Crítica: A Maldição da Casa Winchester

O longa A Maldição da Casa Winchester traz a premissa de terror com o suporte dos fatos reais. A mansão realmente existe nos EUA e a história sobre ser mal-assombrada desperta interesse em curiosos há anos. Com Helen Mirren no papel da protagonista, o filme tinha tudo para ser muito bom. No entanto, é apenas bom, sem nenhum superlativo para acompanhar.

A narrativa começa com um médico sendo contratado por empresários para dar o atestado de insanidade de uma viúva que ainda é dona de uma grande empresa de armamentos. Mas ela é uma pessoa muito estranha e reclusa. Para conseguir avaliar a paciente, o doutor tem que ir na casa dela e fazer o diagnóstico in loco. Claro que, ao chegar lá, ele se depara com uma série de coisas estranhas, especialmente a própria mansão em que a viúva mora.

A premissa é interessante, mas o esforço imenso em tentar fazer o filme ser assustador resulta, na verdade, em algo bastante amador. Eu venho falando há algum tempo sobre minha frustração com filmes de terror. A boa maioria se preocupa em dar susto e não meter medo no espectador, enquanto eu acredito que devia ser justamente o contrário. O susto é apenas uma consequência do estado de tensão constante que o roteiro consegue manter o espectador. Quando se tem medo, um alfinete caindo no chão assusta.

Mas é justamente o contrário que a boa maioria dos longas de terror faz. E este não é diferente. A Maldição da Casa Winchester traz um contexto simples e  história boa, mas peca pelo esforço. É como se cada cena fosse feita para assustar o espectador. Cada olhar macabro e desnecessário que só faz a pessoa se questionar do por quê o personagem não é ligeiramente mais inteligente.

O roteiro não apresenta nenhum elemento curioso e intrigante que pudesse atrair mais a atenção do espectador. Ao invés disso, segue numa série de clichês sem graça e sem propósito. Porque assim, até um bom clichê pode ser algo interessante, se for bem trabalhado. Mas não é o caso desse aqui.

O que se tem ao final é um filme insosso com desperdício de elenco e potencial. Algo como se os roteiristas e diretores tivessem tido certa preguiça em pensar em algo mais elaborado. Não acho que valha a pena conferir.

Assista ao trailer!

 

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