Crítica: A Última Ressaca do Ano

Em A Última Ressaca do Ano, um escritório de tecnologia decide proporcionar uma mega festa de fim de ano com o objetivo de conseguir fechar contrato com um cliente super difícil e caro, que garantirá que a atual dona da empresa e irmã do diretor não encerre aquela filial por questões financeiras. A proposta é simples, objetiva, sem propósito e um pouco sem graça. Mas até que o resultado é melhor que a encomenda.

O longa faz parte daquela temporada de roteiros de fim de ano que utiliza as festas de Natal e Ano Novo como plot principal. O problema é que isso vem se tornando tão comum e batido que inovar é cada vez mais difícil. O filme possui personagens bem óbvios e caricatos, como o chefe tranquilo e amigo de todos, a colega de trabalho que é recatada e caxias, a manda-chuva que mais parece o demônio encarnado, o tarado, e por aí vai.

Diferente da maioria dos roteiros de comédia fast-food, no entanto, neste longa as peças se encaixam com certa destreza e cuidado. Os personagens são desenvolvidos razoavelmente, como o próprio protagonista vivido por T. J. Miller, que sofre a perda do pai e os tormentos da irmã megera. Isso faz com que o espectador crie mais empatia pelo elenco como um todo.

É uma comédia em que o espectador ri bastante, mas também não chega a ser forçado. É algo equilibrado, um riso comedido. Mas entenda, não é a sensação de que é um longa de sessão da tarde. Não chega a ser algo memorável, mas cumpre seu objetivo de entreter e divertir. O problema, no entanto, é que faz isso de forma rasa e superficial. Tem um potencial superior ao que é explorado.

Apesar disso, não consegue fugir do óbvio que é o final clichê, com desfechos comuns de situações que se resolvem nos últimos segundos, como que por um toque de mágica. É triste, principalmente para uma fã do seriado Friends que sou, ver Jennifer Aniston, uma boa atriz repetindo personagens filme após filme, sem inovar. O mesmo acontece com Jason Bateman.

Por mais complexo que isso possa soar, talvez até mesmo para mim, o filme é superficial, mas funciona relativamente bem, se é que isso é possível. Bem, ao menos o espectador consegue rir genuinamente.

Assista ao trailer!

 

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