Crítica: A Bela e A Fera

A Disney consegue nos levar para os lugares mais encantados e inimagináveis do mundo. Retomar uma história que fez tanto sucesso há 26 anos e, desta vez, com atores de verdade, é uma tarefa incrível e audaciosa. Mas estamos falando de Disney, não é?! E Disney não brinca em serviço.

O enredo já é conhecido, mas não menos interessante: Bela é uma jovem considerada estranha pelas pessoas da pequena vila que mora por adorar ler e não gostar do galante Gaston, solteiro almejado por muitas. Bela se vê tendo que ocupar o lugar de seu pai quando o mesmo é capturado por uma Fera. Ela então passa a morar no castelo, como prisioneira.

Difícil saber por onde começar a falar de um filme que já começa com uma belíssima cena musical de abertura. Cores dançando pela tela, trajes milimetricamente pensados, cenário cuidadoso e uma fotografia deslumbrante. Tudo isso consegue fazer com que o espectador se insira na atmosfera do longa sem a menor dificuldade e fique 100% imerso.

O diretor Bill Condon, responsável pelo musical Chicago, relembrou toda sua experiência sonora e aplicou neste filme. As tomadas são entusiasmantes e efusivas, mas na medida certa, sem exagero. É como se ele conseguisse recuperar todo o nosso espírito infantil de quando assistimos o desenho animado quando éramos crianças.

Diferente de Malévola, por exemplo, que trouxe uma história completamente diferente daquela apresentada no desenho animado, A Bela e a Fera é extramente fiel à obra original,inclusive nos diálogos. Apesar disso, que considero um ótimo detalhe que deve agradar a boa maioria dos fãs, a produção também traz um material original que é capaz de conectar ainda mais a trajetória de Bela como protagonista.

As cenas de música são realmente um espetáculo à parte, de encantar o espectador, que se pega sorrindo em diversos momentos. O cuidado pode ser visto também no luxo das roupas e decoração, além dos efeitos visuais. A Fera realmente está cheia de facetas que a tornam um protagonista real e não apenas de apoio para Bela.

Emma Watson, por sinal, está a verdadeira Bela. É quase impossível perceber qualquer traço de Hermione nela, o que mostra que a atriz conseguiu se desvencilhar muito bem do papel que a lançou. A união dela com Kevin Klein, que interpreta Maurice, o pai, também é certeira, assim como Luke Evans no papel de Gaston. Já Dan Stevens, que aparece apenas no início e no final, depois que deixa de ser Fera, também traz todo o requinte da história, com seu ar de nobreza europeia.

Quanto ao personagem homossexual, jamais conseguirei compreender tamanho alvoroço. A Disney vem inserindo cada vez mais a diversidade em seus filmes, mostrando a todos as múltiplas diferenças que a sociedade tem. Ainda assim, o faz de maneira cautelosa e suave, sem ser agressivo. Ela nunca esquece que seu público é, em sua maioria, crianças.

A Disney vem retomando alguns clássicos e transformando em live-action, porque já percebeu que o público de antigamente compra a ideia e o atual também se interessa por tais histórias. Cinderela e agora A Bela e a Fera são exemplos disso. É uma sensação de puro encantamento e emoção assistir à essa história novamente, sob um ângulo mais completo e gracioso. É como se fizéssemos parte de tudo isso. Mas efetivamente fizemos, não é verdade?! Vale cada segundo.

Assista ao trailer!

 

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