vai muito além do resultado. A história é muito interessante e atraente, mas se perde na metade, focando apenas na ação que o enredo traz. Se a construção de personagem fosse mais focada na questão existencial, provavelmente teríamos a garantia de uma continuação. Mas esse foco perdido não garante absolutamente nada.

Assista ao trailer!

 

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