Crítica: Visões do Passado

Em tempos de bons filmes de terror, como é o caso de A Bruxa e Boa Noite, Mamãe, Visões do Passado chega para destoar dos demais, apresentando um roteiro duvidoso e efeitos bastante contraditórios, mesmo tendo um elenco composto por bons atores.

A história é um tanto confusa e mostra um psicanalista que retorna ao seu país de origem depois de passar pela traumática perda de sua única filha. Ele está contando com a ajuda de um professor da universidade para conseguir alguns casos para que ele se mantenha ocupado e possa recomeçar a vida. Enquanto isso, sua esposa está em depressão profunda, tomando remédios e passa a maior parte do tempo dormindo.

De cara já dá para perceber que não existe nenhuma originalidade na história, pois começa do mesmo jeito que muitos longas de terror meia boca. Mas o que mais perturba é a evolução da história e os personagens que são criados.

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Ele recebe uma paciente adolescente no consultório, mas a menina não fala nada. Ela aparece no meio da noite, com tudo escuro e usando uma capa preta. Me desculpe, mas eu ri bastante neste momento. E daí é água abaixo. Embora Adrien Brody seja um excelente ator e tenha bons filmes no seu repertório, neste especificamente ele consegue passear entre o inerte e o canastrão. A prova de que um roteiro ruim consegue acabar com a performance de qualquer ator.

Enquanto a história evolui de maneira bem estranha e previsível, dando reviravoltas completamente desnecessárias e perdendo o foco que o enredo deveria ter, a esposa dele dorme. E dorme muito. Aliás, ela some. É apenas uma pessoa que dorme o filme todo. Em dado momento ele larga a mulher em depressão profunda sozinha em casa para ir encontrar com o pai em outra cidade. Bastante prudente para um psicanalista, pensei. Se ela aparecesse morta no final, eu até respeitaria mais a presença dela. Mas infelizmente isso não acontece.

Por fim, o filme é uma completa confusão e mistura de péssimas atuações com personagens sem profundidade e um roteiro muito pobre. Assustada por natureza que sou, tomei susto em dois momentos. Mas nada que me fizesse pensar muito no caso depois. Não seria um filme que eu recomendaria por absolutamente motivo algum.

 

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